sábado, 4 de maio de 2013

DISBIOSE INTESTINAL E INTESTINO IRRITÁVEL


Como citado anteriormente, duas das possíveis causas para as alergias alimentares são chamadas e de Disbiose Intestinal e Síndrome do Intestino Irritável.
Estas condições clínicas levam às constantes lesões da mucosa intestinal e podem, com o tempo, desencadear o processo alérgico a partir da exposição da circulação sanguínea aos alimentos não digeridos.
Além disso, eu tenho encontrado em muitos casos, senão na maioria dos meus pacientes, a presença da alergia alimentar nestes casos, que se curam com o afastamento do alimento alérgico e os tratamentos adequados para dessensibilzar os leucócitos e recuperar a mucosa intestinal através da Ortomolecular e Medicina Biológica.

Vamos então conhecer um pouco mais destes diagnósticos:
Disbiose intestinal – Conheça as causas e os tratamentos [1]
A disbiose intestinal significa, literalmente, uma disfunção colônica (do cólon) devido à alteração da flora intestinal.
Os sintomas são usualmente intestinais, como flatulência, alteração do ritmo normal intestinal e distensão abdominal.
A flora intestinal normal consiste em bacteróides, bacterium bifidum, várias cepas de E. coli, Enterococci e Lactobacili. Proteus, fungos, Clostridia, Staphilococci e esporos aeróbicos estão presentes em pequeno número.
Além de outras funções, a flora intestinal sintetiza vitaminas, principalmente as do grupo B. Se a aflora intestinal é anormal, então a hipovitaminose pode acontecer.
Existe uma relação entre a permeabilidade da membrana da mucosa intestinal e a flora intestinal normal. Portanto, quando estamos diante de um quadro de flora intestinal anormal, teremos uma inadequada quebra de peptídeos e reabsorção de toxinas do lúmen intestinal.
Estas toxinas caem na circulação portal e podem produzir efeitos farmacológicos, “efeito exorfina”, dando quadro de letargia observados nos casos de múltipla sensibilidade a alimentos.
Este fenômeno pode produzir uma grande quantidade de patologias, que vão de depressão a artrite reumatóide. É importante entender que a presença no cólon de fezes putrefativas, gerando placas duras e aderentes a mucosa intestinal, libera toxinas para todo o organismo. Estas toxinas podem ser alimentadas pela pele, onde teremos quadro de urticária e acne, ou para as articulações, gerando quadros de inflamação e até mesmo lesões articulares como a artrite reumatóide.
O tratamento da disbiose consiste em duas abordagens, uma dietética e outra usando complexos homeopáticos, probióticos e organoterápicos, resolvendo assim a grande maioria dos casos.
Nos casos mais graves, há a necessidade de lavagens colônicas (hidrocolonterapia) para remover conteúdos putrefativos do intestino e permitir a drenagem linfática do cólon. O stress psíquico deve ser identificado e tratado adequadamente.
A dietoterapia para disbiose passa por uma orientação alimentar, evitando-se carnes vermelhas, leite de vaca e derivados, leite de cabra, ovos, soja, açúcar branco e alimentos processados. A dieta deve consistir em grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho e alho-poró, além de frutas, grãos, castanhas e outros legumes.
Teorias cientificas modernas das causas da disbiose podem ser atribuídas a uma serie de fatores:
  • Uso indiscriminado de antibióticos
  • Uso indiscriminado de antiinflamatórios hormonais e não hormonais
  • Alergias alimentares
  • Abuso de laxantes
  • Nutrição pobre, com consumo excessivo de alimentos processados em detrimento
    aos alimentos crus
  • Excessiva exposição a toxinas ambientais
  • Doenças consuptivas (câncer e Aids)
  • Disfunções hepatopancreáticas
  • Alteração de pH gastrintestinal
  • Stress
  • Diverticulose

