quinta-feira, 10 de maio de 2012

Alimentação sólida tardia pode diminuir obesidade

Quanto mais cedo a comida for introduzida na alimentação do bebê maior é a possibilidade de sobrepeso na idade adulta.



Consumo tardio de alimentos sólidos reduz risco de obesidade na vida adulta.

Na idade adulta, perder uns quilinhos – ou vários deles – é uma tarefa árdua para a maioria das pessoas. O ideal é prevenir o ganho de peso desde a infância. Segundo um grupo de pesquisadores dinamarqueses, quanto mais cedo os alimentos sólidos são introduzidos na vida das crianças maior é a possibilidade de obesidade na vida adulta.

O estudo foi realizado em um grupo de 5 068 indivíduos, entre homens e mulheres, nascidos entre 1959 e 1961. Liderado pelo pesquisador Kim Fleischer Michaelsen, da Universidade de Copenhagen, a pesquisa confirmou que para cada mês em que a introdução dos alimentos sólidos foi adiada, o risco de ganhar peso aos 42 anos reduziu 10% em relação aos casos que começaram a alimentação antes.

A metade do grupo foi amamentada por dois meses e meio, enquanto a outra metade começou a comer alimentos sólidos aos três meses e meio de idade ou até mais tarde. Foi constatado que o tempo de duração da amamentação na fase inicial da vida não está significativamente relacionado à obesidade na infância, adolescência ou no início da fase adulta, mas, sim, após os 40 anos. Shelley McGuire, porta-voz da Sociedade Americana de Nutrição, enfatizou a importância da descoberta: “Como pais, todos queremos saber o que podemos fazer para ajudar nossos filhos a evitar a obesidade”.

Para ela, a pesquisa evidencia que a amamentação por si só não está relacionada com possíveis problemas de obesidade, mas as outras escolhas de alimentação podem contribuir para o sobrepeso na vida adulta. “O mais provável é que esses fatores trabalhem em conjunto para prevenir ou predispor uma criança a ser vítima da obesidade mais tarde”, completa.


Fonte: IG

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