sábado, 5 de maio de 2012

Comer consciente pode ser solução para vida agitada

Conceito que propõe mais atenção ao sabor e à textura dos alimentos poderia ajudar a combater a obesidade, dizem especialistas The New York Times*.
Reflexão: conceito de comer consciente pode ser usado até na hora de deliciar um hamburguer Tente o seguinte: coloque uma garfada de comida na boca. Não importa o quê, mas de preferência algo que você goste muito – vamos supor que seja um ravioli perfumado e perfeitamente cozido. Agora vem a parte difícil. Coloque o garfo de volta no prato. Isto pode ser muito mais difícil do que você imagina, porque a primeira mordida foi muito boa e pede por outra imediatamente na sequência. Você está com fome. O experimento de hoje, no entanto, envolve se conscientizar daquele reflexo impulsivo de querer comer sua refeição como se não houvesse amanhã. Resista a ele. Deixe o garfo sobre a mesa. Mastigue devagar. Pare de falar. Preste atenção na textura da massa, no sabor do queijo, na cor do molho no prato, no aroma do vapor ascendente. Continue assim durante toda uma refeição e você irá experimentar os prazeres e frustrações de uma prática conhecida como alimentação consciente. O conceito tem raízes nos ensinamentos budistas. Assim como existem diferentes maneiras de meditar, muitos professores budistas estimulam seus alunos a meditar com os alimentos, uma forma de expandir a consciência, prestando muita atenção na sensação e na finalidade de cada pedaço. Em um exercício comum, um estudante recebe três passas, ou uma tangerina, e passa 10 ou 20 minutos olhando, meditando sobre o alimento, segurando e mastigando pacientemente cada um de seus pedaços. Ultimamente, tais experimentos com a boca e a mente começaram a se espalhar para uma área secular, da Escola de Saúde Pública de Harvard até o campus do Google na Califórnia. De acordo com alguns especialistas, o que parece ser o mais simples dos atos – comer devagar e realmente saborear cada mordida – pode ser o remédio para uma nação que vive bombardeada por novas dietas que nunca parecem solucionar o problema da obesidade. Comer consciente não é uma dieta, e tampouco se trata de deixar de comer algo. É sobre experimentar a comida de uma maneira mais intensa – focando especialmente no prazer que ela proporciona. Você pode comer um cheeseburger conscientemente, se desejar. Você pode apreciá-lo muito mais. Ou você pode decidir, no meio, que seu corpo já obteve o que precisava. Ou que ele realmente precisa de uma salada. "Isso é uma antidieta", diz Jan Chozen Bays, um pediatra e professor de meditação de Oregon e autor do livro "Mindful Eating: A Guide to Rediscovering a Healthy and Joyful Relationship with Food" (Comer consciente: um guia para redescobrir uma relação saudável e prazeirosa com a comida, em tradução livre). "Acho que o problema fundamental é que nós não somos muito conscientes quando comemos.” Os últimos anos trouxeram uma série de livros, blogs e vídeos sobre o comer consciente. Uma nutricionista de Harvard, Lilian Cheung, tem se dedicado a estudar os seus benefícios e incentivado empresas e prestadores de serviços de saúde a experimentarem a prática. No Laboratório de Alimentos e Marcas da Universidade de Cornell, Brian Wansink, autor do livro "Mindless Eating: Why We Eat More Than We Think" (Comer sem pensar: porque comemos mais do que pensamos, em tradução livre), realizou dezenas de testes sobre os fatores psicológicos que levam à nossa necessidade de comer de uma maneira desesperada. A hora do almoço consciente recentemente se tornou parte do calendário do Google, e gurus de autoajuda, como Oprah Winfrey e Kathy Freston, tornaram-se apoiadoras da prática. Com a comilança de feriados como os de Ação de Graças, o Natal e o Super Bowl já deixados para trás, porém com a Páscoa a caminho, vale a pena ponderar se comer consciente é algo que todos deveriam adotar. Poderia uma disciplina iniciada por monges budistas ajudar a nos ensinar como ser mais saudáveis, aliviar nosso estresse e acabar com muitas das neuroses que temos associado com a comida? Cheung está convencida de que sim. Na semana passada, ela se reuniu com membros da equipe dos Peregrinos da Saúde de Harvard e pediu que eles tentassem experimentar comer uma amêndoa com cobertura de chocolate de uma maneira mais consciente. "O ritmo de vida está cada vez mais rápido, então nós realmente não temos a mesma consciência e a mesma capacidade de olhar para dentro de nós mesmos", disse Cheung, que, com o monge budista vietnamita Thich Nhat Hanh, co-escreveu "Savor: Mindful Eating, Mindful Life" (Sabor: Comer Consciente, Viver Consciente, em tradução livre). "É por isso que comer consciente está se tornando cada vez mais importante, pois nós temos que nos perguntar: 'O meu corpo precisa disso? Por que será que eu estou comendo isso? Será que é apenas porque eu estou triste e estressado?'" O tópico também tem circulado pelos meios culinários que tendem a ser mais focados no excesso do que no estilo de vida da contenção monástica. Em janeiro, Michael Finkelstein, um médico holístico que supervisiona o SunRaven, um centro holístico localizado em Bedford, Nova York, deu uma palestra sobre jardinagem e comer consciente na sede da Fundação James Beard, em Nova York. "Para mim, a questão não é quais são os alimentos certos para se comer", disse ele em uma entrevista. "A maioria das pessoas tem uma idéia geral de quais são os alimentos saudáveis, mas elas não os comem. Para mim, comer consciente é o que passa pela sua mente quando você está comendo." Jan Chozen Bays tem certas recomendações que podem soar como um retorno à uma época mais simples. Se é impossível comer conscientemente todos os dias, planeje pelo menos um dia da semana fazer uma refeição especial. Desligue a televisão e sente-se na mesa acompanhado por pessoas queridas. "Que tal nos primeiros minutos da refeição, nós comermos em silêncio e realmente tentarmos desfrutar da nossa comida?" ela sugere. "É algo que tem que acontecer passo a passo." Às vezes, até mesmo ela está muito ocupada para contemplar um grão de bico. Portanto, há dias em que Bays bebe três goles conscientes de chá, e então diz “OK, eu tenho que trabalhar", disse. "Qualquer um de nós pode fazer isso em qualquer lugar." Até mesmo comer um burrito no carro oferece uma oportunidade para a introspecção. "Comer consciente inclui também a alimentação irracional", disse ela. "'Eu estou ciente de que estou comendo e dirigindo." Poucos lugares nos Estados Unidos são tão cheio de atividades como a sede do Google, em Mountain View, na Califórnia, mas quando Thich Nhat Hanh visitou o local um dia, em setembro, centenas de funcionários apareceram para aprender com ele. Parte do evento foi dedicada para que as pessoas pudessem comer em silêncio, de uma maneira introspectiva, e a prática foi tão bem recebida que um almoço vegan de uma hora sem que ninguém fale nada agora acontece todos os meses no campus do Google. "Curiosamente, muitos dos participantes são os engenheiros, o que nos agrada muito", disse Olivia Wu, uma chef executiva da empresa. "Eu acho que acalma a mente. Acho que há um sentido real de se sentirem restaurados, para que possam voltar para o ritmo alucinante em que trabalham." Afinal de contas, não é sempre que os técnicos conseguem parar e apreciar o cheiro do pesto. "Algumas pessoas irão dizer: 'Eu tenho comido bem menos", disse Wu."E outras irão dizer: 'Você sabe, eu nunca tinha reparado no gosto picante da rúcula." E esse pode ser o ingrediente principal que está ajudando o ato de comer consciente ganhar mais popularidade na cultura americana: o sabor. "Muitas pessoas se encontram em uma relação negativa com a comida, o que é muito trágico", disse Bays. "Comer deveria ser uma atividade prazerosa." Fonte: IG

