sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mitos que atrapalham a dieta

Mitos, lendas urbanas, histórias da carochinha, pode dar o nome que quiser. Tem muita bobagem por aí que simplesmente pode acabar com a sua dieta. “Já nasci gordo, isso é genético.” A gordura não se relaciona à fatalidade. Quando se trata de quilos extras, só em casos especialíssimos o destino é o vilão da história. A porcentagem de gordos que realmente têm problemas de obesidade genética é muito pequena. A grande maioria dos gordos não nasce gordo. Eles se tornam gordos. E se tornam gordos por comer em demasia, ingerindo mais energia do que conseguem queimar. É assim mesmo, simples e lógico. Sendo assim, esqueça esse papo de genética. Para pensar: a História por acaso conhece casos de náufragos, semanas perdidos no mar, que tenham sido resgatados gordos? É possível viver comendo apenas saladas e grelhados Após dois ou três meses neste regime espartano, você descobrirá que caiu em um embuste. Emagreceu, mas não aprendeu a se alimentar corretamente. Pior: um dia, tanta privação o levará a perder o controle. Então, você voltará a comer desordenadamente e engordará de novo. Ponha na cabeça de uma vez por todas: só emagrece e se mantém magro quem aprende a comer aquilo de que gosta nas quantidades certas. Existem alimentos que engordam e outros que não engordam. Com exceção de verduras, café, chá, mate, limonada, cebola, alho, pimenta, vinagre, limão, molho inglês, mostarda e refrigerantes, balas e chicletes dietéticos – alimentos com 0 nota – todos os outros alimentos engordam, dependendo da quantidade ingerida. Pra entender, de forma bem direta: dois iogurtes light “engordam” tanto quanto um iogurte normal, porque têm a mesma quantidade de notas. Ou ainda: 30g de chocolate “engordam” tanto quanto 12 tâmaras. E “engordam” somente se, ao final do dia, você ingeriu mais do que gastou. Comer à noite engorda mais do que comer durante o dia Essa é clássica! Mas, ao contrário do que dizem por aí, comer à noite NÃO engorda mais. Quer ver? Para manter o peso, o ser humano gasta entre 750 a 2 mil notas por dia (logicamente, você já sabe que esse número de notas varia de pessoa para pessoa, pois depende das características particulares de cada um, como sexo, altura, idade, tipo de atividades etc). Mas, em média, se colocarmos alguém em uma dieta de 500 ou 600 notas por dia, estaremos gerando um déficit alimentar de cerca de 200 notas por dia, não importando a hora em que essa pessoa se alimentar. O processo é dinâmico, e o déficit é permanente — e é esse déficit permanente que leva a pessoa a emagrecer. Vamos ser mais práticos para ficar bem fácil de entender: se, por 50 notas, você comprar um sapato novo durante o dia e já sair da loja com ele no pé, imediatamente começará a gastar o sapato. Mas se você comprar o mesmo sapato pelas mesmas 50 notas à noite e guardá-lo imediatamente no armário, você só começará a gastar o sapato na manhã seguinte, quando começar a usá-lo. Não importa se você comprou um sapato de dia ou de noite. Importa que o sapato será igualmente usado e igualmente gasto. A mesma coisa acontece com os alimentos. Não interessa a que horas você come. Interessa que, mais cedo ou mais tarde, seu metabolismo começará a gastar o que você comeu. Beber líquidos durante as refeições engorda Que bobagem... Beber durante as refeições apenas retarda o processo digestivo – e digestão lenta não engorda. Grosso modo, acontece o seguinte: quando você come, o organismo quebra as moléculas dos alimentos para digeri-las. Nesse processo, os carboidratos são processados primeiro e as proteínas depois. Ingerindo líquidos, você interfere no trabalho da máquina e obriga o seu corpo a resolver primeiro o problema daquilo que você bebeu. Só depois ele cuidará dos alimentos. Mas isso não importa. O que engorda é a quantidade do que você come ou bebe, e não o tempo que o seu organismo leva para processar a refeição. Nos fins de semana, pode-se comer à vontade Aprenda uma coisa interessante: durante uma dieta de emagrecimento, o metabolismo funciona mais lentamente. O corpo é sábio e, por isso, se protege. Se de uma hora para outra percebe que estão entrando menos fontes de energia (ou seja, comida), o corpo “pisa no freio”: para sobreviver, com medo de faltar combustível lá na frente, ele passa a, sovinamente, economizar calorias. Vai gastando o que ganha cada vez mais devagar – afinal, seguro morreu de velho. Então, se de repente, no meio dessa escassez toda, seu corpo recebe uma bela dose de comida em excesso, ele vai sugar tudo o que for possível e armazenar no “estoque”, para poder usar em sua sobrevivência. Afinal, seu corpo ignora se você está tentando se livrar dos quilos extras ou se você se perdeu no mar. Durante a Dieta das Notas, seu peso baixa entre um quilo e um quilo e meio por semana. Mas bastam dois dias — o sábado e o domingo — para seu metabolismo, deslumbrado com a energia que lhe é colocada à disposição durante essas 48 horas de lazer, armazenar tudo avidamente. Quer saber o resultado de comer o que você quiser nos fins de semana? A resposta é simples e desagradável: no sábado e no domingo você engordará tudo o que levou de segunda a sexta para emagrecer. Chato, não? Nem é preciso explicar por que, em um fim de semana ou outro, escapulir da Dieta Nota 10 e “chutar o balde” é privilégio de quem alcançou o peso ideal. Fonte: Dieta Nota Dez

Nenhum comentário:

Postar um comentário