domingo, 16 de outubro de 2011

Saiba como o álcool afeta o corpo


Além dos efeitos já conhecidos, o consumo excessivo gera problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade.

Os efeitos do consumo do álcool a curto prazo são conhecidos: ressacas, cansaço, má aparência. A longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e cirrose hepática, entre outras.

Álcool: não há dose segura de consumo, dizem especialistas
Pesquisas também associaram o consumo de álcool em doses elevadas à problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade. Entretanto, estudos também concluíram que, ingerida com moderação, a substância pode ter um efeito benéfico, ajudando a proteger o coração ao elevar os índices de bom colesterol no organismo e impedir a formação de coágulos sanguíneos.

As mensagens são contraditórias, levando especialistas ouvidos pela BBC a recomendar que as autoridades sejam mais claras em suas campanhas de conscientização. Não existe nível absolutamente seguro de consumo de álcool, dizem. Mas se você quer beber, não exceda 21 unidades por semana para homens e 14 unidades por semana para mulheres.

Problemas cardíacos e câncer

A ingestão de mais de três copos de bebida alcoólica por dia prejudica o coração. O consumo excessivo, especialmente a longo prazo, pode resultar em pressão alta, cardiomiopatia alcoólica, falência cardíaca e AVCs, além de aumentar a circulação de gorduras no organismo.

As associações entre o consumo de álcool e o câncer também são bastante conhecidas. Um estudo publicado no British Medical Journal no ano passado concluiu que o consumo de álcool provoca pelo menos 13 mil casos de câncer por ano na Grã-Bretanha, nove mil em homens e quatro mil em mulheres.

O efeito negativo do álcool para a saúde em geral pode estar associado a uma substância conhecida como acetaldeído – produto em que o álcool é transformado após ser digerido pelo organismo. Essa substância é tóxica e experimentos demonstraram que ela danifica o DNA. O cientista KJ Patel, que trabalha no laboratório de biologia molecular do Medical Research Council, na Grã-Bretanha, vem pesquisando os efeitos tóxicos do álcool.

"Não há a ocorrência de uma célula cancerosa a não ser que o DNA seja alterado. Quando você bebe, o acetaldeído está corrompendo o DNA da vida e colocando você no caminho para o câncer".

Imunidade e fertilidade

Um relatório publicado recentemente na revista científica Bio Med Central (BMC) Innunology revelou que o álcool afeta a capacidade do organismo de combater infecções virais. E estudos sobre fertilidade indicam que mesmo o consumo moderado da substância diminui a probabilidade de uma mulher conceber. Nos homens, o consumo excessivo diminui a qualidade e quantidade de esperma.

KJ Patel acaba de completar uma investigação sobre os efeitos tóxicos do álcool sobre ratos. Seu estudo indica que uma única dose excessiva de álcool durante a gravidez pode ser suficiente para provocar danos permanentes sobre o genoma do feto. A Síndrome Alcoólica Fetal, segundo Patel, "pode resultar em crianças com danos sérios, nascidas com anomalias na cabeça e face e com deficiências mentais".

Fígado

O médico Nick Sheron, que comanda a unidade de fígado do Southampton General Hospital, na Inglaterra, disse que os mecanismos por meio dos quais o álcool prejudica o organismo não são claros.

"A toxicidade do álcool é complexa, mas sabemos que há um relacionamento próximo e claro".

Quanto maior a ingestão semanal, maior o dano ao fígado e esse efeito aumenta exponencialmente em alguém que bebe de seis a oito garrafas de vinho – ou acima disso – nesse período. Segundo Sharon, nas últimas duas ou três décadas, houve um aumento de 500% no número de mortes por doenças do fígado na Grã-Bretanha. Dessas, 85% foram provocadas pelo álcool. O ritmo desse crescimento começou a diminuir, mas muito recentemente.

"O álcool tem um impacto maior sobre a saúde do que o fumo porque ele mata em uma idade menor". Segundo o especialista, doenças do fígado provocadas pelo consumo de álcool matam por volta dos 40 anos de idade.

Álcool x heroína, crack e cocaína

O consumo de álcool é, cada vez mais, um problema de saúde pública. No início do ano, o serviço nacional de saúde britânico, NHS, anunciou que internações associadas ao consumo de álcool na Grã-Bretanha atingiram nível recorde em 2010. Houve mais de um milhão de internações, em comparação com 945.500 em 2008-2009 e 510.800 em 2002-2003. Quase dois terços dos pacientes eram homens.

Saiba mais sobre o abuso de álcool

Segundo a entidade beneficente britânica Álcool Concern, há estimativas de que o número de internações possa alcançar 1,5 milhão por volta de 2015. Quando são considerados os perigos para o indivíduo e a sociedade como um todo, o álcool é mais prejudicial do que drogas como a heroína e o crack – concluiu um estudo publicado no ano passado na revista científica The Lancet.

O estudo, feito pelo Comitê Científico Independente sobre Drogas, órgão científico independente que estuda as drogas e seus efeitos, concluiu também que o álcool é três vezes mais prejudicial do que a cocaína e o tabaco porque é usado de forma muito mais ampla.

Consumo recomendado

A diretora de pesquisas do Institute of Alcohol Studies, Katherine Brown, disse que as orientações atuais sobre o consumo de álcool e a forma como essas diretrizes são comunicadas à população podem estar contribuindo para a desinformação do público.

"Precisamos ser cuidadosos quando sugerimos que existe um nível 'seguro' de ingestão. Na verdade, precisamos explicar que existem riscos associados ao consumo do álcool e que quanto menos você bebe, menor seu risco de desenvolver problemas de saúde".

