sábado, 19 de maio de 2012

Cuidado com as calorias líquidas

Cortar líquidos pode ser mais eficiente do que reduzir a alimentação.

Tomar suco de laranja mais de uma vez ao dia e todos os dias pode engordar
Quem gosta de controlar a alimentação, precisa tomar cuidado com o que os especialistas chamam de calorias invisíveis. Concentradas naquilo que você bebe, ganharam esse nome porque são frequentemente ignoradas por quem está fazendo dieta.

“As pessoas se preocupam com aquilo que comem e não atentam ao que estão colocando no copo. Daí a dieta não dá certo e elas não sabem por quê”, diz a nutricionista funcional Maria Angelina Souza, de Santa Catarina.

Uma lata de refrigerante contém, em média, 150 calorias. Se uma pessoa tomar uma por dia, na hora do almoço, por exemplo, terá acrescido 1050 calorias à semana, o equivalente a quatro hambúrgueres.

“Dependendo do que a pessoa consome, a bebida pode representar até 50% do valor calórico de toda a refeição”, alerta a nutricionista Denise da Motta, de São Paulo.

E os refrigerantes não são os únicos vilões. Suco de frutas em excesso, principalmente os de caixinha, além de serem ricos em conservantes, têm muitas calorias. Um copo de suco de laranja de caixinha, por exemplo, tem em média 140 calorias.

“No entanto, o natural têm fibras, que reduzem o valor calórico e são benéficas ao organismo”, afirma Angelina. “O melhor mesmo é comer uma laranja. Assim é possível aproveitar todas as fibras e reduzir a ingestão calórica”, recomenda Denise.

A opção totalmente saudável e light e indicada pelas especialistas é a água, que pode até ser com gás. Para quem acha a escolha sem graça, Denise dá outras duas opções: suco de limão ou de maracujá.

“As duas frutas contêm pouca frutose e, por isso, poucas calorias”, diz. Mas não vale colocar açúcar, frisa.

Mais eficiente

Quando o assunto é perda de peso, cortar os líquidos pode ser mais eficaz do que diminuir a quantidade de alimento. É o que diz um estudo realizado pelo Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que reduzir apenas uma porção do consumo de bebidas açucaradas, como refrigerante ou sucos artificiais, pode emagrecer meio quilo em seis meses. Ao reduzirem as mesmas calorias em alimentos, o emagrecimento foi cinco vezes menor no mesmo período.

Veja a tabela e confira quantas calorias você está ingerindo a mais por dia, sem perceber.

Bebidas não-alcoólicas:

Água de coco verde - 1 copo de 240 ml - 62 kcal
Café com açúcar - 1 xícara de 50 ml - 33 kcal
Café sem açúcar 1 xícara de 40 ml - 3 kcal
Caldo de cana - 1 copo de 240 ml - 202 kcal
Energético - 1 frasco de 473 ml - 109 kcal
Refrigerante - 1 lata de 350 ml - 137 kcal
Refrigerante Light - 1 lata de 350 ml - 1,5 kcal
Suco de abacaxi natural - 1 copo de 240 ml - 100 kcal
Suco de acerola natural - 1 copo de 240 ml - 36 kcal
Suco de maçã natural - 1 copo de 240 ml - 154 kcal
Suco de manga natural - 1 copo de 240 ml - 109 kcal
Suco de morango natural - 1 copo de 240 ml - 39 kcal

Bebidas alcóolicas:

Aguardente - ½ copo - 120 ml - 277 kcal
Cerveja - 1 lata de 350 ml - 147 kcal
Champanhe - 1 taça de 125 ml - 85 kcal
Chope - 1 tulipa de 300 ml - 180 kcal
Vinho branco doce - 1 taça de 125 ml - 178 kcal
Vinho branco seco - 1 taça de 125 ml - 107 kcal
Vinho Rosé - 1 taça de 125 ml - 93 kcal
Vinho tinto seco - 1 taça de 125 ml - 107 kcal
Vodka - 1 cálice de 20 ml - 48 kcal
Uísque - 1 dose de 100 ml - 240 kcal


