terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

STAND UP - NOVO TIPO DE EXERCÍCIO


Hibrido, como traduz o dicionário, é o adjetivo usado para definir um animal que nasceu da mistura de ‘pais’ de espécies diferentes. No reino animal, o burro e a mula são dois exemplos. No mundo do esporte, o stand up surfe (também conhecido pelo nome inglês de stand up paddle surf) poderia representar bem a mistura entre surfe e remo.

Hibrido, como traduz o dicionário, é o adjetivo usado para definir um animal que nasceu da mistura de ‘pais’ de espécies diferentes. No reino animal, o burro e a mula são dois exemplos. No mundo do esporte, o stand up surfe (também conhecido pelo nome inglês de stand up paddle surf) poderia representar bem a mistura entre surfe e remo.
Do surfe, a posição – em pé – e a prancha. Do remo, como não poderia deixar de ser, as pás que reagam a água e dão movimento. Mais democrático que seus progenitores, o stand up surfe, na tradição livre, surf em pé e com remos, não tem pré-requisitos tampouco contraindicação. Pode ser praticado por gordos, magros, ativos, sedentários, adultos e crianças.
“Basta uma prancha específica e compatível com o peso e altura para conseguir se equilibrar e remar”, garante Rico de Souza, surfista profissional, professor e empresário do ramo no Rio de Janeiro.
Apesar de fácil, a modalidade não é autodidata. Para equilibrar-se na prancha e remar água adentro, é preciso orientação e acompanhamento, ao menos inicial, de profissionais especializados ou praticantes.
“É importante aprender com instrutores ou pessoas que já conhecem a modalidade. A postura correta é fundamental para que o esporte seja bem executado e dê resultado. O risco de impacto na coluna é alto, mas uma vez incorporadas as regas, o aluno deslancha sozinho.”
As noções básicas podem ser adquiridas em pacotes váriados de ensino. Em média, cinco aulas bem guiadas são suficientes para minimizar os riscos, entender as regras e assumir a técnica por conta própria.
"Praticar no mar exige também conhecimento do código de trânsito marítimo. O risco não é apenas a quem pratica, todo cuidado é pouco para não provocar acidentes com banhistas."
Ganhos de braçada
Em pé e com os remos nas mãos, no mar de marola ou na represa tranquila, é possível acionar todos os músculos do corpo, ao mesmo tempo. O stand up, embora confunda atividade física com lazer, rende além de diversão, abdômen definido, pernas firmes e braços fortes.
“Para quem assiste, a impressão que dá é que ele só aciona os braços. Entretanto, encontrar o equilíbrio e se manter na prancha, exige um trabalho de respiração, força nas pernas e contração do abdômen. Quando comecei a treinar, ao final do dia, sentia o corpo todo dolorido. Não tem um grupo muscular do corpo que escape do esforço”, explica Dinarte Domingues Neto, professor e dono da escola de surfe Itararé, em Florianópolis, Santa Catarina.
Para quem tem acesso fácil as praias ou represas, o esporte assume o posto da musculação ou da corrida. Muitos atletas, interessados na dobradinha entre natureza e condicionamento físico, optam por investir no kit básico da modalidade e abandonar as mensalidades das academias.
Cansado da rotina previsível das salas de musculação, Neto usa o stand up como condicionamento físico para aguentar a (invejável) maratona de ensinar surfe nas praias catarinenses.
"Assim como eu, muitos alunos já estão substituindo as aulas de ginástica tradicionais pelo stand up."
Do Oiapoque ao Chuí
Embora exista há quatro anos no Brasil, o "surfe híbrido" ganhou força no verão de 2010. Escolinhas pelo litoral do País já incorporaram à grade de aulas os pacotes de stand up. Sedutora, a modalidade ganhou planfetários virtuais.
O advogado Gustavo Luis Luckman divide as obrigações da profissão oficial com a divulgação de seu site, Sup Surf, sobre o stand up. A ideia era arrebatar amigos e promover o intercâmbio das remadas.
“Há três anos, poucas pessoas praticavam. A proposta do site era promover o esporte. Hoje, já são 300 pessoas que praticam aqui no Rio Grande do Sul. Conheci muita gente, estimulei vários amigos e ensino filantropicamente. É possível praticar em muitas cidades do Brasil.”
O esporte sempre teve um espaço privilegiado na vida do gaúcho de 41 anos. Surfista amador, Luckman sofreu uma lesão na coluna que o afastou das praias. Órfão de uma modalidade que lhe apetecesse, encontrou no stand up uma alternativa para não deixar de “surfar”.
A distância de 20 quilômetros entre sua casa e a represa mais próxima, porém, o impedem de treinar durante a semana. “Só não faço do stand up a minha musculação por falta de logística. Consigo treinar aos finais de semana.”
Luckman também prega o valor social e acessível do esporte. Segundo ele, sua mãe, de 64 anos, um metro e 78 centímetros, e 100 quilos, testou e aprovou. “Não é difícil aprender. E todo mundo que experimenta, gosta.”
A democracia do esporte esbarra no alto custo do material. Embora o investimento seja de longo prazo, as pranchas específicas para a prática do stand up surfe custam, em média, três mil reais. Os remos são menos agressivos ao bolso, com 800 reais é possível adquirir o par.
“É um esporte caro, mas compensador. As pranchas duram de três a cinco anos. O lado lúdico e social também compensa. Agrega as pessoas, possibilita a interação entre pais e filhos, e mistura exercício com lazer”, defende Rico de Souza.
Fonte: IG

