quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dossiê: bebidas não alcoólicas


As vantagens e desvantagens de saborear algumas das bebidas mais presentes no dia a dia
Dê preferência aos sucos naturais, mais ricos em vitaminas.
Não tem conversa: a água é, de longe, o líquido mais saudável para consumir. “Não há substituto à altura dela. Trata-se do solvente universal do corpo humano, responsável por umedecer os tecidos, regular a produção de calor e transportar nutrientes e resíduos. Assim, bebidas que contêm outras substâncias só tendem a aumentar a necessidade de tomar água”, confirma a nutricionista Neila Wendling, do Conselho Regional de Nutricionistas da 8ª Região – Paraná (PR).

Mas, infelizmente, nem todo mundo consegue se contentar apenas com esse refresco. Por isso, o iG Saúde foi atrás de informações sobre outros tipos de bebidas que lotam as prateleiras dos supermercados e, de alguma forma, acabam entrando na rotina alimentar. Conhecendo mais sobre cada uma, é possível fazer escolhas melhores e mais saudáveis na hora de matar a sede. Saiba mais sobre chá, suco de frutas, refrigerante, águas saborizadas e levemente gaseificadas, água de coco, bebidas isotônicas, leite de vaca, leite de soja e café.

Suco de fruta

Assim como o chá, o melhor é apostar na versão natural, preparada com a fruta fresquinha. Opte por não colocar açúcar na bebida, já que isso aumenta bastante o valor calórico do refresco. Se não der para utilizar frutas in natura, uma boa é investir nas polpas congeladas, que mantêm o potencial nutritivo. Para aproveitar os benefícios dos ingredientes, sugere-se consumir a bebida logo após o preparo.

Para Amanda Buonavoglia, nutricionista Associação Paulista de Naturologia (Apanat), “sucos com polpas congeladas são interessantes para um lanche da tarde, principalmente se forem batidas com leite ou iogurte natural. Assim, além de refrescante, a bebida se torna fonte de cálcio”. Sucos especiais - desintoxicantes, energizantes, etc - podem garantem saúde e bem-estar.

Agora, se falta tempo para criar as próprias receitas, é bom saber que, apesar de mais práticas, as versões industrializadas são justamente as menos vantajosas do ponto de vista nutricional. Isso porque além de apresentar um teor bem reduzido de vitaminas e minerais reúnem boas doses de açúcar, aromatizantes e corantes artificiais. De qualquer forma, todas as opções oferecem calorias, portanto, nada de exageros!

Chá

De preferência, prepare-o com água fervente e ervas, pois assim é possível preservar o conteúdo de fitoquímicos – compostos orgânicos que agem sobre funções do organismo. É importante ressaltar que cada erva provoca um efeito e, por isso, seu consumo deve estar atrelado à necessidade de cada pessoa. Por exemplo: alguns chás são calmantes, como aqueles feitos com camomila, hortelã e melissa.


Outros são estimulantes, como os de ginseng e guaraná. Há também há os digestivos, tais como o de boldo-do-chile, sálvia e cravo-da-índia, e os famosos “emagrecedores”, como os chás verde, branco, preto e vermelho.

Apesar de existirem ervas que alegam tratar uma infinidade de problemas, deve-se ter em mente que o consumo exagerado pode comprometer o funcionamento saudável do organismo em vez de beneficiá-lo. Por outro lado, “se achar mais prático tomar a bebida industrializada, saiba que o teor de fitoterápicos é reduzido e o produto geralmente apresenta conservantes e flavorizantes artificiais”, lembra José Irineu Golbspan, médico nutrólogo de Porto Alegre (RS). Alguns chás são terapêuticos e ajudam a proteger a saúde.

Refrigerante

Que tal trocar o refrigerante por opções como o suco de frutas ou a água de coco?
Para os amantes dessa bebida, um aviso: não há nada de bom para falarmos sobre ela, já que seu conteúdo é formado basicamente por aditivos químicos e açúcar. “As versões diet, light ou zero também não oferecem vantagens, pois o açúcar somente é substituído por adoçantes artificiais, que são substâncias químicas de difícil eliminação pelo fígado”, avisa o especialista de Porto Alegre.

Quer mais motivos para excluir os refrigerantes da dieta? Aqui vão: eles estão relacionados ao aumento de peso, a maior risco de problemas cardiovasculares, à distensão abdominal e, como se não bastasse, podem favorecer o surgimento de cáries e a baixa densidade óssea (o ácido fosfórico presente no refrigerante do tipo cola é conhecido por retirar atrapalhar a absorção desse mineral). Se a tentação for maior e não der para evitar a bebida, o ideal é limitar bastante seu consumo (que tal uma vez na semana?).

