domingo, 13 de novembro de 2011

Pequenos hábitos ajudam a acabar com o estômago pesado

Uma boa digestão é fundamental para acabar com a gordura acumulada e com o mal-estar.


Sabe como sua dieta pode render melhor? Com uma boa digestão. Esse processo é fundamental já que quando os alimentos mal digeridos se acumulam vão, com o tempo, se transformar em gordura. Fora que ninguém gosta de ficar com aquela sensação de estômago pesado, não é mesmo? A notícia boa é que você pode deixar sua digestão muito mais fácil incluindo em sua rotina pequenas atitudes que, após aquele prato delicioso, farão a diferença. Sem contar com a ajuda que darão a sua saúde. Por isso, a nutricionista Roberta Stella, do programa Dieta e Saúde, dá alguma dicas abaixo de como hábitos simples podem livrar você da sensação ruim ao comer. Confira:



1) CHÁ
Hora de comer, não de beber! Isso mesmo, o ideal é sempre evitar beber líquidos na hora das refeições. "O líquido dilui o ácido clorídrico fundamental para o processo digestivo, pois é esse ácido que vai transformar a comida engolida em partículas menores, mais fáceis de serem absorvidas. O ideal é não beber nada meia hora antes ou meia hora depois de comer." Caso você não consiga ficar com a boca seca, opte pela boa e velha água. Mas em pequena quantidade, ok?
Chazinho para finalizar. A nutricionista do Dieta e Saúde ainda indica que beber uma xícara de chá depois das refeições é uma ótima pedida para se livrar da sensação de inchaço."A quentura dessa bebida ajuda a dissolver as gorduras e diminui a formação de gases intestinais."


2) SONO
Descanse um pouquinho, mas não durma! Logo após as refeições é bom evitar realizar atividades físicas intensas e, no outro extremo, evitar dormir. "O sono depois de comer faz com que o metabolismo do corpo diminua. Os exercícios físicos também são ruins porque reduzem a quantidade de sangue disponível para digerir os alimentos. Das duas formas, a comida fica mais tempo retida no organismo, que produz toxinas geradoras do mal-estar", ensina Roberta Stella.

3) MASTIGAR BASTANTE
Mastigação aliada. A correria do dia a dia acaba nos levando para a correria na mesa também e acabamos não mastigando direito os alimentos. "É ruim porque o estômago e o intestino têm dificuldade para absorver os nutrientes, já que a comida chega maior no organismo". Resultado? Problemas de gases em excesso e abdômen inchado. Fora que seu corpo acabará gastando mais energia para fazer a digestão e você fatalmente ficará com mais sono e cansaço, após as refeições.

4) LÍQUIDOS
Hora de comer, não de beber! Isso mesmo, o ideal é sempre evitar beber líquidos na hora das refeições. "O líquido dilui o ácido clorídrico fundamental para o processo digestivo, pois é esse ácido que vai transformar a comida engolida em partículas menores, mais fáceis de serem absorvidas. O ideal é não beber nada meia hora antes ou meia hora depois de comer." Caso você não consiga ficar com a boca seca, opte pela boa e velha água. Mas em pequena quantidade, ok?

Fonte: Yahoo

Úlceras no estômago e no duodeno podem levar à morte

Dor abdominal, gases e náuseas podem ser sintomas da doença


Vistas como doenças comuns, as úlceras no estômago e no duodeno podem, na verdade, trazer sérios riscos para a saúde, podendo até mesmo levar à morte por sangramentos excessivos e perfurações desses órgãos. A gastroenterologista e hepatologista da Federação Brasileira de Gastroenterologia Marta Deguti explica que às vezes os sintomas não aparecem por um longo tempo e, subitamente, ocorre uma crise. "Indivíduos com dor abdominal de fortíssima intensidade, vômito com sangue e fezes negras e fétidas devem procurar o serviço de emergência", alerta.

Um dos principais sintomas que se manifestam é a dor abdominal, geralmente na parte superior central, logo abaixo do osso esterno. "Costuma ser uma dor que vai e vem, e que melhora quando o indivíduo usa antiácidos. Pode piorar após a refeição, e esse incômodo pode chegar a despertá-lo do sono pela forte intensidade", descreve a especialista. O portador de úlcera gástrica ou duodenal também pode ter mal-estar, sensação de desconforto digestivo, impressão de ficar muito cheio após as refeições, gases, náuseas e salivação excessiva.


"Os sintomas são variáveis e não há como diferenciar úlceras de indigestões inocentes apenas pelo padrão deles. Portanto, um médico deve ser sempre consultado", aconselha Marta. A necessidade de ir a um gastroenterologista é ainda maior se a pessoa tiver mais de 40 anos, souber de antecedentes de casos de infecção pela bactéria Helicobacter Pyori, úlcera ou câncer de estômago na família ou estiver usando remédios que afetem o sistema digestivo e a coagulação.

