terça-feira, 24 de julho de 2012

Síndrome do Intestino Irritável

Cuidado Alimentar e Dieta para alívio da Síndrome do Intestino Irritável ( SII )

Um dia o intestino está preso. No outro, diarréia. Náuseas, dores de cabeça, fezes espedaçadas, sensação de insuficiência ao evacuar, distensão abdominal, dor e muitos gases. Tais sintomas podem indicar a Síndrome do Intestino Irritável, ou cólon irritável, uma desordem gastrointestinal comum na nossa população, pelo menos nos dias de hoje.

A disbiose intestinal, o estresse, a dieta inadequada, as alergias e intolerâncias alimentares, as alterações hormonais e o uso de medicação irritante, podem estar por trás deste transtorno que não tem como causa alterações estruturais do intestino, mas sim, da funcionalidade do mesmo. Assim, como os sintomas da síndrome (SII) podem ser confundidos com outras doenças, torna-se de extrema importância a avaliação do médico para o diagnóstico e o adequado tratamento.

O cuidado na alimentação é fundamental e é capaz de amenizar o desconforto causado. A sensibilidade a um ou outro alimento é individual e normalmente a dieta de exclusão pode ser indicada, ou seja, o nutricionista retira um alimento suspeito e observa se o paciente terá alívio dos sintomas.


Porém, de forma geral, alguns alimentos parecem ser mais agressivos e por isto devem ser considerados suspeitos e retirados da alimentação para observação. São eles:

• leite e os derivados que contiverem lactose (queijo minas, requeijão);
• alimentos com cafeína: chá preto, chá mate, chá verde, café, chocolate, coca;
• condimentos e especiarias: canela, pimenta, alho, cebola;
• frutas cítricas: laranja, limão, abacaxi, maracujá;
• alimentos muito gordurosos: frituras, amendoim, queijos amarelos;
• refrigerantes, bebidas alcoólicas;
• alimentos com glúten: pão, macarrão, bolo, biscoito;
• alimentos ricos em sacarose: açúcar, doces;
• algumas carnes, como a de porco.

Para o tratamento alimentar, o uso dos probióticos (microorganismo que melhoram a flora intestinal) está indicado. Este pode ser feito sob a forma de suplementos (sachês ou cápsulas) ou ainda na forma de iogurtes. As fibras, presentes nas frutas, nos vegetais, nos cereais e na forma de suplementos podem ser usadas na dieta, porém após avaliação da tolerância individual.

Deve-se ainda aumentar ingestão de alimentos ricos em Ômega 3 como os peixes de água gelada, especialmente os mais fáceis para se encontrar como salmão e sardinha. O uso dos alimentos ricos em cálcio como os “leites” de soja fortificados e as fontes de magnésio (tofu, soja, tomate) além de chá que auxiliam a eliminação dos gases (melissa, camomila) podem auxiliar o tratamento que é complementado com cuidados com o sono, hidratação, prática da atividade física e diminuição do estresse.

Fonte: Nutrício

Cuidado com as calorias líquidas

Cortar líquidos pode ser mais eficiente do que reduzir a alimentação.
Tomar suco de laranja mais de uma vez ao dia e todos os dias pode engordar
Quem gosta de controlar a alimentação, precisa tomar cuidado com o que os especialistas chamam de calorias invisíveis. Concentradas naquilo que você bebe, ganharam esse nome porque são frequentemente ignoradas por quem está fazendo dieta.


“As pessoas se preocupam com aquilo que comem e não atentam ao que estão colocando no copo. Daí a dieta não dá certo e elas não sabem por quê”, diz a nutricionista funcional Maria Angelina Souza, de Santa Catarina.

Uma lata de refrigerante contém, em média, 150 calorias. Se uma pessoa tomar uma por dia, na hora do almoço, por exemplo, terá acrescido 1050 calorias à semana, o equivalente a quatro hambúrgueres.

“Dependendo do que a pessoa consome, a bebida pode representar até 50% do valor calórico de toda a refeição”, alerta a nutricionista Denise da Motta, de São Paulo.

E os refrigerantes não são os únicos vilões. Suco de frutas em excesso, principalmente os de caixinha, além de serem ricos em conservantes, têm muitas calorias. Um copo de suco de laranja de caixinha, por exemplo, tem em média 140 calorias.

“No entanto, o natural têm fibras, que reduzem o valor calórico e são benéficas ao organismo”, afirma Angelina. “O melhor mesmo é comer uma laranja. Assim é possível aproveitar todas as fibras e reduzir a ingestão calórica”, recomenda Denise.

A opção totalmente saudável e light e indicada pelas especialistas é a água, que pode até ser com gás. Para quem acha a escolha sem graça, Denise dá outras duas opções: suco de limão ou de maracujá.