Fonte: Universidade Estadual de São Paulo (Unesp)

Sete medidas simples para evitar Alzheimer

Hábitos que você pode adotar desde jovem e que poderiam evitar três milhões de casos anuais de Alzheimer


 


Foto: Getty Images Ampliar
Alimentação saudável é um dos passos para evitar essa doença
De acordo com o estudo dos cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, a metade dos casos da doença no mundo se devem a falta de medidas de saúde e basta uma redução de 25% nos sete fatores de risco para evitar até 3 milhões de casos.

Os sete fatores são ligados a estilo de vida: não fumar, ter uma dieta saudável, prevenir o diabetes, controlar a pressão arterial, combater a depressão, fazer mais atividades físicas e aumentar o nível de educação.


Os detalhes da investigação foram divulgados na revista científica The Lancet e apresentados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que ocorre em Paris.

Causas

As causas do mal de Alzheimer, forma mais comum de demência, ainda não são totalmente conhecidas. Mas, os estudos demonstraram que vários fatores estão ligados à doença, incluindo fatores genéticos, idade e estilo de vida. Pesquisas já realizadas mostraram que vários fatores de risco podem ser modificados para evitar a doença, como por exemplo, doenças cardiovasculares, níveis de atividade física, estímulo mental e dieta. Mas, até o momento, não estava claro até que ponto uma pessoa poderia evitar o Alzheimer modificando algum destes fatores de risco.
Para conseguir esta resposta, os pesquisadores usaram um modelo matemático sobre os riscos do Alzheimer no mundo todo. Com este modelo, os cientistas calcularam a porcentagem global de casos de Alzheimer que poderiam ser atribuídos a diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, baixo nível de educação e falta de atividade física.

Os resultados mostraram que a metade dos casos da doença no mundo parecem ser causados por estes fatores, que estão ligados ao estilo de vida e podem ser modificados.

Educação

O fator que parece causar a maior porcentagem de casos da doença, segundo os pesquisadores, é o baixo nível educacional (19%), seguido pelo tabagismo (14%), falta de atividade física (13%), depressão (11%), hipertensão na meia idade (5%), obesidade na meia idade (2%) e diabetes (2%).

Juntos, estes sete fatores de risco contribuem para os 17,2 milhões de casos de Alzheimer no mundo, o que corresponde a 51% dos casos globais da doença. "Nos surpreendeu descobrir em nosso modelo que os fatores de estilo de vida, como o baixo nível educacional, falta de atividade física e tabagismo parecem contribuir para um número maior de casos de Alzheimer do que as doenças cardiovasculares", disse Deborah Barnes, que liderou o estudo.

"Mas isto sugere que mudanças relativamente simples no estilo de vida podem ter um impacto dramático no número de casos de Alzheimer no decorrer do tempo", acrescentou. A pesquisadora destacou, no entanto, que estes são apenas cálculos matemáticos e serão necessários estudos mais amplos em várias populações para comprovar estes dados. Mesmo assim, segundo os pesquisadores, estes cálculos são uma "suposição importante " e qualquer coisa que ajude a evitar a grande carga que esta doença significa para os serviços de saúde é positiva.

Fonte: IG

Apocalipse gourmet: coma antes que acabe


Estudos apontam 13 ingredientes que o aquecimento global e outras catástrofes naturais podem fazer desaparecer da mesa


Foto: Thinkstock Aquecimento global, desmatamento e coleta predatória podem fazer que o prato fique vazio

Se a situação ambiental não for revertida, há rumores de que o aquecimento global vai provocar mudanças no cardápio mundial. E não é só ele. Além do aumento da temperatura e as modificações climáticas da Terra, a pesca predatória e o desmatamento também poderão causar modificações importantes no cardápio do homem. Nas próximas décadas, alimentos que fazem parte do nosso cotidiano vão se transformar em artigos de luxos.
Segundo os cientistas, a Terra deve apresentar uma elevação na temperatura de 2 a 3 graus até 2050 e o IPCC (Intergovernamental Panel on Climate Change) prevê um aumento de 5,8ºC nos próximos 100 anos. Se não forem controladas as emissões de gás carbônico, as previsões podem se tornar verdadeiras. Confira 13 ingredientes que vão sofrer com as mudanças e receitas para aproveitá-los enquanto ainda dá tempo.
Foto: Dulla O chocolate vai se tornar um produto caro. Imagina ficar sem brigadeiro, sem bombom, sem bolo...

