sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Emagreça com a dieta da aveia


Emagreça com a dieta da aveia
Incluído na alimentação diária, o cereal pode auxiliar o controle de peso. É o que Pequenas porções diárias de aveia ajudam no controle de peso.
O consumo regular de aveia contribui de várias maneiras para a saúde e o bem-estar. Os efeitos positivos vão de melhora do trânsito intestinal ao controle do colesterol sanguíneo, controle glicêmico e da síndrome metabólica.

Agora, um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), coordenado pela nutricionista Ana Maria Pita Lotternberg, pretende demonstrar que o consumo regular de aveia ajuda também no controle de peso. “Isso acontece possivelmente por meio do aumento da sensação de saciedade promovida pelos grãos”, diz a pesquisadora.

Dados preliminares do trabalho indicam que no período de seis semanas de intervenção, os participantes da pesquisa que incluíram aveia no cardápio perderam em média 2,6% do peso, enquanto o grupo que consumiu placebo teve, em média, redução de 1,6% - diferença estatisticamente significativa, segundo os especialistas. O estudo deve ser concluído até o final do ano, com os dados de parâmetros bioquímicos analisados.

Pesquisas anteriores demonstraram que as fibras solúveis (como as contidas na aveia) também podem agir na modulação de hormônios envolvidos no controle de ingestão alimentar. Por isso, o alimento continua no foco de uma série de estudos para avaliar seus efeitos sobre o controle do consumo alimentar.

Intestino “reloginho”

“A aveia é um cereal de alta qualidade nutricional, rico em proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e fibras solúveis”, diz a nutricionista Vanderli Marchiori, secretária geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE), de São Paulo.

Entre os benefícios mais conhecidos da aveia, está a regulação do funcionamento intestinal. Estima-se que a obstipação intestinal atinja 28% da população mundial. E entre as formas de tratamento mais indicadas está a inclusão de fibras na dieta.

Um estudo de 2008, conduzido pelos pesquisadores Bärbel Sturtzel e Ibrahim Elmadfa, do Departamento de Ciência Nutricional, da Universidade de Viena, na Áustria, demonstrou que o uso de fibras de aveia pode inclusive descontinuar o uso de laxantes na regulação do intestino. O estudo utilizou biscoitos preparados com fibras de aveia e farelos de aveia na dieta habitual de 30 pacientes acima de 50 anos por 12 semanas. Comparados ao grupo controle, o grupo que consumiu os biscoitos reduziu em até 60% o uso de laxantes. Os voluntários não ganharam peso com o acréscimo dos biscoitos.

A ingestão de fibras de aveia, associada a uma dieta com baixos teores de gordura saturada e colesterol, também combate o colesterol alto e pode diminuir os riscos de doenças cardíacas.

A principal substância de combate ao colesterol presente na aveia é o beta-glutano, uma fibra solúvel que age no trato intestinal. Isso interfere na absorção e produção do colesterol, ou seja, uma quantidade maior de gordura é eliminada da corrente sanguínea.

Representada por um conjunto de fatores de risco cardiovascular, a síndrome metabólica também está na mira da aveia. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a ingestão de cereais ricos em fibras e alimentos de baixo índice glicêmico podem estar associados à diminuição do diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, atuando no controle da síndrome.

Para resultados eficientes, a aveia deve ser consumida diariamente, em pequenas porções. “Uma colher (sopa) do cereal adicionada a uma fruta no café da manhã, contribui para o controle do apetite durante o dia e pode auxiliar o emagrecimento. À noite, consumida com banana e mel, melhora a qualidade do sono, o que também ajuda a evitar a compulsão alimentar”, explica a nutricionista Vanderli Marchiori.

Ela pode ser acrescentada ao leite, adicionada à sopa ou misturada a qualquer outro alimento.

