domingo, 30 de dezembro de 2012

Aula de samba ajuda a emagrecer e deixa o corpo preparado para o carnaval



Samba fit melhora o condicionamento físico e pode queimar até 500 calorias por sessão. 


Para quem nasceu no Brasil e gosta de samba levantar os dedos indicadores para o alto, balançando o corpo de um lado para o outro é algo imperdoável no carnaval. Como o ritmo é parte de nossa cultura, a cobrança por um samba no pé impecável durante a folia é grande. Estar com o físico em forma, de preferência com barriga negativa, pernas e bumbum durinhos, é outro requisito essencial. Afinal, muitos aproveitam esse período de folga para viajar para lugares de praia ou até exibir as belas curvas em blocos ou até na própria Avenida. 

Pensando nisso, academias de ginástica aproveitam para oferecer aulas específicas que unem o gingado com a queima de calorias. O nome da modalidade é samba fit ou samba fitness. A reportagem do iG acompanhou uma dessas aulas oferecida por uma academia carioca. A sessão é ministrada pela professora e ex-passista Carla Campos, conhecida como a Personal Rainha de Bateria das celebridades. Por suas aulas já passaram musas como Luiza Brunet, a ex miss Nathália Guimarães eGracyane Barbosa

Além de trabalhar intensamente abdome, glúteos, coxa e panturrilha, as aulas de samba ajudam a melhorar o condicionamento físico e podem queimar até 500 calorias por sessão. “A quantidade depende do aluno e da intensidade que ele realiza os exercícios”, conta Carla

Passo a passo do compasso

Para elaborar uma aula com duração de uma hora, Carla divide as sessões em cinco etapas. A primeira é o tradicional alongamento, para depois começar os exercícios de samba moderado. Nessa fase os alunos aprendem os passos e trejeitos do ritmo. A intensidade da aula aumenta quando são ensinadas as coreografias dos sambas-enredos. “Essa é a parte samba no pé. Tem horas que deixo os alunos livres, para mostrar o que sabem”, diz ela. Para finalizar, uma sessão de 10 minutos de abdominal e o alongamento final.

As aulas devem ser feitas com sandálias plataforma iguais as das passistas, que têm um ferro na sola para aumentar a estabilidade. “O tênis é proibido na aula de samba. Além de ser pesado, trava no chão e pode até causar lesões no joelho. As sandálias normais também não são recomendadas, pois são instáveis. Quem não gosta de plataformas pode usar sapatilhas feitas para dança”, explica a professora.
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Carla ensina a coreografia completa, com direito a todos aqueles movimentos que vemos as rainhas de bateria desfilarem na Marquês de Sapucaí. “Aprendemos a sambar com graciosidade, sem vulgaridade. Além de perder muitos quilos. Como moro na França, tiro minhas férias na época do carnaval e venho para o Brasil para treinar para os desfiles. Em um mês perco 4 quilos”, afirma a aeromoça Pascalle Lauvergne, de 35 anos, que vai desfilar na São Clemente, Acadêmicos da Rocinha e Caprichosos de Pilares.

As turmas são tão heterogêneas quanto os amantes do samba. A artista plástica Janete Goldemberg, de 68 anos, é uma das alunas mais assíduas. “Comecei a fazer as aulas porque adoro dançar, mas percebi que ganhei condicionamento físico e flexibilidade. O que é muito importante na minha idade. Não gosto nem de pensar, mas acho que acho que causo inveja há muitas amigas da mesma faixa etária”, brinca. 

As aulas de samba também são ótimas para a autoestima, já que a dança ajuda a diminuir a inibição e é uma válvula de escape dos problemas cotidianos. Esse foi o caso da maratonista Patrícia Brandão, de 37 anos. “Há oito anos minha mãe faleceu e fiquei caída. Não tinha mais vontade de treinar ou de sair de casa. Pensei que tinha que fazer algo diferente, que me divertisse. Foi aí que descobri a aula de sambafit”, lembra.
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A maioria dos alunos é de mulheres, mas os homens já começam a descobrir os prazeres do samba no pé. Como o advogado, Cláudio Nigri. “No início tinha vergonha porque só tinha mulher nas turmas, mas fui criando maior intimidade com o samba e fui me soltando. Hoje se tornou uma paixão. Tanto que vou desfilar em seis escolas de samba nesse carnaval”, diverte-se ele, que às vezes ganha a companhia da esposa. “Tentei trazer minha filha também, mas ela é muito intelectual para suar”.

A aula faz tanto sucesso que não se restringe aos meses que antecedem o carnaval, acontecem durante o ano todo. “Nos primeiros meses do ano a procura é maior, principalmente de estrangeiros que querem aprender a sambar”, diz Carla. 

E o que era brincadeira virou realidade. Trinta dos cinquenta destaques dos cinco carros alegóricos da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, do Grupo de Acesso do carnaval carioca, serão ocupados por alunos da aula Samba Fit. Eles foram escolhidos por Carla entre os alunos da academia e do estúdio que pilota, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. “Eles vão sentir o que é o carnaval de verdade. É uma realização para mim poder levar meus alunos para a avenida. Vai ser emocionante”. 

Fonte: IG

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