O diagnóstico da disbiose se dá pelas seguintes considerações:
  • História de constipação crônica, flatulência e distensão abdominal
  • Sintomas associados como fadiga, depressão ou mudanças de humor estão freqüentemente presentes camuflando a doença intestinal como causa
  • Culturas bacterianas fecais
  • Exame clínico revela abdômen hipertimpânico e dor à apalpação particularmente do cólon descendente
  • Avaliação pela eletroacupuntura de Voll, onde o índice de quebra nos pontos de medição do intestino grosso, intestino delgado, fígado, pâncreas e baço são importantes nesta patologia, proporcionando principalmente nos pontos do intestino grosso e delgado a possibilidade de diagnosticar o agente patológico da disbiose.
  • Teste pelo Vegatest, EIS ou Moraterapia.
DISBIOSE INTESTINAL [2]
No nosso organismo, 100 trilhões de bactérias de mais de 400 espécies diferentes vivem em um delicado balanço. A nossa flora intestinal tem funções importantes como a síntese de algumas vitaminas e a defesa do nosso organismo. Quando esta flora é abalada, nosso organismo fica sujeito à passagem de toxinas para a circulação portal. É a disbiose intestinal, transtorno no qual as bactérias da flora normal ficam em minoria e o organismo torna-se debilitado já que a capacidade de defesa orgânica diminui. Artrite reumatóide, acne, urticárias, depressões, celulite, são transtorno que podem ter na disbiose um possível fator etiológico.
Situações como uso de medicamentos (principalmente antibióticos), estresse, uso de laxantes, infecções, dieta inadequada, constipação intestinal, podem fazer com que haja um desequilíbrio desta população bacteriana. Os sintomas incluem desde alterações no ritmo intestinal, até flatulência, irritabilidade e fadiga. A avaliação com um médico faz-se necessária para o início do tratamento e a alimentação tem papel fundamental neste processo.
A dieta deve ser individualizada e focada na causa do problema. De forma geral deve-se evitar corantes, conservantes, glutamato monossódico, carnes vermelhas e alimentos gordurosos. Alguns alimentos como leite, ovos, soja, açúcar branco e embutidos também devem ser evitados. Frutos do mar e alimentos ricos em glúten podem não ser desejáveis dependendo da gravidade do problema. A dieta deve consistir em grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura, couve-flor, repolho, chicória, cebola, alho e alho-poró, além de frutas, farinha de banana, arroz integral e leguminosas. Sob orientação, também devem ser usados produtos contendo probióticos (microorganismos vivos que melhoraram a flora intestinal) como leites fermentados e iogurtes especiais.
Sintomas da Síndrome do Intestino Irritável ( 3)
Quando uma pessoa sente uma dor forte no estômago ou mesmo uma cólica intestinal, e toma a iniciativa de procurar auxílio médico, invariavelmente não sabe a qual especialista recorrer. Os sintomas desses distúrbios podem indicar um desconforto momentâneo, uma diverticulite ou algum tipo de gastrite.
No entanto, muitas vezes, a pessoa pode estar sofrendo de outro distúrbio de grande incidência que é a síndrome do intestino irritável (SII), uma doença pouco conhecida, mas que atinge cerca de 25% da população adulta mundial, na sua maioria mulheres.
O gastroenterologista Flavio Steinwurz, da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, explica que a síndrome é assim chamada devido às alterações emocionais que incidiam sobre o portador. A doença é um evento funcional que, ao contrário das doenças orgânicas, não apresenta lesões nem inflamação.
Por isso, passou a ser usada a expressão síndrome do cólon irritável. Mais tarde, verificou-se que o problema não acomete só o cólon, mas outras partes do tubo digestivo. “Diante disso, para sermos precisos, a síndrome deveria ser chamada de esofagogastroenterocolopatia funcional, nome complicado demais”, esclarece.
Na língua inglesa, essa síndrome é conhecida como Irritable Bowel Syndrome. Bowel significa tripa. “Ora, chamá-la de “síndrome da tripa irritadiça” também não parecia uma escolha adequada”, comenta o especialista. Assim, se você sente uma forte dor abdominal ou um desconforto que se alivia com a evacuação ou eliminação de gases, fique atento. Você pode ser mais uma vítima dessa síndrome que, nos Estados Unidos, é a segunda maior causa de falta ao trabalho, perdendo apenas para os estados gripais.
Automedicação
Segundo o professor de Clínica Cirúrgica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Luiz Sérgio Nassif, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e videocirurgia, os sintomas mais recorrentes da SII são as dores ou desconforto abdominal, o inchaço do abdome pelo excesso de gases e a prisão de ventre ou diarréia.
“Uma das principais causas da doença vem do sistema nervoso”, explica o médico. Assim, o estresse, aliado a diversos outros fatores, como erros alimentares e falta de exercícios, potencializa seus sintomas.
Conforme o especialista, algumas questões postergam o efetivo tratamento da doença. A primeira delas é a automedicação, uma prática comum da população brasileira, que recorre aos laxantes ou antiespasmódicos, sem qualquer prescrição médica.
“Como, muitas vezes, os sintomas são passageiros e desaparecem facilmente, a procura por um especialista é geralmente adiada”, reconhece. Nassif explica que a SII é uma doença intestinal benigna que pode ocorrer em qualquer idade, notadamente entre os 30 e 50 anos.
“Muitas vezes, no fim do dia, o portador da síndrome é obrigado a abrir o cós da calça porque sente a barriga estufada”, ressalta Flavio Steinwurz . Além disso, pode ter tanto intestino preso como intestino solto, ou ambos alternadamente, dependendo da irritação que as alterações da motilidade intestinal tenham provocado.
Hábitos restritivos
O problema é considerado uma doença funcional, ou seja, não se encontram em exames laboratoriais evidências de alterações orgânicas, mas sim no mau funcionamento do intestino. Por isso, conforme o cirurgião, a total confiança do paciente no seu médico é primordial para o sucesso do tratamento.
“A síndrome dificilmente é comprovada por algum tipo de exame”, admite o médico, salientado que é necessária uma série de investigações para se obter um diagnóstico preciso. Entre os exames mais solicitados estão a endoscopia digestiva e a colonoscopia.
Nassif observa que, na grande maioria dos casos, os quadros da doença são leves. No entanto, mesmo assim, a síndrome acaba prejudicando as atividades diárias do paciente e interferindo na sua qualidade de vida, no humor, na capacidade de concentração e no relacionamento social, incluindo momentos de apreensão e permanente sensação de insegurança. “Algumas pessoas podem manter hábitos restritivos com medo de passar por situações constrangedoras”, enfatiza.
O controle dos sintomas da doença pode ser alcançado por meio de dietas específicas, reduzindo o estresse, combinado com o uso de medicamentos que controlam os movimentos intestinais, melhorando a dor e o desconforto abdominal, além de normalizarem o trânsito intestinal.

