quarta-feira, 20 de junho de 2012

Óleo de coco para emagrecer, não passa de bobagem

Na forma líquida ou na de pílula, cada vez mais pessoas usam suplementos na tentativa de perder peso. Com esse objetivo, só estão perdendo dinheiro.

O óleo de coco, seja na forma líquida ou na de pílula, é o emagrecedor da moda. Na forma de pílula, é ingerido duas vezes ao dia. Líquido, também pode ser ingerido ou usado no preparo de alimentos. Na Mundo Verde, uma rede de 205 lojas de produtos naturais espalhadas pelo Brasil, as vendas aumentaram 500% nos últimos 4 meses, mais do que qualquer outro produto. O frenesi não deve continuar por muito tempo. Vários alimentos, bebidas, sementes e produtos naturais caíram no esquecimento pela ausência de estudos científicos e resultados práticos que comprovassem sua eficácia. O caminho dessa nova moda parece ser o mesmo.
O primeiro motivo é que nada — benefícios ou prejuízos — foi provado em relação ao óleo, o que basta para impedir que médicos responsáveis recomendem a substância como emagrecedor. Segundo Gláucia Carneiro, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e do ambulatório de obesidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), as evidências científicas são insuficientes para que as pessoas contem com o óleo de coco para emagrecer.
Não há mal nenhum em usá-lo, em sua forma líquida, como substituto do óleo de origem animal ou mesmo do óleo de soja na preparação de alimentos. Ele faz parte do grupo de gorduras vegetais, mais saudável do que as animais. No entanto, é rico em gorduras saturadas. O azeite de oliva, por exemplo, tem gorduras insaturadas. Para cozinhar, tudo bem. Para emagrecer, fora de questão.

Sem comprovação


As pesquisas que encontraram tanto benefícios como malefícios no alimento não foram capazes de explicar o mecanismo envolvido. Há quem atribua ao óleo de coco a condição de um termogênico, ou seja, algo capaz de aumentar a queima de calorias no corpo. Substâncias termogênicas estão presentes no café ou no chá verde, por exemplo, mas também podem ser encontradas em suplementos alimentares. Mas, de novo, nada foi comprovado.

Pesquisadores brasileiros da Universidade de Alagoas, em Maceió, publicaram no periódico Lipids, em 2009, um estudo sobre óleo de coco. Nele, 40 mulheres obesas de 20 a 40 anos seguiram, por 12 semanas, uma dieta com restrição calórica (menos consumo de carboidratos, mais ingestão de proteínas e fibras e semelhante consumo de gordura) e praticaram 50 minutos de caminhadas todos os dias. Metade delas ingeriu suplementos óleo de soja e as outras, de óleo de coco. Antes do início do estudo, as participantes apresentavam níveis de colesterol, índice de massa corporal (IMC) e medidas abdominais parecidas. Ao final da pesquisa, aquelas que consumiram óleo de coco apresentaram maiores níveis de HDL, o colesterol 'bom', e menores de LDL, o colesterol 'ruim', enquanto o outro grupo teve os dois tipos de colesterol aumentados. A redução do IMC foi observada nos dois grupos, embora somente o grupo do óleo de coco tenha reduzido a circunferência abdominal.

Os pesquisadores concluíram que dieta com suplemento de óleo de coco não aumenta os níveis de gordura no sangue e reduz medidas abdominais em obesos. Entretanto, eles também observaram que o suplemento pode induzir uma resistência à insulina. Os cientistas, no entanto, concluíram que outros estudos eram necessários para avaliar os efeitos do alimento a longo prazo.