Fonte: IG

CARDÁPIO DA DIETA DA AVEIA DE 1200 CALORIAS

OBS: Esta dieta não deve ser seguida por qualquer pessoa, ela deve ser indicada pelo seu médico ou nutricionista e ser adequada a quantidade de calorias para cada paciente

A aveia pode entrar no cardápio em todas as refeições.
As fibras da aveia colaboram com o bom funcionamento intestinal, além de ajudar no controle do colesterol sanguíneo e glicêmico e da síndrome metabólica. Um estudo da Universidade de São Paulo também demonstra que o consumo regular do grão pode atuar no controle de peso. Inclua pequenas porções de aveia no seu dia a dia e mantenha a saúde e a boa forma. A seguir, uma sugestão de cardápio elaborada por especialistas.

2ª feira

Café da manhã
1 copo de iogurte light batido com 1 e 1/2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos (27g)
1 fatia mamão papaia
2 bisnaguinhas integrais com margarina light

Lanche da manhã
1 maçã

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada de agrião cru
1 xícara (chá) de macarrão com molho de tomate e manjericão
1 filé de frango grelhado
1 fatia de abacaxi

Lanche da tarde
1 pote de iogurte de morango com 1 colher (sopa) de aveia em flocos (18g)

Jantar
1 prato fundo de sopa creme de ervilha com 1 e 1/2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos (27g)
1 maçã

3ª feira

Café da manhã
1 xícara (chá) de leite desnatado com cereal de milho sem açúcar
1/2 banana picada com 1 e 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos finos (27g)

Lanche da manhã
1 rolinho de peito de peru com 1 fatia de ricota

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada de repolho, tomate e cebola
2 colheres (sopa) de arroz integral
1/2 concha de feijão
1 bife de alcatra grelhado
1 copo de suco de tangerina

Lanche da tarde
1 xícara (chá) de mingau com pedaços de maçã e 1 colher (sopa) de aveia em flocos finos (18g)

Jantar
1 prato (sobremesa) de salada de alface, beterraba ralada e pepino
1 filé de frango grelhado
1 colher (sopa) de arroz integral
1 colher (sopa) de espinafre cozido
1 taça pequena de salada de frutas com morango, banana e mamão picados com 1 e 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos (27g)

4ª feira

Café da manhã
1 copo (200ml) de leite desnatado com achocolatado light
1 fatia de pão integral
1 fatia média de queijo branco
1 nectarina

Lanche da manhã
1 torrada com geléia
1 copo de suco de maracujá com adoçante

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada de rúcula, palmito e tomate
1 colher (sopa) de purê de batata
1 filé de pescada grelhado
2 colheres (sopa) de cenoura cozida
8 uvas rubi

Lanche da tarde
1 copo de iogurte light batido com 2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos (36g)

Jantar
1 copo de suco de laranja
1 prato (sobremesa) de salada de agrião
1 prato fundo de sopa de chuchu, abobrinha, alho-poró e carne com 2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos (36g)

5ª feira

Café da manhã
1 vitamina de frutas, feita com 1 copo de leite desnatado batido com mamão e 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos finos (9g)
2 torradas integrais light com 1 colher (chá) de requeijão light

Lanche da manhã
1/2 xícara (chá) de salada de fruta coberta com 3 colheres (sopa) de iogurte natural e 1 e 1/2 colheres (sopa) de aveia em flocos regulares (27g)

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada de repolho, beterraba e cenoura ralados, salpicados com 1 colher (sopa) aveia em flocos finos (18g)
2 colheres (sopa) de purê de mandioquinha
1 bife pequeno de filé mignon grelhado
1 e 1/2 colher (sopa) de ervilha fresca cozida

Lanche da tarde
1 gelatina de morango batida com 3 colheres (sopa) de iogurte desnatado e 1 colher (sopa) de aveia em flocos finos (18g)

Jantar
1 prato (sobremesa) de salada de alface americana com cenoura ralada
2 metades de abobrinha recheada com atum (atum light + cream cheese light + purê de tomate, sal e ervas a gosto)

6ª feira

Café da manhã
1 vitamina de frutas, feita com 1 copo de leite desnatado batido com 1/2 maçã, 1/2 banana, canela à gosto e 2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos (36g)
2 cookies integrais

