quinta-feira, 10 de maio de 2012

Quando a fofura se torna um perigo

Saiba reconhecer a obesidade infantil e afastá-la de maneira tranquila.






Obesidade pode ser identificada e evitada desde cedo.
As dobrinhas tão fofas do seu filho não podem ser ignoradas, afinal de contas a obesidade infantil é um mal que atinge 11,8% das meninas e 16,6% dos meninos entre 5 e 9 anos, segundo dados da última Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE. Mas as gordurinhas também não precisam inspirar preocupações excessivas se você incentivar o pequeno desde cedo a ter hábitos saudáveis.

É comum que as crianças sigam as atitudes dos pais, e na alimentação não é diferente, revelou uma pesquisa norte-americana sobre a influência materna na alimentação. É missão dos pais controlar o peso do rebento sem paranoia e cobranças excessivas, mas de forma natural.


“A mãe costuma ter sensibilidade para notar se o seu filho está com excesso de peso. Ao detectar que ele está mais forte ou fofinho demais, a primeira medida indicada é consultar o pediatra de confiança para avaliar se há desenvolvimento de sobrepeso”, explica Daniela Murakami, nutricionista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e da Nutrir e Brincar Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil.


A obesidade é uma doença crônica que pode causar - mesmo nos pequeninos - desde males metabólicos (como diabetes e hipertensão arterial) até problemas com auto-estima, bullying e depressão. No entanto, não precisa se desesperar a cada quilo a mais. O fundamental é observar e cuidar, sem deixar a criança se sentir cobrada ou reprimida.


O primeiro passo para rastrear a obesidade é calcular o Índice de Massa Corpórea (IMC), ou seja, a relação do peso do seu filho (kg) e a altura ao quadrado (m²). O pequeno será considerado obeso quando o IMC exceder 95%, enquanto números entre 85 e 95 indicam risco para sobrepeso. Mas lembre-se: somente o pediatra poderá apresentar as variações das contas e o diagnóstico correto, que vai depender também do sexo e da idade.


Mas, atenção: não se fala em obesidade antes dos seis meses de vida, quando o bebê está exclusivamente em aleitamento materno, mesmo que o IMC evidencie valores altos. “É apenas após a introdução dos novos alimentos que o cuidado real deve começar”, esclarece Natasha Slhessarenko, pediatra e diretora médica regional do grupo de medicina diagnóstica DASA, no Mato Grosso.


Radar ligado


A partir desse momento, os pais devem ficar atentos a alguns sinais do dia a dia, como ganho de peso excessivo, hábitos alimentares irregulares (beliscar antes das refeições, consumo exagerado de guloseimas, salgadinhos, frituras...), se repete demais o prato e se possui um estilo de vida sedentário, com preguiça de encarar o movimento. “A ansiedade na realização de tarefas cotidianas e nas refeições são o indício mais forte de que a criança pode se tornar obesa”, completa o pediatra Sergio Spalter.


Movimentar-se é um dos pilares para driblar essa ansiedade. “A melhor forma de introduzir as atividades físicas ou esportivas na vida da criança é brincando! Assim, ela consegue se adaptar a qualquer processo de atividade motora”, aponta Fabio Bernardo, educador físico da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da Cidade de São Paulo. Segundo o especialista, é na primeira infância (dos 2 aos 6 anos de idade), quando a criança ganha mais autonomia e independência motora, que deve se incentivar as brincadeiras mais ativas, como pega-pega, arremessos, chutes na bola, saltinhos... “30 minutos por dia é o tempo mínimo de exercícios/brincadeiras que as crianças devem realizar”, completa.


Mãos à obra


Os especialistas são unânimes em dizer que os pais devem estabelecer rotinas para deixar a criança segura e tranqüila. “As refeições são marcos importantes e devem ser feitas calmamente, desde a amamentação até os pratos, passando pela iniciação com as papinhas”, conta Spalter. Além do mais, os pais são os exemplos dos filhos, portanto, toda a família deve, desde sempre, se alimentar de forma saudável e praticar atividades físicas diariamente. “Entenda por alimentação saudável reduzir ou cortar refrigerantes, doces, salgadinhos, frituras e aumentar o consumo de vegetais, legumes, frutas e fibras”, ressalta a pediatra Natasha Slhessarenko.


Contudo, não restrinja. “O controle saudável do peso do filho deve basear-se no conceito da boa alimentação e da atividade física, mas não podem existir restrições nem proibições, afinal a criança está em fase de crescimento”, conta Daniela. Equilíbrio e diversidade são os segredos desta fórmula.


Ele é obeso, e agora?


Caso o alerta do sobrepeso ou mesmo da obesidade apite, mudar hábitos é necessário, mas de forma que a criança não se sinta pressionada. Organizar o cotidiano e não apontar o problema constantemente é a primeira coisa a se fazer.