Águas saborizadas e levemente gaseificadas

As águas saborizadas são bem similares aos sucos em pó em relação ao valor nutricional, apresentando teor reduzido de vitaminas e minerais e quantidades consideráveis de sódio e aditivos químicos. De acordo com Neila, do CRN-8, “a única indicação seria para pessoas que não conseguem tomar água pura. Ainda assim, devido à composição, o consumo deve ser limitado”.

Já as águas descritas como “levemente gaseificadas” são, na verdade, refrigerantes (basta ler o rótulo!). Quando comparadas às bebidas mencionadas no tópico acima, percebe-se que contêm menores quantidades de aditivos e açúcar. E só. Ou seja: não adianta investir nesse produto para substituir o refrigerante, ok? Afinal, ele também está longe de ser uma opção saudável.

Dica: Já pensou em fazer sua própria água saborizada? Pois então anote aí a dica da nutricionista da Apanat: em uma jarra de vidro cheia de água coloque algumas folhas de hortelã, meia maçã cortada em pedaços e uma rodela de gengibre.

Água de coco
Formada por água, carboidratos, potássio, cálcio, sódio, magnésio e cloro, trata-se de uma bebida natural e muito saudável. Por ter um conteúdo similar aos fluidos do nosso corpo, é considerado um isotônico, excelente para reidratar o organismo – principalmente após atividades físicas intensas.

Por causa do índice glicêmico elevado, portadores de diabetes devem consumir a bebida com cautela. Apesar de não ser altamente calórica – um copo fornece cerca de 40 kcal e 10 gramas de carboidratos – a recomendação geral é que não haja abusos. Vale lembrar que as versões industrializadas podem conter aditivos e até glucose, mas, no final das contas, são muito mais benéficas do que os refrigerantes.

Bebidas isotônicas

Essas bebidas ganham esse nome quando carregam compostos que as tornam similares ao soro do nosso corpo. Por isso, só faz sentido consumi-las após atividades físicas intensas, que provocam a perda de uma grande quantidade de líquidos e sais minerais. Caso contrário, conta Amanda, podem facilitar o aparecimento de cálculos renais (as famosas “pedrinhas”) e prejudicar o rim.

“Também estão liberadas para ajudar em quadros de desidratação severa e diarreias”, completa a nutricionista.

Leite de vaca

É visto como uma bebida saudável, já que é fonte de cálcio, riboflavina, fósforo, magnésio, proteínas de alto valor biológico, ou seja, muito aproveitadas pelo organismo. O cálcio, claro, é o nutriente mais festejado do leite de vaca e seu consumo está relacionado à proteção dos ossos.

“No entanto, é preciso lembrar que há vários alimentos com mais cálcio do que o leite”, frisa Golbspan.
Entre os tipos A, B e C da bebida, é melhor ficar com o primeiro, que é produzido com o mínimo de contato manual e embalado ainda na fazenda. A versão desnatada, ao contrário da integral, tem valores reduzidos de colesterol, gordura saturada e calorias. O problema é que a ausência de lipídeos compromete um pouco o sabor. Sendo assim, Neila diz que uma boa alternativa é apostar no meio termo, ou seja, o leite semidesnatado.

Vale lembrar que o leite mais importante para a saúde do bebê é o humano. Portanto, a bebida produzida pela vaca só deve ser introduzida a partir do primeiro ano de idade, quando a criança já consegue digerir elementos mais complexos. No caso de pessoas intolerantes à lactose (açúcar do leite) ou alérgicas a alguma proteína do leite (como a caseína), é bom avaliar opções como leites de soja, cabra, arroz ou oleaginosas.

Leite de soja

É uma boa pedida para quem não pode ingerir lactose e caseína, dois componentes do leite de vaca que são altamente alergênicos. Porém, perde em relação ao conteúdo de cálcio. A boa notícia é que existem versões enriquecidas com esse nutriente.

Por ser isento de colesterol, pobre em gorduras saturadas e rico em fibras e isoflavonas (componentes que agem como o hormônio estrogênio, ainda que menos potentes), o leite de soja é indicado para quem tem histórico familiar de doença arterial coronariana, osteoporose e alguns tipos de câncer. Não se pode esquecer de que a proteína da soja é a única do tipo vegetal considerada de alto valor biológico (como a de ovos, leite de vaca ou carne) pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Café

Sua principal característica é a ação estimulante, causada por um de seus componentes, a cafeína. Para que ela não chegue a ser prejudicial, provocando ansiedade, insônia e indisposição gástrica, recomenda-se o consumo de aproximadamente duas xícaras de café forte ou quatro de café carioca.

“Além da cafeína, a bebida também apresenta cálcio, ferro, zinco, aminoácidos e vitaminas”, diz Golbspan.