Lanche da manhã
1 kiwi

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada rúcula com 4 tomates cereja
1 porção de legumes (cenoura, ervilha e pepino) salpicados com 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos regulares (9g)
2 colheres (sopa) arroz integral
1 filé de salmão grelhado
2 colheres (sopa) de vagem refogada

Lanche da tarde
1 fatia de mamão formosa com 1 e 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos finos (27g)
1 copo de chá mate light gelado

Jantar
1 prato (sobremesa) de salada verde com queijo cottage
1 omelete feita com 1 ovo, 1/2 xícara de espinafre cozido, 1/2 tomate picado, 1 fatia de queijo mussarela light , ervas e sal

Sábado

Café da manhã
1 xícara (chá) de mingau com frutas secas com 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos regulares (18g)
1 fatia de pão de centeio com queijo cottage
1 mexerica

Lanche da manhã
1 potinho de iogurte light de morango com 1 e 1/2 colher (sopa) de aveia (27g)

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada de repolho, tomate e cebola
1 panqueca de ricota com espinafre e molho ao sugo
1/2 xícara (chá) de salada de frutas com uva, maçã, abacaxi e mamão picados com 1 e 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos (27g)

Lanche da tarde
1 fatia de pão de forma integral com 1 colher (chá) de cream cheese light e 1 fatia de peito de chester
10 unidades de morango

Jantar
1 prato (sobremesa) de alface roxa com agrião
2 colheres (sopa) de risoto de quinua com abóbora, brócolis e peito de frango
1 taça de gelatina diet de cereja

Domingo

Café da manhã
1/2 xícara (chá) de salada de frutas com 1 e 1/2 colheres (sopa) de
aveia em flocos finos (27g)
1 fatia pequena de bolo de laranja

Lanche da manhã
1 copo de iogurte líquido light batido com 1 e 1/2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos (27g)

Almoço
1 prato (sobremesa) de salada de alface americana com queijo branco e tomate
2 colher (sopa) de arroz com brócolis
1/2 filé de frango grelhado
1 colher (sopa) de cenoura cozida
1 figo

Lanche da tarde
1 vitamina de fruta, feita com 1 copo de leite desnatado, 8 morangos e 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos finos (9g)

Jantar
1 prato (sobremesa) de salada de couve e acelga
1/2 hambúrguer de carne caseiro grelhado com de molho de tomate
2 batatas bolinhas cozidas
1 maçã fatiada com 1/2 colher (sopa) de aveia em flocos finos (9g)

(Cardápio desenvolvido pela Quaker e Blue Professional Consultoria em Nutrição)

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Caem os mitos da dieta



Os lanchinhos a cada três horas ajudam a acelerar o metabolismo, mas não há emagrecimento se a soma das calorias superar o gasto diário
A teoria: A sugestão parece a “fórmula mágica” do emagrecimento, presente no discurso de 10 em cada 10 especialistas. Quem conseguiu emagrecer três números no manequim também costuma dizer que o segredo foram as múltiplas refeições.

Cláudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) diz que a recomendação é justificada porque “evita diminuição do metabolismo e que a pessoa não chegue às refeições principais com uma fome exagerada”. Mas não é sempre que dá certo.

Quando não funciona: Comer a cada três/quatro horas pode não funcionar “se você come mais do que gasta”, explica Cláudia Cozer. Neste caso, o efeito é inverso e “você engorda”, atesta.
Portanto, não adianta achar que os espaços mais curtos entre as refeições dá passe livre para qualquer alimento. Mesmo comendo em pequenas doses, é preciso controle e exercícios físicos.

Mito 2: Não comer após as 20h é garantia de quilos perdidos

A teoria: Vira e mexe as refeições após as 20h entram no alvo e a recomendação é exterminá-las do cardápio. É fato que as pesquisas já mostraram que o relógio biológico é mais lento à noite e que as compulsões (ao estilo assalto da geladeira) acontecem mais neste período do dia. Mas o jejum noturno pode ser mais bandido do que mocinho.

Quando não funciona: Dormir com fome piora a qualidade do sono e interfere no metabolismo, o que dificulta a queima de caloria. “Portanto comer após 20h não tem problema, mas deve se comer uma quantidade adequada e com menor teor de calorias possível, senão o prejuízo é engordar e ter um sono ruim”, afirma Cláudia Cozer, da Abeso.