Churrasco saudável

Temperos no lugar de sal grosso e frutas cítricas para reduzir a absorção de gordura. Veja mais dicas para uma refeição saudável.
Picanha deve ser ingerida sem a gordura lateral. Churrasco é algo saudável. Se engana quem pensa o contrário e acaba arrependido toda vez que reúne os amigos para um domingo ao lado da churrasqueira. O que realmente faz mal são os abusos, regra quase universal em prol da boa saúde. Mas isso também não significa que você precise deixar de comer bem para adotar medidas que mais parecem com uma degustação. O segredo está em reduzir aquilo que é menos tolerado pelo corpo, como gordura e sal – eles podem comprometer a saúde com mais rapidez. “Troque parte do sal grosso por temperos”, sugere a nutricionista clínica Virgínia Nascimento, vice-presidente Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Tomilho e endro combinam com carne vermelha. Alecrim tempera melhor carne branca, em especial carne de aves. “O sabor dos temperos reduz a necessidade de sal, que pode ser usado em quantidades bem menores. Além disso, eles têm propriedades digestivas, que vão ajudar a eliminar o colesterol ruim do organismo”, afirma a especialista.

Quanto à gordura das carnes, saiba que o carvão em brasa leva vantagem na hora de eliminar os excessos e evitar o ganho de peso. “Estudos já mostraram que a carne de churrasco absorve menos gordura que o alimento preparado em panela”, revela Virgínia. A nutricionista explica que a gordura pode ser mantida na carne durante o preparo, para garantir maciez e suculência, mas deve ser retirada na hora de comer. “Se for retirada antes, a carne vai acabar muito seca e haverá prejuízo ao sabor”, afirma Jandir Dalberto, diretor de operações da churrascaria Fogo de Chão. Além disso, todo alimento preparado em grelhas conserva mais seus nutrientes do que os cozidos na água. Só tenha cuidado com as carnes que acumulam muita gordura entre as fibras, gordura mais difícil de ser eliminada. Maminha e fraldinha são simples de separar a gordura, sendo que um pedaço de 60 a 80 gramas varia entre 100 e 150 calorias. Já a picanha acumula um pouco mais de gordura entre fibras, mas nada muito grave. Um pedaço sem a gordura evidente tem cerca de 130 calorias.

