quinta-feira, 7 de junho de 2012

Distúrbios Alimentares e Problemas de Saúde Bucal

Como os dentes ficam com uma aparência gasta e amarelada, o dentista pode ser o primeiro a notar os sinais de distúrbios.

Quais problemas de saúde bucal estão associados a distúrbios alimentares?

A anorexia e a bulimia podem danificar seus dentes de diversas maneiras.

Um indivíduo com bulimia entra em um ciclo de comer compulsivamente e vomitar. Os ácidos estomacais durante o vômito passam pela boca e podem desgastar o esmalte do dente, causando cáries, descoloração e até a perda do dente.

Como os dentes ficam com uma aparência gasta e amarelada, o dentista pode ser o primeiro a notar os sinais deste distúrbio alimentar. A odontologia cosmética pode ajudar a corrigir o esmalte danificado dos dentes.

Na anorexia, a quase inanição priva o organismo dos nutrientes de que necessita. Pode-se desenvolver uma osteoporose com um enfraquecimento dos ossos maxilares que suportam os dentes podendo-se chegar até à perda do elemento dentário.

Em ambos os casos, é essencial que se trate as causas subjacentes que levam à anorexia e à bulimia, bem como que se trate as complicações dentárias delas resultantes. Embora o dentista possa reparar o esmalte danificado dos dentes, ele não poderá tratar o distúrbio alimentar real. Casa você tenha - ou suspeite ter - algum distúrbio alimentar consulte seu médico.

Fonte: IG

Refrigerantes: Um Problema para os Dentes




Os refrigerantes são uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta.
Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.
Nas diversas regiões do Brasil, as pessoas usam palavras diferentes para identificar um refresco adocicado e gaseificado — o refrigerante. Porém, não importa o nome que se use, trata-se de algo que pode provocar sérios problemas de saúde bucal.

Os refrigerantes destacam-se como uma das fontes mais importantes de cárie dental presentes na dieta, atingindo pessoas de todas as idades. Ácidos e subprodutos acidíferos do açúcar presente nos refrigerantes desmineralizam o esmalte dental, contribuindo para a formação das cáries. Em casos extremos, o esmalte desmineralizado combinado com escovação inadequada, bruxismo (hábito de ranger os dentes) ou outros fatores pode levar à perda dental.

Bebidas sem açúcar, que respondem por apenas 14 porcento do consumo total de refrigerantes, são menos prejudiciais1. Entretanto, elas são acidíferas e têm potencial para causar problemas.

Está-se Bebendo Cada Vez Mais

O consumo de refrigerantes nos Estados Unidos aumentou drasticamente em todos os grupos demográficos, especialmente entre crianças e adolescentes. O problema é tão grave que autoridades de saúde como a American Academy of Pediatrics começou a alertar sobre os perigos.

Quantas crianças em idade escolar bebem refrigerantes? Estimativas variam de uma em cada duas à quatro em cada cinco consumindo pelo menos um refrigerante por dia. Pelo menos uma em cada cinco crianças consome um mínimo de quatro porções por dia.2

Alguns adolescentes chegam a beber 12 refrigerantes por dia.

Porções maiores agravam o problema. De 180 ml na década de 80, o tamanho do refrigerante aumentou para 570 ml na década de 90.

Crianças e adolescentes não são as únicas pessoas em risco. O consumo prolongado de refrigerantes tem um efeito cumulativo no esmalte dental. Conforme as pessoas vivem mais, mais pessoas terão probabilidade de apresentar problemas.

O Que Fazer

Crianças, adolescentes e adultos podem se beneficiar com a redução do número de refrigerantes que consomem, e também com as terapias bucais disponíveis. Eis algumas medidas que você pode tomar:

- Substitua o refrigerante por bebidas diferentes: Tenha na geladeira bebidas que contenham menos açúcar e ácido, como água, leite e suco de fruta 100% natural. Ingira essas bebidas e estimule seus filhos a fazer o mesmo.
- Enxágüe a boca com água: Depois de consumir um refrigerante, faça um bochecho com água para remover vestígios da bebida que possam prolongar o tempo que o esmalte fica exposto aos ácidos.
- Use creme dental e solução para bochecho com flúor: O flúor reduz as cáries e fortalece o esmalte dental, portanto escove com um creme dental que contenha flúor, como o Colgate Total® 12. Fazer bochechos com uma solução com flúor também pode ajudar. Seu dentista pode recomendar um enxaguatório bucal que você compra na farmácia ou supermercado ou prescrever um mais concentrado dependendo da gravidade do seu problema. Ele também pode prescrever um creme dental com maior concentração de flúor.
- Faça aplicação de flúor com o profissional: Seu dentista pode aplicar flúor na forma de espuma, gel ou solução.Os refrigerantes são implacáveis com seus dentes. Reduzindo a quantidade que você ingere, praticando uma boa higiene bucal e buscando ajuda com seu dentista e higienista, você pode neutralizar seus efeitos e usufruir de uma saúde bucal melhor.


