quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Soluções para o suor excessivo


Algumas pessoas transpiram muito, faça calor ou frio. Pode ser ansiedade ou até problemas relacionados à saúde. Saiba mais

Ansiedade e estresse podem provocar aumento de transpiração. Soluções caseiras não bastam
Falar em público, a reunião com o chefe, um encontro importante... Para algumas pessoas a ansiedade e o estresse podem provocar aumento de transpiração (principalmente nas axilas e nas mãos), independente de estar calor ou frio.

“É o sistema nervoso entrando em ação, estimulando as glândulas sudoríparas”, explica a dermatologista Samantha Kelmann, dermatologista do Hospital 9 de Julho, de São Paulo.

O suor excessivo também pode estar ligado a doenças de base como hipertireoidismo, distúrbios psiquiátricos ou obesidade e a alterações hormonais, como acontece na menopausa.

A transpiração é necessária para o controle da temperatura corpórea, especialmente durante o exercício ou sob temperaturas mais elevadas do ambiente. “A sudorese é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático. Porém, a hiperatividade das glândulas sudoríparas é conhecida como hiperidrose”, explica a dermatologista Samantha Kelmann.

Só que o problema incomoda e chega a constranger quem transpira demais. Estudos médicos levaram o Jornal Brasileiro de Pneumologia a destinar um editorial sobre o tema. Assinado pelos médicos Paulo Kauffman e José Ribas Milanez de Campos, professores das disciplinas de cirurgias vascular e torácica, respectivamente, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, o texto destaca os sérios constrangimentos produzidos pela hiperidrose ao seu portador, dificultando as atividades do dia a dia e interferindo no trabalho, no lazer e nas atividades sociais.

Segundo os autores, quando a hiperidrose chega a esse nível, existe um consenso de que essa transpiração excessiva afeta profundamente a qualidade de vida desses pacientes, sendo considerada uma condição capaz de incapacitá-los tanto nos planos social e profissional, quanto no plano psicológico.

Por isso é importante procurar um especialista – geralmente um dermatologista – para descobrir a origem do problema e determinar os rumos do tratamento. “Não se trata de uma doença, mas o problema afeta a qualidade de vida. Muitas vezes a situação pode ser amenizada com uma boa conversa e simples mudanças no cotidiano. Em outras, é necessário intervenção médica”, diz o cirurgião torácico Paulo Pêgo Fernandes, diretor científico adjunto da Associação Paulista de Medicina (APM).

Dependendo da causa e da extensão do incômodo, podem ser indicados certos procedimentos. O uso da toxina botulínica é um deles. “A substância bloqueia o estímulo do suor junto às glândulas, reduzindo a produção de suor. Para o paciente que tem suor localizado, o resultado é muito bom”, diz a dermatologista Samantha. A aplicação é local e feita no próprio consultório médico. O resultado dura, em média, seis meses.

“Não envolve riscos como uma cirurgia, o que é uma vantagem. Mas são várias picadas, que podem ser doloridas, especialmente no pé”, diz Fernandes.

Para o médico Fabio Jatene, presidente da Comissão de Cirurgia Torácica da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), quando a hiperidrose chega a um alto nível de desconforto, costuma-se indicar a simpatectomia torácica, uma técnica cirúrgica minimamente invasiva.

“Existem questionários de avaliação da qualidade de vida, bem como aparelhos sensíveis capazes de quantificar o suor – o sudorômetro. Entretanto, a indicação de realização da simpatectomia baseia-se especialmente nos transtornos que a hiperidrose causa ao paciente”, diz Jatene.

Os especialistas alertam que a seleção dos candidatos ao procedimento deve ser bastante criteriosa. “A sudorese tem de ser bem localizada e temos que investigar se não existem outros problemas envolvidos. Quem faz essa avaliação é o cirurgião torácico que, com o paciente, definirá o tratamento mais adequado e o melhor momento de realizá-lo”, diz Fernandes.

A simpatectomia procura remover, cauterizar ou bloquear segmentos de gânglios responsáveis pelo envio dos impulsos responsáveis pelo suor excessivo. Uma vez que tais estímulos são bloqueados, o paciente deve ter sua vida normalizada, sem o incômodo de suar continuamente nas regiões afetadas.

