terça-feira, 15 de maio de 2012

Viciados em doce


comendo chocolatePor que sentimos vontade de comer coisas doces, mesmo que estejamos sem fome?


Provavelmente você algum dia já se perguntou por que, entre tantas opções de alimentos existentes no mundo, os mais desejados geralmente são os doces  –  principalmente no caso das mulheres.
Pois a resposta é simples de entender: por causa do conforto mediado por substâncias químicas. Da mesma maneira que o cigarro produz a sensação de conforto e relaxamento ao fumante, o doce também conforta. De fato, a comparação com o fumante não é casual, pois a nicotina e o açúcar induzem a elevação dos níveis de serotonina. Já reparou que muitas pessoas que deixam de fumar acabam engordando? É porque elas procuram outra substância que possa substituir o cigarro nessa ‘tarefa’ de aumentar a serotonina no corpo. E os doces (infelizmente) cumprem esse papel com perfeição.

Para entender direitinho, vamos à uma rápida aula de ciências

Mas, afinal, o que faz essa tal serotonina? Bem, ela desempenha um importante papel no sistema nervoso, com diversas funções, como a liberação de certos hormônios, a regulação do sono, da temperatura corporal, do apetite, do humor, da atividade motora e das funções cognitivas. A serotonina é responsável por melhorar o humor, causando uma sensação de bem-estar.  Quando você estiver ansioso ou deprimido, observe se recorre a massas ou doces. Se houver falta de autocontrole e você estiver sempre desejando ingerir carboidratos e doces, pode ser uma indicação de um desequilíbrio da taxa de serotonina no cérebro. O desejo por certos tipos de alimentos nem sempre está associado à busca de prazer e saciedade. Poderá evidenciar um desequilíbrio químico e exigir um tratamento. Com taxas normais de serotonina, a pessoa atinge mais facilmente a saciedade e consegue maior controle sobre a ingestão de açúcares.

Por que mulheres geralmente gostam mais de doces que os homens?

As mulheres estão mais sujeitas a variação de humor que os homens, provavelmente devido à montanha russa hormonal que ocorre periodicamente. Advinha quem está relacionada ao fenômeno? A serotonina novamente, junto com outros neurotransmissores. E é durante a TPM que as mulheres procuram avidamente por alimentos ricos em carboidratos/açúcar. Chocolate, pudim, biscoito recheado... Tudo é extremamente desejado nesse período.

O doce como muleta psicológica

Na verdade, muita gente faz da comida em geral, e não apenas dos doces, uma muleta psicológica – responsável por proporcionar momentos de prazer. Ou seja: nem sempre é uma questão de química (ou seja, de falta de serotonina no cérebro). A comida como muleta pode ocorrer até mesmo sem que se perceba. Veja o exemplo. Você está tendo um dia puxado no escritório, então uma pausa para dar uma relaxada e aliviar a tensão sempre é bem vinda. Aí você pega um cafezinho, uns biscoitinhos e dá um tempo de 5 minutos na sala do lado comendo, bebendo e fofocando com a colega de trabalho. Você nem estava com fome, mas achou que merecia se dar de presente um momento de relax. Mesmo sem perceber, você se presenteou com comida; ela foi usada para proporcionar o que falamos acima: um momentinho de prazer.

Como sair dessa

Se o doce é uma necessidade básica na sua vida, não há por que deixá-lo de lado. Sua mente, mais do que seu corpo, precisa dele? Ok, então supra essa necessidade. Mas procure fazer isso de forma consciente e limitada. Só o fato de se permitir um docinho diário já ajuda sua mente a incorporar uma sensação positiva: não sendo proibido, você mesma ficará mais tranqüila e saberá diferenciar a vontade psicológica da necessidade física de açúcar. Que fique claro: mesmo que a necessidade seja mais psicológica do que física, você pode se permitir aliviá-la com um pedacinho de doce. Por fim, sempre que possível, busque as versões light, com menos calorias que as tradicionais. Isso vai ajudá-la a manter a linha.
Fonte: Dieta Nota Dez