quarta-feira, 28 de março de 2012

Prevenção de cálculo renal

A eliminação de cálculos pelas vias urinárias provoca uma das dores mais intensas que o corpo humano pode suportar. Embora em alguns casos as dores fiquem limitadas a uma sensação desagradável de pressão que se irradia da região lombar para as partes inferiores do abdome, muitos chegam a vomitar e a rolar no chão de tanta dor.

O quadro é frequente: cerca de 10% das pessoas terão uma ou mais crises em suas vidas. Quem já teve e eliminou uma pedra, tem 50% de possibilidade de apresentar novo episódio nos cinco a sete anos seguintes. Os cálculos eliminados pelas vias urinárias podem ser microscópicos ou tão grandes que precisam ser retirados cirurgicamente. Os livros de medicina costumam trazer fotos de pedras com cores e formas variadas, que podem atingir o tamanho de um abacate.

Mais de 200 componentes foram descritos em cálculos renais, mas a maioria deles é constituída por oxalato de cálcio.

A maior parte dos portadores da doença apresenta absorção exagerada de cálcio através do intestino e, como consequência, excreção urinária mais elevada.

As cirurgias para a retirada de cálculos, populares no passado, são hoje pouco indicadas. Aparelhos endoscópicos podem atingir pedras localizadas mesmo nas partes mais altas do trato urinário, e retirá-las ou destruí-las com laser. A litotripsia, método não invasivo que permite fragmentar cálculos por meio do ultra-som, fez reduzir as indicações cirúrgicas.

A prevenção é crucial no caso dos cálculos renais, porque em sua formação eles precisam de tempo para acumular-se e de um local propício do trato urinário.

Para evitar esse acúmulo, recomendam-se medidas que aumentem o fluxo urinário: tomar muito líquido, evitar infecções e esvaziar a bexiga antes de senti-la cheia.

Uma vez que a formação de cálculos está relacionada com a absorção de cálcio, a modificação de hábitos alimentares é um procedimento atraente na prevenção.

Uma dieta pobre em cálcio pode parecer lógica, mas como esse elemento é fundamental para a formação do esqueleto, ela está associada à diminuição da densidade óssea e à osteoporose.

Estudos sugerem que dietas com conteúdo normal de cálcio, mas pobres em proteína animal e em sal, podem ser úteis na prevenção de cálculos. Até hoje, no entanto, não havia sido publicado um único ensaio que as comparasse com as dietas pobres em cálcio.

Esse estudo acaba de ser realizado por um grupo da Universidade de Parma, na Itália. Foram separados 120 homens com história de mais de um episódio de eliminação de cálculos de oxalato de cálcio e que apresentavam aumento da excreção urinária de cálcio (hipercalciúria).

Metade deles foi colocada numa dieta com conteúdo normal ou até mais elevado de cálcio e pobre em proteína animal (carne vermelha, frango, peixe e ovos). A outra metade foi aconselhada a evitar leite, iogurte e queijos para reduzir drasticamente a quantidade de cálcio ingerida.

Ambos os grupos receberam a recomendação de ingerir 2 litros de água por dia no inverno e 3 litros no verão.

Foi permitida a ingestão de vinho, cerveja, café e refrigerantes em quantidades moderadas. O grupo foi acompanhado durante cinco anos.

Dos 60 homens que receberam dietas pobres em proteína e sal, mas ricas em cálcio, 12 apresentaram novos episódios de calculose. Dos outros 60, que ingeriram dieta pobre em cálcio (e com conteúdo normal de proteína e sal), 23 tiveram recidiva do quadro – quase o dobro de risco.

Os níveis urinários de cálcio nas duas dietas caíram significativamente, mas a excreção de oxalato de cálcio na urina (o principal componente dos cálculos) aumentou no grupo
que ingeriu pouco cálcio e foi reduzida no grupo mantido com dieta de conteúdo normal de cálcio e pobre em proteína e sal.

Essa diferença pode ser explicada pelo aumento da absorção intestinal de oxalato de cálcio provocada pelos baixos níveis de cálcio ingerido. Já nas dietas com conteúdo normal de cálcio, esse elemento está mais disponível para formar complexos com oxalato na luz intestinal, dificultando sua absorção.

Discutindo esse estudo em editorial publicado na revista The New England Journal of Medicine, David Bushinsky, da Universidade de Rochester, escreve: “Hoje podemos afirmar que uma dieta contendo quantidades adequadas de cálcio (1.200mg por dia) em conjunto com a diminuição da quantidade de proteína animal e de sal é superior às dietas pobres em cálcio na prevenção da formação de cálculos de oxalato de cálcio”.

E enfatiza: “Os médicos não devem mais prescrever dietas pobres em cálcio para prevenir recorrências de calculose”.