“As duas frutas contêm pouca frutose e, por isso, poucas calorias”, diz. Mas não vale colocar açúcar, frisa.

Mais eficiente

Quando o assunto é perda de peso, cortar os líquidos pode ser mais eficaz do que diminuir a quantidade de alimento. É o que diz um estudo realizado pelo Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que reduzir apenas uma porção do consumo de bebidas açucaradas, como refrigerante ou sucos artificiais, pode emagrecer meio quilo em seis meses. Ao reduzirem as mesmas calorias em alimentos, o emagrecimento foi cinco vezes menor no mesmo período.

Veja a tabela e confira quantas calorias você está ingerindo a mais por dia, sem perceber.

Bebidas não-alcoólicas:

Água de coco verde - 1 copo de 240 ml - 62 kcal
Café com açúcar - 1 xícara de 50 ml - 33 kcal
Café sem açúcar 1 xícara de 40 ml - 3 kcal
Caldo de cana - 1 copo de 240 ml - 202 kcal
Energético - 1 frasco de 473 ml - 109 kcal
Refrigerante - 1 lata de 350 ml - 137 kcal
Refrigerante Light - 1 lata de 350 ml - 1,5 kcal
Suco de abacaxi natural - 1 copo de 240 ml - 100 kcal
Suco de acerola natural - 1 copo de 240 ml - 36 kcal
Suco de maçã natural - 1 copo de 240 ml - 154 kcal
Suco de manga natural - 1 copo de 240 ml - 109 kcal
Suco de morango natural - 1 copo de 240 ml - 39 kcal

Bebidas alcóolicas:

Aguardente - ½ copo - 120 ml - 277 kcal
Cerveja - 1 lata de 350 ml - 147 kcal
Champanhe - 1 taça de 125 ml - 85 kcal
Chope - 1 tulipa de 300 ml - 180 kcal
Vinho branco doce - 1 taça de 125 ml - 178 kcal
Vinho branco seco - 1 taça de 125 ml - 107 kcal
Vinho Rosé - 1 taça de 125 ml - 93 kcal
Vinho tinto seco - 1 taça de 125 ml - 107 kcal
Vodka - 1 cálice de 20 ml - 48 kcal
Uísque - 1 dose de 100 ml - 240 kcal


Fonte: Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)

FDonte: IG

"Não há dieta mágica"

"Não há diferença entre dietas ricas ou pobres em gordura", diz médico.
Pesquisador norte-americano diz que, para perder peso, não importa se as calorias "vêm de abóboras, amendoins ou patê de foie gras".



"Não há dieta mágica", diz Jules Hirsch
Uma caloria é realmente apenas uma caloria? As calorias de um refrigerante causam o mesmo efeito em sua cintura que as calorias de uma maçã ou de um filé de frango?

Durante décadas, essas questões intrigaram os pesquisadores e tanbém aqueles que fazem dieta.
No mês passado, elas ganharam novo destaque com um estudo publicado pela Revista da Associação Médica Americana, que sugere que após perder peso, pessoas com uma dieta rica em gorduras e proteínas queimavam mais calorias que as pessoas que consumiam mais carboidratos.

Questionamos Jules Hirsch – professor e médico-chefe emérito da Universidade Rockefeller, além de pesquisador da obesidade há quase 60 anos – a respeito do atual estado da pesquisa na área. Hirsch, que não recebe dinheiro de empresas farmacêuticas ou da indústria de produtos dietéticos, escreveu alguns trabalhos clássicos que explicam porque é tão difícil perder peso e porque ele geralmente volta.

NYT: O estudo da Revista da Associação Médica Americana chamou muita atenção. As pessoas deveriam fazer dietas ricas em gorduras e proteínas se quiserem emagrecer?
Jules Hirsch: No estudo, eles submeteram 21 pessoas a uma dieta que as fez perder entre 10% e 20% de seu peso. Em seguida, depois que o peso se equilibrou, eles submeteram esses sujeitos a uma de três diferentes dietas de manutenção. Uma delas era pobre em carboidratos e rica em gorduras, ou seja, era basicamente a dieta de Atkins. A outra era o contrário – rica em carboidratos e pobre em gordura. A terceira era um meio termo entre as duas. Na sequência, eles mediram o gasto energético total – em calorias queimadas – e o gasto energético em repouso.

Eles relataram que as pessoas que foram submetidas à dieta de Atkins estavam queimando mais calorias. Portanto, que essa era uma boa dieta. Esse tipo de dieta pobre em carboidratos geralmente possibilita uma maior perda inicial de peso, em comparação com dietas com o mesmo número de calorias, mas com mais carboidratos. Isso porque quando os níveis de carboidratos estão baixos e a gordura alta em uma dieta, as pessoas perdem água, o que pode dificultar o cálculo do gasto total de energia.


