sábado, 3 de março de 2012

Pesquisa liga privação de sono a maior consumo de junk food.

Estudo esclarece mais um aspecto comportamental da relação entre sono e obesidade, dizem especialistas.



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Bomba calórica: desejo por guloseimas estaria relacionado à falta de sono, diz estudo
Pessoas que se sentem sonolentas durante o dia podem ter mais dificuldades para resistir a alimentos com alto teor calórico, é o que mostra uma nova pesquisa americana.
A descoberta, apresentada esta semana durante o encontro da Associação das Sociedades Profissionais Relacionadas ao Sono, que ocorre em Minneapolis, complementa pesquisas que relacionam a privação do sono à obesidade.

Participaram do novo estudo 12 adultos entre os 19 e os 45 anos de idade. Aqueles que sentiam sonolência diurna apresentaram uma queda na ativação da região cerebral que inibe o comportamento (o córtex pré-frontal) ao observarem fotos de alimentos de alto teor calórico – como hambúrgueres, batatas fritas, pizzas, bolos e sorvetes – em comparação a imagens de alimentos mais saudáveis e menos calóricos.
“Quando estamos sonolentos, são poucas as chances de conseguirmos controlar o quanto comemos. Possivelmente somos atraídos por alimentos menos saudáveis por não conseguirmos nos controlar tão bem quanto quando estamos bem descansados”, disse William Killgore, professor de psicologia na Escola de Medicina da Harvard e do McLean Hospital, de Belmont, e autor do estudo.
A equipe de pesquisa observou a atividade no córtex pré-frontal através de exames de ressonância magnética funcional. A sonolência diurna foi medida por uma escala padrão que marca a frequência com que o indivíduo cochila em determinadas situações, como ao ler ou assistir TV.

Nenhum dos participantes do estudo sofria de transtornos de sono e todos eles se encaixavam em um padrão normal de sono. Entretanto, quanto mais sonolento o participante, menor a resposta cerebral às imagens de alimentos altamente calóricos. Os participantes mais sonolentos também se mostraram mais propensos a manifestarem fome.
“A privação do sono tem consequências negativas em nosso organismo”, disse Killgore.
A equipe liderada por Killgore pretende expandir o estudo para verificar se os resultados se mantêm em um grupo maior de participantes e como a privação de sono afeta a prática regular de atividades físicas.
O estudo também representa mais uma peça no quebra-cabeça da relação entre sono e peso corporal. Essa é a opinião de Shelby Freeman Harris, diretora do Programa de Medicina Comportamental do Sono do Centro de Transtornos do Sono do Centro Médico Montefiore, de Nova York (EUA).
“Já sabemos que quando não dormimos o suficiente, nossas taxas hormonais são afetadas. Agora vemos que a privação de sono pode também afetar a habilidade de resistir a alimentos calóricos”, disse ela.
Segundo Harris, estudos já haviam mostrado que o sono inadequado leva a um aumento da grelina, hormônio que sinaliza quando devemos comer, e a uma queda da leptina, hormônio que informa nosso organismo quando devemos parar de comer. Ela explica que, com a insuficiência de sono, “temos menos leptina e mais grelina, nos dizendo para continuar a comer. Além disso, o córtex pré-frontal não se encontra em perfeito funcionamento e por isso não pode nos impedir de comer em excesso”.
O conselho da especialista é dormir mais: “Tente ir para cama uma hora mais cedo, limite o consumo de cafeína e álcool e tente se exercitar de cinco a seis horas antes de ir dormir. Precisamos ir desacelerando aos poucos para dormir melhor”.
Para Louis Aronne, diretor do Programa de Controle de Peso do Centro Médico Weill Cornell, de Nova York, as descobertas fazem todo sentido:
“Quando não dormimos o suficiente, hormônios importantes tomam uma direção que levam ao ganho de peso e esta descoberta mostra como este processo ocorre de forma comportamental”, disse ele.
O especialista explica que alimentos ricos em gordura, com alto teor calórico, oferecem uma injeção de energia imediata, mas que não se mantém, fazendo com que as pessoas sonolentas se sintam atraídas por este tipo de alimentos.
“É muito mais difícil seguir um programa alimentar quando não dormimos bem”, disse ele, complementando que alguns pacientes que não conseguem seguir uma dieta em virtude da privação de sono logo conseguem fazê-lo ao terem o sono estabilizado.
* Por Denise Mann
Fonte: IG

