quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

HIPERTENSÃO




Definição
Hipertensão é o termo usado para descrever a pressão arterial alta.

A pressão arterial é a medida da força contra as paredes das artérias conforme o coração bombeia sangue para todo o corpo.

As leituras de pressão arterial são medidas em milímetros de mercúrio (mmHg) e normalmente são apresentadas na forma de dois números – por exemplo, 120 por 80 (escreve-se 120/80 mmHg). Um desses números ou ambos podem estar altos demais.

O número superior é a pressão sistólica.

É considerada alta se estiver a maior parte do tempo acima de 140.
É considerada normal se estiver a maior parte do tempo abaixo de 120.
O número inferior é a pressão diastólica.

É considerada alta se estiver a maior parte do tempo acima de 90.
É considerada normal se estiver a maior parte do tempo abaixo de 80.
Pode-se falar de pré-hipertensão quando:

O número superior (pressão arterial sistólica) estiver entre 120 e 139 a maior parte do tempo ou
O número inferior (pressão arterial diastólica) estiver entre 80 e 89 a maior parte do tempo
Se você tiver pré-hipertensão, terá maior probabilidade de desenvolver pressão arterial alta.

Se você tiver problemas cardíacos ou renais, ou se teve um derrame, seu médico pode querer que a sua pressão sanguínea seja ainda mais baixa que a das pessoas que não sofrem desses problemas.

Nomes alternativos
Pressão arterial alta; hipertensão arterial; HTA

Causas, incidência e fatores de risco
Muitos fatores podem afetar a pressão arterial, incluindo:







A pressão arterial é a força aplicada contra as paredes das artérias conforme o coração bombeia sangue para todo o corpo
A quantidade de sal e água no organismo

A condição de seus rins, sistema nervoso ou vasos sanguíneos
Os níveis de diferentes hormônios no corpo
Você tem maior probabilidade de ter hipertensão arterial conforme envelhece. Isso acontece porque os vasos sanguíneos se tornam mais rígidos com a idade.

Quando isso acontece, a pressão arterial aumenta. A hipertensão arterial aumenta a probabilidade de ter um derrame, infarto, insuficiência cardíaca, doença renal e morte prematura.



Você tem maior risco de desenvolver hipertensão se:

For afro-descendente
For obeso
Estiver frequentemente estressado ou ansioso
Comer muito sal em sua dieta
Tiver um histórico familiar de hipertensão
Tiver diabetes
Fumar
Na maioria das vezes, a causa não é identificada. Isso é chamado de hipertensão essencial.

A pressão arterial alta causada por outra doença ou por medicamento é chamada de hipertensão secundária. A hipertensão secundária pode ser devido a:

Abuso de álcool
Aterosclerose
Doenças autoimunes como periarterite nodosa
Doença renal crônica
Coartação aórtica
Consumo de cocaína
Diabetes (se causar danos aos rins)
Doenças endócrinas como tumores adrenais (feocromocitoma, aldosteronismo), doenças da tireoide e síndrome de Cushing
Medicamentos
Inibidores do apetite
Contraceptivos orais
Alguns medicamentos para resfriados
Corticoides
Remédios para enxaqueca
Estenose da artéria renal
Sintomas

Na maioria das vezes, não há sintomas. Os sintomas que podem ocorrer abrangem:

Confusão
Ruídos ou zumbido nos ouvidos
Fadiga
Dor de cabeça
Batimento cardíaco irregular
Hemorragia nasal
Alterações da visão
Se você tiver dor de cabeça forte ou qualquer um dos sintomas acima, consulte seu médico imediatamente. Podem ser sinais de uma complicação ou pressão arterial perigosamente alta chamada hipertensão maligna.

Exames e testes

Hipertensão é um distúrbio caracterizado por pressão sanguínea alta. Ela deve ser monitorada, tratada e controlada por medicamento e mudanças de hábitos
Seu médico realizará um exame físico e verificará sua pressão arterial. Se ela estiver alta, seu médico poderá considerar que você tem hipertensão arterial. É necessário repetir a verificação da pressão com o tempo, para que o diagnóstico seja confirmado.

Se você monitora sua pressão arterial em casa, poderão ser feitas as seguintes perguntas:

Qual foi a última leitura de sua pressão arterial?
Qual foi a leitura anterior?
Qual é a média sistólica (número superior) e diastólica (número inferior)?
A sua pressão arterial aumentou recentemente?
Outros exames podem ser realizados para detectar sangue na urina ou insuficiência cardíaca. Seu médico vai procurar por sinais de complicações no

Exames de hipertensão



coração, nos rins, nos olhos e em outros órgãos do corpo.