Fonte:Drauzio Varella

Boa alimentação contra a enxaqueca

 

Hábitos à mesa e consumo de certos alimentos podem influenciar o aparecimento das crises
 


Foto: Thinkstock/Getty Images Ampliar
Acredita-se que a cafeína contraia as veias dilatadas ao redor do cérebro e alivie a dor
Seus hábitos alimentares e o que você coloca no prato podem influenciar no desencadeamento e no controle da enxaqueca.
Confira as dicas da inglesa Wendy Green, especialista no assunto e autora do livro 50 coisas que você pode fazer para lidar com a enxaqueca (Editora Larousse).
Observe a quantidade de cafeína ingerida
A cafeína pode ser tanto um tratamento quanto um fator desencadeante para a enxaqueca.
Se você não toma café ou chá regularmente, uma xícara de chá ou café forte, ou um copo de refrigerante do tipo cola, pode ajudar a cortar a enxaqueca, principalmente quando tomado junto com remédio.
Acredita-se que a cafeína contraia os vasos dilatados ao redor do cérebro e assim maximize a eficácia dos analgésicos.
Controle os níveis de açúcar no sangue
Os níveis de açúcar variam de acordo com a alimentação, o consumo de medicamentos e também a produção de hormônios. Quando eles caem muito, isso pode resultar em hipoglicemia (baixo índice de açúcar no sangue). Nessa situação, o cérebro não recebe glicose suficiente para funcionar de forma apropriada. O corpo, então, reage produzindo hormônios que liberam glicose na corrente sanguínea. Como resultado, a pressão se eleva, o que desencadeia a enxaqueca.
Cuidado com a tiramina
Trata-se de um aminoácido natural de certos alimentos e bebidas alcoólicas como o vinho e a cerveja. Acredita-se que algumas pessoas sejam mais sensíveis aos efeitos da tiramina. Os estudos ainda são inconclusivos, porém, alguns enxaquecosos alegam alívio quando evitam alimentos que contêm a substância. Entre eles estão: laticínios, frutas cítricas (principalmente laranja), nozes, soja, vinagre, produtos fermentados.
Eles são usados pelos fabricantes para realçar o sabor e a cor do alimento, assim como para prolongar a validade. Embora as pesquisas indiquem que os aditivos são geralmente seguros, algumas pessoas são mais sensíveis a eles. Entre as substâncias vinculadas às enxaquecas estão glutamato monossódico, nitratos e nitritos, aspartame, tartrazina, sulfitos e benzoato de sódio.
Fique atento aos aditivos alimentares
Mastigue gengibre
O gengibre cru pode aliviar a náusea e os problemas digestivos que costumam acompanhar as enxaquecas. Também bloqueia os efeitos das prostaglandinas – substâncias que podem provocar inflamação dos vasos sanguíneos no cérebro e causar uma enxaqueca. Se não quiser mastigá-lo cru, pode fazer um chá ou comer biscoitos de gengibre.

Coma alimentos ricos em magnésio
De acordo com estudos, quem sofre de enxaqueca tem níveis baixos de magnésio. A dose diária recomendada é de 270mg para mulheres e 300mg para homens. Para assegurar uma dose adequada de magnésio na alimentação, consuma verduras frescas de folhas verdes, feijão, ervilha, batata, aveia e extrato de levedo.
Beba água
A desidratação é outro fator desencadeante comum e muitas vezes subestimado para as enxaquecas. Os tecidos que rodeiam o cérebro são compostos principalmente de água. Quando perdem líquidos, encolhem, provocando irritação e dor. O ideal é ingerir entre um e dois litros de água diariamente.

Fonte: IG

Chia é nova promessa para emagrecer

 

Semente originária do México e da Colômbia também atua contra o diabetes, a hipertensão e melhora a pele.




Foto: Divulgação Ampliar
Sementes devem ser consumidas duas vezes ao dia
Ração humana, linhaça, quinua, amaranto. Na linha de sucessão de produtos naturais que ajudam a emagrecer, a nova vedete das prateleiras é a chia.
Semente cultivada desde 2600 a.C no México e na Colômbia, ela está na lista dos superalimentos pela quantidade de cálcio, fósforo, ferro, magnésio, potássio, zinco, fibras e, principalmente, ômega 3 presente em cada porção. Duas colheres de sopa (30 gramas), quantidade diária indicada pelos nutricionistas, têm 29% de fibras (8,6g) e 16% de ômega 3 (4,8g).

