domingo, 2 de setembro de 2012

Síndrome do ovário policístico

 

Definição


Foto: ADAM
Síndrome de Stein-Leventhal
A síndrome de ovário policístico (SOP) é uma doença na qual há um desequilíbrio nos hormônios sexuais femininos. Esse desequilíbrio hormonal pode causar alterações no ciclo menstrual, alterações na pele, pequenos cistos nos ovários, dificuldade para conseguir uma gravidez e outros problemas.

Causas, incidência e fatores de risco

Os hormônios sexuais femininos incluem estrogênio e progesterona, assim como hormônios chamados andrógenos. Os andrógenos, frequentemente chamados "hormônios masculinos", também estão presentes em mulheres, mas em quantidades diferentes.
Os hormônios ajudam a regular o desenvolvimento normal de óvulos nos ovários durante cada ciclo menstrual. A síndrome de ovário policístico está relacionada a um desequilíbrio nesses hormônios sexuais femininos. Um excesso de hormônio andrógeno é produzido, junto com alterações em outros níveis hormonais.

Não está completamente claro por que ou como ocorrem as alterações nos níveis hormonais.

Foto: ADAM
Liberação de um óvulo normal dos ovários, mostrado em seus estágios de desenvolvimento
Os folículos são bolsas dentro dos ovários que contêm óvulos. Normalmente, um ou mais óvulos são liberados durante cada ciclo menstrual. Isso é chamado de ovulação. Na síndrome de ovário policístico, os óvulos nesses folículos não amadurecem nem são liberados dos ovários. Em vez disso, eles podem formar cistos muito pequenos no ovário.
Essas alterações podem contribuir para a infertilidade. Os outros sintomas deste distúrbio ocorrem devido aos desequilíbrios hormonais.
As mulheres geralmente são diagnosticadas quando têm entre 20 ou 30 anos, mas a síndrome de ovário policístico também pode afetar adolescentes. Os sintomas frequentemente surgem quando começam os períodos menstruais de uma menina. As mulheres com este distúrbio frequentemente têm uma mãe ou irmã com sintomas semelhantes àqueles da síndrome de ovário policístico.

Sintomas

Alterações no ciclo menstrual:
  • Falhas na menstruação, geralmente com um histórico de se ter um ou mais períodos menstruais normais durante a puberdade (amenorreia secundária)
  • Períodos menstruais irregulares que podem ser mais ou menos frequentes, variando de muito leves a muito intensos

Desenvolvimento de características sexuais masculinas (virilização):
  • Tamanho reduzido das mamas
  • Aprofundamento do timbre da voz
  • Hipertrofia do clitóris
  • Aumento de pelos no peito, abdome e face, assim como ao redor dos mamilos (chamado hirsutismo)
  • Rareamento dos cabelos, chamado calvície de padrão masculino




Outras alterações na pele:
  • Acnes que pioram
  • Marcas escuras ou grossas na pele e dobras ao redor das axilas, nas virilhas, no pescoço e nas mamas devido à sensibilidade à insulina

Exames e testes

Em um exame pélvico, o médico pode observar o clitóris dilatado (muito raramente) e ovários dilatados.
Diabetes, pressão arterial alta e colesterol alto são descobertas comuns, assim como ganho de peso e obesidade.
Peso, índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal são úteis na determinação dos fatores de risco.
Níveis de hormônios diferentes que podem ser examinados incluem:
  • Níveis de estrogênio
  • Níveis de hormônio folículo estimulante (FSH)
  • Níveis de hormônio luteinizante (LH)
  • Níveis de hormônio masculino (testosterona)
  • 17-cetosteroides




Outros exames de sangue que podem ser realizados incluem:
Outros testes possíveis:
  • Ecografia vaginal para observação dos ovários
  • Laparoscopia pélvica para observação mais detalhada e possivelmente biópsia dos ovários

