sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Carência de vitamina D não é notada e pode comprometer a saúde

Ingestão e absorção insuficientes do nutriente podem levar a fragilidade óssea, baixa imunidade e até depressão

A vitamina D é de extrema importância para o desenvolvimento, crescimento e manutenção de um corpo saudável, começando na gravidez e seguindo por toda a vida. Mas para ser efetivamente sintetizada pelo organismo, é necessário exposição à luz solar.

“Você pode consumir fontes de vitamina D – como leite e derivados, além de alguns peixes como salmão, atum e sardinha –, mas ela só alcançará sua forma ativa (a vitamina D3) com a interação dos raios ultravioletas (UV)”, explica o endocrinologista Ronaldo Arkader, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Porém, pelo fato de as pessoas ficarem mais tempo em locais fechados e também por conta do receio de câncer de pele, não há exposição suficiente ao sol.

“No Brasil, embora haja sol praticamente o ano todo, o uso de filtros solares pode limitar a disponibilidade da vitamina D”, diz a nutricionista Maria Fernanda Elias, mestre em saúde pública e doutoranda em nutrição humana aplicada pela Universidade de São Paulo (USP).

Devido à maior quantidade de melanina (um filtro solar natural) na pele, os negros são mais suscetíveis à deficiência. A obesidade também pode dificultar a absorção de vitamina D, já que o nutriente pode ficar preso no tecido adiposo, impedindo sua metabolização e utilização pelo organismo.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alertou para a inadequação de vitamina D em 99,6% dos homens entre 19 e 59 anos e em 99,2% entre as mulheres da mesma idade. Em indivíduos com mais de 60 anos, o número foi superior a 99%. Entre as crianças e os adolescentes, os índices também foram altos.

Essa carência nutricional pode comprometer a densidade de massa óssea na fase de crescimento (infância e adolescência), bem como atingir indivíduos adultos.

“A baixa ingestão de vitamina D diminui a absorção e, consequentemente, o aproveitamento de cálcio e fósforo pelo organismo, aumentando o risco para osteoporose”, diz Maria Fernanda. “Além disso, ela está diretamente relacionada com funções metabólicas e atividades musculares, cardíacas e neurológicas”, completa.

O problema é que os “estragos” da deficiência só serão sentidos quando já ocorrem manifestações mais graves como a osteopenia ou a osteoporose.

O Vitamin D Council, organização americana sem fins lucrativos que estuda e divulga o tema, descreve alguns sintomas de deficiência de vitamina D como dor crônica, ossos fracos, infecções frequentes, depressão, má qualidade de sono e baixa imunidade.

“Mas infelizmente são manifestações inespecíficas. Por isso as pessoas demoram a perceber”, diz Arkader.

Um exame de sangue simples – o 25-hidroxi vitamina D – pode detectar o problema e apontar o tamanho da deficiência.

Para corrigir o quadro de carência, é necessário reforçar o consumo de fontes dietéticas de vitamina D e otimizar a exposição solar. “Exponha-se ao sol de 10 a 15 minutos, pelo menos três vezes por semana, sem protetor solar em períodos de menor risco à pele, ou seja, antes das 10 da manhã e após as quatro da tarde”, aconselha Maria Fernanda. Se isso não for suficiente, será necessário incluir uma suplementação no dia a dia, sempre com orientação médica.



*por Yara Achôa, iG São Paulo -| 04/10/2011

Fonte: Nutrionco

Até pizza ganha espaço no cardápio da dieta balanceada



Recheios à base de vegetais e ingredientes magros são ótimas opções para manter o peso

Festa. É dia de Pizza! Ela integra a lista da categoria prato oficial na mesa dos brasileiros. Para muita gente, comê-la ao menos uma vez por semana é um ritual. Mas tanta paixão não é à toa. Saborosa e nutritiva, a pizza combina com inúmeros e variados recheios, o que possibilita escolher o que mais agrada ao seu paladar, porém, se consumida sem moderação, ela pode comprometer a dieta. "É um prato delicioso e nutritivo, mas escolher os sabores menos calóricos e maneirar na quantidade é fundamental para manter a boa forma", explica a nutricionista da Unifesp Mariana de Novaes Oliveira.

Uma vez por semana pode!
Muitas famílias veem na pizza uma opção prática e apetitosa para os dias em que a correria é maior que o tempo para preparar o almoço ou o jantar, mas é aí que mora o perigo, explica a nutricionista. "O ideal é manter o equilíbrio entre fibras e outros nutrientes no organismo.

