domingo, 7 de abril de 2013

Saiba tudo sobre Câncer Retal

O orifício retal é o músculo que controla a saída das fezes, localizado na extremidade do intestino grosso. Tumores anais são aqueles que ocorrem no cretal e margens anais. O orificio retal (parte interna do orifício final do intestino grosso) , marcado pela musculatura puboretal.
Tumores no orifício retal são mais freqüentes no sexo feminino, e tumores na margem do orifício retal (parte externa do orifício final do intestino grosso) são mais freqüentes no sexo masculino.
Esses tumores exibem diferentes tipos histológicos, sendo o tipo carcinoma epidermóide aquele que ocorre em cerca de 98% dos casos.
O câncer do orifício retal é raro, correspondendo apenas a 4% de todos os tipos de câncer que acometem o intestino grosso.

Fatores de Risco

Alguns aspectos infecciosos, como o HPV e o HIV, estão relacionados com o desenvolvimento do câncer do orifício retal.
Uma dieta pobre em fibras, a prática de sexo retal, o alto consumo de produtos do tabaco, e a fístula retal crônica (doença caracterizada pela presença de um trajeto entre o cretal retal e a margem do orifício final do intestino grosso com secreção purulenta) são outros fatores de risco.

Prevenção

Uma dieta balanceada, com boa ingestão de fibras e que seja pobre em gordura, é considerada uma medida preventiva. É importante estar atento para alterações nos hábitos intestinais e para a presença de sangue nas fezes. Caso isso ocorra, deve ser procurado o médico.

Detecção Precoce

Quando detectado em estágio inicial, o câncer do orifício retal possui grandes possibilidades de cura.
É importante consultar um médico sempre que sintomas como dor, prurido e sangramento estejam presentes, principalmente nos indivíduos com fatores de risco para o câncer retal.
Os indivíduos com mais de 50 anos, fumantes, com história de fístula , infectados pelo HPV e com feridas no orifício final do intestino grosso, são considerados sob risco de desenvolver câncer de orifício final do intestino grosso.
Procedimentos que examinem o orifício final do intestino grosso e o reto (toque retal, pássarocopia e proctoscopia) são usados para a detecção destes tumores.

Sintomas

O câncer retal apresenta como sintomas mais comuns: coceira, dor ou ardor no orifício final do intestino grosso; sangramento nas evacuações; secreções incomuns no orifício final do intestino grosso; feridas na região final do intestino grosso e incontinência fecal (impossibilidade para controlar a saída das fezes).

Diagnóstico

Inicialmente realiza-se um exame de toque e, se necessário, uma pássarocopia e proctoscopia. O diagnóstico será realizado através de biópsia de uma amostra do tecido. Outros exames, como ultra-sonografia e ressonância magnética, podem ser solicitados pelo médico para detectar a extensão do tumor e o melhor tratamento.

Tratamento

A escolha do tratamento depende do estágio do câncer.
O tratamento mais utilizado é uma combinação de quimioterapia e radioterapia. Esta combinação oferece uma taxa igualitária em termos de cura ao tratamento de ressecção abdômino-perineal utilizada anteriormente, com a vantagem da preservação esfincteriana.
Em estágios iniciais, o tratamento cirúrgico normalmente é eficiente para remover a parte da região afetada (lesão)
Fonte: www.inca.gov.br
 
O que é orifício retal?
O orifício retal é a parte final do intestino grosso. É uma espécie de anel formado por músculos que controla a saída de fezes.

O que é o câncer do orifício retal?

É um tipo raro de câncer, que apesar de estar próximo ao cólon e reto, comporta-se de maneira diferente, e portanto, tem também tratamento diferente.

Quais as causas do câncer do orifício retal?

As causas do câncer de orifício retal não são estabelecidas, porém, há alguns fatores de risco que aumentam à chance de desenvolver câncer :
HPV (Papilomavírus humano): parece ser um fator de risco importante.
Idade:
A maioria dos pacientes com câncer retal tem mais de 50 anos.
Sexo retal:
Particularmente se iniciada antes dos 30 anos, oferece maior risco de câncer . Isto pode estar relacionado ao trauma no local ou a doenças transmissíveis
Inflamação crônica:
Pessoas com inflamação crônica no orifício retal (fístula, fissuras, abcessos) podem ter maior risco de desenvolver câncer.

Como o câncer do orifício retal pode ser diagnosticado de forma precoce?

O câncer pode ser diagnosticado em estágios iniciais. Recomenda-se o toque retal uma vez por ano, mesmo quando não há sintomas, a partir dos 50 anos.

Quais são os sinais e sintomas do câncer do cretal do esfincter externo do orifício retal?

