quarta-feira, 13 de julho de 2011

Conheça alimentos que ajudam a ter uma boa noite de sono


Comidas gordurosas e ricas em cafeína devem ser evitadas.

Ao longo do dia, nem sempre temos tempo de escolher cautelosamente o que ingerimos. A correria cotidiana às vezes exige que nos alimentemos com o que temos ao alcance, e não com que o nosso corpo precisa. Mas, à medida que o dia chega ao fim, vale a pena investir em cuidados para que o que comemos e bebemos não somente não prejudique a qualidade do sono, como contribua para que tenhamos uma noite de descanso.

Segundo a nutricionista do Hospital de Clínicas da Unicamp Salete Campos, existe nos alimentos uma substância que favorece o trabalho do nosso corpo em restabelecer o equilíbrio durante a noite: o triptofano. "Uma vez no cérebro, ele aumenta a produção da serotonina, substância conhecida como o hormônio do bom humor, que tem poder sedativo e ajuda a induzir e melhorar o sono".


Essa substância pode ser encontrada em carnes magras, peixes, leites e iogurtes desnatados, queijos brancos e magros, nozes, banana e leguminosas. A serotonina ainda regula o nosso relógio biológico.

A insulina também tem papel importante no padrão do sono. Hipoglicemia, ou baixa quantidade de açúcar no sangue, costuma ocorrer à noite porque é quando não nos alimentamos. Quando o nível de glicose cai, a adrenalina é liberada como uma fonte secundária. Como o hormônio é estimulante, pode causar distúrbios do sono.

Por isso, é necessária a ingestão de carboidratos. "Eles favorecem o aumento nos níveis de insulina, que auxiliam na 'limpeza' dos aminoácidos circulantes no sangue", explica Salete.

Algumas fontes de carboidratos são pães, cereais, biscoitos, massas, arroz, frutas, legumes, granola e polenta. A nutricionista aproveita para advertir: "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão".

Vitamina B6 e magnésio são outros nutrientes essenciais para que o organismo esteja em paz na hora de ir para a cama. Segundo Salete, os dois também estão envolvidos na produção da serotonina. A vitamina B6 está presente em frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará e semente de gergelim. O magnésio em alimentos como tofu, soja, caju, tomate, salmão, espinafre, aveia e arroz integral.

Além de saber o que fazer, é bom ter consciência do que é preciso evitar. Se o objetivo é deitar e relaxar, não exagere na quantidade de alimentos e na ingestão de comidas gordurosas. Mas, de nada adianta refeições equilibradas e ricas nos itens acima se antes dormir não houver cautela com as bebidas consumidas.

Apnéia triplica os riscos de derrame Para não correr o risco de ter uma noite de sono agitado ou com pesadelos, a orientação da especialista é não beber líquidos que são fontes de xantina e cafeína, que estimulam o sistema nervoso central. Entre eles: chocolate, café, chá preto ou mate, guaraná, refrigerantes à base de coca e, claro, bebidas alcoólicas. No caso de serem consumidos, é aconselhável que seja quatro horas antes do sono.

Se, mesmo observando as orientações acima, você acaba passando mais tempo tentando dormir do que dormindo de fato, a nutricionista diz que o chá de camomila é uma boa alternativa. "Uma florzinha de longa data, conhecida de nossas tataravós que sempre foi usada para acalmar crises de nervosismo. Ela tem efeitos relaxantes, ameniza a ansiedade e reduz a depressão".


Fonte: Yahoo

Apneia obstrutiva durante o sono favorece aumento da pressão


Novas descobertas podem fazer o tratamento médico de apneia mudar.

Um estudo publicado no Hypertension: Journal of the American Heart Association aponta que quem sofre de apneia enquanto dorme apresenta alterações nos vasos sanguíneos similares a de pessoas com pressão alta. A análise foi liderada pela University of Birmingham, do Reino Unido.

As pesquisas se basearam nas mudanças funcionais dos vasos sanguíneos de 108 indivíduos, sendo 36 deles vítimas de apneia moderada ou severa e sem pressão alta; 36 sem apneia, mas com pressão alta e 36 sem pressão alta e sem apneia. Em seguida, todos passaram por uma bateria de exames, como o ecocardiograma, para observar o bombeamento do sangue e a pressão arterial.

Os resultados dos participantes que tinham só apneia e os que tinham só hipertensão foram similares: bombeamento anormal de sangue pelo coração e reatividade alterada de uma artéria que passa pelo braço. Embora as pessoas saudáveis tenham sido submetidas aos mesmos estímulos, somente os que possuíam hipertensão ou apneia evidenciaram fechamento dos vasos sanguíneos, responsáveis pelo aumento da pressão.

A apneia obstrutiva durante o sono é uma doença que ocasiona pausas na respiração enquanto a pessoa dorme. Segundo os pesquisadores, as descobertas devem mudar a forma como a apneia obstrutiva do sono é tratada por médicos e como, muitas vezes, é vista de forma inofensiva pelos pacientes.

Consequências da apneia
Embora ninguém faça muito alarde para a questão, a chamada "síndrome da apneia obstrutiva do sono" pode se tornar um problema crônico, podendo causar até a morte.


Quem normalmente sofre com esses problemas, imagina que pode ser culpa do estresse do dia a dia. Mas, na verdade, os sintomas são resultados de noites mal dormidas - justamente por causa do ronco e apneia. Como a pessoa acorda sonolenta, ela pode ter também um aumento de peso, já que está cansada para praticar exercícios físicos regulares.