A medida de praxe se baseia no número de calorias por unidade de massa corporal magra – a parte do corpo que não é feita de gordura. Quando se perde água, a massa corporal magra diminui, e o número de calorias por massa corporal magra aumenta. É pura matemática. Não existe um abracadabra que traga vantagens imediatas para quem se submete a uma dieta. Essa pessoa perderá água, mas nenhuma gordura.

O estudo não forneceu qualquer informação sobre como os cálculos foram feitos, mas essa é uma possível explicação para os resultados.

NYT: Quer dizer que a coisa toda pode ser apenas uma ilusão? Tudo o que aconteceu foi que essas pessoas perderam água temporariamente, quando se submeteram a dietas ricas em proteínas?
Jules Hirsch: Acho que a ilusão mais importante é a crença de que uma caloria não é uma caloria, e que tudo depende da quantidade de carboidratos consumidos por uma pessoa. Há uma lei imutável da física em ação – a energia consumida é necessariamente igual ao número de calorias dispensadas pelo sistema quando a gordura armazenada se mantém inalterada. As calorias deixam o sistema quando o alimento é utilizado como combustível para o corpo. Para diminuir a quantidade de gordura – ou seja, reduzir a obesidade – é necessário reduzir o número de calorias consumidas aumentar o gasto de calorias com mais atividades físicas, ou fazer ambas as coisas. Essa é uma verdade universal, não importa se as calorias vêm de abóboras, amendoins ou patê de foie gras.

Acreditar no contrário é o mesmo que imaginar que possamos realmente encontrar um motor perpétuo que funcione para resolver os nossos problemas de energia. Isso não vai acontecer, assim como mudar a fonte de calorias não nos permite desobedecer às leis da física.

NYT: O senhor já se perguntou se as pessoas reagem de forma diversa a dietas com composições diferentes?
Jules Hirsch: O Dr. Rudolph Leibel – que atualmente pesquisa obesidade na Universidade de Columbia – e eu selecionamos pessoas com peso normal e as deixamos vivendo em um hospital, onde calculamos o número de calorias que elas receberiam a cada dia, de modo a manter seu peso absolutamente constante, algo bastante difícil de realizar. Para isso, nós utilizamos dietas líquidas com um número exato de calorias.

Nós mantivemos o número de calorias constante, sempre dando aos sujeitos da pesquisa a quantidade necessária para mantê-los exatamente com o mesmo peso. Entretanto, nós variamos dramaticamente a proporção de gorduras e de carboidratos de cada dieta. Algumas delas praticamente não continham carboidratos, enquanto outras quase não continham gordura.

P: O que aconteceu? Algumas dessas pessoas ganharam ou perderam peso inesperadamente, enquanto recebiam dietas com o mesmo número de calorias, mas com diferentes composições?
Jules Hirsch: Não, não há qualquer diferença entre dietas ricas e pobres em gordura.

P: Por que é tão difícil perder peso?
Jules Hirsch: O que seu corpo faz é calcular a quantidade de energia disponível para emergências e para o uso diário. A energia armazenada é o total de tecido adiposo em seu corpo. Agora nós sabemos que existe uma quantidade incontável de hormônios que estão sempre medindo o volume de gordura que possuímos. Seu corpo é levado a comer mais ou menos de acordo com esse mecanismo.

P: Mas se nós possuímos esse tipo de mecanismo, por que as pessoas de hoje são mais obesas que no passado?
Jules Hirsch: Esse maravilhoso mecanismo envolve fatores genéticos e ambientais e é ajustado logo no começo da vida. Ainda não se sabe quanto do ajuste é feito logo após o nascimento e quanto é feito pela alimentação e por outras influências nos primeiros anos de vida. Existem muitas possibilidades, mas nós ainda não sabemos.

NYT: Isso quer dizer que algo aconteceu nos primeiros anos de vida de cada pessoa, de modo a ajustar seu organismo para exigir mais gordura em seu corpo?
Jules Hirsch: Sim.

NYT: O que você diria às pessoas que desejam perder peso?
Jules Hirsch: Eu as aconselharia a optar por uma dieta com menos calorias. Elas devem comer o que sempre comeram, mas em menor quantidade. Isso precisa ser calculado com cuidado. As pessoas devem comer o mínimo necessário para viverem bem e devem fazer mais exercícios.

NYT: Não existe uma dieta mágica, ou ao menos uma dieta preferencial?
Jules Hirsch: Não. Algumas dietas podem ser melhores por razões médicas, mas não para o controle de peso. As pessoas inventam novas dietas o tempo todo – afinal, por que não comer pistache à meia-noite quando a lua está cheia? Nós já vimos todos os tipos de dieta imagináveis. Mas, ainda assim, as pessoas sempre inventam alguma novidade.


Fonte: IG