Mito 3: Substitua os alimentos por versão diet e light e perca peso já

A teoria: Doces sem açúcar, sobremesas e pães mais “magrinhas”. A data para o início do regime coincide com a corrida para as prateleiras dos supermercados que oferecem uma lista infinita de produtos diet e light. Em princípio, a troca parece ser só benefícios, mas a verdade é que ela pode ser um verdadeiro tiro no pé...

Quando não funciona: A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) já alertou que a informação “diet” em uma embalagem não garante a qualidade nutricional e nem a redução de calorias. “No chocolate diet, por exemplo, a retirada do açúcar significa a adição de mais gordura, o que deixa a versão dietética tão ou mais calórica do que a tradicional.

Portanto, na dúvida, não confie apenas no rótulo, compare a tabela nutricional dos produtos”, já orientaram os técnicos no site da Proteste. Comer sem peso na consciência não significa que os quilos extras não vão pesar mais tarde.


Mito 4: Fazer exercícios 30 minutos por dia é suficiente para emagrecer

Pesquisas mostram que fazer 30 minutos por dia de exercício não é suficiente para manter o peso. O ideal é uma hora
A teoria: Meia hora no relógio fazendo exercícios físicos é a chave para perder peso. Solução rápida, prática e que pode ser incorporada na rotina sem prejuízos dos compromissos. Ninguém nega que mexer o corpo é ação muito melhor do que o sedentarismo, mas o efeito não necessariamente é um alívio nos ponteiros da balança, comprovou pesquisa recente.

Quando não funciona: Uma pesquisa feita pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e publicada em maio no jornal da Associação Americana de Medicina, mostrou que é preciso, no mínino, uma hora de caminhada, ginástica, dança ou luta para a atividade surtir efeito na manutenção do peso, conforme mostrou acompanhamento por 15 anos de 34 mil mulheres, com idade média de 54 anos. Quem só tem 30 minutinhos disponíveis durante o dia não precisa voltar para a categoria sedentário. Mas o consenso é que a meia hora traz mais benefícios cardiovasculares do que estéticos.

Mito 5: Reduzir calorias drasticamente por um período emagrece para a vida inteira

Dietas rígidas como as já feitas pela musa Beyonce têm resultados efêmeros: rápidinho os adeptos encontram os quilos que perderam
A teoria: As dietas das musas ganharam o gosto popular e viraram moda. São restrições alimentares severas, algumas sugerem água, limão e só. Por 15 dias. Mas vale a pena passar por tamanho sofrimento, já que o corpo vai ganhar outra forma após duas semanas, certo? Errado. A solução é um balde de água fria para os adeptos da “dieta zero”.

Quando não funciona: regimes com menos de 900 calorias/dia, em geral, não emagrecem de forma contínua e permanente. “Comendo muito pouco, o indivíduo até ganha peso”, alerta a diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), assim como 31 estudos que acompanharam por cinco anos pessoas que fizeram dietas com menos de 1200 calorias diárias. Realizada por pesquisadores da Universidade de Minnesota no ano 2000, a análise das publicações identificou que após cinco anos da data inicial do regime restrito, todos os participantes haviam recuperado o peso que haviam perdido.


Mito 6: As chamadas “gorduras do bem” estão totalmente liberadas.

A teoria: A palavra gordura foi atenuada quando os cardiologistas começaram a divulgar que, assim como tudo na vida, também existe o lado bom do termo. Ao contrário da "prima má", a chamada gordura trans, existem alimentos que são ricos em “gordura do bem”, presente na amêndoa, castanha e abacate. Virou recomendação médica, presente em dietas feitas pelo Hospital do Coração (Hcor) e Instituto do Coração (Incor).

Roberta Cassoni, diretora do departamento de nutrição da Sociedade Paulista de Cardiologia (Socesp) até sugere que os representantes da categoria substituam o amendoim e salgadinho. Mas, se consumidos em excesso, o efeito pode ser contrário.

