segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Obesidade - Risco começa na Infância

Cada vez mais as crianças enfrentam os problemas da obesidade. Conheça dicas para que elas se alimentem melhor.

Segundo a endocrinologista Dra. Maria Pessoa Bitelli, a obesidade infantil já está em endemia. “Este é um problema que está instalado por todo o mundo”, comenta.

As estatísticas da organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que uma em cada 10 crianças uma tem problema com obesidade e, se os pais destas crianças e adolescentes não mudarem agora os hábitos de vida de filhos, mais de 70% deles farão parte de uma geração de obesos, vítimas em potencial de doenças como a diabetes e as cardiopatias. São duas as razões consideradas importantes para o crescimento da obesidade infantil:

- Falta de Atividade Física: A criança moderna não gasta energia, não solta mais pipa, não brinca de esconde-esconde e pega-pega, não sobe em árvores e raramente anda de bicicleta. Devido à falta de segurança, ela fica presa em casa, geralmente na frente de computadores e videogames, e, muitas vezes, sem praticar nenhum esporte.

- Hábito Alimentar: Hoje elas são bombardeadas com propagandas de guloseimas que dão água na boca. São incentivadas a comer comida de má qualidade pela mídia, pela escola, que tem cantinas cheias de salgadinhos e doces, e até pelos familiares que, muitas vezes, por comodidade, substituem uma refeição por fast-food ou salgadinhos.

O controle da obesidade infantil deve começar em casa, com refeições balanceadas. Os pais devem insistir na tentativa de fazer os filhos comerem alimentos saudáveis e estimula-los a praticar atividade física.

Mas é importante que os pais dêem o exemplo e também adotem uma dieta com alimentos saudáveis para poder cobrar esta atitude dos filhos.

Como fazer o seu filho se alimentar melhor

Falar é fácil, o difícil é fazer com que uma criança coma algo que ela não goste ou simplesmente não vá com a cara. É normal a criança preferir um salgadinho, lanche ou bolacha a uma verdura, legume ou fruta, mas o fato é que ela precisa desses alimentos e, de alguma forma, ela terá comer.

Para ajudar os pais que sofrem com este problema, existem algumas dicas para que a criança goste de uma alimentação saudável. Veja quais são:

- Quando pequenas as crianças se encantam por cores. Então um prato colorido pode ser uma opção.

- Chame a criança para ajudar na preparação das refeições, pois ela ficará mais entusiasmada para comer o que preparou

- Tente fazer receitas diferentes utilizando determinados alimentos para agradar o seu filho

- Ofereça várias vezes o alimento à criança, num ambiente tranqüilo e sem pressão.

- Não tenha em casa alimentos convidativos, como doces e outras guloseimas. Apenas de vez em quando convide a criança para passear e compre alguma guloseima.

- Aproveite para oferecer alimento novo quando um amiguinho estiver presente na hora da alimentação. Certifique-se que o amigo gosta do que você irá servir e ofereça aos dois. É mais provável que ele experimente se vir o outro comendo e gostando.


Fonte: UOL

Lendas e fatos na amamentação

Quando o assunto é a alimentação dos bebês muitas lendas rondam os pensamentos das mamães que estão em fase de amamentação. Vale a pena perder alguns minutinhos para se informar e tirar todas as dúvidas antes e durante a amamentação do seu filho.

Qualquer dúvida pode colocar em risco a amamentação efetiva do bebê. Bom, uma das dúvidas mais freqüentes das mamães é se existe leite materno fraco.

A resposta definitivamente é não. Só se a desnutrição da mamãe seja extrema pode ocorrer, mas é muito difícil. Toda mamãe produz o leite mais adequado para o seu filho, alimentando-o de forma satisfatória até os seis meses de idade exclusivamente, mesmo as mamães de peito pequeno.

A lenda do leite fraco pode ter sido criada pelo fato de o bebê poder sugar de forma incorreta o seio da mamãe, fazendo um grande esforço e não retira o leite suficiente, deixando-o ainda com fome. A sucção incorreta pode fazer com que desça menor quantidade de leite não sendo satisfatório para o bebê.