Ilusão


Por causa de resultados controversos como esses, que indicam tanto benefícios quanto malefícios do óleo de coco, sem confirmar nenhum dado e estabelecendo a necessidade de novos estudos, os médicos acreditam que incluir óleo de coco na dieta como um suplemento alimentar não é seguro. "Nenhum estudo feito sobre óleo de coco tem qualidade que garanta segurança dos resultados, além de não ter sido publicado em revistas médicas de excelência", afirma Cíntia Cercato, endocrinologista da SBEM e do Hospital das Clínicas.
O endocrinologista Alfredo Halpern, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e autor do livro Pontos Para o Gordo, é mais taxativo. "O óleo de coco é uma grande enganação. É rico em gorduras saturadas, ou seja, em excesso faz mal, e não tem nenhuma dessas propriedades sobre as quais as pessoas vêm falando. É uma gordura como outra qualquer: pode ser consumida, mas também é capaz de engordar o indivíduo", afirma.
O óleo de coco não precisa ser exterminado. Ele pode substituir outras gorduras, como manteiga, óleo de girassol e azeite, na preparação de alimentos, desde que haja bom senso. "A gordura não é proibida. O ideal é que ela represente, no máximo, 30% do total de calorias que consumimos ao dia, dependendo do tamanho, do peso e do estilo de vida do indivíduo. As gorduras saturadas, porém, não devem ultrapassar 7%”, diz o endocrinologista da SBEM e chefe do grupo de obesidade do Hospital as Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Márcio Mancini.
Mancini, porém, reafirma: para emagrecer, o óleo de coco é uma bobagem. "Quem compra essa ideia joga dinheiro fora, se ilude com um caminho fácil para a perda de peso e acaba se decepcionando."

Saiba mais


COLESTEROL
O colesterol é importante para o organismo para sintetizar vitaminas e hormônios, mas eles não circulam livremente pelo sangue. Para fazer isso, é preciso que se juntem às lipoproteínas, como a HDL (sigla para high density lipoproteins, ou lipoproteínas de alta densidade) e a LDL (low density lipoprotein, lipoproteínas de baixa densidade). A HDL impede que a LDL forme placas de gordura nas artérias que dão origem à aterosclerose, diminuindo ou obstruindo o fluxo sanguíneo, provocando infartos ou derrames.


ÁCIDO GRAXOS
São as moléculas que compõem a gordura, que pode ser encontrada na natureza em formato sólido (gordura) ou líquido (óleos). São formados por cadeias de carbono, que se ligam a moléculas de hidrogênios. Quanto mais ligações na molécula, mais saturada é a gordura.


GORDURA SATURADA
Aumenta o LDL no organismo, que se deposita nas artérias e eleva o risco de problemas cardíacos. Pode ser encontrada em frituras, carne vermelha e em laticínios em geral.


GORDURA INSATURADA
Diferente das saturadas, ajuda a reduzir os triglicerídeos, um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial, e a pressão arterial. Pode ser monoinsaturada ou poli-insaturada. Essa última pode ser, por exemplo, Ômega 3 e 6, que são os chamados ácidos graxos essenciais e são as gorduras encontradas em peixes, linhaça, castanhas e azeite.


Por: Vivian Carrer Elias - http://veja.abril.com.br

Opções de lanches pobres em carboidratos

Não é preciso cortar o nutriente da dieta, mas diminuir sua ingestão pode ajudar na perda de peso.





Cenoura, rica em fibras, é uma boa opção de lanche magro
Carboidratos pesam na balança. E a maneira que muitas pessoas encontram para fazer os ponteiros baixarem é reduzir o consumo ou cortá-los da dieta. Só que eles são a principal fonte de energia do cérebro e dos músculos e não dá para radicalizar. Na ausência de carboidrato o corpo pode responder com mau humor, dor de cabeça e até mau hálito.

Nem mesmo a dieta low-carb (pobre em carboidrados) elimina totalmente o nutriente – a ideia é apenas limitar o consumo e dar preferência aos carboidratos integrais. Essa mudança, segundo os especialistas, força o organismo a queimar gordura em vez de acumulá-la.

