quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ronco ou Apnéia????


O ronco é um ruído produzido pela respiração durante o sono. Até certo ponto, é normal fazermos algum barulho enquanto dormimos. No entanto, quando existe algum tipo de obstrução no fundo da garganta, o ar produz uma forte vibração no palato e na faringe, provocando o som. Às vezes, esse ruído é tão forte e desagradável que pode chegar a 70 ou 80 decibéis, ou seja, um barulho correspondente ao escapamento aberto de uma motocicleta, explica a neurologista Evelinyn Esteves.

Segundo a especialista, as causas do ronco podem ser variadas. No ronco posicional, como o próprio nome sugere, o ruído é ocasionado pela posição da pessoa ao dormir, geralmente de barriga para cima. Quando o indivíduo deita dessa maneira, a tendência é abrir um pouco a boca, e o queixo desloca-se para baixo e para trás, fazendo a língua cair também para trás, pressionando a garganta. Isso facilita a ocorrência do barulho, esclarece a médica.

Em relação ao ronco rítmico, que não tem ligação com a postura ao deitar, são vários os fatores que influenciam, como adenóides muito grandes e amígdalas, tumores, rinites, desvio de septo, hipertrofia dos cornetos e pólipos nasais.

Diversas dessas patologias provocam a obstrução crônica do nariz e a pessoa respira pela boca, o que não é normal. Afinal, a natureza projetou o homem para respirar pelo nariz. Mesmo obstruções menores podem obrigar o indivíduo a desenvolver a respiração bucal, o que sempre representa uma solução ruim, embora necessária nesses momentos, diz Evelinyn.

Segundo a médica, o álcool e medicamentos à base de diazepínicos (calmantes) são outros motivos que podem gerar o ronco, pois levam ao relaxamento do músculo da faringe. A obesidade também contribui muito para o aparecimento do problema, pois a faringe é passível de infiltração gordurosa, e isso eleva a obstrução, afirma.

O ronco pode prejudicar a saúde. "No patológico, caracterizado por grandes vibrações e ruído intenso, além do desconforto provocado nos outros, existe a possibilidade de ocorrerem pequenas interrupções na respiração - ocasionadas pelo fechamento parcial das vias aéreas superiores. E as conseqüências são quadros mais graves de sobrecarga cardiocirculatória, sonolência durante o dia, baixo rendimento intelectual e no trabalho, cansaço e irritabilidade persistente", garante Evelinyn.



Tratamento

O indivíduo que ronca deve procurar orientação com profissionais como o pneumologista, o otorrinolaringologista, o neurologista, o psiquiatra ou o pediatra (que também sejam especializados em sono, se possível credenciados pela Sociedade Brasileira de Sono).

Um exame chamado polissonografia (realizado tanto por convênios particulares como pelo Sistema Único de Saúde, o SUS) pode ser solicitado para auxiliar o diagnóstico. A pessoa passa a noite geralmente em um quarto, com eletrodos ligados ao corpo. Em uma outra sala, um computador registra e compara as diferentes variáveis biológicas durante o sono, auxiliando no diagnóstico e acompanhamento de inúmeras condições clínicas, como ronco, apnéia, outros distúrbios respiratórios, alterações dos movimentos durante o repouso e sonambulismo, diz a médica.

Para a pessoa que sofre com o ronco posicional, que surge quando a pessoa deita de barriga para cima, o melhor a fazer é ensiná-la a dormir de lado. Recomendo uma técnica para ajudar: costure um bolso nas costas de uma camiseta para dormir, no qual caiba uma bolinha de tênis, que não é muito dura e, portanto, não machuca, mas provoca desconforto suficiente para que o paciente não deite de costas, indica Evelinyn.

Segundo a especialista, essa medida, porém, não deve ser usada indiscriminadamente porque não é solução para todos os casos. Já nos outros tipos de ronco, o melhor é tratar suas causas. Se o problema for a respiração bucal, o otorrino pode propor medicação anti-alérgica ou cirurgia para retirada de adenóides e amígdalas, por exemplo, além de indicar sessões de fonoaudiologia para corrigir vícios de respiração. Em caso de obesidade, recomenda-se a perda de peso, entre outras medidas, afirma.

Qual a relação entre ronco e apnéia?

A apnéia é um estágio avançado do ronco, quando há uma parada respiratória provocada pelo fechamento da faringe. A pessoa que sofre desse distúrbio pode acordar, geralmente assustada, ou não. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de respiração interrompida. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já está pobre em oxigênio. Só que fomos feitos para oxigenar o sangue ente 90 e 100 de saturação, explica Evelinyn.

Em apnéia, é oxigenado menos sangue e isso pode ter conseqüências sérias a pequeno, médio e a longo prazo. Portanto, o ronco tende a trazer um sinal de alerta importante. Quanto ao tratamento da apnéia, o mais recomendado atualmente é o uso de uma máscara de silicone parecida à de inalação, chamada de CPAP . Ela é acomodada nas narinas e, por meio de uma ventoinha blindada, joga ar comprimido pelo nariz e dilata a garganta, que abre para a passagem do ar, esclarece a especialista.

