sábado, 8 de outubro de 2011

Dez atitudes para reprogramar seu cérebro e emagrecer


A psicóloga americana Georgia Andrianopoulos aponta ações simples que podem ser incorporadas à rotina.

Praticar uma atividade física ao ar livre e com amigos é uma das estratégias para manter-se magro

1) Aprenda a sentir prazeres simples que não envolvem comida, como praticar esporte, respirar profunda e conscientemente, visitar família e amigos, passar mais tempo ao ar livre.

2) Durma o suficiente para acordar descansado.

3) Adicione aromas agradáveis no espaço ao seu redor.

4) Reforce a ingestão de vitamina D, anti-oxidantes e suplementos com ômega 3.

5) Faça pequenos movimentos de alongamento e respiração a cada hora.

6) Prefira beber água e sucos. A bebida alcoólica deve ser apenas ocasional, assim como café e chá.

7) Pratique atividades tranquilizadoras, como ioga, pilates, relaxamento e meditação.

8) Interaja com pessoas que têm uma rotina saudável.

9) Fuja do isolamento e da inatividade.

10) Evite lugares ruidosos e cheios, especialmente na hora de se alimentar.

Fonte: Georgia Andrianopoulos, do Brain Fitness Inc, autora do livro Reeduque seu Cérebro, Remodele seu Corpo

Dez atitudes positivas para mudar a relação entre você e seu corpo


Psicanalista que ajudou Lady Di a superar a bulimia dá dicas de como ser feliz com o próprio corpo.
1 – Pare de se pesar
Não deixe a fita métrica ou a balança dizerem o quanto você se sente bem. Escalas não devem lhe dizer como pensar ou sentir. Livre-se das medidas e tente se controlar a respeito de como se sente sobre seu corpo e sobre você.

2 – Pare de falar criticamente do seu corpo
Seja uma influência positiva para outras mulheres, especialmente para as mais jovens, evitando falar sobre peso e sobre aquilo que você não gosta no seu corpo. Às vezes, você pode se sentir desconfortável por estar em paz com seu corpo se todos à sua volta estão tentando mudar.
Nós estamos encorajando o ideal de perfeição se continuarmos seguindo as regras da mídia e da indústria da dieta.

3 - Questione os motivos das indústrias
Indústrias da moda, dos cosméticos e da dieta ganham dinheiro determinando como cada mulher deve ser. Moda e cosméticos podem ser aspectos divertidos da vida, mas vale a pena tentar se encaixar em ideais irreais?

4 – Dê valor ao seu dinheiro
Se você deixar de gastar seu dinheiro com regimes destrutivos e irreais e investir mais em coisas que reflitam sua personalidade, você continuaria gastando nas mesmas coisas e da mesma forma?

5 – Aprecie seu corpo de uma maneira diferente
Em vez de se preocupar com o tamanho e com a forma, aprenda a gostar do seu corpo pelo movimento, conforto, prazer e saúde.

6 – Tente comer de acordo com a fome
Em vez de comer de acordo com um plano, respeite e ouça os sinais do seu corpo, ele sabe do quanto e de qual comida precisa. Quando estiver comendo de acordo com a fome, seu corpo vai se ajustar ao tamanho que ele deve ter.

7 – Pense nas qualidades que você realmente admira em outras mulheres
Pense em pessoas que você admira de verdade. Com esses valores em mente, você acha que o tamanho ou a forma dessas pessoas importa?

8 – Considere como você lida com as emoções difíceis
Se você parar de traduzir emoções difíceis em preocupações com o seu corpo, haverá mais espaço e energia focada em temas que realmente lhe fazem feliz ou triste em particular.

9 – Foque em coisas que você gosta em você mesma
Em vez de ficar obsessiva pensando naquilo que acha inaceitável, largue a ideia de um corpo perfeito. Procure serenidade para aceitar coisas que não pode mudar, coragem para mudar aquilo que pode ser mudado e sabedoria para saber a diferença entre eles.

10 - Seja modelo
Nunca é fácil ir contra a maioria. Mas sempre existem mulheres que correm riscos para crescer e que definem novos padrões. Crie um caminho para ser quem você realmente é.