Critérios de diagnóstico
Somente um profissional médico qualificado poderá oferecer um diagnóstico seguro. O questionário abaixo apresenta os principais critérios para o diagnóstico da SII. Se você respondeu com “sim” a uma ou mais destas perguntas, consulte um médico, pois você pode estar sofrendo da doença.
* Você sofre de cólicas ou de dores devido a espasmos no abdome, distensão, inchaço abdominal ou muco nos seus movimentos intestinais?
* Você tem notado alterações na freqüência dos movimentos intestinais e/ou da consistência das fezes (mesmo talvez alternando entre diarréia e constipação)?
* Os sintomas melhoram após movimentos intestinais?
* Você tem sofrido desses sintomas por pelo menos três meses?
* Você nota alguma conexão entre os sintomas e situações de estresse e/ou tensão psicológica?
* Investigaram-se outras desordens gástricas e/ou digestivas como possível causa, sem resultado?

FONTE: BLOG DO DR. PAULO MACIEL

3 comentários:

  1. Gostei do texto! Parabéns!
    Tenho um falando sobre a cirurgia bariátrica que hoje reconhecidamente entra como tratamento para problemas associados à obesidade como hipertensão e diabetes.

    http://alexamorim73.blogspot.com.br/2013/04/cirurgia-bariatrica.html

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