Além de ajudar na perda e manutenção do peso, reduzir os carboidratos no cardápio também pode preservar a saúde. Um estudo recente, coordenado pela pesquisadora Sabina Sieri, da Fondazione IRCCS Instituto Nazionale dei Tumori, em Milão, analisou 32 mil mulheres e chegou à conclusão de que as que consumiram carboidratos com altos índices glicêmicos, como pães, pizzas e arroz branco, apresentaram risco dobrado de doenças cardíacas.

Reduzindo o carbo, é importante ainda reforçar o cardápio com proteínas magras, vindas de fontes como frango, peixe, leite desnatado e queijos, além de aumentar o consumo de frutas como mamão, laranja e maçã. Verduras e legumes, ricos em fibras e vitaminas e com poucos carboidratos, também são bem-vindos.

Confira a seguir algumas opções inteligentes que vão ajudar a economizar nos carboidratos na hora do lanche.

Palitinhos de cenoura e homus: corte uma cenoura grande em palitos e consuma-os acompanhados de homus (pasta árabe feita com grão-de-bico e tahine). Esse lanchinho, rico em fibras que favorecem o bom funcionamento do intestino, contém 15,8g de carboidratos e 133 calorias a porção.

Rolinho de peito de peru e queijo: pegue uma fatia de peru e outra de queijo, enrole-as juntas como um canudinho e terá um saboroso snack com 3,5g de carboidratos, 17g de proteínas e 144 calorias.

Iogurte: 1 copo (200ml), natural e desnatado, tem 80 calorias e 11g de carboidratos. É rico em proteína (que auxiliam seus músculos); cálcio (bom para os ossos) e lactobacilos (que fortalecem o sistema imunológico e ajudam o bom funcionamento do intestino). Para dar um gostinho a mais, saboreie com 1 colher (sopa) mel (aproximadamente 17g de carboidrato) ou pedacinhos de frutas.

Noz-pecã: 4 unidades contêm apenas 2,6g de carboidratos. O alimento é rico em gordura poli-insaturada (a gordura saudável dos alimentos), fibras, potássio, magnésio, vitamina E e selênio. Reforça as defesas do organismo e contribui com a reposição dos eletrólitos perdidos no suor com a prática da atividade física.

Batata-doce: experimente como snack, assada ao forno com a casca. 1 batata-doce cozida (130 g) contém 84 calorias e 18g de carboidratos. Dá energia e ainda contribui com razoável quantidade de fibras, que ajudam a prolongar a sensação de saciedade.

Sementes de linhaça: 1 colher (sopa) tem 40 calorias e 1g de carboidrato. Elas podem ser trituradas no liquidificador ou processador e acrescentadas em saladas, iogurtes, sucos ou frutas. Alimenta e faz bem à saúde: seu consumo produz efeito antiinflamatório, reforçando as defesas do organismo, além de auxiliar a redução dos níveis de triglicérides sanguíneos.

Café gelado: uma ótima pedida para o calor. Basta misturar 1 xícara (chá) de leite de soja light com café expresso frio, acrescentando cubos de gelo e adoçante a gosto. A bebida refresca e sacia com apenas 8,5g de carboidrato e 73 calorias.

Chá verde: zero calorias e zero carboidratos, é rico em flavonóides que produzem potente efeito antioxidante, capaz de equilibrar os radicais livres. Para suavizar o sabor amargo, prepare o chá com especiarias. Para os dias quentes, a sugestão é beber gelado e com limão.

(Fontes: Suzana Bonumá, nutricionista do ambulatório de Medicina Esportiva do Hospital das Clínicas de São Paulo; Elaine Magee, mestre em nutrição pela Universidade da Califórnia)

20 maneiras de comer mais frutas e vegetais

Mudar o recheio da pizza e manter vegetais cortados na geladeira são algumas formas de fazer isso.

Sempre à mão: manter vegetais cortados em casa é uma das dicas para melhorar a dieta
Montar um prato saudável é fácil quando você ocupa metade dele com frutas e legumes. Fazer isso também é uma ótima maneira de acrescentar mais cor, sabor e textura à dieta – além de mais vitaminas, minerais e fibras.