Outro motivo da menor descida do leite é a sucção incorreta do peito em conseqüência do uso de bico artificial como chupetas e mamadeiras que deixam a posição da língua diferente na hora da sucção do peito, fazendo com que a retirada do leite seja insuficiente.

Pode ou não pode? - Há outros mitos sem embasamento científico, mas que estão tão enraizados na cultura popular e que podem mexer com a cabeça das mamães. O bebê pode, sim, arrotar no peito sem que a mamãe tenha medo de que o leite não desça mais. Se o bebê arrotar no peito, sem problemas, é normal.

Outro mito que dizem por aí é que não se pode jogar o excesso de leite materno ordenhado em água corrente porque assim o leite acaba, vai embora. Mentira. O leite ordenhado, caso feito de maneira correta e doado para um banco de leite, pode ajudar outros bebês hospitalizados que precisam de leite materno, mas caso seja jogado em água corrente nada acontecerá na produção do leite.

Canjica, cerveja preta, água inglesa e outros alimentos não aumentam a produção de leite. Isso é mito dos mais absurdos. O que faz um bom leite materno é o bebê sugar o peito de maneira correta e uma alimentação saudável.

Seios com bicos feridos, rachados ou empedrados não são motivos de parar a amamentação. São quadros que devem ser cuidados e sanados para uma melhor amamentação.

Relaxe, mamãe - A ansiedade, o estresse, cansaço e dor podem reduzir a produção de leite já que esses fatores jogam no corpo da mulher hormônios que inibem a descida do leite materno. Se dê o direito de repousar, de não querer receber visitas e de pedir mais empenho do papai em ajudar com os afazeres domésticos. Amamentar em lugar tranqüilo e sem barulho ajudam ainda mais esse momento tão especial de mamãe e bebê.

Com ajuda e orientação de profissionais especializados, entre os quais pediatras e fonoaudiólogos, e com muita vontade e carinho a amamentação torna-se muito prazerosa para mamãe e bebê. Um verdadeiro ato de amor.

Dicas

Se a mamãe achar que seu filho não está amamentando bem, procure o auxilio do pediatra que poderá dizer se o bebê está bem ou não.

O leite da mamãe é o melhor alimento para o bebê. Não deixe que outra mulher amamente seu filho, além de não ser o melhor para ele, muitas doenças como hepatite e AIDS são passadas para o bebê pelo leite materno.

Amamentar não é tão fácil quanto parece, não tenha vergonha ou sinta-se frustrada se precisar pedir ajuda.

Fonte: Bruno Rodrigues ( UOL)

Desmame precoce pode gerar obesidade infantil

A amamentação é mundialmente defendida e a não há discussão sobre a sua importância. O ideal é que o bebê saudável tenha o leite materno como única fonte de alimentação pelo menos até o sexto mês de vida. Crianças que tiveram a amamentação interrompida até o quarto mês estão mais sujeitas à obesidade infantil.

O Hospital Infantil de Boston, Estados Unidos, acompanhou 847 bebês do parto até os três anos de idade, constatando índice maior de obesidade em crianças que nunca foram amamentadas ou tiveram a sua amamentação interrompida antes dos quatro meses de vida.

A pesquisa foi realizada pelo Project Viva. Os bebês que receberam fórmulas antes da introdução dos alimentos sólidos chegaram aos três anos mais propensos a desenvolver a obesidade.

A probabilidade de um bebê não amamentado por longo período apresentar sinais de obesidade é seis vezes maior.

O discurso pró-leite materno tem fundamento. Ao amamentar, a mãe tem maior percepção da saciedade do filho. Com o pequeno colado no peito, o controle de quando “está na hora de parar” de fornecer alimento ao filho é maior e mais fácil.

Além disso, o leite materno possui componentes, como leptina e adiponectina, que ajudam a regular o apetite e o metabolism, fazendo com que a criança crie uma autoregulação da ingestão de energia.

"Os primeiros meses após o nascimento pode ser uma janela crucial para o desenvolvimento da obesidade", explicou o Dr. Huh explained .Huh, do Hospital de Boston. “As práticas alimentares dos pais durante a primeira infância pode ser fator determinante da obesidade infantil”.

Há indícios também que as crianças alimentadas com mamadeira logo nos primeiros meses de vida apresentaram tendência a comer mais durante a infância do que aqueles que são alimentados exclusivamente pela amamentação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que as mamães amamentem seus bebês até o seis meses exclusivamente, sem adição de nenhum tipo de alimento, nem de água.