Fonte: Susie Orbach, site Any-body

Engolir sapo pesa na balança


Dizer sempre sim causa frustração e pode acrescentar quilos ao peso. Aprenda a romper esse ciclo.
Estresse: dizer sempre sim aumenta a ansiedade e com ela a vontade de comer.
A professora Kátia Lima, 27 anos, sempre foi do tipo que evita entrar em conflitos, não gosta de expor sua opinião, foge de polêmicas, tem dificuldade para dizer não e dificilmente responde a alguma provocação. Ela só percebeu que esse tipo de atitude estava tendo reflexos na balança ao procurar uma psicóloga.

“Estava com muitos problemas e decidi procurar ajuda. Precisei de quatro meses para me conscientizar que só dizia sim para as pessoas, mesmo que isso custasse meu tempo ou que fosse contra a minha vontade”, relata. “Essa era a origem de vários problemas.”

Os “bonzinhos”, como a própria Kátia se define, constituem o principal perfil dos que sofrem com os efeitos de tanta solicitude nos ponteiros da balança. São pessoas que costumam ignorar suas vontades a fim de não gerar mágoas.

“Cuidar demais dos outros faz com que não sobre energia para cuidar de si. O ato de se colocar em último lugar e fazer só o que os outros querem, dá a sensação de ser enganada, o que pode gerar a vontade de comer mais ou demais”, explica a terapeuta cognitivo-comportamental norte-americana, Karen R Koenig, em seu livro “Engolir sapo pesa na balança” (Ed. Best Seller).

O sentimento de ser enganado, ou ainda, manipulado pelo outro, gera raiva, insegurança e submissão.

“A pessoa entende que, se não fizer daquele jeito, pode ser rejeitada socialmente. Isso leva a ansiedade e o alimento, nesse contexto, é visto como uma válvula de escape”, afirma a psicóloga e nutricionista Eliana de Almeida.

Quando a frustração se torna constante e as emoções não são trabalhadas, a alimentação se torna compulsão, levando facilmente à obesidade, alerta.

Encontrar o equilíbrio

Romper o vício de ajudar mais do que ser ajudado e aprender a dizer não é difícil e exige determinação, esforço e, principalmente, vontade genuína de mudar.

“É necessário usar inteligência, coragem, motivação, disposição, obstinação, ou seja, as mesmas qualidades utilizadas para ser boazinha com os outros”, escreve Koenig.

Kátia vem tentando mudar de atitude há um ano e diz que ainda hoje se sente desconfortável em situações que exijam uma nova postura.

“Algumas pessoas se afastaram de mim e isso dói. Tenho vontade de fazer qualquer coisa para que se aproximem de novo, mas não posso abrir mão de mim pelos outros”, relata. Nesse tempo, a professora conseguiu controlar sua alimentação com mais tranquilidade e já emagreceu quatro quilos.

“Acho que estou menos sufocada, mais livre e mais dona de mim. Isso me dá segurança e força de vontade para não cair nas tentações”, completa.

Eliana confirma que o processo é doloroso. “Assim que começam a expressar suas opiniões, elas passam a ser rejeitadas por algumas pessoas. Os que estão a sua volta, acostumados com a ‘Madre Teresa de Calcutá’, vão estranhar a mudança e refutá-la. É difícil lidar com essa rejeição também”, afirma. Por isso, a psicóloga enfatiza a importância de uma equipe multidisciplinar no tratamento da obesidade. “Não adianta fazer dieta, dizer o que pode e o que não pode comer se não tratarmos a raiz do problema. É preciso cuidar do lado psicológico junto com a reeducação alimentar”, frisa.