Comida para espantar a insônia

Alface, banana ou coentro ajudam a ter uma noite de sono tranquila. Confira esse e outros alimentos que ajudam a dormir melhor.
 
 
A famosa receita de vó, o leite morno, pode ser tiro e queda para quem tem dificuldades de pegar no sono. O segredo é apostar em alimentos como este, ricos em triptofano, um aminoácido usado pelo corpo na produção serotonina, o neurotransmissor que ajuda na redução do ritmo cerebral, e também de melatonina, hormônio que regula o sono.

Acrescidos de algumas doses de carboidratos, a combinação fica ainda mais potente, já que o carboidrato influencia na liberação de insulina que limpa o caminho para o triptofano agir mais facilmente. Pesquisas internacionais também já relacionam o magnésio e o cálcio como substâncias importantes para dormir tranqüilo.
Confira a lista de nove alimentos para preparar sua noite de sono desde a hora do jantar.

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Inclua alface no jantar e tenha uma noite de sono tranquila

ALFACE: muito utilizada pelos egípcios para ter uma noite de sono tranqüila, a alface contém lactuário, uma substância com poderoso efeito sedativo. “Chega a ser semelhante ao ópio”, diz Wendy Green, em seu livro “50 coisas que você pode fazer para combater a insônia” (Ed. Larousse).

BATATA
: Rica em carboidrato e também em triptofano, ela pode ser uma ótima pedida para aqueles dias mais agitados. Só tome cuidado na hora do preparo. Quando fritas, seu valor calórico triplica. Pesquisadores norte-americanos confirmaram que, quando preparadas de maneira saudável, a batata não contribui para o ganho de peso. Portanto, que tal fazê-la ao forno?

BANANA: Uma única unidade contém triptofano, melatonina, serotonina e magnésio, todas essas substâncias que auxiliam o corpo a relaxar e, consequentemente, ter sono. Nela, também podem ser encontradas vitamina C e B6, fibras e potássio.

CEREJAS: Além de vitaminas A, B e C, essa fruta contém melatonina, substância que ajuda a estimular o corpo ao sono. Três ou quatro seriam suficientes para esse propósito.

: a grande quantidade de magnésio presente neste tempero faz dele um excelente aliado no combate à insônia. “Na medicina tradicional iraniana é recomendado para aliviar esse problema”, revela David Grotto, no livro “101 alimentos que podem salvar a sua vida” (Rd. Larousse)

ESPINAFRE OU BRÓCOLIS: o segredo dessas duas verduras de cor verde escura está no magnésio. Segundo o nutricionista inglês Patrick Holford, autor de “A Bíblia da Boa Nutrição” (tradução livre, sem edição em português), esse minério é um poderoso relaxante e ajuda o corpo a lidar com as conseqüências do estresse. A dose diária indicada é de 300mg.
COENTRO
: O cálcio também tem sido celebrado como um importante nutriente quando o assunto é dormir bem. A nutricionista Adelle Davis, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, afirma em seus estudos que a insônia é um dos primeiros sintomas da deficiência de cálcio. O Ministério da Saúde recomenda a ingestão diária de 1000mg de cálcio por dia para um adulto.

MARACUJÁ: quem tem dificuldades para dormir ou crises de insônia com certeza já ouviu falar em passiflora. A substância extraída da flor do maracujá ganhou fama por seu potencial relaxante. A fruta, por sua vez, tem passiflorine, uma variante dessa substância, mas com o mesmo poder tranqüilizador. Faça um suco com dois maracujás pelo menos uma hora antes de deitar.