Esses exames podem incluir:

Exames de sangue
Ecocardiograma
Eletrocardiograma
Urinálise
Ultrassom dos rins
Tratamento
O objetivo do tratamento é reduzir a pressão arterial para que você tenha menos risco de complicações. Você e seu médico devem estabelecer uma pressão arterial ideal para você.

Existem muitos medicamentos diferentes que podem ser usados para tratar a pressão arterial alta, incluindo:

Bloqueadores alfa
Inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA)
Antagonista do receptor da angiotensina
Bloqueadores beta
Bloqueadores do canal de cálcio
Agonistas alfa centrais
Diuréticos
Inibidores da renina, incluindo o alisquireno (Tekturna)
Vasodilatores
Seu médico também pode recomendar fazer exercícios, perder peso e ter uma dieta mais saudável. Se você tiver pré-hipertensão, seu médico recomendará as mesmas mudanças no estilo de vida para fazer com que sua pressão arterial esteja dentro dos valores normais.

Muitas vezes, um só anti-hipertensivo não é suficiente para controlar a pressão arterial e pode ser necessário tomar dois ou mais medicamentos. É muito importante tomar os medicamentos prescritos. Se tiver efeitos colaterais, seu médico poderá substituir um medicamento por outro.


Mudanças no estilo de vida
Além de tomar o medicamento, muitas outras ações podem ajudar a controlar sua pressão arterial, incluindo:

Ter uma dieta mais saudável, com potássio e fibras, e beber muito líquido
Fazer exercícios regularmente – pelo menos 30 minutos por dia
Parar de fumar, se for o caso – encontre um programa para ajudá-lo
Limitar a quantidade de álcool ingerida – 1 dose por dia para as mulheres, 2 por dia para os homens
Limitar a quantidade de sódio (sal) que você ingere –o ideal é menos de 1.500 mg por dia
Reduzir o estresse – tente evitar o que causa estresse em você. Você também pode tentar meditação ou ioga
Mantenha um peso saudável – encontre um programa para ajudá-lo a perder peso, se for necessário
Seu médico pode ajudá-lo a encontrar programas para perder peso, parar de fumar e fazer exercícios. O seu médico também poderá indicar um nutricionista, que poderá ajudá-lo a planejar uma dieta que seja saudável para você.

Seu médico pode pedir que você mantenha um registro de sua pressão arterial em casa. Certifique-se de ter um dispositivo doméstico adequado e de boa qualidade. Ele provavelmente terá um punho com um estetoscópio ou um leitor digital. Pratique com seu médico ou enfermeiro para se certificar de que esteja medindo a pressão arterial corretamente.


Evolução (prognóstico)
Na maioria das vezes, a pressão arterial alta pode ser controlada com medicamentos e mudanças no estilo de vida.

Complicações

Hipertensão não tratada
Dissecção da aorta

Lesões nos vasos sanguíneos (arteriosclerose)
Dano cerebral
Insuficiência cardíaca congestiva
Doença renal crônica
Ataque cardíaco
Cardiopatia hipertensiva
Doença arterial periférica
Complicações da gravidez
AVC
Perda da visão


Ligando para o médico
Se você tem hipertensão, deverá consultar seu médico regularmente.

Mesmo que não tenha sido diagnosticado com hipertensão, é importante verificar a pressão arterial durante seu check-up anual, principalmente se alguém de sua família tem ou teve pressão alta.

Entre em contato com seu médico imediatamente se o seu monitoramento doméstico indica que a pressão arterial continua alta ou se tiver algum dos seguintes sintomas:

Dor no peito
Confusão
Cansaço excessivo
Dor de cabeça
Náuseas e vômitos
Falta de ar
Suor significativo
Alterações da visão
Prevenção
Os adultos com mais de 18 anos devem verificar a pressão arterial rotineiramente.

Referências
Seventh Report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure (JNC 7). Rockville, Md. National Heart, Lung, and Blood Institute, US Department of Health and Human Services; August 2004. National Institutes of Health Publication No. 04-5230.

Kaplan NM. Systemic Hypertension: Therapy. In: Libby P, Bonow RO, Mann DL, Zipes DP, eds. Braunwald's Heart Disease: A Textbook of Cardiovascular Medicine. 8th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 41.

Wolff T, Miller T. Evidence for the reaffirmation of the U.S. Preventive Services Task Force recommendation on screening for high blood pressure. Ann Intern Med. 2007;147:787-791.