Quando não funciona: Se consumidos em doses excessivas, mais de quatro punhados, a gordura do bem vira do mal no organismo. Apesar de serem protetores do coração, são extremamente calóricos e, sim, engordam.

O macarrão é liberado para quem faz dieta alimentar, mas cuidado com as calorias do molho .

Mito 7: Macarrão engorda e deve ser banido do cardápio

A teoria: É só começar a fazer dieta para o macarrão ser jogado para escanteio. As massas são proibidas, engordam e o regime que se preza é feito só de saladas e grelhados. Os nutricionistas, porém, absolvem o macarrão.

Quando incluir massas: Todos os especialistas em nutrição defendem os carboidratos como fundamentais na pirâmide alimentar. As massas, portanto, não devem ser excluídas pois sem elas a disposição para os exercícios também vai embora.

O próprio Vigilantes do Peso, grupo referência nacional no emagrecimento, sugere a opção de macarrão integral como ideal para quem quer perder os quilos a mais. O que engorda o macarrão? O molho. Olhe no rótulo das embalagens prontas de tomate, a quantidade de sódio sempre é altíssima, o que aumenta o índice de gordura e piora o controle da pressão arterial. Queijo, tomate seco, carne são outros ingredientes que tornam o macarrão um vilão do regime. Então não aposente o alimento, mas cuidado com o molho. A Sociedade Americana de Nutrição já alertou que, sem molho, um prato de macarrão chega a ter menos 600 calorias.

Mito 8: Café ajuda a perder peso

A teoria: As xícaras de café intercalam a vida dos que fazem dieta, com a certeza de que o líquido escuro e amargo será como vara de condão para fazer sumir a fome. A bebida, alertam os especialistas, até é considerada como um acelerador do metabolismo, mas o efeito pode ser outro.

Quando não funciona: “O café com adoçante não tem caloria, não engorda, alguns trabalhos mostram que pode ajudar a aumentar o metabolismo e favorecer a perda de peso, mas outros estudos não conseguiram confirmar esses dados”, afirma Cláudia Cozer da Abeso. “Recomenda-se no máximo 4-5 doses/dia, porque a cafeína pode causar gastrite, irritação, alteração do sono”, diz. Todas estas consequências do excesso são inimigas do emagrecimento.

Dietas exclusivas, ou só de carboidratos presentes no pão ou só de proteínas (presentes na carne), não têm comprovação científica, diz a Abeso
Mito 9: Dieta só de proteína ou só de carboidratos é o segredo para mudar o corpo

A teoria: Desde a década de 90, começaram a pipocar dietas chamadas exclusivas. Os cardápios – que poderiam ser usados por 15 dias ou 30 no máximo – priorizam ou só alimentos da família dos carboidratos ou só das proteínas. A mudança de peso momentânea, porém, não dura muito tempo.

Quando não funciona: A nutricionista Tânia Rodrigues, que mantém o site RGNutri, escreveu no portal que como as gorduras saturadas são liberadas nestes tipos de regime, há um aumento no colesterol e na pressão arterial, que facilitam justamente o acumulo de gorduras. A eliminação de quilos, portanto, não é acompanhada por um corpo bonito.

A Associação Americana de Dietas, reforça que é a combinação entre os dois (carboidratos e proteínas) que promove a sensação de saciedade e portanto a ingestão de menos comida. Por fim, Cláudia Cozer da Abeso arremata que “não existe embasamento cientifico para se afirmar que comer só um grupo alimentar possa trazer algum beneficio a perda de peso”.


Fonte: IG

Combate simultâneo ao tabagismo e obesidade


As mulheres que têm o cigarro como companhia quase sempre dizem ter receio de abandonar o vício por causa da balança. Ao parar de fumar, uma das consequências negativas é o ganho de peso e, para quem já é obeso, uma pesquisa acaba de mostrar que esta sequela é ainda mais forte.

Durante oito anos, foram acompanhados 840 fumantes que estavam tentando parar de fumar. Ao final do período de análise, apenas 85 – pouco mais de 10% – haviam conseguido. Neste grupo, a média de ganho de peso foi de 8,3 quilos e o número variou de acordo com o índice de massa corpórea (IMC) de cada um. (*para calcular o IMC é preciso dividir a altura pelo peso ao quadrado).