Em seu livro, a terapeuta Karen Koenig dá dicas do que fazer e do que não fazer para quebrar a relação entre estresse e comida:

Não faça:
- Deixar que as pessoas definam o que faz de você uma pessoa boa, altruísta e gentil
- Evitar o tempo livre porque se sente pressionada a ser produtiva e útil
- Preocupar-se com o que pensarão a seu respeito
- Deixar de cuidar de si porque isso é egoísmo
- Acreditar que a única forma de mostrar às pessoas que se importa com elas é resolvendo o problema delas ou ajudando-as em qualquer situação
- Ficar preocupada se alguém não gostar de você
- Dizer sim, quando a melhor resposta para cuidar de você seria dizer não

Aprenda a:
- Agir de forma a ter boa autoestima e capacidade de cuidar de si
- Reconhecer que você pode ser egoísta sem deixar de ser generosa e carinhosa
- Parar de procurar elogios alheios e se valorizar
- Assumir as responsabilidades pela sua felicidade e deixar os outros serem responsáveis pela deles
- Aceitar que é possível ser uma pessoa boa independente de ser produtiva ou útil
- Reconhecer que é uma pessoa boa mesmo quando não ajuda ninguém
- Parar de esperar aceitação ou elogios
- Ter compaixão consigo
- Cultivar hábitos positivos que vão elevar a autoestima e quebrar a relação entre estresse e comida

Fonte: IG

Terapia ajuda a emagrecer mudando gatilhos da obesidade


Identificar e mudar pensamentos e comportamentos que levam a comer é o objetivo desta abordagem psicológica.

Diário da dieta: anotar sentimentos que cercam o ato de comer é um dos recursos da técnica
O tratamento da obesidade tornou menos inglória a luta contra os quilos em excesso unindo novos procedimentos e medicamentos à atenção de diversos profissionais da área da saúde – médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas. Esse trabalho em conjunto, no entanto, está deixando a desejar quando o assunto é tratar a cabeça do obeso.

“Não adianta emagrecer o corpo sem mudar a cabeça. É possível modificar qualquer comportamento, mas a questão alimentar é mais complexa porque são vários os motivos que levam a pessoa a comer demais. É preciso identificar os gatilhos”, aponta a psicóloga Marilice Rubbo de Carvalho, especialista em terapia comportamental pela USP e em transtornos alimentares pela UNIFESP.

Para a nutricionista Liliam Teixeira, quem não se prepara psicologicamente para mudar os próprios hábitos, lutará eternamente contra a balança. Segundo ela, a reeducação alimentar é uma forma de resgatar o verdadeiro sentido da alimentação: nutrir o corpo da maneira mais correta possível.


“Neste processo, fatores psicológicos também são importantes para perder peso e para mantê-lo estável”.

Essa é justamente a proposta da terapia cognitivo-comportamental, uma abordagem terapêutica que se propõe, entre outras coisas, a identificar, trabalhar e modificar comportamentos disfuncionais – como fumar ou comer demais. Marilice explica que apenas 30% dos obesos são compulsivos. O restante tem o que ela chama de comportamento comedor.

“São pessoas que comem porque sentem tristeza, ansiedade e pensamentos disfuncionais como ‘eu jamais vou ser magro’ ou ‘nunca ninguém vai gostar de mim’. São pensamentos totalmente sem lógica, mas que geram raiva, mágoa, ansiedade, tristeza.”

Se, para mudar esses pensamentos o primeiro passo é identificá-los, um recurso bem útil é começar um diário alimentar, apontando os sentimentos que foram experimentados ao longo das refeições: como estava o humor? Com quem comeu? O que sentiu durante a refeição ou antes de comer?

“Observar isso é uma forma de identificar os gatilhos que estão gerando o comportamento comedor” diz a psicóloga.

A abordagem congnitivo-comportamental também aposta na administração do tempo – como a pessoa faz dieta e como espalha a rotina alimentar ao longo do dia –, planeja metas e reforça as prioridades buscando alternativas tão prazerosas como o comer. O trabalho do psicólogo é, com a ajuda do próprio paciente, modelar o comportamento para evitar a volta à conduta anterior, comilona.

“Damos dicas, demonstramos, sugerimos, e quando ele vai aceitando, vamos reforçando os resultados positivos. O cérebro é um folgado, ele funciona na base do copy-paste. Novos comportamentos só serão frequentes e presentes na vida da pessoa se forem reforçadores e prazerosos para ela. Não adianta tirar a comida. Vai colocar o quê?”, questiona.

Fonte: IG