1 Harnack L, Stang J, Story M. Soft drink consumption among US children and adolescents: Nutritional consequences. Journal of the American Dietetic Association 1999;99:436-444.
2 Gleason P, Suitor C. Children s diets in the mid 1990s: Dietary intake and its relationship with school meal participation. Alexandria, VA: US Department of Agriculture, Food and Nutrition Service, Office of Analysis, Nutrition and Evaluation;2001.
3 Brimacombe C. The effect of extensive consumption of soda pop on the permanent dentition: A case report. Northwest Dentistry 2001;80:23-25.


Fonte: IG
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2011 Colgate-Palmolive.

Amaranto

A picanha dos vegetarianos?
Consumo diário do amaranto, um tipo de grão, supre as necessidades nutricionais obtidas na carne, leite e ovos.



O novo feijão com arroz: amaranto pode substituir ou acrescentar valores nutricionais à refeição.

Ele é a evolução nutricional do feijão com arroz. Produzido nos Andes, o amaranto, um grão integral rico em fibras, aminoácidos essenciais e cálcio, tem valores nutricionais equivalentes a popular combinação brasileira, ao leite, ovos e à carne.

O simples pó (ou flocos) é considerado uma opção aos vegetarianos, pois contém alto valor biológico, revela Giovana Longo-Silva, nutricionista da Universidade Federal da São Paulo (Unifesp).

Na tradução, a farinha incolor e sem gosto, ao ser consumida diariamente, pode suprir necessidades essenciais que uma dieta restritiva impõe. “É por isso que ele é comparado ao feijão com arroz”, acrescenta a especialista.

A comparação com a carne, porém, requer cuidados. Ambos são ótimos provedores de proteína. O amaranto, porém, não contém o ferro presente nas carnes. Em relação ao leite, o grão oferece cálcio biodisponível, ou seja, aquele que corpo consegue absorver em maior quantidade - uma característica rara nos vegetais, mas presente no leite e nos ovos, explica a nutricionista da Unifesp.

Versátil e quase imperceptível, o amaranto é facilmente combinado com qualquer outro alimento. Na relação simbiótica, ele pode ser consumido juntamente com frutas, vitaminas, e até como um falso tempero.

“Por ser quase sem gosto, esse grão convive bem com os outros alimentos. Prepará-lo com o arroz, carnes, ou misturas também é uma boa opção. Não mudará o sabor, apenas acrescentará valores nutricionais.”

O recomendado, segundo estudos realizados pela Universiade Estadual de Campinas (Unicamp), são duas colheres de sopa bem cheias - ou 30 gramas de amaranto por dia. Essa dosagem é a ideal para os múltiplos benefícios sejam absorvidos pelo organismo.

O grão atua também como coadjuvante das dietas e regimes. A fibra provoca a sensação de saciedade, o que reduz a fome e ajusta a ansiedade por comer, pontua Giovana. “Nesses casos, o único efeito colateral é a formação de gases. Para minimizar o incômodo, porém, basta ingerir bastante água.”

A fibra não é aliada apenas dos aspirantes a magros ou arma contra o intestino preguiçoso. Capaz de melhorar a resistência à insulina, tal propriedade faz do amaranto um alimento auxiliar dos diabéticos. “A fibra reduz a absorção do açúcar, ideal para quem sofre de diabetes.”

Fernanda Granja, nutricionista clínica, revela que o amaranto também é um regulador natural da tireóide e do colesterol. "Por ser rico em nutrientes e fibras solúveis, colabora na diminuição do colesterol. Composto por diversos minerais, como o selênio, ajuda a estabilizar a tireóide quando ela está em baixa."

Anonimato
O amaranto é um grão recente no Brasil, por isso pouco conhecido. Segundo Fernanda, há menos de 10 anos esse produto passou a ser comercializado nas principais capitais. Hoje, porém, já é fabricado no País, e encontrado em lojas de produtos naturais.

Apesar o acesso facilitado, ainda não ganhou a popularidade da soja. Apesar de ser considerado um super alimento, por ser um grão novo, algumas pessoas podem desenvolver pequenos reações alérgicas, alerta a especialista.

“Embora seja multiuso, está sendo incorporado ao cardápio dos brasileiros aos poucos. É preciso cuidado. Ele não provoca nenhuma reação exagerada, mas como não temos repertório desse tipo de alimento, pode provocar alergias ou intolerância.”

Fonte: IG

Dieta dos alimentos Crus

Ele está há 6 anos sem comer alimentos cozidos.
Eduardo não colocava frutas ou salada na boca. Hoje elas são as únicas bases de sua dieta radical.