A variação de alimentos é fundamental neste processo, pois, até ingerindo apenas saladas ou frutas, deixamos o organismo desequilibrado, por isso devemos ter cautela e optar pela ingestão moderada e intercalada com outros grupos alimentares", diz Mariana.


Sabores mais recomendados
Prefira sempre os sabores menos calóricos, afinal, ganhar calorias não é o lema de nenhum regime. Uma boa alternativa são os sabores à base de vegetais e frutas, pois, embora também carregem calorias, ajudam no funcionamento do intestino e são mais fáceis de digerir. "Frutas e geleia, escarola, tomate seco e proteínas leves, como peito de peru, são mais saudáveis. Embora não sejam isentas de gordura, têm fibras e suas calorias são mais facilmente eliminadas pelo organismo", explica a nutri. A escolha da massa também pesa na balança. Opte sempre pelas massas integrais, que também é rica em fibras.

Dicas para enfrentar o rodízio de pizza
- Faça refeições leves antes do passeio, assim você chega a pizzaria com menos fome
- Coma devagar! Geralmente comemos depressa e, com isso, não damos tempo hábil para que nosso cérebro receba a mensagem de que estamos satisfeitos
- Prefira as pizzas com recheios menos calóricos: à base de vegetais e sem queijos gordurosos, como o catupiry ou fatias de queijo extra. "Isso irá ajudá-lo a ter mais saciedade, já que sua fatia de pizza vai conter um pouco mais de fibras do que as outras, o que irá interferir na quantidade de pizza a ser ingerida", sugere a nutricionista.


 Informações nutricionais
Um pedaço de pizza normal (aproximadamente 140 gramas)

Magras
Pizza escarola: 290 Kcal
Pizza champignon: 280 Kcal
Pizza mussarela de búfalo com tomate seco e rúcula: 286 Kcal
Pizza de geleia com frutas: 168 Kcal

Gordas
Pizza quatro queijos: 400 Kcal
Pizza calabresa: 300 Kcal
Pizza frango com catupiry: 370 Kcal
Pizza Portuguesa : 423 Kcal
Pizza de brigadeiro: 512 Kcal
Pizza de frutas com sorvete: 330 Kcal


Curiosidades sobre a história da pizza


Apesar de lembrarmos dos italianos quando comemos pizza, a massa surgiu no Egito, há mais de seis mil anos. Os egípcios inventaram uma massa assada de farinha, água e sal, o "pão de Abraão", que posteriormente seria incrementada com alguns condimentos. Milhares de anos depois, os italianos a incrementaram com tomate, e ela era consumida dobrada ao meio como se fosse um sanduíche. Sua popularização aconteceu, anos depois, com Dom Raffaele Espósito, um padeiro napolitano que servia o rei Umberto I e a rainha Margherita. Para agradar e inovar o cardápio, o padeiro resolveu adicionar à massa o recheio de mussarela, tomate e manjericão, ingredientes que reproduziam as cores da bandeira italiana e batizou o sabor com o nome da rainha, Margherita. Outros padeiros começaram a inovar e colocaram na pizza outros ingredientes, como o alho e peixes da região. A partir daí, outros povos foram turbinando a receita, que se popularizou pelo mundo inteiro e se transformou em uma mistura saborosa de sabores.

Fonte: UOL

Tiramissu


Ingredientes
200 g de biscoito champanhe

1 xícara (chá) de café forte para molhar os biscoitos

Cacau em pó para polvilhar


Para o creme mascarpone

250 g de mascarpone

1 xícara (chá) de creme de leite fresco

2 ovos grandes

½ xícara de açúcar



Modo de Preparo

Para o creme
Misture o mascarpone com o creme de leite e reserve. Bata os ovos com o açúcar até formar um creme branco, junte delicadamente o mascarpone e bata rapidamente somente até formar um creme liso.

Para a montagem
Molhe os biscoitos no café e arrume uma camada em um refratário ou em uma taça grande. Espalhe um pouco do creme e repita a operação. Cubra com filme plástico e leve para gelar de um dia para o outro ou por no mínimo 3 horas. Na hora de servir, retire o filme e polvilhe cacau em pó. Corte fatias e sirva gelado.

Fonte: IG