Chocolate
O chocolate já foi bebida sagrada para as civilizações pré-colombianas e se transformou em um grande hit mundial. Mas quem não vive sem chocolate prepare-se. Daqui a 40 anos, segundo estudo da fundação Bill & Melinda Gates, o hábito custará caro.
As principais áreas de cultivo do cacau, Gana e Costa do Marfim, podem sofrer danos definitivos. O problemão é que esses dois países africanos são responsáveis por 2/3 da produção mundial do ingrediente. Para tentar fugir dessa realidade, fazendeiros começaram a procurar regiões mais frias e limitadas para seu cultivo, que precisam de um alto investimento em tecnologia, segundo o Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), na Colômbia.
Foto: Edu Cesar/Fotoarena Salmão e outros peixes podem sumir do cardápio em 2050
Salmão
Os peixes são produtos sensíveis que vão sofrer muito com as alterações climáticas e a mudança de acidez dos oceanos. Segundo a National Wild Federation, o salmão terá problemas para se  alimentar com os moluscos, cada vez mais ácidos, e também para se reproduzir, já que as ovas serão arrastadas pelos rios.
Foto: Getty Images Nem on the rocks, nem puro. O uísque corre risco de desaparecer

Uísque
Os amantes da bebida podem sofrer com a falta de quantidade e também qualidade. A Escócia, maior produtor de uísque, poderá ter que enfrentar secas, enchentes e pragas nas áreas de plantio de cereais usados na fabricação da bebida, como o malte. É o que diz uma pesquisa encomendada pelo governo escocês em 2011.
Foto: Tadeu Brunelli/Divulgação Os tradicionais bolinhos de bacalhau podem ficar só na lembrança

Atum e bacalhau
O atum e o bacalhau também vão sofrer os impactos. Segundo a pesquisa coordenada por Stephen R. Palumbi, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o cenário em 2050 não será nada bom. O estudo aponta que até lá nenhuma espécie marinha que usamos para fazer nossos pratos será própria para o consumo.
Segundo os pesquisadores, algumas espécies já perderam 90% de sua população total desde 1994. No caso do atum azul e dos peixes conservados como bacalhau, tidos como nobres, a população caiu 92% nos últimos 60 anos. Além da temperatura, essas espécies têm problemas com a pesca predatória.
Foto: Getty Images Bordeaux, na França, é uma das mais tradicionais regiões produtoras de vinho

Vinhos de Bordeaux
A região francesa de Bordeaux é uma das mais respeitadas quando o assunto é vinho. Nem ela, área produtora das mais antigas e responsável por 1/3 da produção da França, vai escapar. Alguns especialistas dizem que com as alterações do aquecimento global, a área se tornará imprópria para o cultivo das uvas em 2050.
A saída deve ser o uso de espécies geneticamente modificadas, que vão deixar os frutos mais resistente às mudanças climáticas. O preço, com certeza, vai subir junto com a temperatura.
Foto: Dulla O arroz é a base da alimentação de muitos povos e pode sofrer com o aumento da temperatura

Arroz
O arroz é a base da alimentação de muitas culturas. Como falar para um japonês que ele vai ficar sem sushi ou para um brasileiro que ele vai ter que fazer mudanças estruturais em seu PF? A colheita de arroz já tem mostrado quedas de até 20% no rendimento dos últimos 25 anos. Uma pesquisa norte-americana realizada com 227 propriedades rurais das principais regiões produtoras (Tailândia, Vietnã, Índia e China) relaciona a redução com o aumento de temperatura durante a noite. Para eles, as plantas estão gastando mais energia para respirar em noites quentes, afetando a fotossíntese e o desenvolvimento da plantação.
Foto: Getty Images A produção de mel já vem caindo na Europa, América do Norte, África e Ásia