Para a especialista, é preciso mudar a percepção de que "beber regularmente é uma prática normal e livre de riscos".

O médico Nick Sheron concorda. "Não existe um nível seguro. As pessoas apreciam um drinque, mas precisam aceitar que existem riscos e benefícios".

Fonte: IG

Observações:

Além de todos estes prejuízos que podem ser causados pelo consumo exagerado do álcool, ainda tem outros problemas que estas bebidas podem causar:
-violência
-problemas no trabalho ( rendimento e a concentração são prejudicados,pode acabar com a sua carreira )
- problemas familiares ( muitos casais se separam ou brigam com frequência por enfrentar esta situação)
-No dia seguinte se sente acabado, começa a sentir um pouco de depressão, depois começa a tomar remédios para depressão e aí vai.....
- Se praticar exercícios ou for atleta, isto compromete os treinos e o rendimento.
Enfim, só dá prejuízo! Pense, analise e tire este mal de sua vida, enquanto tem tempo!Depois que vicia, é muito difícil acabar com este mal!


Patrícia Brigagão Mendes
Nutricionista

Hábitos ruins do final de semana podem alterar ritmo do coração


Abuso de álcool, energéticos e esportes esporádicos são gatilhos da fibrilação arterial, um dos perigos cardíacos.

A fibrilação atrial é caracterizada pela alteração nos batimentos cardíacos. Eles podem estar acelerados, fora de ritmo ou lentos demais
Em apenas um fim de semana o quinto drinque pedido em sequência, a corrida de 5 quilômetros após três anos de sedentarismo ou o abuso de energéticos e drogas sintéticas podem alterar o ritmo das batidas do coração e ser gatilhos de um grave problema cardíaco chamado fibrilação atrial.

Entre os cardiologistas do mundo todo, os efeitos causados por estes hábitos ruins – concentrados em especial nos sábados e domingos – já têm até um nome científico: holiday heart que, em tradução livre para o português, pode ser chamado de “coração de final de semana”.

“É uma síndrome aguda, provocada e associada especialmente ao abuso de álcool que, caso não passe em até 48 horas, exige intervenção médica de urgência, como medicamentos e até choque cardíaco”, explica Denise Hachul, especializada em arritmias e do Instituto do Coração de São Paulo (Incor).

Uma pesquisa feita pela Universidade de Medicina de Oxford, que revisou a literatura médica sobre os impactos das bebedeiras de final de semana no coração, mostrou que os chamados bebedores pesados (que bebem mais de quatro doses em uma só ocasião) têm risco maior de cardiomiopatia alcoólica, hipertensão arterial sistêmica (pressão alta), distúrbios do ritmo cardíaco e também acidente vascular cerebral (AVC).

Caso o abusador etílico (ou de exercícios) – mesmo que eventual – tiver outros problemas de saúde associados, como obesidade, diabetes e pressão alta, o risco de fibrilação atrial é ainda maior, alerta Guilherme Fenelon, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).

“A fibrilação altera os batimentos cardíacos na parte superior do coração (ele bode bater mais rápido ou mais devagar), o que compromete a circulação sanguínea”, explica Fenelon.

“Os obesos, diabéticos e hipertensos, nesta condição, têm mais risco de formação de coágulos que entopem as veias, o primeiro passo do AVC”, alerta.

Espalhados

No Brasil, os bebedores pesados, que sofrem de doenças metabólicas e pressão alta estão em ascensão. Na faixa-etária entre 25 e 34 anos, os com excesso de peso somam 52% e os que bebem quatro ou mais doses na mesma ocasião são 34%.

O mesmo mecanismo também coloca em perigo os abusadores de exercícios físicos e consumidores de doses altíssimas de estimulantes, como os energéticos. Mas muitas vezes, até chegar às sequelas mais graves, a fibrilação se comporta de maneira silenciosa, sem sintomas.

“Uma das maneiras de saber se está tudo bem com o ritmo cardíaco é checar o pulso e verificar se os batimentos têm constância”, afirma Denise. Mas uma pesquisa da Sobrac, feita com 250 pessoas entre 15 e 86 anos, mostrou que 77% delas não sabem fazer isso.

Casos crônicos

Apesar de preocupante, o “holiday heart” é um evento agudo, mas a fibrilação artrial, na maioria das vezes, é crônica e vai se desenvolvendo com o passar do tempo.

“A partir dos 40 anos, o coração já começa a envelhecer. De uma forma simples, o músculo vai ficando com algumas rugas e estas ruguinhas é que podem resultar na fibrilação”, diz o médico da Sobrac.

Fazer check-ups eventuais e aprender a medir o pulso são formas de tentar evitar as conseqüências mais graves da fibrilação e fazer o diagnóstico precoce.

Como medir o pulso

-Posicione uma das palmas da mão para cima e utilize os dedos indicador e médio da outra mão para localizar o pulso

- Posicione os dedos um pouco abaixo do polegar da mão que está para cima

- Os dois dedos devem ficar posicionados em sentido vertical com o punho

- Conte os batimentos por 10 segundos e multiplique o resultado por 6. A frequência considerada normal é entre 60 e 100 batimentos por minuto.

Fonte: IG

Observações finais:

Portanto,
Não exagere na bebida, nos exercícios esporádicos e nos energéticos.Aparentemente dão a ilusão de diminuir o stress e estão causando outros problemas de saúde!
Pratique exercícios com frequência e beba moderadamente, assim seu organismo terá benefícios e não problemas.
Consulte seu médico e nutricionista para te dar as dicas no seu caso, pois cada caso é um caso!

Patrícia Brigagão Mendes
Nutricionista