É importante mencionar que duas substâncias do café (chamadas cafestol e kahweol) têm sido estudadas por causa de sua relação com o aumento da pressão arterial e elevação de colesterol. “No entanto, o uso de filtro de papel seria capaz de reter esses componentes, evitando prejuízos à saúde cardíaca. O mesmo não ocorreria com o expresso”, conta a nutricionista do CRN-8.

Por outro lado, há fortes evidências de que, além de ser estimulante, a cafeína tem efeito antioxidante e protetor para algumas doenças, como a diabetes feminina, assim como outras substâncias encontradas na bebida (ácido clorogênico e compostos fenólicos são bons exemplos). Isso significa que ainda não há por que barrar o consumo do cafezinho. Mas tem que ser moderado!

“E, se possível, adoçado com mel. Se o sabor não agradar, utilize, sem exagero, adoçante à base de sucralose”, ensina o nutrólogo de Porto Alegre.

Fonte: IG

Chás terapêuticos protegem a saúde

Além de aquecer o corpo nos dias frios, os chás feitos com ervas medicinais combatem diversos males
Clara aposta nos chás para reduzir o inchaço nos dias de TPM
Prisão de ventre, insônia, osteoporose, gripe, asma, estresse, obesidade, colesterol alto... Esses são só alguns dos inúmeros problemas que podem ser amenizados com a ajuda de ervas medicinais. Conhecido como fitoterapia, esse tipo de tratamento ganha um número cada vez maior de adeptos, já tem grande parte de seus benefícios comprovados cientificamente e pode ser associado às terapias tradicionais.

Outro atrativo da fitoterapia é que as plantas podem ser utilizadas de diversas maneiras, inclusive em forma de chá, tornando o momento de cuidar da saúde bastante prazeroso – principalmente nas épocas mais frias do ano.

Cuidados importantes
De acordo com André Resende, fitoterapeuta e autor do livro “O poder das ervas”, recorrer aos poderes da natureza para cuidar do bem-estar é uma prática que vem dos tempos mais primitivos. Mas, apesar de todo o histórico animador, ele ressalta: “As ervas medicinais fazem muito bem desde que usadas corretamente”.

Quem endossa o alerta é Vanderlí Marchiori, nutricionista da capital paulista e professora do curso de pós-graduação em Nutrição Funcional e Fitoterapia da PUC de Curitiba (PR). “Algumas plantas podem fazer muito mal. O chá verde, por exemplo, tem uma lista enorme de contraindicações, mas muitas pessoas não sabem disso”, comenta. Portanto, nem pense em montar uma farmácia natural sem antes consultar um fitoterapeuta, médico naturalista ou nutricionista especializado no assunto.

Modo de fazer
Vanderlí conta que há dois métodos básicos de preparo dos chás: por infusão ou decocção. No primeiro, deve-se jogar a água fervendo sobre a planta, tampar o recipiente e esperar alguns minutos antes de tomar a bebida. No segundo processo, por outro lado, a planta é fervida junto com a água. “O especialista deve indicar qual é a melhor opção”, avisa.

Confira, a seguir, sete tipos de chás terapêuticos que proporcionam benefícios ao organismo:

* Rooibos
Essa erva, conhecida por dar origem ao chá vermelho, apresenta boas doses de antioxidantes, substâncias que combatem os maléficos radicais livres. Possui um papel importante nos processos de emagrecimento e rejuvenescimento. Ao contrário dos chás verde e preto (da mesma família), afirma Resende, a bebida feita com Rooibos contém quantidades mínimas de cafeína. Sendo assim, não atrapalha o sono e nem provoca quadros de ansiedade.

* Oliveira
Muito usada em rituais religiosos, ela é conhecida como “a árvore da vida”. De acordo com o fitoterapeuta da capital paulista, “suas folhas têm muitas propriedades terapêuticas. Para se ter ideia, são ótimas para tratar a hipertensão, apresentam propriedades antioxidantes e rejuvenescedoras, ajudam a emagrecer e combatem o estresse e a fadiga crônica”. Rica em fibras e minerais, a oliveira não tem contraiindicações.

* Xaxim
Trata-se de uma erva da família da samambaia. Segundo Resende, é muito indicada para auxiliar no tratamento de asma e bronquite. Já o uso tópico é eficaz no combate de psoríase, caspa e micose.

* Cavalinha
O chá feito com essa erva é altamente desintoxicante. “Ela é ótima para reduzir todos os tipos de inflamações. Mas sua ação parece ser mais poderosa na luta contra a celulite”, conta Vanderlí. Quem experimentou confirma os efeitos maravilhosos, como é o caso de Maria Lúcia Gabrielli, técnica têxtil, 52 anos: “Eu tinha muita retenção de líquido e, por isso, minha nutricionista indicou a cavalinha. Ao usá-la, passei a fazer mais xixi e logo percebi que o problema diminuiu bastante. Houve uma redução significativa de celulite e até de gordura localizada”, conta.