Por isso mamãe, se tiver alguma dificuldade em amamentar seu filho procure ajuda especializada.

Fonte:Bruno Rodrigues( Uol)

Receitas de uma boa amamentação

Amamentar não é um dom materno, que nasce com a mulher. Nem toda mamãe consegue amamentar seu filho sem alguma ajuda. E muitas, sem ajuda, desistem no meio do caminho. E como a amamentação hoje em dia é muito incentivada, mas não bem orientada, as mamães ficam com uma culpa enorme por não conseguir.

A mamãe sabe da importância do amamentar seu filho e o bebê sabe sugar. O problema está em juntar esses dois atos, principalmente quando o pequeno chora de fome. Quanto mais o bebê chora, mais a mamãe fica nervosa e mais difícil é amamentar.

Amamentação é um ato que deve ser aprendido, explica a fonoaudióloga Jamile Elias. A profissional dá dicas importantes para facilitar a amamentação e evitar problemas comuns nesta fase de vida.

A primeira delas é procurar um lugar tranqüilo para amamentar, onde mamãe e bebê possam se curtir ao máximo. A posição ideal para uma melhor amamentação é aquela em que o bebê abocanhe toda aréola do seio da mamãe. A posição normalmente mais fácil de fazer isso é aquela em que o bebê fica barriga com barriga com a mamãe, em que a cabecinha fica acomodada na volta de dentro do cotovelo da mamãe, facilitando também o contato olho a olho de mãe e bebê.

Se seu bebê já acorda berrando de fome, tente acordá-lo um pouco antes para que não chore de fome, dificultando a pega. O bebê estará mais calmo, abocanhará a aréola e nem mamãe e nem bebê ficarão estressados na hora da amamentação.

Segredinhos - Caso o bebê tenha o hábito de acordar com fome logo depois de ter mamado, como se não tivesse "comido", as mamães podem fazer o seguinte. Antes de dar o peito, esvazie-o um pouco para retirar o leite anterior que é constituído basicamente por água.

“É esse leite que mata a sede do bebê, por isso que um bebê amamentado somente no peito não precisa nem de água. Depois de esvaziado, o leite que ficará no peito será o posterior que contém mais gordura, matando mais a fome do bebê e o saciando melhor, oferecendo a ele um maior tempo de sono”, conta Jamile Elias.

Outro erro comum que não sacia a fome do bebê é mudar de peito sem esvaziar o primeiro completamente. Fazendo isso, o bebê toma todo o leite anterior de um peito e do outro peito. Quem não fica de barriga cheia depois de beber um monte de água? Mas a fome aparece rapidinho e é por isso que o bebê que acabou de mamar os dois peitos acorda logo chorando de fome. Deixe o bebê esvaziar todo um peito para depois oferecer o outro, assim terá certeza que o bebê mamou o leite anterior e o posterior.

Mesmo que o bebê não chore de fome, é bom esvaziar o peito um pouco antes de amamentar, principalmente se as mamas estiverem muito cheias, para o bebê abocanhar melhor toda a aréola. Quem consegue beliscar uma bexiga quando está completamente cheia? Se esvaziarmos fica mais fácil. É o que acontece com o bebê, abocanhar um peito muito cheio é mais difícil, assim o bebê abocanha somente o bico, machucando, e às vezes muito, a mamãe. Mamas pouco mais vazias são fáceis de abocanhar e toda a aréola ser pega, sem risco de machucar o bico.

Ainda há muitas outras dicas, mas já é um começo. Nunca dispense a orientação de seu médico ou de um especialista em amamentação, como um fonoaudiólogo. Esclareça sempre suas dúvidas.

Dicas

Nunca se culpe por não conseguir. Procure ajuda e verá que a amamentação ficará mais fácil.

Se as mamas estiverem muito cheias, evite banhos quentes. Prefira banhos mornos a frios.

Lembre-se sempre que o melhor alimento para o seu bebê até os seis meses é o leite materno.

