terça-feira, 23 de abril de 2013

Dicas para ajudar seu filho a comer melhor!

Sou uma mãe de sorte, Ana Bia sempre comeu de tudo. Até os 2 anos. A partir daí, baixou o espírito do “isso eu não quero, aquilo não gosto”, e passou a ser bem mais seletiva, como já contei AQUI. De forma que fui obrigada a buscar maneiras criativas de convencê-la a não só experimentar outra vez, mas voltar a consumir alimentos banidos, aparentemente sem motivo, do seu cardápio.

ALGUMAS DICAS QUE DERAM CERTO AQUI EM CASA:

Ofereça o alimento de várias formas – Não desista só porque o filhote torceu o nariz para algum legume. Não gostou cozido? Ofereça cru. Não rolou? Que tal num suflê? Numa lasanha ou refogado, como molho ou feito sopa? Mude a consistência que, aposto, vai ter sucesso. Assim fazemos com o espinafre (excelente fonte de cálcio) e a couve (que possui ação vermífuga e ameniza as doenças respiratórias), alimentos que se misturam e se transformam na nossa cozinha. Vale o mesmo para a batata doce, a rosa e a mandioquinha (ou baroa), estas em forma de um purê saboroso, com todos estes tipos misturados. Acho que a minha filha é a única criança do mundo que não gosta de batata frita. Ai, ai.

Cortar diferente – É sabido que a gente come primeiro com os olhos: a apresentação do alimento interfere - e muito – na apetência. Com a cenoura foi assim. Crua ao natural, cozida em cubinhos ou ralada, para todas as variações a Ana Bia fazia cara feia. Até que um dia me ocorreu cortar em tirinhas, ao comprido. Enfeitei em volta do prato como se fossem raios de sol. Bingo. Já na chegada à mesa ouvi gritinhos eufóricos: “Que lindo!”. Sem reclamar pegou um, dois, dez palitinhos e mandou ver a ponto de eu precisar intervir: “Bia, não come só cenoura, poxa, come a comida também!”.

Não aceita de jeito nenhum? Camufle – Com a beterraba, Ana Bia decretou guerra à pobre hortaliça e nada a faz erguer a bandeira da paz. Pois bem: cozinho uma inteira no feijão. Depois pico e esmago com o garfo, e devolvo pra panela. Além de engrossar e deixar uma cor maravilhosa no caldo, é rica em vitamina B e sais minerais como potássio, zinco, sódio e ferro, excelente para prevenir anemia e prisão de ventre. E seu açúcar natural dá um levíssimo adocicado ao prato, que rende elogios “nossa, o que você colocou nesse feijão que está tão bom?”. Experimente.

Picolés e sucos – Algumas frutas, não me pergunte por que, a minha filha só aceita em forma de suco. Uvas verdes ela adora como sobremesa. As roxas, só em forma de bebida. Laranja, idem. Já tangerina (ou mexerica) adora em gomos e não para beber. Vá entender! Agora, a maioria das frutas é bem aceita em forma de picolé. Morango com iogurte, banana com leite, até o limão azedinho congelado vai, mas feito limonada nem implorando. E quer mais uma coisa engraçada? Eles precisam ser feitos em casa. Picolé industrializado, só o de uva. Nenhum outro ela gosta. Haja criatividade a esta pobre mãe!

Investigue a causa da resistência ao alimento - Às vezes é só implicância com alguma característica que a criança não sabe explicar. Querem um exemplo? Banana. A Bia, quando pequena, não comia banana pura por nada neste mundo, tinha sempre que esmagar num pratinho ou picar para que pegasse com um garfo. Dar na mão dela, nem pensar. Aí fomos numa festa infantil e lá pelas tantas a vi devorando uma banana, toda feliz. Alguém (gênio!) descascou por inteiro e ofereceu pra ela, que adorou. Sabe qual era o problema? Eu descascava até a metade para que pudesse segurar e não sujar a mão e ela tinha nojo justamente da casca!


Horta caseira – Essa dica é do livro “Guia descomplicado da alimentação infantil” (Editora Abril), do Dr. Mauro Fisberg, com a nutricionista Priscila Maximino, e deu certo com a Bia: plantar vegetais em casa. Começamos com o famoso feijãozinho no algodão, de brincadeira, e hoje já passamos por vários temperos. Você pode cultivar em sua hortinha particular e incentivar o paladar destes sabores: alecrim, manjericão, tomilho, cebolinha... Hortelã a Ana Bia adora mascar. Eu amo misturar no chimarrão. As plantas só precisam de sol e água diários. “Faça com que seus filhos acompanhem todas as etapas do processo até a colheita e, depois preparem juntos um prato como que foi cultivado. É uma experiência vitaminada e saborosíssima em muitos aspectos”, diz no livro.
 Fonte:MSN

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