Arquivo Pessoal
Eduardo hoje: mais disposição após mudança radical na dietaEduardo Corassa tem 26 anos, mas o rosto e o corpo, dizem os amigos, parecem os de um adolescente de 17. Nem sempre foi assim, conta ele.

Enquanto a batata frita, a cervejinha e o vídeo game foram seus companheiros mais fiéis, o espelho mostrava um reflexo envelhecido.

“Sempre pareci o mais velho da turma. As pessoas chutavam a minha idade com palpites que íam de 30 anos para cima. Então, mudei radicalmente a dieta. E, assim, acho que rejuvenesci uns 10 anos.”
A reviravolta na alimentação se deu há seis anos. Até chegar à casa dos 20, Corassa só respondia com caretas diante de qualquer oferta de fruta ou verdura.

“A única coisa que comia deste tipo era banana, desde que muito amassada e misturada com açúcar e mel”, lembra.

“Era movido a fast-food, cigarros e noites em claro. Minha profissão também contribuía para isso (ele era jogador de videogame profissional). Um dia, acordei sem ânimo e me dei conta: no último ano tinha ficado doente umas 20 vezes.”


O “clique” sobre a saúde frágil e a precoce aparência balzaquiana foi simultâneo ao início das pesquisas de Eduardo Corassa na internet. O objetivo era investigar se a dieta era responsável pelas duas características que tanto o incomodavam. Um dos sites o levou direto para o crudivorismo, um estilo de vida em que o cardápio é composto unicamente por alimentos crus. Nada de pães, assados, fritos, cozidos ou produtos de origem animal.

Eduardo antes: movido a fast-food, cigarros e noites insonesNo intervalo de 24 horas, ele deixou o padrão junk-food e migrou para o modo “natureba”. Eduardo abandonou a comida frita e entrou de cabeça na alimentação crua. Foi estudar da University of Natural Health (UNH) nos Estados Unidos, estagiou com os principais nomes e defensores da dieta crudívara.


O tempo passou, ele terminou a faculdade de Letras (traduziu textos sobre veganismo crudívaro) e agora está no último ano do curso de Nutrição. Na próxima semana, lança um livro de receitas, o Crulinária.

Corassa – que nunca tinha colocado os pés na cozinha – encontrou maneiras de diversificar os ingredientes crus e hoje ensina até a fazer sorvete crudívaro.

Discórdia

Atualmente, Eduardo Corassa é consultor brasileiro no movimento conhecido como Raw Food (Comida Crua), que já virou segredo de boa forma de algumas musas, como revelou recentemente a atriz Guilhermina Guingle. O estilo de dieta, porém, não tem aceitação unânime entre os especialistas.

“Uma alimentação crua é pouco aceita a longo prazo e, consequentemente, tem mais risco de causar carências nutricionais”, pondera Virgínia Nascimento, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).
Neuza Brunoro, nutricionista, PhD em Ciência e Tecnologia de Alimentos e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, acrescenta: “o cozimento serve para facilitar a digestão e a absorção de proteínas e de nutrientes de alimentos fundamentais, como batata, inhame, feijão, soja e lentinha”, diz Neuza.

“O ovo sem ser cozido não oferece todas as vitaminas do complexo B. As carnes ficam perigosas – com mais toxinas – assim como o leite”.

Isso não quer dizer, no entanto, que os crus são condenados. Ao contrário, eles têm feito muita falta no prato do brasileiro. “Legumes e verduras têm mais perdas de vitaminas e minerais quando cozidas em temperaturas superiores aos 48 graus”, diz Virgínia.

A vitamina C, explica Neuza, é perdida no calor, por isso um suco de laranja, se não consumido imediatamente, “perde os benefícios só de ficar em temperatura ambiente.”

O entusiasta dos crus, Eduardo Corassa, cita a segunda parte dos argumentos das nutricionistas para defender o seu modo de vida e coloca, no encalço da defesa, muitos outros pontos, como “proteção de doenças, defesa do ambiente, aumento da disposição” e por aí vai. E rebate os pontos contrários com citações de inúmeras evidências científicas e até histórias da mitologia que colecionou nestes seis anos de crudivorismo – todos na ponta da língua e repetidos quase sem vírgulas ou respiração.


Apesar disso, aceita o meio-termo e sabe que o ponto “intermediário” – entre o cru e cozido – já traz inúmeros benefícios. Como exemplo, cita o pai e a mãe que não são crudívoros mas mudaram o padrão alimentar por causa dele.

“Emagreci a família toda. Minha mãe emagreceu 24 quilos e virou vegetariana ao seguir meu exemplo. Meu pai não abandona a carne de jeito nenhum, não consegue viver só de crus, mas ao colocar mais frutas e verduras no prato, por minha causa, também eliminou 20 quilos e melhorou da pressão alta e do diabetes”, diz Eduardo. Com cara de menino, ele se prepara para viver até “os 100 anos”. Só comendo crus.

Fonte: IG