quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Alergia e Intolerância alimentares

Alergia e Intolerância são a mesma coisa?

Não se deve confundir alergia com intolerância alimentar.

A intolerância aos alimentos se refere a uma resposta física anormal a um alimento ou componente de um alimento, que não chega a se classificar como uma reação alérgica.

Por exemplo, uma pessoa pode ter sintomas abdominais como dor ou flatulência, depois de tomar leite. Esta reação é causada provavelmente por uma intolerância ao açúcar do leite (lactose), sendo que a pessoa que apresenta estes sintomas, geralmente, não possui as enzimas para decompor este açúcar e efetuar a digestão de forma adequada.

As proteínas são os alérgenos dos alimentos (ou seja, os componentes dos alimentos que causam as reações alérgicas), que mais freqüentemente são responsáveis pelos quadros alérgicos. A maioria dos alérgenos, no entanto, pode causar reações, mesmo após sua cocção ou mesmo muito tempo após terem sido digeridos.

Quais são os alimentos que mais freqüentemente causam alergia?

Os alimentos que mais freqüentemente causam alergia alimentar são as proteínas do leite de vaca, ovos, amendoim, trigo, soja, peixe, mariscos, nozes, embutidos (salame, lingüiças), alimentos com corantes (sucos artificiais) e conservantes (enlatados).

Quais são os conservantes e corantes que mais causam reação alérgica?

Os conservantes e corantes que mais freqüentemente causam reações em pessoas sensíveis são o aspartame, os benzoatos, corantes amarelos No. 5 e vermelho No. 3, glutamato monosódico, nitratos e nitritos, parabenos e sulfitos. As verdadeiras reações alérgicas aos conservantes e corantes dos alimentos, são pouco freqüentes.

Porque uma pessoa é alérgica a um tipo de alimento e não a outros?

Todos os alimentos provêm de alguma planta ou animal e se agrupam em famílias, dependendo de sua origem. Por exemplo, cebolinha, alho e cebola são membros de uma mesma família. Uma pessoa alérgica a um membro de uma família de alimentos será possivelmente alérgica a todos os membros desta família. Isto é conhecido como reação cruzada. Algumas pessoas podem ser alérgicas ao amendoim e às nozes, que são de diferentes famílias de alimentos; Estas alergias são denominadas de alergias coincidentes, porque não se relacionam entre si.

Entre os alimentos derivados de animais, a reação cruzada não é tão comum. Pessoas alérgicas ao leite de vaca podem comer carne de vaca e os alérgicos a ovos podem geralmente comer frango. As pessoas alérgicas aos ovos apresentam reação somente às proteínas da clara. No entanto, já que é impossível evitar completamente a contaminação cruzada entre gema e clara, os ovos devem ser evitados totalmente.

Quais são os sintomas resultantes de uma alergia alimentar?

A reação alérgica mais comum é a urticária. A urticária consiste em zonas avermelhadas e inchadas na pele, que coçam muito e que podem surgir repentinamente e desaparecer rapidamente. Aparecem geralmente agrupadas, e espalhadas por todo o corpo. Os sintomas gastrointestinais de alergia alimentar incluem vômitos, diarréia e dor estomacal e às vezes, uma irritação avermelhada ao redor da boca, acompanhada de coceira e inchação.

A manifestação final de uma reação alérgica grave é o choque anafilático, que se acompanha de uma insuficiência respiratória intensa, com constrição de brônquios e laringe, que pode resultar em morte, se não atendida pronta e adequadamente.

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Dieta Vegetariana Alivia os Sintomas Pré-Menstruais

Um novo estudo publicado na edição de fevereiro da Obstetrics & Gynecology sugere que o consumo de uma dieta vegetariana pobre em gorduras pode reduzir a gravidade e a duração das cólicas menstruais e dos sintomas pré menstruais. Pesquisadores do Physicians Committee for Responsible Medicine e da Escola de Medicina da Universidade Georgetown, ambos em Washington, DC, dizem que uma dieta pobre em gorduras pode diminuir os níveis de estrógeno, os quais por sua vez baixam os níveis de substâncias chamadas prostaglandinas.

O mecanismo pelo qual uma dieta mais pobre em gorduras alivia estes sintomas é o seguinte: as prostaglandinas são derivadas da gordura estocada no útero. O estrógeno ajuda a controlar a produção de prostaglandinas, uma vez que, quanto mais estrógeno é produzido, mais espesso fica o útero e mais prostaglandinas são produzidas. Isto dispara a cólica menstrual. Assim, um dieta pobre em gorduras minimiza este processo.

Além disto, dietas vegetarianas também funcionam por serem mais ricas em fibras. As fibras aumentam a quantidade de uma proteína no sangue que ajuda a excretar o estrógeno – o que é uma outra forma de baixar os níveis de estrógeno.

Para chegar a estes resultados, os pesquisadores estudaram 33 mulheres com idades entre 22 e 48 anos que sofriam de sintomas pré menstruais. As mulheres seguiram, por dois meses, uma dieta vegetariana estrita, sem nenhum produto de origem animal, mesmo leite e iogurte. Após este tempo, as mulheres retornaram a seus hábitos dietéticos anteriores e tomaram um medicamento inócuo, chamado entre os pesquisadores de "placebo".

Durante os dois meses de dieta vegetariana, as mulheres tiveram menos cólicas menstruais, menos retenção de água no organismo, mais redução de peso, mais energia e níveis menores de colesterol no sangue. A dieta vegetariana, contudo, não aliviou a dor de algumas mulheres que, mesmo com a dieta, apresentavam dores menstruais. Após o retorno à dieta habitual, os sintomas também retornaram aos níveis anteriores.

À luz destes resultados, os pesquisadores dizem que a dieta vegetariana pode significar uma nova abordagem, mais natural, sem uso de drogas, para os sintomas pré menstruais, além de oferecer outras vantagens para a saúde, como redução do colesterol.

Fonte: Obstetrics & Ginecology 2000, FEB