Fonte: UOL

Uso indiscriminado de suplementos vitamínicos traz riscos à saúde

Excesso de nutrientes pode ter efeito negativo ao corpo

Vemos hoje uma divulgação maciça, muitas vezes fantasiosa e exagerada, dos benefícios dos suplementos vitamínicos na saúde humana. Por algum tempo se acreditou que o uso de megadoses de vitaminas nos traria uma proteção contra doenças, envelhecimento precoce, maior tempo de vida etc.

Porém, com o surgimento de uma nova especialidade médica, a NUTROLOGIA ( oficialmente reconhecida desde 1978 pelo Conselho Federal de Medicina), passou a classe médica a ter a oportunidade de especializar-se nesta área e compreender mais a fundo toda relação entre nutrientes e saúde humana, tanto na manutenção da mesma como no desencadeamento de doenças.

As doenças ditas degenerativas crônicas não transmissíveis (DCNT), como diabetes, hipertensão arterial (pressão alta), artrites e artroses, câncer, doenças cardiovasculares (derrame cerebral, infarto do miocárdio etc), osteoporose, Doença de Parkinson, Alzheimer e, atualmente, pode se enquadrar a obesidade neste rol, são condições que muitas vezes são favorecidas por desequilíbrio nutricional, associado também a fatores genéticos e estilo de vida (hábitos). Daí a imaginar que o uso de vitaminas, minerais ou outros nutrientes de maneira aleatória poderiam prevenir o surgimento das mesmas ou revertê-las, é uma distância muito grande.

Um nutriente presente em um alimento é improvável que venha a fazer mal à saúde. Em doses maiores pode ser capaz de modificar negativamente eixos bioquímicos Usamos um termo na Nutrologia que é: cada paciente tem o seu nutrograma. Isso significa que para avaliarmos a necessidade real de suplementar ou não qualquer vitamina ou outro nutriente, são necessários vários dados importantes como: exames laboratoriais, exame físico, condição de saúde atual, doenças em tratamento, medicamentos em uso, nível de atividade física, idade e fase da vida do paciente (criança, gestante, idoso, esportista), entre outros. Veja então o quanto é complexo prescrever corretamente um suplemento nutricional, sem causar danos à saúde.

Outro dado importante, na maioria das vezes desprezado, principalmente por profissionais não médicos, é que dependendo da dose que um nutriente é ingerido ele passa a não ser mais classificado como tal, e sim como "medicamento".

Um nutriente presente em um alimento é apenas um nutriente alimentar, sendo improvável que venha a fazer mal à saúde. Em doses maiores (supra fisiológicas) pode ser capaz de modificar negativamente eixos bioquímicos e até ter ?efeito colateral? como acontece com medicamentos, ou, se prescritos de maneira adequada, podem ser coadjuvantes e até benéficos em determinados quadros clínicos.

Cabe este raciocínio aos profissionais especializados. Nutrientes em doses ?medicamentosas? recebem o nome de NUTRACÊUTICOS (nutrientes com efeitos terapêuticos), e só devem ser prescritos por médicos, se possível, nutrólogos. Outra questão a ser dita é a interferência (efeito antagônico) de um nutriente em dose alta na diminuição da absorção de outros de vital importância na saúde, podendo fazer de uma suplementação vitamíca/mineral inadequada, aparentemente inocente, uma verdadeira catástrofe, trazendo grandes prejuízos ao organismo.

Tenho visto com bastante preocupação também o uso indiscriminado de aminoácidos, proteínas ou outros suplementos em academias de ginástica, sendo indicados por leigos ou profissionais de outras áreas sem qualquer base racional, sem saber se quer como é a alimentação do indivíduo, quais as contraindicações do uso dos mesmos, potenciais riscos à saúde etc.

10 dicas para o verão A suplementação ERGOGÊNICA é reservada para poucos casos (geralmente atletas de elite) e mesmo assim seguem normas rigorosas regulamentadas pela ANVISA no Brasil e só pode ser prescrita por médicos qualificados para tal, geralmente nutrólogos ligados à medicina esportiva.

Quando a suplementação nutricional e a prescrição de nutracêuticos é feita em bases racionais, após avaliação médica adequada, elas se tornam ferramentas importantes na preservação da saúde e na prevenção de doenças, existindo profissionais qualificados para decidir a necessidade ou não desta conduta.

Fonte: Yahoo