Por:
Sabrina Passos
MBPress
Fonte: Cyber diet

Óleo de coco ajuda a emagrecer


Saiba como o alimento, que pode substituir a manteiga no pão, auxilia na perda de peso e previne doenças cardiovasculares.

O óleo de coco é um produto natural e contribui para a perda de peso e a saúde do coração
Ele é excelente para a saúde, pode ajudar no emagrecimento e na redução de medidas e ainda tem um gostinho bom! Mesmo assim, pouca gente usa, até porque desconhece suas poderosas propriedades.

“O óleo de coco é um alimento funcional, rico em antioxidantes, que apresenta uma série de benefícios para o organismo. Entre eles: prevenção de doenças cardiovasculares, auxílio no emagrecimento, redução das taxas de colesterol, ação antifúngica (auxiliando no tratamento de candidíase e gastrite bacteriana) e fortalecimento da imunidade”, enumera a nutricionista Thais Souza, da Rede Mundo Verde.

Ele pode ser extraído tanto do coco fresco quanto do seco, sendo dividido em duas categorias: refinado e extra virgem.

"O extra virgem é uma fonte interessante de triglicerídeos de cadeia média (TCM), amplamente utilizados em tratamentos de síndromes de má absorção, devido à sua rápida absorção e solubilidade. O TCM apresenta um comportamento especial no organismo quando comparados à outras gorduras. São facilmente absorvidos e transformados em energia no fígado, não se acumulando como gordura", completa Patrícia Bertolucci, nutricionista da PB Consultoria em Nutrição, de São Paulo.

Encontrado em lojas de alimentos naturais, se apresenta em forma sólida. É saboroso e pode ser passado no pão, substituindo a manteiga, ou misturado a frutas no café da manhã. Em sua composição são encontrados ômegas 6 e 9, porém é formado em sua maior parte por ácido láurico, de cadeia média, e outros ácidos graxos.

“São óleos essenciais que ajudam a acelerar o metabolismo e auxiliam a queima de gordura corporal”, diz o endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O médico lembra, porém, que para surtir efeito o consumo deve estar associado à prática regular de atividade física.

"Estudos mostram uma relação do óleo de coco com a estimulação da glândula tireoide, o que aumentaria o metabolismo basal, auxiliando na perda de peso. Para ter esses benefícios, invista em uma alimentação saudável e equilibrada. Só o consumo do alimento não vai levar a uma queima de calorias e perda de gordura significativas", reforça a nutricionista Patricia Bertolucci.

Outro ponto que contribui para a boa forma: esse óleo promove a saciedade. “Como é uma gordura, retarda o esvaziamento gástrico e a velocidade com que os alimentos passam do estômago para o intestino”, explica a nutricionista Thais Souza.

Ele também é fonte de triglicerídeos de cadeia média, um tipo especial de gordura, sem colesterol, que é rapidamente absorvida e transportada para o fígado, onde é transformada em energia, não se acumulando como gordura. “O produto atua como auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares, pois age na redução dos níveis de colesterol total, LDL, VLDL e triglicerídeos e aumenta as taxas de HDL, o chamado bom colesterol”, diz a nutricionista Thais Souza.

Segundo os especialistas, até mesmo diabéticos, hipertensos e obesos podem consumi-lo, nas quantidades recomendadas, pois se trata de um óleo saudável.

“O consumo deve ser em torno de duas colheres de sopa por dia. Não mais do que isso, devido a seu valor calórico”, alerta o endocrinologista João César. A inclusão na dieta, inclusive, deve ser gradual. “Comece com uma pequena quantidade: 1/2 colher de sopa ao dia. O excesso pode ocasionar diarreia, enjôo e mal-estar”, explica a nutricionista.

Rico em vitamina E, o óleo de coco ainda combate bactérias patogênicas e fungos intestinais. "Os componentes da gordura de coco exercem um papel fundamental na função intestinal, auxiliando tanto em casos de diarréias como constipação. Já o ácido láurico, também presente na fórmula, ajuda a eliminar bactérias patogênicas do intestino, favorecendo o crescimento da flora intestinal benéfica. Porém, em grandes quantidades pode causar diarreia", diz Patricia Bertolucci.

Mais: o produto pode ser utilizado com finalidades cosméticas, garantindo aporte de antioxidantes para pele e atuando como excelente hidratante. Comparado ao azeite de oliva extravirgem, ele também leva vantagem.

“O azeite não deve ser aquecido, pois isso faz com que a boa gordura se transforme em saturada, o que reduz seus benefícios. Já o óleo de coco pode ser utilizado para finalizar pratos quentes, já que é estável quando submetido a altas temperaturas. Entretanto, para preservar seus antioxidantes, recomenda-se que seja usado em preparações frias”, finaliza a especialista da Rede Mundo Verde.