Entre os que já eram “gordinhos” antes do estudo começar – ou seja, que iniciaram a análise com índice de massa corpórea (IMC) entre 23 e 30 – os ponteiros da balança subiram 10 quilos no intervalo de anos monitorado. Já os obesos mórbidos (com IMC acima de 35) ganharam 19,3 quilos, uma média de 2,4 quilos por ano que não fumaram. Os ex-tabagistas com peso normal acumularam 7,8 quilos em oito anos de estudo.

Deborah Lycet, autora do estudo feito pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido, afirmou na conclusão da pesquisa que muito mais do que provar que o “parar de fumar” pode impulsionar o ganho de peso, o trabalho indica que é preciso criar fórmulas de combater o tabagismo e a obesidade de forma simultânea, já que as duas condições são maléficas à saúde.

A boa notícia, afirma a presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) Rosana Radominski, é que é possível parar de fumar sem engordar. Ela explica que são dois os fatores que fazem as pessoas associarem o cigarro à manutenção do peso.

“Primeiro porque o tabaco aumenta os batimentos cardíacos e a temperatura do corpo, o que faz o gasto calórico ser maior. O outro motivo é que o ato de fumar altera o paladar. Ao parar de fumar, as pessoas começam a sentir melhor o gosto e o sabor dos alimentos. Por isso, comem mais.”

Mas, atenção defensores do fumo: a especialista da Abeso diz que o mesmo cigarro faz com que o processo de acúmulo de gordura seja maior na região abdominal.

“O cigarro não é tão culpado assim pelo ganho de peso. As mulheres, principalmente, que ficam muito preocupadas com o prejuízo estético sem o fumo, precisam entender que a ansiedade acaba interferindo mais neste processo”, diz ela.

“Por isso, se atrelado à tentativa de parar de fumar, as pessoas fizerem um controle alimentar e praticarem exercícios, é perfeitamente possível não engordar.”

Táticas

Uma das dicas é aproveitar o “novo paladar” para saborear alimentos saudáveis como frutas e verduras que ajudam a melhorar o humor, em substituição aos calóricos chocolates, balas e chicletes, inimigos de qualquer dieta.

Outra tática é usufruir da melhora no fôlego obtida após o fim do hábito de fumar. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, após 72 horas sem fumar, a capacidade pulmonar aumenta em 30%, o que pode ser um grande incentivo para começar uma atividade física.

O sedentarismo, inclusive, é uma das explicações para os obesos fumantes ganharem mais peso ao parar de fumar. Como a maior parte já não praticava uma única atividade, o cigarro era o único gasto calórico. Sem ele, o peso extra é consequencia que pode ser prevenida.

Mais risco

Uma das cautelas com as conclusões da pesquisa da Universidade de Birmingham é a falsa ideia de que parar de fumar não traz benefícios. É fato que algumas pesquisas já revelaram que as pessoas acima do peso sofrem, atualmente, muito preconceito – dificuldade para conseguir emprego, promoções e até relacionamentos afetivos. Esta constatação, entretanto, não pode fazer com que o tabagismo seja encarado como um risco menor do que a obesidade.

Tabagismo é fator predominante entre os novos registros de câncer, afirma o Instituto Nacional do Câncer (Inca), responsável por mais de 90% dos casos de neoplasia maligna de pulmão, boca, laringe e faringe.

Um levantamento feito pelo Hospital do Coração (HCor) com 27 mil pessoas mostrou que o risco de infarto aumenta em 63% nas pessoas que fumam menos de dez cigarros por dia. Entre os que fumam entre 10 e 19 cigarros, a possibilidade é ampliada em 2,6 vezes. Mais de um maço (20 cigarros ou mais), a ampliação do risco de dano cardíaco é de 4,6 vezes.