Blumenthal JA, Babyak MA, Hinderliter A, Watkins LL, Craighead L, Lin PH, et al. Effects of the DASH diet alone and in combination with exercise and weight loss on blood pressure and cardiovascular biomarkers in men and women with high blood pressure: the ENCORE study. Arch Intern Med. 2010;170:126-135.

Atualizado em 10/6/2011, por: David C. Dugdale, III, MD, Professor of Medicine, Division of General Medicine, Department of Medicine, University of Washington School of Medicine. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, A.D.A.M., Inc.

Benefícios imediatos garantem o incentivo para malhar

Segundo estudo, malha mais quem pensa que exercício ajuda a melhorar a vida hoje, e não no futuro.



Pensar que sua saúde está melhorando desde hoje ajuda a seguir adiante nos exercícios.
Especialistas em saúde e fitness há anos tentam motivar as pessoas a se exercitarem mais usando como argumentos uma série de benefícios de longo prazo como perder peso, prevenir doenças do coração, afastar a demência na velhice ou evitar o desenvolvimento de doenças crônicas.

Certo, a atividade física realmente é boa para tudo isso. Mas será que a mensagem motivacional não está equivocada desde o princípio? Uma nova pesquisa mostra que “melhore a saúde do coração” pode ser uma mensagem de incentivo bem menos eficaz do que, por exemplo, “sinta-se bem agora”.

Um estudo da Universidade de Michigan constatou que as pessoas são mais propensas a se exercitar quando as razões para se mexer têm aplicação imediata na rotina diária. Por exemplo, dizer a uma pessoa que ela terá mais energia depois de trabalhar fora parece ser muito melhor do que dizer que fazendo exercícios ela estará menos propensa a desenvolver diabetes.

Para Michelle Segar, a principal autora do estudo, os resultados indicam a necessidade de melhorar a “propaganda” do exercício. Só assim, ela acredita, as organizações de saúde que promovem a atividade física verão melhores resultados em seus esforços.

“Precisamos desenvolver novas mensagens que ensinem as pessoas que a atividade física é uma forma de reduzir o estresse, se sentir melhor e ter mais energia no momento da atividade e não apenas no futuro”, diz Segar, do Instituto de Pesquisas sobre Mulheres e Gênero da Universidade de Michigan.


“Você se torna um pai mais paciente, rende mais no trabalho, não briga tanto com o cônjuge. Os benefícios do exercício ajudam a levar uma vida mais agradável e produtiva. A mensagem precisa ser essa”.

O estudo incidiu sobre um grupo de 385 mulheres em idades entr 40 e 60 anos, divididas aleatoriamente, que receberam diversos questionários relacionados a atividade física ao longo de um ano.

As respostas das mulheres indicaram que elas valorizavam metas de longo prazo, como a perda de peso, tanto quanto metas de curto prazo, mais diretamente ligadas à qualidade de vida no dia-a-dia, tais como redução do estresse. No entanto, Segar e sua equipe constataram que as mulheres que citaram metas de curto prazo se exercitavam com mais freqüência do que as que consideravam metas de longo prazo mais importantes.

“As mulheres que se exercitaram pela qualidade de vida faziam significativamente mais exercícios do que as outras”, disse Segar.

Aquelas que se exercitaram com base na qualidade da vida diária malharam de 15% a 34% mais, descobriu o estudo. Uma constatação que aponta fortemente para a necessidade de reavaliação de como o exercício é promovido, crê a pesquisadora.

“Saúde e envelhecimento saudável são conceitos muito abstratos”, diz Segar. “Nós podemos considera-los importantes, mas o problema reside no fato de que vivemos muito ocupados, temos vidas complicadas. Quando você está olhando para a lista de tarefas do seu dia, o quão atraente é encaixar nela uma sessão de exercícios motivada por uma razão que está em um futuro distante, que pode nem existir? Se você está malhando para melhorar a qualidade de sua vida diária, porque a atividade reduz o estresse ou melhora o humor, consegue perceber isso imediatamente. E se você não faz exercícios, também vai se sentir pior imediatamente”.