Fonte: IG

Pimenta e purê para perder peso


Pesquisas mostram que comer mais certos alimentos pode cortar ataques de fome e controlar as calorias.
Misture um pouco de pimenta no próprio purê e reduza a vontade de comer
Alimentos como pimenta-caiena e purê de legumes são inibidores naturais de apetite e uma opção bem-vinda para quem luta com o próprio peso, segundo pesquisadores norte-americanos.

Para a pesquisa, publicada pelo jornal “Physiology & Behavior”, cientistas da Universidade Purdue estudaram o efeito de apenas meia colher de chá de pimenta-caiena num grupo de 25 pessoas.

Embora a pimenta-vermelha já tenha sido avaliada como inibidora de apetite, o aspecto notável deste estudo foi comparar pessoas que gostavam de comida apimentada com quem não gostava. O efeito foi maior entre quem não consumia comida apimentada com frequência.

Os participantes recebiam um prato de sopa de tomate temperada com meia colher de chá de pimenta, sopa de tomate pura ou a sopa pura com um suplemento de pimenta-vermelha em formato de pílula.


Nesse caso, acrescentar pimenta-vermelha à sopa levou as pessoas a comerem uma média de 60 calorias a menos na próxima refeição, comparando com quem tomou a sopa pura. Nos dois grupos que comeram pimenta-vermelha, ela parece ter aumentado o metabolismo e feito o corpo queimar dez calorias a mais.

“Descobrimos que quando os indivíduos consumiam a pimenta-vermelha na sopa e não como suplemento, eles queimavam mais calorias”, disse Mary-Jon Ludy, que conduziu a pesquisa como aluna da Purdue.

Os pesquisadores tomaram cuidado em não fazer muito alarde com seu achado. Segundo eles, os efeitos da pimenta-caiena são reais, mas modestos, acrescentando que as pessoas podem perder a sensibilidade ao produto à medida que se acostumarem a comer alimentos picantes.

“Não estamos propondo que seja uma cura miraculosa para a obesidade”, disse o autor principal, Richard D. Mattes, professor de alimentação e nutrição da Purdue. “É uma mudança pequena com um efeito pequeno que pode ser conquistado por meio de uma leve alteração na dieta. É a direção correta”.

Amassadinho

Quem está fazendo dieta pode conseguir resultados melhores acrescentando purê de legumes aos pratos favoritos, segundo um relatório publicado em fevereiro pelo “American Journal of Clinical Nutrition”. Nesse estudo, os pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia deram, a 20 homens e 21 mulheres, refeições preparadas com quantidades variadas de purê – estratégia popularizada por Jessica Seinfeld, autora de livros culinários, que incentiva os pais a “esconder” hortaliças em pratos como espaguete.


Outros alimentos que ajudam a emagrecer:
Óleo de coco na luta contra os quilinhos a mais
Suplementos alimentares podem ajudar mulher a emagrecer
Frutas cítricas para emagrecer
Mas no estudo da Universidade Estadual da Pensilvânia, o objetivo não era fazer as pessoas comerem legumes sem saber. Acrescentar o purê resultou em menos calorias por porção.

Por exemplo, numa receita de macarrão com queijo criada pelos pesquisadores, o molho de queijo é feito com leite desnatado, queijo light e uma xícara de purê de couve-flor e outra de abobrinha.

As pessoas que participaram do teste comeram basicamente a mesma quantidade e não relataram diferenças no sabor ou prazer. Contudo, quando recebiam os pratos com purê de legumes, os indivíduos comiam de 200 a 350 calorias a menos por refeição.

“Pudemos variar bastante as receitas, até com produtos assados, e estamos fazendo para crianças da pré-escola e adultos”, disse Barbara Rolls, diretora do laboratório de estudo comportamental de ingestão humana da Estadual da Pensilvânia. "Tivemos um efeito enorme no consumo de energia. Estamos acrescentando xícaras de legumes às receitas e as pessoas nem percebem.''

Outra pesquisa de Rolls, autora da popular série de livros de dieta “A Dieta Volumétrica”, mostrou que comer sopa ou salada antes da refeição também pode controlar o apetite, resultando num consumo menor de calorias. Mas o uso de legumes escondidos permite que as pessoas comam a mesma quantidade dos pratos preferidos sem ingerir as mesmas calorias. Segundo Rolls, acrescentar purê para reduzir calorias funciona bem com pratos condimentados.

“Oferecemos um prato da cozinha Tex-Mex e pudemos acrescentar legumes mais facilmente. Depois de adicionados os sabores picantes, eles disfarçam as outras alterações na densidade calórica e conteúdo de legumes. As pessoas simplesmente não percebiam que estávamos botando montes de hortaliças”.
Fonte: IG