Kit fissura

Ainda que a obesidade também apareça na lista de fatores de risco cardíaco e oncológico, o mecanismo de ação é diferenciado do tabaco. A pessoa que fuma tem problemas cardiovasculares por falhas na circulação, aumento de pressão arterial e possibilidade aumentada de “entupimento” das veias, primeiro passo para o infarto ou acidente vascular cerebral. Já os obesos têm risco aumentado também por causa da hipertensão, mas há ainda o processo inflamatório do peso excessivo, que compromete os vasos cardíacos.

“Isso indica que a pessoa que fuma e tem excesso de peso convive com dois fatores de risco cardiovasculares independentes”, acrescenta a presidente da Abeso, Rosana Radominski.

Como estratégia para combater os dois males à saúde – obesidade e tabagismo – o Cratod (Centro de Referência e Treinamento de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), elaborou o chamado “Kit fissura”. Indicado para aqueles que estão tentando abandonar o cigarro, mas ficam muito impacientes quando não fumam e correm para um doce, os nutricionistas da instituição distribuem um saquinho formado por composto por fibras naturais, como damasco, uva passa, cravo, canela e casca crocante de laranja. Sempre que tiver vontade de fumar, a pessoa pega um pouquinho da mistura, coloca na boca e alivia a vontade de fumar, sem consumir excesso de calorias.

Fonte: IG

Musculação ajuda a parar de fumar e ganha menos peso


Pesos: malhar pode ajudar fumantes a abandonarem o vício.

Quer parar de fumar sem ganhar peso com isso? Vá para a academia.

A sugestão, que parece óbvia, guarda em si uma nuance interessante: uma nova pesquisa norte-americana mostrou que levantar pesos pode ajudar fumantes a largar definitivamente o vício, sem sofrer com o conhecido aumento de peso comumente enfrentado pelos fumantes em abstinência.

Os pesquisadores descobriram que três meses “puxando ferro” ajuda a reduzir a vontade de fumar e também os sintomas de abstinência, diminuindo ao mesmo tempo o ganho de peso que às vezes acompanha os que desejam parar de fumar.

No geral, homens e mulheres que completaram o programa de treinamento de resistência foram duas vezes mais propensos a largar o vício do que fumantes que não levantaram pesos.

"E enquanto a grande maioria dos fumantes quer parar de fumar, menos de 5% são capazes de fazê-lo sem ajuda", disse Joseph Ciccolo, autor do estudo e psicólogo do exercício do Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine, em Providence (EUA).

"Precisamos de qualquer nova ferramenta que possa ajudar os fumantes a parar com sucesso e, aparentemente, o treinamento de resistência pode ser uma estratégia efetiva", acrescentou.

No estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer dos EUA, a equipe do Ciccolo recrutou 25 homens e mulheres fumantes com idade entre 18 e 65 anos, que fumaram pelo menos cinco cigarros por dia durante o ano passado.

Todos os participantes foram aconselhados sobre parar de fumar por 15 a 20 minutos e receberam um suprimento de oito semanas de adesivos de nicotina, antes de serem divididos aleatoriamente em dois grupos.

O primeiro grupo de fumantes foi solicitado a completar duas sessões de uma hora de treinamento de resistência, com 10 exercícios a cada semana durante 12 semanas. A intensidade do programa de treinamento também foi aumentada a cada três semanas. Enquanto isso, o segundo grupo de fumantes (grupo-controle) simplesmente assistiu a um vídeo breve sobre saúde e bem-estar duas vezes por semana.

Depois de completar o regime de 12 semanas, 16% dos fumantes no grupo que levantou peso pararam de fumar, de acordo com o estudo publicado na edição de agosto da revista Nicotine & Tobacco Research. Como bônus adicional, também haviam perdido peso e gordura corporal.

Em contraste, apenas 8% dos fumantes no grupo-controle tinha parado, e eles tinham também ganhou peso e gordura corporal, mostraram os resultados. Três meses depois, 15% das pessoas do grupo levantador de peso ainda não tinha começado a fumar de novo, em comparação com 8% do grupo-controle.

No entanto, apesar dos resultados promissores, os autores do estudo observaram que são necessárias mais pesquisas sobre treinamento de resistência antes que a prática possa ser considerada um tratamento clínico para parar de fumar.

Fonte: IG