Tratamento

Foi demonstrado que perder peso (o que pode ser difícil) ajuda com a diabetes, a pressão arterial alta e o colesterol alto. Mesmo uma perda de peso de 5% do peso corporal total mostrou ajudar com o desequilíbrio hormonal e também a infertilidade.
Medicamentos usados para tratar dos hormônios e ciclos menstruais anormais decorrentes da síndrome de ovário policístico incluem:
  • Pílulas anticoncepcionais ou comprimidos de progesterona, para ajudar os ciclos menstruais a se tornarem mais regulares
  • Metformina, um medicamento que aumenta a sensibilidade do corpo à insulina, pode melhorar os sintomas da síndrome de ovário policístico e às vezes fará com que os ciclos menstruais sejam normalizados. Para algumas mulheres, ele também pode ajudar com a perda de peso
  • Análogos do hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH)


O tratamento com citrato de clomifeno faz com que o óvulo amadureça e seja liberado. Algumas vezes as mulheres precisam dele ou de outras medicamentos para fertilidade a fim de engravidarem.
Medicamentos ou outros tratamentos para crescimento anormal de cabelo incluem:
  • Pílulas anticoncepcionais. Pode levar vários meses para se começar a notar alguma diferença
  • Medicamentos antiandrógenos, como espironolactona e flutamida podem ser tentados se as pílulas anticoncepcionais não funcionarem
  • O creme de eflornitina pode retardar o crescimento de pelos faciais indesejados em mulheres
  • A remoção de pelos usando fontes de luz laser ou não laser danifica os folículos de pelos individuais de maneira que eles não crescem novamente. Isso pode ser caro, e são necessários vários tratamentos. A remoção a laser pode ser combinada com outros medicamentos e hormônios
  • Glucofage (Metformina), um medicamento que torna as células mais sensíveis à insulina, pode ajudar a regular a ovulação e os ciclos menstruais, prevenir a diabetes tipo 2 e contribuir para a perda de peso quando uma dieta for seguida




A laparoscopia pélvica para remover uma seção do ovário ou fazer orifícios nos ovários é algumas vezes feita para tratar da ausência de ovulação (anovulação) e da infertilidade. Os efeitos são temporários.

Evolução (prognóstico)

Mulheres que têm esta doença podem engravidar com tratamentos cirúrgicos ou médicos corretos. As gestações são geralmente normais.

Complicações

  • Maior risco de câncer de endométrio
  • Infertilidade (o tratamento precoce da doença ovariana policística pode ajudar a prevenir a infertilidade ou aumentar a chance de se ter uma gestação saudável)
  • Doenças vinculadas à obesidade (IMC acima de 30 e circunferência da cintura maior que 90 cm), como pressão arterial alta, problemas cardíacos, diabetes e suas complicações
  • Possível risco maior de câncer de mama



Ligando para o médico

Marque uma consulta com o médico se você apresentar sintomas desse distúrbio.

Referências

Bulun SE, Adashi EY. The physiology and pathology of the female reporductive axis. In: Kronenberg HM, Melmed S, Polonsky KS, Larsen PR, eds. Williams Textbook of Endocrinology. 11th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 16.
Radosh L. Drug treatments for polycystic ovary syndrome. Am Fam Physician. 2009;79:671-676.
Lobo RA. Hyperandrogenism: Physiology, etiology, differential diagnosis, management. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier;2007:chap 40.
ACOG Practice Bulletin Number 108, October 2009. Accessed March 31, 2010.

Fonte: IG

Conheça a endometriose






 

Doença é uma das principais causas de infertilidade. Veja como ela surge e como pode ser tratada



Motivos para se preocupar com a endometriose não faltam. Essa doença é uma das principais causas de infertilidade feminina e está relacionada a inúmeros casos de cólicas menstruais – dois verdadeiros pesadelos para a mulher.
Acha pouco? Pois saiba que a endometriose pode progredir e prejudicar o funcionamento de praticamente todos os órgãos da pélvis, como intestino grosso, apêndice e bexiga.
A doença pode surgir cedo, em mulheres jovens, mas geralmente leva anos para ser diagnosticada. Isso porque seus principais sintomas, cólicas menstruais e sangramento excessivo, são ignorados por muitas mulheres.
O infográfico abaixo mostra como a doença age e cita as principais formas de tratamento. Veja e previna-se!


Fonte: IG

Magreza e obesidade dificultam a gravidez

 

Conheça outros motivos de saúde que podem responder à eterna pergunta: Por que não consigo engravidar?