A American Dietetic Association (ADA), associação norte-americana que reúne profissionais de nutrição e nutrologia orienta: a meta diária de consumo de vegetais deve ser pelo menos duas xícaras de frutas e duas xícaras e meia de vegetais.

Achou difícil fazer isso? Não é mesmo. Veja a seguir algumas dicas retiradas do site da ADA – elas foram elaboradas por especialistas – para acrescentar mais frutas e verduras na alimentação diária:

1. É possível usar uma grande variedade de vegetais como recheio da pizza. Tente espinafre, brócolis, pimentão verde, tomates, cogumelos e abobrinha

2. Prepare um smoothie de café da manhã batendo no liquidificador leite desnatado, morangos congelados e uma banana

3. Faça um wrap vegetariano com legumes assados e queijo magro enrolados em uma tortilha de trigo integral

4. Troque o salgadinho por legumes crocantes mergulhados em um molho com pouca gordura (tente ricota com tempeiro verde ou queijo cremoso light com cebolinha picada)

5. Grelhe vegetais coloridos com tomate, pimentão verde e vermelho, cogumelos e cebola e embrulhe-os num pão pitta integral

6. Adicione cor às saladas usando cenoura baby, tomate sweet grape (ou tomate-cereja), folhas de espinafre ou pedacinhos de tangerina

7. Mantenha vegetais limpos e cortados na geladeira e use-os para preparar pratos rápidos, para fazer lanches no meio da tarde ou para matar aquela vontade súbita de comer algo. Tenha sempre à mão: pimentão vermelho, verde ou amarelo, brócolis ou couve-flor, cenoura, aipo, pepino, ervilhas ou rabanetes

8. Em casa, posicione frutas coloridas onde todos podem facilmente vê-las e pegá-las para levar de lanche. Mantenha uma bacia frutas maduras inteiras ou cortadas em pedaços no centro da cozinha ou na mesa do jantar

9. Ouse mais e misture frutas aos alimentos. Purê de maçãs, morangos, pêssegos ou peras batidos no liquidificador dão molhos encorpados, que podem ser usados em panquecas, waffles e torradas, ou em frutos do mar ou aves grelhadas ou assadas

10. Adicione legumes ao omelete. Transforme qualquer omelete em uma refeição saudável com brócolis, abóbora, cenoura, pimentão, tomate, cebola e queijos com baixo teor de gordura
11. Acrescente frutas e legumes aos sanduíches. Para dar um toque especial, tente abacaxi, maçã, pimentão, pepino e tomate como recheios

12. Acorde com frutas. Crie o hábito de adicionar frutas ao cereal matinal ou ao iogurte pronto

13. Recheie a batata cozida com brócolis e um queijo com baixo teor de gordura

14. Prepare no micro-ondas uma xícara de sopa de legumes e consuma como um lanche ou com acompanhamento do sanduíche do almoço

15. Adicione vegetais ralados, triturados ou picados, como abobrinha, espinafre e cenouras à sua receita de lasanha, bolo de carne, purê de batatas, molho de macarrão e arroz

16. Faça da fruta a sua sobremesa: fatie uma banana ao comprido, cubra com uma colher de frozen iogurte e polvilhe com uma colher de sopa de nozes picadas.

17. Abasteça seu freezer com legumes congelados para preparar no vapor

18. Faça de prato principal uma salada de folhas verde-escuras com outros vegetais coloridos. Adicione grão-de-bico ou soja fresca e cubra com um molho com baixo teor de gordura

19. Faça espetinhos com abacaxi, pêssegos e banana, e grelhe-os em fogo baixo até as frutas fiquem quente e ligeiramente douradas

20. Ideias de petiscos levinhos e deliciosos: pedaços de pão pitta integral com pasta de grão-de-bico ou pasta de beringela, morangos ou maçã fatiados com iogurte sem gordura e biscoitos de arroz com compota de maçã.

Fonte: IG