NOZES: novamente a responsável é a melatonina. Esse hormônio que ajuda a regular o sono está presente em grande quantidade nas nozes. Além disso, também têm magnésio e é uma ótima fonte de ômega-3.
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Iogurte: regule o cálcio para ajudar a dormir
IOGURTE

Como dormir bem no verão.

Dormir mal prejudica a saúde e a boa forma. Com o calor, o quadro pode se agravar. Confira dicas para um sono tranquilo

 

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Dormir bem favorece até o emagrecimento
Os dias quentes de verão são encarados com roupas leves, atividades ao ar livre, ar-condicionado, bebidas refrescantes... Mas quando chega a noite, o calor pode atrapalhar o descanso.
Dificuldade para pegar no sono, mexer-se muito na cama e acordar várias vezes são algumas situações enfrentadas nos períodos de altas temperaturas.
No dia seguinte, o resultado é aquela moleza. Uma noite maldormida pode provocar ainda dor de cabeça e falta de concentração. Em longo prazo, a privação do sono pode levar a depressão e obesidade.
“O ideal é que se tenha, em média, de sete a oito horas de sono por noite. Tanto a falta quanto o excesso podem ser prejudiciais a saúde”, diz a endocrinologista Claudia Chang, professora e coordenadora da pós-graduação em endocrinologia do Instituto Superior de Medicina (ISMD).
“Acredita-se que um sono ruim tenha papel central na predisposição a ganho de peso e até possa prejudicar o emagrecimento. Infelizmente, o número de jovens adultos cuja duração do sono é inferior a sete horas por noite é muito alto (quase 40%)”, completa a médica.
Quem deseja uma boa noite de sono deve manter o quarto arejado, o corpo fresco e a cabeça tranquila na hora de ir para a cama. "Com o calor, a agitação costuma ser ainda maior. Deixe o estresse de lado e procure se desligar dos problemas na hora de ir dormir", argumenta Claudia.

Confira a seguir outras dicas da especialista para bons sonhos de uma noite de verão:
 
Hidrate-se ao longo do dia e não apenas na hora de deitar, para não ficar com vontade de ir ao banheiro durante a madrugada.

•  Siga uma dieta balanceada e leve. Evite refeições muito calóricas à noite.

• Bebidas estimulantes como o chá verde e o café (que no verão ganha gostosas opções geladas)  devem ser evitadas no período noturno. A cafeína tem duração de quatro horas no organismo, portanto o ideal é que o último gole seja por volta das 16 horas para não atrapalhar a qualidade do sono

• Evite exercícios muito vigorosos próximos à hora de deitar.

• Evite atividades que exijam muita concentração ou que elevem o nível de ansiedade (como filmes de ação ou suspense) perto do período de dormir.

• Use roupas leves e frescas

• Prefira lençóis de algodão e linho aos sintéticos, porque esquentam menos

• Banho morno refresca e ajuda a relaxar

• Deixe o quarto arejado durante o dia e, se possível, uma brecha na janela também à noite, para o ar circular.

• Ventilador é uma alternativa refrescante para os dias mais quentes. Só tome cuidado para que não seja barulhento – prejudicando o sono – e para não fique virado direto para o corpo, pois o vento pode causar frio, fazendo com que você desperte no meio da noite

• Se preferir o ar-condicionado, lembre-se que ele deve estar com o filtro limpo e funcionar a uma temperatura agradável, em torno de 24 graus. Mas como resseca o ar, uma dica é colocar uma bacia de água no quarto, para umidificar o ambiente.

• O travesseiro também contribui para a qualidade do sono. É preciso que seja arejado e feito de material que evite a proliferação de ácaros, fungos e bactérias, capazes de desencadear crises alérgicas típicas do verão.

Fonte: IG