Além do formato in natura, são vendidos também o óleo e a farinha, essa última a forma de consumo mais indicada pelos nutricionistas. Com sabor suave, as sementes ou a farinha podem ser acrescentadas a sucos, iogurte, leite, frutas, ou ainda no preparo de pães, bolos e pudins.
A concentração e a variedade de nutrientes fazem do grão um perfeito aliado na redução dos riscos de problemas cardiovasculares, diabetes e hipertensão, alegam os entusiastas do produto. Além disso, a ingestão diária ajuda a diminuir os níveis de colesterol no sangue.
A semente também colabora para o bom processo digestivo. “É uma ótima opção para casos de prisão de ventre, ajuda a manter a flora do intestino saudável e desintoxica o organismo”, explica a nutricionista funcional Flávia Cyfer, de São Paulo.
Ao entrar em contato com líquidos, como a água ou mesmo com o suco gástrico, a chia forma uma espécie de gel, aumentando de volume. É desta forma que ela contribui para o processo de emagrecimento.
“Ela provoca um atraso no esvaziamento gástrico, causando saciedade duradoura. A digestão fica mais lenta e ajuda a equilibrar a glicemia, melhorando os níveis de glicose no corpo”, afirma a nutricionista Isabella Correa, da Clínica Patricia Davidson Haiat, no Rio de Janeiro.
Em outra frente, o ômega 3 combate inflamação das células de gordura, ajudando o corpo a recuperar o equilíbrio saudável e a reduzir os quilos a mais. O ácido graxo também fornece energia, portanto vale lembrar que, em grande quantidade, o alimento é calórico.
“A chia tem 140 calorias em duas colheres, se comer em excesso, pode não ajudar”, alerta Cyfer. No entanto, para a nutricionista Flavia Moraes, da rede de lojas Mundo Verde, a quantidade indicada não é superior ao efeito da saciedade.
“É preciso parar de contar calorias. Seguindo a recomendação, a conta sai positiva para o efeito emagrecedor”, afirma.
Os especialistas recomendam o uso da semente principalmente para diabéticos, hipertensos, vegetarianos e praticantes de atividade física. “Ela é ideal para quem quer comer alguma coisa leve e que vai dar mais energia”, afirma Moraes. É uma das maiores fontes vegetais de proteína, contém 23%, chegando a índices muito semelhantes ao da carne.

O grão também é indicado para idosos devido à presença de cálcio e magnésio, nutrientes que ajudam a promover a massa óssea e evitar a osteoporose. Outra propriedade interessante é a ação antioxidante presente no ácido cafeico e ácido clorogênico, que ajudam a neutralizar os radicais livres e a combater o envelhecimento da pele, atesta Flavia Moraes.
"A chia tem vantagens adicionais: melhor textura, alto conteúdo de fibras e antioxidantes, melhor digestão e biodisponibilidade, tudo sem risco de toxicidade e alergias. Além disso, o grão de chia não tem um sabor perceptível, é comum confundir seu sabor com o alimento no qual é misturado", afirma a nutricionista Carolina Chica, da Herbarium.
Comparando a chia com alguns cereais tradicionais:
- Ela contém mais proteínas (21%) que o trigo (13,7%), milho (9,4%), arroz (6,5%), aveia (16,9%) e cevada (12,5%)
- A chia é uma boa fonte de vitaminas do complexo B e é mais alta em niacina quando comparada com o milho, a soja e o arroz. Seu conteúdo de tiamina e riboflavina é similar ao da semente de arroz e milho
- O grão de chia é uma excelente fonte de cálcio, fósforo, magnésio, potássio, ferro, zinco e cobre. A chia contém mais cálcio, fósforo e potássio em 100g de produto do que trigo, arroz, aveia e milho

Fonte:IG

Nutricionista Pierre Dukan quer divulgar dieta polêmica no Brasil

 

Nutricionista francês, médico responsável pela boa forma de Kate Middleton, está de olho no arroz e feijão dos brasileiros.


Foto: Divulgação Ampliar
Dukan está preocupado com o alto consumo de arroz e feijão no Brasil
O nutricionista francês Pierre Dukan, autor de bestsellers sobre dietas, disse estar surpreso com o problema de excesso de peso no Brasil, sobretudo entre os jovens, e sugere moderação no consumo de feijão com arroz.

"O feijão com arroz faz bem para a saúde quando se tem uma atividade física importante. Mas mesmo quem não tem problema de peso deve reduzir um pouco o consumo", disse Dukan, autor do bestseller "Eu Não Consigo Emagrecer", traduzido em 14 línguas, em entrevista à BBC Brasil.

"Já para as pessoas sedentárias, esses alimentos resultam em acúmulo de calorias", afirma o nutricionista, que visitou São Paulo no início deste mês. Ele sugere que as pessoas com problemas de peso deveriam evitar essa combinação básica da alimentação brasileira.

Dukan - que desenvolveu, em 2002, a famosa dieta baseada apenas no consumo de proteínas na fase inicial - já escreveu cerca de 20 livros e afirma ter vendido 9,5 milhões de exemplares em dezenas de países, sendo quase a metade na França.