Do surfe, a posição – em pé – e a prancha. Do remo, como não poderia deixar de ser, as pás que reagam a água e dão movimento. Mais democrático que seus progenitores, o stand up surfe, na tradição livre, surf em pé e com remos, não tem pré-requisitos tampouco contraindicação. Pode ser praticado por gordos, magros, ativos, sedentários, adultos e crianças.
“Basta uma prancha específica e compatível com o peso e altura para conseguir se equilibrar e remar”, garante Rico de Souza, surfista profissional, professor e empresário do ramo no Rio de Janeiro.
Apesar de fácil, a modalidade não é autodidata. Para equilibrar-se na prancha e remar água adentro, é preciso orientação e acompanhamento, ao menos inicial, de profissionais especializados ou praticantes.
“É importante aprender com instrutores ou pessoas que já conhecem a modalidade. A postura correta é fundamental para que o esporte seja bem executado e dê resultado. O risco de impacto na coluna é alto, mas uma vez incorporadas as regas, o aluno deslancha sozinho.”
As noções básicas podem ser adquiridas em pacotes váriados de ensino. Em média, cinco aulas bem guiadas são suficientes para minimizar os riscos, entender as regras e assumir a técnica por conta própria.
"Praticar no mar exige também conhecimento do código de trânsito marítimo. O risco não é apenas a quem pratica, todo cuidado é pouco para não provocar acidentes com banhistas."
Ganhos de braçada
Em pé e com os remos nas mãos, no mar de marola ou na represa tranquila, é possível acionar todos os músculos do corpo, ao mesmo tempo. O stand up, embora confunda atividade física com lazer, rende além de diversão, abdômen definido, pernas firmes e braços fortes.
“Para quem assiste, a impressão que dá é que ele só aciona os braços. Entretanto, encontrar o equilíbrio e se manter na prancha, exige um trabalho de respiração, força nas pernas e contração do abdômen. Quando comecei a treinar, ao final do dia, sentia o corpo todo dolorido. Não tem um grupo muscular do corpo que escape do esforço”, explica Dinarte Domingues Neto, professor e dono da escola de surfe Itararé, em Florianópolis, Santa Catarina.
Para quem tem acesso fácil as praias ou represas, o esporte assume o posto da musculação ou da corrida. Muitos atletas, interessados na dobradinha entre natureza e condicionamento físico, optam por investir no kit básico da modalidade e abandonar as mensalidades das academias.
Cansado da rotina previsível das salas de musculação, Neto usa o stand up como condicionamento físico para aguentar a (invejável) maratona de ensinar surfe nas praias catarinenses.
"Assim como eu, muitos alunos já estão substituindo as aulas de ginástica tradicionais pelo stand up."
Do Oiapoque ao Chuí
Embora exista há quatro anos no Brasil, o "surfe híbrido" ganhou força no verão de 2010. Escolinhas pelo litoral do País já incorporaram à grade de aulas os pacotes de stand up. Sedutora, a modalidade ganhou planfetários virtuais.
O advogado Gustavo Luis Luckman divide as obrigações da profissão oficial com a divulgação de seu site, Sup Surf, sobre o stand up. A ideia era arrebatar amigos e promover o intercâmbio das remadas.
“Há três anos, poucas pessoas praticavam. A proposta do site era promover o esporte. Hoje, já são 300 pessoas que praticam aqui no Rio Grande do Sul. Conheci muita gente, estimulei vários amigos e ensino filantropicamente. É possível praticar em muitas cidades do Brasil.”
O esporte sempre teve um espaço privilegiado na vida do gaúcho de 41 anos. Surfista amador, Luckman sofreu uma lesão na coluna que o afastou das praias. Órfão de uma modalidade que lhe apetecesse, encontrou no stand up uma alternativa para não deixar de “surfar”.
A distância de 20 quilômetros entre sua casa e a represa mais próxima, porém, o impedem de treinar durante a semana. “Só não faço do stand up a minha musculação por falta de logística. Consigo treinar aos finais de semana.”
Luckman também prega o valor social e acessível do esporte. Segundo ele, sua mãe, de 64 anos, um metro e 78 centímetros, e 100 quilos, testou e aprovou. “Não é difícil aprender. E todo mundo que experimenta, gosta.”

A democracia do esporte esbarra no alto custo do material. Embora o investimento seja de longo prazo, as pranchas específicas para a prática do stand up surfe custam, em média, três mil reais. Os remos são menos agressivos ao bolso, com 800 reais é possível adquirir o par.
“É um esporte caro, mas compensador. As pranchas duram de três a cinco anos. O lado lúdico e social também compensa. Agrega as pessoas, possibilita a interação entre pais e filhos, e mistura exercício com lazer”, defende Rico de Souza.

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