Mel
As colônias de abelha na Europa, América do Norte, África e Ásia, começaram a dar os primeiros sinais de problemas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, as populações de abelha diminuíram de 5,5 milhões, em 1950, para 2,5 milhões, em 2007.
Os principais culpados são os agrotóxicos e a poluição, mas uma corrente de cientistas não exclui o aquecimento do planeta que vem alterando a floração como uma das causas.
Foto: Dulla Parasitas e fungos serão os piores inimigos da banana

Banana
A situação para os que gostam de banana também não é das melhores. O alerta sobre a banana-nanica que vinha sido atacada por parasitas, como o fungo sigatoka-negra, já foi dado há alguns anos. Ainda existe uma penca de tipos de banana por aí, mas no futuro não há como prever se uma nova praga não fará estrago maior. As bananas que consumimos hoje têm baixa variedade genética e, por isso maior vulnerabilidade.
Foto: Tricia Vieira/Foto Arena Um simples cafezinho será artigo de luxo nas próximas décadas
Café
O café também está na mira. Algumas regiões produtoras na América Latina já mostram indícios de queda na produção de seus melhores grãos. Os cafezais precisam de temperatura e clima adequados, além de um equilíbrio entre dias secos e chuvosos e isso não está acontecendo.  As chuvas fortes danificam as flores e o calor intenso acelera a proliferação de fungos. Segundo a Embrapa, se a situação continuar assim, a produção de café no Brasil pode cair 92% até 2100.
Foto: Getty Images A mandioca pode não sumir de vez, mas as variedades vão diminuir
Mandioca
A mandioca pode não sumir totalmente do cardápio, mas com certeza a variedade de espécies diminuirá, segundo estudo do biólogo Nagib Nassar, da Universidade de Brasília. Alguns tipos selvagens já começaram a sumir no cerrado brasileiro. As pesquisas que estudam a região desde 1970 revelam que três espécies já teriam sumido do mapa. Apesar de a mandioca que usamos em casa estar longe da extinção, perdemos muitas oportunidades de fazer cruzamentos genéticos com as espécies selvagens, que são mais ricas em proteínas. O milho e o trigo também podem sofrer com esse problema.
Um pesquisa da Embrapa, baseada na estimativa do aumento da temperatura do IPCC, é mais pessimista em relação à raiz. Para o órgão, a mandioca corre sério risco de desaparecer ainda em 2020 em áreas cada vez mais quentes, como o semi-árido nordestino. Por outro lado, outras áreas não terão temperatura suficiente para a produção.
Foto: Rita Grimm O pinhão, tão característico da região Sul do País, está na lista dos ameaçados de extinção

Pinhão
A associação internacional Slow Food criou uma lista de alimentos que correm o risco de desaparecer nas regiões em que são nativos ou pratos típicos com modo de fazer específico tradicional. A lista brasileira conta com mais de 20 produtos, entre eles o pinhão tradicional da região sul e das serras. A principal ameaça do pinhão é a coleta não sustentável.
Foto: André Ctenas O pupunha já é usado no lugar do palmito-juçara, espécie muito atingida com a coleta predatória
Palmito
O palmito-juçara é outro que está na lista da Slow Food Brasil e pelo mesmo motivo: coleta não sustentável. A planta quase sumiu de vez, até que seu consumo começou a ser substituído pelo do palmito pupunha, de cultivo mais fácil.
Apesar dos esforços, o palmito-juçara ainda corre riscos. Nativo da região Sudeste do Brasil, essa espécie sofre com a extração predatória há anos e tem conseguido se manter graças à reservas indígenas guarani que mantém as palmeiras nativas e fazem uma coleta sustentável.

Fonte: IG