* Camomila e amora
A combinação é excelente para ser consumida durante a tensão pré-menstrual (TPM), já que tem efeito fitoestrogênico, como explica a professora do curso da PUC de Curitiba: “elas agem como se fossem hormônios, normalizando os níveis desregulados dessas substâncias. Dessa forma, os sintomas típicos do período são amenizados”.

Para a biológa Clara Maciel Cavalcanti, 31 anos, o pior sintoma da TPM sempre foi o inchaço exagerado. Para se livrar do incômodo, ela foi orientada por sua nutricionista a apostar no extrato das folhas de amora. “Além de o inchaço ter diminuído, fiquei menos irritada”, lembra.

* Hortelã e damiana
Essa é outra dupla muito útil para as mulheres, pois ajuda no controle dos sintomas característicos da menopausa. “A hortelã reduz bastante a sensação de calor. Já a damiana tem importante papel na regulagem dos hormônios”, explica Vanderlí. Segundo a especialista, as duas ervas podem até driblar a necessidade de realizar uma reposição hormonal.

* Hortelã-pimenta, capim cidreira, gengibre e cúrcuma
A terapeuta Cristiane Ayres, do Ayur Elements, do Rio de Janeiro (RJ), diz que a associação de todas essas ervas resulta em um chá de grande poder desintoxicante. A hortelã-pimenta tem propriedades analgésicas, anti-sépticas, antiinflamatórias, calmantes, digestivas e expectorantes; além de diminuir a ansiedade, o capim cidreira é analségico, expectorante, bactericida, digestivo, diurético e sudorífero; o gengibre é anti-séptico, antiinflamatório, conservante, digestivo e expectorante; a cúrcuma, por sua vez, combate a diarreia e exerce funções antimicrobianas e antitóxicas. É capaz de melhorar a digestão e ajudar no desenvolvimento da flora intestinal.

Seguro e eficaz
Para garantir os efeitos benéficos dos chás, confira algumas recomendações:

* Procure por um especialista antes de iniciar o consumo de chás terapêuticos, pois muitas ervas apresentam contraindicações
* Não beba mais de um litro por dia
* Depois de pronto, o chá tem 12 horas de validade
* Nunca adquira ervas de origem desconhecida, como aquelas vendidas em feiras de rua, pois podem estar contaminadas por fungos e bactérias. Procure o produto em lojas especializadas ou farmácias de manipulação
* Fique atenta em relação às quantidades: em altas doses, as ervas podem causar intoxicação

Fonte: IG

O chá verde e seus efeitos sobre o colesterol


Análise de vários estudos mostrou que bebida ajuda a reduzir a gordura ruim no sangue, mas o efeito é mínimo, dizem pesquisadores


Chá verde: segundo pesquisas, efeitos sobre o colesterol alto são mínimos
Será que beber chá verde pode mesmo ajudar a reduzir o colesterol? Hoje o chá verde é considerado um tipo de panaceia feita de ervas, dona de uma ampla gama de benefícios à saúde. Mas se ele pode realmente produzir efeitos mensuráveis sobre o colesterol é uma questão que tem atraído muita discussão.

Os defensores da bebida dizem que o os benefícios do chá verde para um coração saudável se devem, em parte, a uma grande concentração de polifenois, substâncias que bloqueiam a absorção do colesterol no intestino. Mas os céticos argumentam que qualquer efeito benéfico seria pequeno e que os efeitos colaterais de alguns copos por dia não valem a pena.

Numerosos pesquisadores investigaram o assunto, com resultados variados. Neste ano, no entanto, uma equipe combinou e analisou dados de mais de uma dezena de estudos anteriores para chegar a uma resposta mais definitiva.

O relatório, publicado no periódico científico The American Journal of Clinical Nutrition, envolveu mais de 1.100 pessoas e analisou com atenção estudos em que os voluntários foram aleatoriamente designados para beber chá verde ou placebo diariamente durante vários meses.

Os pesquisadores descobriram que os indivíduos que receberam o chá verde, em média, tiveram uma redução nos níveis de colesterol, mas ela foi mínima. No geral, os níveis de LDL, ou colesterol 'ruim’, caíram 2,2 miligramas por decilitro de sangue, uma mudança de aproximadamente 2%. Não houve efeito sobre os níveis de HDL, ou colesterol 'bom’.

Para alguns, beber chá verde pode valer a pena, mas para outros podem haver efeitos colaterais: um composto no chá verde chamado EGCG pode interferir com medicamentos como anticoagulantes e alguns remédios contra o câncer.

Conclusão: alguns estudos constataram que o chá verde pode reduzir os níveis de colesterol LDL, mas o efeito parece mínimo.

Fonte: IG