Sucos cítricos
 Tente alternar o consumo de cerveja ou de caipirinha com sucos de frutas cítricas, pois elas têm propriedades muito úteis durante um churrasco. Primeiro, reidratam o corpo. Depois ajudam a compensar a perda causada pelo calor do verão com o consumo de bebidas alcoólicas, que são diuréticas. As frutas cítricas são ricas fontes em fibras solúveis, um tipo de fibra capaz de formar uma espécie de gel no estômago que absorve a gordura. A pectina, uma dessas fibras, se liga aos lipídios, fazendo com que parte deles seja excretada pelo organismo, em vez de absorvida. “Isso combate o colesterol ruim”, diz a nutricionista. Outra vantagem das frutas cítricas é sua capacidade de auxiliar na absorção do ferro presente nas carnes. “Enquanto o organismo se ocupa com a absorção do ferro, mais gordura acaba sendo eliminada”, explica. A melhor forma de consumir sucos de frutas cítricas é sem coar, para não perder os nutrientes do bagaço, e com frutas frescas. Evite os sucos industrializados.

Só carne?
 É inegável que a grande estrela do churrasco é a carne e todo o resto pode facilmente acabar no esquecimento. Mas existem truques com outros alimentos que ajudam a realçar o sabor da carne. Abóbora, cebola e tomate são as combinações mais básicas, já bem conhecidas. Elas podem ser feitas separadamente, para a pessoa montar o prato com as quantidades que desejar, ou feitas em conjunto, num espeto previamente montado. A vantagem do espeto é evitar que a pessoa deixe de comer os legumes por preguiça e acabe abusando das carnes. O mesmo pode ser feito com berinjela, pimentão, cenoura e palmito pupunha. Só tenha cuidado com o preparo do tomate, que fica pronto bem antes dos outros alimentos. Todos estes alimentos não ultrapassam a casa das 30 calorias por 50 gramas, um índice bem baixo.

A batata assada no papel alumínio, sem exagero porque ela é rica em carboidratos, também vale como acompanhamento saudável. “Tempere com orégano, sem nenhum sal. O sabor é excelente”, afirma a nutricionista. Até fatias de abacaxi podem ser assadas e combinadas em espetos de carne, com a vantagem de já trazerem consigo fibras solúveis. Bem passada Quem gosta de carne bem passada precisa ter cuidado para não exagerar porque o excesso de calor na carne ajuda a liberar substâncias tóxicas. Chamadas de nitrosaminas, estas substâncias estão associadas ao risco de câncer e de mutações genéticas. Não gosta de carne mal passada? Tudo bem. Dê preferência ao alimento ao ponto, sem sangue ao cortar. Além de mais saudável, a carne ao ponto é tida como mais saborosa.

Vegetarianos
Você gosta de carne, mas tem um grande amigo vegetariano que acaba passando fome em todo churrasco. Uma boa dica são os espetos de tofu temperado. Eles são uma fonte de proteína e vão evitar que seu amigo vegetariano acabe estufado de tanto pão com vinagrete.  As versões já prontas, vendidas em mercados e açougues, são altamente calóricas, carregadas em gordura saturada. Não é difícil preparar um pão de alho em casa. Use oito dentes de alho picados para cada colher de sopa de maionese e acerte a consistência da pasta com queijo minas cremoso. Tempere com sal e orégano. Sente para comer Em vez de montar o prato e fazer uma refeição no churrasco, muita gente prefere apenas petiscar uma carne aqui e outra ali. O problema disso é que não dá para mensurar quanta comida a pessoa realmente ingeriu. O petisco aparentemente inofensivo pode se tornar uma refeição constante, que passa facilmente das 3 mil calorias.

A primeira dica é não pular refeições antes do churrasco. Isso ajuda a não chegar com aquela fome exagerada, fatal para os abusos. Prepare seu prato com os acompanhamentos para ter uma real noção do que vai ingerir. Evite mais de uma fonte de carboidratos, opte por pão ou arroz ou farofa. Se quiser beliscar mais carne depois, já estabeleça uma quantidade previamente, considerando o que você colocou no prato. E tente comer essa carne pelo menos três horas depois da primeira refeição para fracionar a alimentação e não se sentir tão pesado. Mesmo com todas essas dicas, o churrasco é uma refeição que acaba sendo mais pesada e, por isso, precisa ser compensada no dia seguinte. Tome bastante água e sucos naturais, valorize uma alimentação mais leve, com bastante salada. E fuja do sedentarismo praticando exercícios com regularidade.

Fonte: IG