Mensagens de incentivo para pessoas que precisam se exercitar com mais frequência, segundo ela, incluem reforçar que o exercício é uma forma de:

Se sentir melhor e com isso se tornar um membro mais agradável de sua família
Melhorar a produtividade no trabalho (malhar torna a mente mais focada)
Aliviar o estresse do dia a dia
Melhorar o humor
Desfrutar de níveis mais elevados de energia e vitalidade
Ter mais tempo para aproveitar a própria vida social e para fazer atividades ao ar livre

Embora esses sejam argumentos convincentes bem para o exercício, é bom pensar duas vezes antes de remover metas de longo prazo das estratégias de marketing em prol do exercício, defende Walter Thompson, professor de Ciência do Exercício, no Departamento de Cinesiologia e Saúde da Georgia State University e porta-voz do American College of Sports Medicine.

Metas de longo prazo, como perda de peso, tendem a ser mensuráveis, enquanto que metas de curto prazo – como aumento dos níveis de energia – são, em grande parte, subjetivos, diz Thompson.

“O problema com a meta de longo prazo é que as pessoas podem malhar por cinco meses e meio e não perder um quilo. Esse é o argumento para as metas de curto prazo. Sem um objetivo de longo prazo, no entanto, é difícil chegar a objetivos de curto prazo.”

* Por Dennis Thompson

Como incluir alimentos inibidores de apetite na dieta

Fibras e gorduras saudáveis ajudam a controlar a compulsão por comida e doces. Aprenda a montar o seu cardápio.



Cardápio elaborado com frutas, legumes e verduras em abundância ajuda a reduzir a fome.
Os alimentos ricos em fibras promovem saciedade por que é preciso mastigá-los por mais tempo, o que resulta em ganho para o cérebro - ele recebe a informação rapidamente, antes que a pessoa exagere durante a refeição.

As fibras ainda reduzem a carga glicêmica da refeição, fazendo com que o açúcar (carboidrato) do alimento entre aos poucos na corrente sanguínea. Tal processo também é eficieênte para controlar o desejo por doces.

Quantidade de fibras nos alimentos:

1. 1 xícara (chá) de espinafre cozido: 5,3 g de fibras
2. 1 maçã: 4,0 g de fibras
3. 1 pêra: 4,0 g de fibras
4. 2 colheres (sopa) de feijão cozido: 3,8 g de fibras
5. 1 xícara (chá) de couve cozida: 3,5 g de fibras
6. 2 colheres (sopa) de farelo de aveia: 2,6 g de fibras
7. 1 fatia de abacaxi: 2,5 g de fibras
8. 2 colheres (sopa) de grão de bico cozido: 2,5 g de fibras
9. 10 ramos de agrião: 2,0 g de fibras
10. 3 castanhas do Pará: 2,0 g de fibras

Além dos alimentos ricos em fibras, as proteínas e as gorduras também são aliadas no controle da gula ou compulsão alimentar. Ambas demoram mais tempo para serem digeridas, prolongando a sensação de saciedade após a refeição.

É preciso cuidado ao ingerir gorduras para tal fim. Elas precisam ser saudáveis, como as presentes no azeite, linhaça, óleo de coco extravirgem, castanhas e gordura de peixes de água fria e profunda, ricos em ômega-3, a exemplo do salmão, da sardinha e do atum.

Já as proteínas, se forem de origem animal (exceto peixe), devem ser magras. A gordura animal é a gordura saturada, prejudicial a saúde. Prefira, sempre, ovos cozidos, mexidos ou omelete, frango sem pele, carnes magras, peito de peru ou as proteínas de origem vegetal, como tofu, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico) ou castanhas (do Pará, nozes, amêndoas).

A pedido do iG Saúde, a nutricionista Fabiana Honda preparou um modelo de cardápio que promove saciedade:


Café da manhã
½ papaya
2 colheres (sopa) de farelo de aveia
1 iogurte natural

Lanche da manhã
1 pêra

Almoço
1 prato de salada crua (alface, agrião, rúcula, tomate, cenoura e pepino) temperada com pouco sal, limão e azeite
1 filé de salmão assado pequeno
2 colheres (sopa) de arroz integral
2 colheres (sopa) de lentilha
1 xícara (chá) de espinafre cozido
1 fatia de abacaxi

Lanche da tarde
1 fatia de pão integral e patê de atum
1 maçã

Jantar
1 prato de salada crua (alface, escarola, tomate, beterraba e palmito) temperada com pouco sal, limão e azeite
1 filé de frango grelhado
2 colheres (sopa) de arroz 7 grãos
1 xícara (chá) de brócolis no vapor

Ceia
3 castanhas do Pará

A perda de peso será de 2 a 4 kg por mês. Perdas maiores devem ser supervisionadas por um profissional para que não haja deficiência de nutrientes e prejuízos a saúde.
Fonte: Ig