Getty Images
À espera do bebê: estresse e peso podem interferir na fertilidade do casal

Se depois de um ano de tentativas frequentes a barriguinha ainda não apareceu, é bom começar a investigar o que está dificultando ou impedindo a realização do desejo de ser mãe. Conheça oito causas que podem estar dificultando a vinda do bebê:

Peso muito baixo
Não que as magrinhas não possam engravidar, mas mulheres com o peso muito abaixo do saudável podem estar comprometendo a própria ovulação. “Não engravida como também não menstrua”, afirma o ginecologista e obstetra Newton Eduardo Busso, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).
Esses casos, no entanto, são mais comuns entre bailarinas ou maratonistas: o corpo deixa de ovular porque a mulher muito magra não tem condições de gestar um filho, explica o ginecologista e obstetra Fúlvio Basso Filho. Uma rata de academia que não se alimenta bem, portanto, deve tomar cuidado. E não deixar que o índice de massa corporal fique muito abaixo do padrão saudável. 

Peso muito acima do saudável
Uma mulher que quer engravidar deve estar em dia com a saúde e, também, com a alimentação. De acordo com a obstetra Sandra Maria Alexandre, do Departamento de Obstetrícia da Unifesp, a obesidade – um problema de saúde pública – pode dificultar a chegada do bebê por fatores femininos e masculinos: a gordura em excesso prejudica a produção de espermatozoides e o funcionamento normal dos ovários. 

Síndrome do Ovário Policístico (SOP)
Esse problema é causado por um desequilíbrio nos hormônios sexuais femininos. De acordo com o ginecologista Gustavo Kröger, da Clínica Genics de Reprodução Humana, os principais sintomas são o ciclo menstrual irregular – ocasionado por alterações na ovulação –, aumento nos pelos corporais (por conta do excesso de hormônios masculinos) e ganho de peso. É importante ressaltar que ter um ou outro cisto é algo bem diferente de ter a síndrome, esclarece o especialista. O tratamento da SOP depende da gravidade do problema e é feito de forma individual. 

Endometriose
Uma das principais causas da infertilidade feminina, a endometriose é o crescimento do tecido que reveste a parede interna do útero fora dele – nas trompas, na cavidade abdominal e nos intestinos. Quando a doença obstrui as trompas, impede o encontro do óvulo com o espermatozoide. A obstetra Sandra Maria Alexandre explica que o tratamento da endometriose dependerá da gravidade do quadro (pode ser necessário cirurgia). Em casos mais leves, de acordo com a especialista, medicamentos podem funcionar. 

Infecções pélvicas prévias
Para Gustavo Kröger, infecções pélvicas prévias e não tratadas corretamente podem trazer dificuldades para engravidar. A clamídia, por exemplo, pode causar infecção nas trompas e impedir a fecundação. E o pior: a clamídia é uma doença silenciosa, ou seja, muitas mulheres podem ter sido contaminadas e não sabem. Vale ficar alerta e manter as visitas ao ginecologista em dia. 

Estresse
Vida agitada, ritmo exagerado de trabalho e noites de sono comprometidas também podem dificultar a ovulação e comprometer a qualidade do espermatozoide, afirma Sandra Maria Alexandre. E tem mais: levando uma vida agitada demais, como o casal terá uma frequência adequada de relações sexuais? Para a especialista, o ideal para quem quer engravidar é fazer sexo de três a quatro vezes por semana – isso aumenta as chances de incidência com os períodos férteis da mulher. 

Idade
O ginecologista Newton Eduardo Busso é taxativo: quanto mais avançada a idade, mais difícil será engravidar. “Depois dos 35, 40 anos, a ovulação começa a ficar mais escassa”, comenta Sandra Maria Alexandre. Quem espera demais, corre o risco de necessitar de fertilização in vitro para ter um filho. 

Varicocele
Atenção mulheres: essa causa é masculina e está entre os fatores mais comuns de infertilidade no casal. A varicocele (varizes na região da bolsa escrotal) altera a produção de espermatozoides. Diagnosticá-la e tratá-la é trabalho do urologista. “É possível identificar a varicocele em fase inicial, por isso é necessário criar o hábito da prevenção e ir ao médico periodicamente”, diz Sandra Maria Alexandre.

Fonte: IG