Segundo estudos, a simpatectomia tem se mostrado eficaz, mas não está isenta de complicações. O efeito colateral de maior incidência e relevância é a sudorese compensatória ou suor reflexo.

“É uma situação em que o paciente passa a suar em outras regiões do corpo, principalmente no abdômen, dorso e pernas, buscando suprir as áreas que foram bloqueadas durante a cirurgia”, explica Jatene. Na maioria dos pacientes, a sudorese compensatória é leve, podendo desaparecer com o tempo.

Para portadores de hiperidrose secundária e outras condições, como hipertiroidismo, distúrbios psiquiátricos, menopausa ou obesidade, a cirurgia não está indicada.

“Além de ser responsável pela regulação da temperatura do corpo e ajudar na eliminação do excesso de sais minerais, o suor também é uma forma de extravasar sentimentos como tensão e insegurança. Portanto, muitas vezes, o acompanhamento psicológico é necessário e deve ser realizado associado ao tratamento cirúrgico”, completa Jatene.

Dicas para amenizar o suor

• Prefira ambientes ventilados
• Busque medidas de relaxamento, com atividades como ioga
• Use roupas claras (que não retêm o calor) e de tecidos leves, que absorvem o suor e reduzem o desconforto
• Mantenha axilas bem limpas e depiladas para ajudar a evaporar o suor e a diminuir o odor causado pelas bactérias, cuja proliferação pode ser favorecida pela umidade retida nos pelos
• Embora seja uma medida paliativa, compressas com chá preto podem ajudar a diminuir o suor. A presença de ácido tânico no chá desaceleraria a produção da glândula sudorípara

Fonte: IG

Cardápios Saudáveis

Café da Manhã:

- Pão francês pode ser substituído por pão integral, bolacha de água e sal ou torrada com margarina com fitosteróis (para diminuição do colesterol ruim)

- Leite desnatado ou queijo branco, leite de soja, ou iogurte natural

- Pode-se substituir café por chá verde. Cereais, ou aveia

Lanche da manhã: fruta da época ou suco natural (uva, ou suco de uva)

Almoço e jantar:

- Arroz (preferencialmente integral) ou batata ou mandioca ou milho ou inhame ou cará. Feijão pode ser trocado por ervilha, soja, grão-de-bico, ou lentilha

- Carnes magras e grelhadas, cozidas e assadas, preferencialmente frango ou peixe

- Ovo cozido ou omelete. Incluir legumes crus e cozidos como: tomate, cenoura, beterraba, nabo, rabanete, abobrinha, abóbora, chuchu, berinjela, quiabo, vagem, pepino, jiló. A sugestão é que sejam temperados com um pouco de azeite e alho

- Verduras cruas e cozidas como: alface, acelga, agrião, escarola, mostarda, espinafre, couve, rúcula ou almeirão

Importante: Uma colher de farinha de linhaça na refeição do almoço ajuda a diminuir a absorção de gorduras e carboidratos

Lanche da tarde: fruta ou suco natural

Lanche da noite: chá e torradas. Substituir o pão francês por pão integral



Opção 2
Café da manhã: iogurte com morangos e cereais sem açúcar, ou vitamina de leite de soja com aveia em flocos e banana, ou leite desnatado com pão integral e margarina light.

Almoço ou jantar:

Salada verde com abacaxi e azeite para temperar. Arroz (preferencialmente integral), ou batata cozida, ou purê de mandioca ou purê de mandioquinha. Feijão ou vinagrete de grão (lentilha, soja, feijão branco ou ervilha). Filé de peixe assado empanado com linhaça e gergelim, ou filé de frango grelhado. Tomate recheado com queijo branco ou legumes cozidos (cenoura, beterraba, chuchu, abobrinha). Suco de laranja com couve. Queijo branco com geleia de goiaba sem açúcar ou fruta da época

Lanche da tarde: abacate ou fruta com farinha de linhaça, ou suco de limão com água de coco

Ceia: chá verde com suco de maracujá

Sugestão de lanches saudáveis: Pastel assado de berinjela, sanduíche de pão integral com atum enlatado em água e sal, cebola e alface. Sopa de abóbora com gengibre.