O que causa as feridas é um desequilíbrio na ação do ácido gástrico, que normalmente auxilia na digestão dos alimentos e combate bactérias. Os fatores mais comuns que levam a isso são infecção pela Helicobacter Pylori, que responde por cerca de 85% dos casos, e uso de anti-inflamatórios não-esteroidais. "São remédios como diclofenaco, aspirina e ibuprofeno, muito conhecidos e às vezes utilizados de maneira banal em entorses e resfriados. É bom ressaltar que essas medicações são perigosas e podem provocar úlceras", diz. Estresse, álcool e cigarro também podem ser responsáveis.


O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva, exame em que o médico consegue visualizar o esôfago, o estômago e o duodeno com um aparelho de fibra ótica. O teste ainda permite a realização de uma biópsia, para quando há dúvidas.

Os tratamentos podem ser clínico ou cirúrgico. Marta explica que o primeiro usa medicamentos que neutralizam a agressão da mucosa pelo ácido. O segundo, que, no passado, foi a opção mais indicada, está em desuso. "As exceções são as pessoas que não respondem às medicações ou apresentem quadros complicados, seja por hemorragia grave, perfuração ou ainda estenose e obstrução, isto é, impossibilidade do bolo alimentar progredir para o intestino delgado", explica a médica.

A prevenção das úlceras não é exatamente fácil, já que elas podem estar ligadas a fatores genéticos. A alimentação, de acordo com Marta, influencia pouco. "No passado, enfatizava-se muito a necessidade de controle cuidadoso da dieta, evitando itens apimentados, gordurosos e ácidos. Mas hoje sabemos que os hábitos alimentares são pouco relevantes na evolução dos sintomas", diz a gastroenterologista.

De toda forma, ela recomenda cuidar da qualidade de vida para manter a saúde em dia. "É importante alimentar-se em horários regulares e em quantidades moderadas, não se automedicar e não usar anti-inflamatórios abusivamente, evitar cigarro e bebidas alcoólicas, controlar o estresse e realizar consultas médicas periódicas".

Fonte: Yahoo

Comentários:

Apesar de novos estudos mostrarem a pouca influência de modificação na alimentação na melhora do quadro, não é isto que vejo na prática clínica. Hábitos saudáveis, exercício e a retirada de determinados alimentos ajudam SIM na melhora do quadro.

Patrícia Brigagão Mendes

Ingerir pouca proteína prejudica funcionamento do sistema digestivo

Carência do nutriente no organismo compromete absorção de nutrientes



Uma dieta pobre em proteína provoca a atrofia e a redução dos neurônios do gânglio celíaco, uma parte do sistema nervoso simpático fundamental. É ele que inerva os neurônios da parede do intestino delgado, porção que realiza os movimentos peristálticos e o controle da absorção de nutrientes. A falta de proteína na alimentação também é responsável pela morte dessas células nervosas, constataram pesquisadores da Universidade de São Paulo em um estudo feito em colaboração da Universidade de Liverpool, da Inglaterra.

Segundo a nutricionista do Grupo de Apoio Nutricional Enteral e Parenteral (Ganep), Isis Tande da Silva, 15% da ingestão diária de alimentos deve ser constituída de proteínas. Peixe, soja e grão de bico são, segundo a especialista, fontes de proteínas.


"Elas são extremamente importantes, já que são utilizadas na formação de toda estrutura do corpo e na regulação de várias reações fisiológicas. O único cuidado a ser tomado é que alguns alimentos ricos em proteínas, como carnes vermelhas e leite, são ricos em gordura saturada", explica. As proteínas são compostos hidrosolúveis. "Dessa forma, quando comparada à digestão das gorduras, insolúveis em água, sua digestão ocorre de forma mais rápida e fácil", diz.

Isis afirma que os três macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos) devem ser consumidos durante todo o dia, distribuídos entre as refeições. "O fundamental é que estejam presentes na dieta, juntamente com vitaminas e minerais presentes em frutas e verduras, constituindo assim uma alimentação saudável", destaca.

Digestão da proteína
Isis explica que as proteínas têm sua digestão iniciada no estômago. "Ao longo de todo o trato gastrintestinal, enzimas proteolíticas atuam de modo a reduzi-las a aminoácidos. Assim, monossacarídeos e aminoácidos são absorvidos nas células intestinais", afirma.


No total, são 23 aminoácidos. Desses, quinze podem ser sintetizados pelo próprio corpo, enquanto oito devem vir dos alimentos. Uma dieta rica em frutas, verduras, nozes, sementes, brotos ou legumes, garante os oito aminoácidos necessários.

O conteúdo de aminoácidos utilizáveis nos vegetais é muito superior ao encontrado em alimentos de origem animal. No entanto, o calor do cozimento coagula ou destrói muitos aminoácidos que perdem sua função para o uso do corpo. Por isso, prefira sempre alimentos frescos.

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Fonte: Yahoo