Presença no Brasil

Após ter conquistado o mercado editorial francês em 2010, ocupando os dois primeiros lugares da lista de livros mais vendidos do país (todas as categorias literárias reunidas), Dukan se prepara para reforçar sua presença no Brasil.

Em maio, diz ele, será lançado no Brasil um livro ilustrado de receitas que acaba de sair na França, e também um site com "treinador de emagrecimento online", que prevê uma dieta personalizada e acompanhamento diário (o site já existe no Brasil, mas esse serviço ainda não está disponível).
A partir de junho chegará ao mercado brasileiro sua linha de produtos alimentícios, como biscoitos, barras de cereais e farelo de aveia, já vendidos na França.

Críticas

O problema da obesidade de jovens vem aumentando na França e preocupa as autoridades, mas ele diz achar que no Brasil o fenômeno seria mais grave. "Fiquei com a impressão que os jovens brasileiros comem bastante feijão, arroz e feculentos (como a batata) e também consomem mais açúcar do que os adolescentes na França", diz ele. Dukan afirma também ter ficado "surpreso" com o excesso de peso dos jovens no Brasil, "que parecem mais gordos do que seus pais".

A "dieta Dukan" seria seguida por celebridades como a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, da Grã-Bretanha, a cantora Jennifer Lopez ou ainda o candidato socialista às eleições presidenciais francesas, François Hollande, cuja nova silhueta foi amplamente comentada no país.

Mas o regime - que começa com uma "fase de ataque" para perder alguns quilos rapidamente com o consumo apenas de proteínas durante um período - também é alvo de inúmeras críticas. Especialistas franceses têm afirmado que a dieta pode causar sérios riscos à saúde, como aumento do colesterol e problemas cardiovasculares.

A dieta não é baseada na tradicional contagem de calorias e defende a ideia de que as pessoas podem comer o quanto quiserem, embora devam consumir apenas os alimentos definidos para cada etapa. Na segunda fase da dieta, as pessoas podem passar a comer também legumes e, na terceira, são incluídas frutas e pequenas porções de pães e massas integrais.
Um estudo da agência francesa para a Segurança Alimentar afirma que quem faz a dieta de Dukan consome mais do que o dobro da quantidade diária de sal recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Segundo o estudo, esse regime também resulta na carência de vitamina C e de fibras.

'Dogma' e popularidade

Dukan rebate as críticas afirmando que as dietas baseadas na ingestão de menos calorias do que a média diária se tornaram "um dogma" e que ele é contestado por não seguir essa receita. "Meu método recomenda o consumo apenas de proteínas e legumes por um período curto. Eles são o fundamento da natureza humana. No início, o homem só se alimentava basicamente dessa forma".

O nutricionista diz ainda que é preferível sofrer o "inconveniente" de uma deficiência temporária, de vitaminas, por exemplo, do que ter doenças bem mais graves ligadas à obesidade. Após as críticas, Dukan fez adaptações à dieta, que foi reforçada em relação aos legumes. Ele argumenta que o método "está em constante evolução há anos".

Acusações

No início do ano, ele foi alvo de outra grande polêmica na França. Em seu livro "Carta Aberta ao Presidente", publicado em janeiro, Dukan defende a ideia de que os estudantes que tenham mantido seu peso em uma determinada faixa entre os 15 e 18 anos de idade ganhem pontos na prova chamada "Bac", uma espécie de vestibular na França.

A sugestão foi interpretada como uma forma de discriminação contra as pessoas com excesso de peso, suscitando inúmeras críticas. "Minha proposta foi deformada. Mas atingi meu objetivo de chamar a atenção para o problema da obesidade dos jovens na França", disse à BBC Brasil.

Nesta semana, o nutricionista foi alvo de duas queixas prestadas pela Ordem dos Médicos da França e pela ordem parisiense da categoria, que alegam que Dukan não respeitaria os códigos éticos da profissão. A organização afirma que "um médico deve pensar na repercussão de seus comentários" e diz que a proposta feita no livro não leva em conta os problemas de jovens obesos ou anoréxicos.
A Ordem dos Médicos também acusa Dukan de fazer promoção pessoal e utilizar a medicina com fins "comerciais". Na quarta-feira, ele afirmou ser "perseguido" e disse também já ter enviado à Ordem dos Médicos, há três meses, sua decisão de encerrar o atendimento em seu consultório parisiense para se dedicar às suas outras atividades. "Agora sou um médico aposentado. Estou livre", declarou.

O nutricionista que diz comer principalmente salmão, tomate, chicória, erva-doce, nozes e iogurte, continuará fazendo palestras pelo mundo e reforçando suas atividades em inúmeros países, como o Brasil.
Fonte: Ig