A seguir, confira dicas práticas listadas pelos especialistas para o combate à obesidade infantil (e também como prevenção!):

- Ofereça leite. Há evidências científicas que associam a baixa ingestão de cálcio à obesidade

- Não estoque guloseimas e refrigerantes em casa, pois a criançada não sabe resistir às tentações

- Estipule e respeite os horários das refeições e não deixe que belisquem nos intervalos

- Turbine o consumo de frutas, vegetais e grãos integrais

- Envolva toda a família. Não adianta pedir para o pequeno comer uma fruta se os irmãozinhos estão se deliciando com um balde de pipoca

- Mude a forma de preparo das refeições, optando por assados e cozidos. Além disso, use a criatividade fazendo pratos apetitosos e coloridos

- Deixe frutas lavadas à mostra. Vale fazer picadinhos pra que consumam facilmente

- Eleja um “dia da guloseima”, quando pode comer um salgadinho, beber um pouco de refrigerante

- Monitore se a cantina da escola segue a lei que define quais alimentos podem ser vendidos para as crianças. Se preciso, mande o lanche de casa

- Limite atividades de tela: televisão, computador e videogame só por duas horas diariamente

- Brinque. Depois, se ele tiver interesse, matricule-o em uma academia ou no seu esporte preferido. E verifique se ele volta suado da prática, que significa gasto de energia importante

- Cultive o ambiente saudável, não apenas na fruteira e nas escolhas alimentares, mas com bastante diálogo, interatividade, relaxamento... Dormir bem é fundamental controlar hormônios do apetite


Fonte: IG

Alimentação sólida tardia pode diminuir obesidade

Quanto mais cedo a comida for introduzida na alimentação do bebê maior é a possibilidade de sobrepeso na idade adulta.



Consumo tardio de alimentos sólidos reduz risco de obesidade na vida adulta.

Na idade adulta, perder uns quilinhos – ou vários deles – é uma tarefa árdua para a maioria das pessoas. O ideal é prevenir o ganho de peso desde a infância. Segundo um grupo de pesquisadores dinamarqueses, quanto mais cedo os alimentos sólidos são introduzidos na vida das crianças maior é a possibilidade de obesidade na vida adulta.

O estudo foi realizado em um grupo de 5 068 indivíduos, entre homens e mulheres, nascidos entre 1959 e 1961. Liderado pelo pesquisador Kim Fleischer Michaelsen, da Universidade de Copenhagen, a pesquisa confirmou que para cada mês em que a introdução dos alimentos sólidos foi adiada, o risco de ganhar peso aos 42 anos reduziu 10% em relação aos casos que começaram a alimentação antes.

A metade do grupo foi amamentada por dois meses e meio, enquanto a outra metade começou a comer alimentos sólidos aos três meses e meio de idade ou até mais tarde. Foi constatado que o tempo de duração da amamentação na fase inicial da vida não está significativamente relacionado à obesidade na infância, adolescência ou no início da fase adulta, mas, sim, após os 40 anos. Shelley McGuire, porta-voz da Sociedade Americana de Nutrição, enfatizou a importância da descoberta: “Como pais, todos queremos saber o que podemos fazer para ajudar nossos filhos a evitar a obesidade”.

Para ela, a pesquisa evidencia que a amamentação por si só não está relacionada com possíveis problemas de obesidade, mas as outras escolhas de alimentação podem contribuir para o sobrepeso na vida adulta. “O mais provável é que esses fatores trabalhem em conjunto para prevenir ou predispor uma criança a ser vítima da obesidade mais tarde”, completa.


Fonte: IG

Mães de crianças com sobrepeso têm dificuldade em enxergar o problema

Novo estudo americano aponta que muitas mães de crianças com sobrepeso subestimam o peso do filho, o que pode levar à oferta excessiva de alimentos.



De acordo com estudo, quase 70% das mães foram imprecisas na avaliação do tamanho do filho"88% das mães de crianças com excesso de peso foram menos propensas a acertar o peso de seus filhos em comparação às mães de crianças com peso normal", escreveu a equipe liderada por Erin Hager, da University of Maryland School of Medicine.

Para os pesquisadores, parte do problema é que uma criança mais gorda "é muitas vezes considerada como um sinal de sucesso dos pais, especialmente durante os primeiros anos, quando eles são responsáveis pela nutrição, saúde e atividades de seus filhos."

No geral, quase 70% das mães foram imprecisas na avaliação do tamanho do filho e quase 72% disseram estar "satisfeitas" com o tamanho da criança. Segundo os autores, as mães de crianças com peso normal ou sobrepeso foram mais aptas a dizer que estavam satisfeitas com o tamanho de seus filhos, em comparação às mães de crianças com baixo peso.

"Em conclusão, a maioria das mães que se disseram satisfeitas eram imprecisas em relação ao tamanho real do corpo do filho", escreveram os pesquisadores. Eles acreditam que mais estudos são necessários para ver se e como essas percepções errôneas influenciam o comportamento dos pais quando se trata de alimentação ou de incentivo à prática de exercício físico.

Um especialista considerou o estudo "instrutivo". Escrevendo em um editorial de acompanhamento, a médica Eliana M. Perrin, da University of North Carolina em Chapel Hill, disse que a pesquisa sugere que "os pais com percepções precisas de peso têm maior disponibilidade para enxergar a necessidade de mudanças na rotina nutricional e comportamental dos filhos e de colocá-las em prática."

"Nós provavelmente precisaremos de uma campanha de saúde pública que nos permita visualizar o tamanho das crianças com peso saudável. Eu imagino cartazes com fotografias de crianças de todas as idades dentro de uma faixa de peso normal dizendo: ‘O meu peso é saudável!’. Este tipo de campanha pode ajudar os pais a enxergarem ondulações saudáveis ​​de peso", Perrin sugeriu.

O estudo está na edição de maio da revista “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine” e incluiu 281 pares de mãe e criança. As crianças tinham, em média, pouco menos de dois anos de idade e as mães tinham idades entre 18 e 46 anos. Cerca de 72% das mães estavam acima do peso.

Fonte: IG