Os principais sinais e sintomas do câncer de cretal retal são:
Coceira, ardor ou dor no orifício final do intestino grosso
Ferida na região final do intestino grosso
Dor ou sangramento nas evacuações
Secreção retal
Nódulo ou caroço , mesmo sem dor
Mudança no hábito intestinal, ou no tamanho e forma das fezes
Os sintomas do câncer do orifício retal são comuns a outras doenças, por isso, ao apresentar um dos sintomas acima relacionados consulte um médico

Como é realizado o diagnóstico do câncer do orifício retal?

Na consulta o médico irá perguntar sobre a saúde do paciente e realizará um toque retal.
Pode ser solicitado um dos exames abaixo:
Proctoscopia:
Exame que visualiza o reto e o orifício final do intestino grosso
Ultrassom transretal:
Exame de imagem, que verifica a presença de alterações no reto e cretal retal
Se durante a proctoscopia for encontrada uma lesão será realizada uma biópsia, que é um exame realizado com uma amostra de tecido, para verificar a presença de células malignas

O que é estadiamento? Como é realizado?

Após o diagnóstico de câncer de orifício retal deve ser planejado o tratamento.
O tratamento depende principalmente do estadiamento e das condições gerais do paciente.
O estadiamento significa a avaliação da extensão da doença. O estadiamento leva em conta três fatores: o tamanho do tumor, a invasão dos linfonodos (gânglios) e a presença de metástases (implantes em órgãos, como o pulmão ou fígado).
A partir dessa avaliação a doença é classificada em um estádio que vai de 0 a 4. Quando mais baixo o estádio, menor a extensão da doença.

Como é o tratamento do câncer do orifício retal?

Até a década de setenta todos os pacientes com câncer eram submetidos à amputação do reto e do orifício retal, com colostomia definitiva. Com o desenvolvimento de técnicas conjuntas de Radioterapia e Quimioterapia, hoje cerca de 80% dos casos são controlados sem cirurgia, apenas com tratamento conservador.
A escolha do tratamento depende do tipo de tumor, do estádio e das condições do paciente.
Os três tipos principais do tratamento do câncer retal são:
Radioterapia
Quimioterapia
Cirurgia.

Tratamento cirúrgico

Há dois tipos de tratamento cirúrgico:
Ressecção local:
Se o câncer é pequeno e superficial, é realizada uma ressecção local. Nesta cirurgia o tumor é retirado junto com um tecido normal que envolve o tumor. Geralmente, neste tipo de cirurgia, o esfíncter (músculo que abre e fecha o orifício retal) não é lesado. Isto significa que as fezes serão eliminadas da forma normal.
Ressecção abdômino-perineal:
Este tipo de cirurgia remove o orifício retal e o reto. Como eles são retirados é necessário fazer uma saída para as fezes. Esta abertura é realizada no abdome e é chamada de colostomia (ver cuidados com estomas).

Efeitos colorretais da cirurgia

A cirurgia causa dor temporária que é controlada com analgésicos. É importante que o paciente relate ao enfermeiro sobre a presença da dor para que possa ser medicado.

Quimioterapia

Quimioterapia é o uso de drogas para matar as células do câncer. É um tratamento sistêmico, pois a droga passa por todo o corpo através do sangue. A quimioterapia no câncer de orifício retal é utilizada para aumentar o efeito da radioterapia.
A quimioterapia é dada em ciclos, ou seja, o indivíduo recebe a quimioterapia e depois permanece algumas semanas em descanso, pois é necessário que o organismo se recupere.
A maioria dos pacientes realiza a quimioterapia em regime ambulatorial, ou seja, o paciente comparece ao ambulatório, recebe a quimioterapia e vai para casa no mesmo dia.
As drogas mais utilizadas são o flurouracil, a mitomicina e a cisplatina.

Efeitos colaterais da quimioterapia

A quimioterapia não é específica para as células cancerosas, ou seja, atinge todas as células do organismo. É realizada por via venosa e circula através do sangue por todo organismo. Os efeitos colaterais variam de acordo com a dose e as condições de cada paciente. É importante lembrar que os efeitos da quimioterapia são temporários e desaparecem ao final do tratamento.

Radioterapia

É o uso de um tipo de radiação (semelhante aos Raios-X) que causa a destruição das células. É um tratamento local, pois afeta somente a área tratada.
A radioterapia no orifício final do intestino grosso é dada através de uma máquina. O paciente recebe a radiação por cinco dias seguidos e descansa nos finais de semana.

Efeitos da radioterapia

Assim como a quimioterapia, a radioterapia não diferencia as células normais das células cancerosas. Os efeitos da radioterapia dependem do local do corpo que é tratado.
No caso do câncer, os efeitos mais comuns são:
Cansaço, irritação da pele, diarréia e irritação na bexiga. A pele volta ao normal em 6 a 12 meses.

O que acontece após o tratamento do câncer?

Após o tratamento, o paciente deve ser acompanhado pelo médico regularmente, que irá informar quando devem ser marcados os retornos. Antes das consultas o paciente deverá fazer exames de sangue, radiografias e tomografias para verificar se o tumor voltou.
 
Fonte:Portal São Francisco

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