É inegável que a longo prazo esses sinais acabem por interferir na vida das pessoas, podendo levar à depressão, falhas de memória e diminuição do rendimento intelectual, o que afetará não só as relações pessoais, mas também as profissionais.

Durante as "crises" de apneia, o ciclo de sono é interrompido, por isso o corpo não obtém o descanso necessário e, a curto e longo prazo, este distúrbio causa diversos tipos de problemas em todo o corpo, como a diabetes e a disfunção sexual.

Mas nem sempre os problemas são internos. Características como ter uma TV no quarto, estar submetido a uma temperatura muito alta ou muito baixa e ter muita claridade no cômodo também podem atrapalhar o sono.

A apneia pode ser combatida através do tratamento médico com máscara nasal, o CPAP, ou com placa dental executada pelo dentista do sono.

Como o ronco e apneia do sono são distúrbios crônicos, a princípio, o uso desses aparelhos é para sempre.

Fonte: Yahoo

Comer bem não é sinônimo de engordar


É possível saber se seu filho está comendo bem, mesmo que você não esteja por perto em todas as refeições.
Para manter a boa alimentação das crianças, pais devem estar atentos aos próprios equívocos.
Embora a deficiência ou exagero de alguns nutrientes possa gerar diversos problemas à saúde da criança, da anemia à obesidade, nem sempre os pais conseguem se assegurar de tudo que o filho come ou deixa de comer. Mas quando a palavra da criança é a única forma de saber da frequência com que a cenoura ou o suco se apresentam no lanche, há como perceber, por meio de fatores físicos e comportamentais, se ela está com problemas de nutrição.

Embora todos os adultos saibam que uma boa alimentação deve ser equilibrada em carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, minerais, fibras e água, nem sempre as crianças terão vontade de alimentar-se de acordo com estas necessidades. Mas os pais não precisam arrancar os cabelos. Segundo Evelyn del Carmen Rivera, nutricionista especialista em Nutrição Pediátrica e Escolar, além do peso, que é um fator de grande importância na avaliação do estado nutricional, existem outros quesitos que podem ser avaliados: “Podemos verificar também a altura, a pele, o cabelo, os dentes, a vitalidade, o desempenho escolar e nas atividades físicas – enfim, todo o desenvolvimento”.

De acordo com Rivera, que também é autora do livro “Incentivo à alimentação infantil de maneira saudável e divertida” (Editora Metha), a baixa ingestão de frutas ácidas, por exemplo, pode ocasionar mais problemas respiratórios, baixo aproveitamento escolar e até mesmo a anemia. A deficiência de vitamina A, encontrada em alimentos como abóbora, fígado e cenoura, pode causar cegueira noturna, problemas com a pele e cansaço físico. “As consequências da má alimentação interferem diretamente no desenvolvimento físico e mental da criança”, revela.

Segundo Vanessa Liberalesso, presidente do Departamento de Suporte Nutricional da Sociedade Paranaense de Pediatria e médica pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, sinais dos mais insuspeitos podem indicar a carência de ferro: unhas fracas e quebradiças ou até mesmo a indisposição para brincadeiras. Para corrigir, aposte em carne vermelha e em vegetais como espinafre e agrião, ricos no componente.

À medida que a criança vai crescendo, os pais também devem continuar atentos ao consumo de leite: “Na infância e na adolescência as crianças costumam diminuir este consumo e tomam mais sucos ou refrigerantes, mas como nesta idade elas precisam incorporar cálcio para prevenir a osteoporose na idade adulta, o leite ainda é necessário”.

A especialista ressalta que a carência de proteínas e alguns tipos de gordura podem também afetar o bom funcionamento do cérebro e gerar dificuldades no aprendizado – que também podem ser acarretadas pela deficiência de zinco. No entanto, por outro lado, o nutrólogo e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) Fábio Ancona, também professor da Unifesp, afirma que a carência de micronutrientes como ferro, sódio, potássio, cálcio e minerais precisa ser muito grande para que seja notada por meio de sinais clínicos.

O que comemos é dividido em micro e macronutrientes, sendo que as calorias provenientes de gorduras e carboidratos e as proteínas provenientes de carnes e alguns vegetais estão no segundo grupo. “O crescimento e o peso da criança depende destes macronutrientes. Observar se ela mantém a velocidade de crescimento constante é a melhor maneira de saber se ela está se alimentando bem”, revela ele. “No entanto, você pode ter uma alimentação deficiente de ferro, de vitamina A ou cálcio, mas para que isso se manifeste é preciso que haja uma carência longa e prolongada”, completa.

Segundo o especialista, os pais devem manter contato regular com o pediatra do filho para saber quais os nutrientes e a quantidade deles que o filho deve ingerir de acordo com a faixa etária. “O mais importante é os pais saberem o que é a alimentação adequada, pois uma criança que apresentar um aspecto visual pela falta de um nutriente já estará com essa deficiência num ponto muito avançado e desenvolvendo uma doença por isso”, afirma. As crianças que não tomam leite, por exemplo, terão sim deficiência de cálcio, mas é um processo longo até que apareçam os sintomas clínicos.

Calma lá

Para manter a alimentação saudável e correta da criança, no entanto, é preciso que os pais também estejam atentos aos próprios equívocos. “Existem muitas mães que acabam se preocupando desnecessariamente quando o filho passa um dia sem comer cenoura, por exemplo; a vitamina A proveniente do alimento é estocada no fígado, então, se ele comer três vezes por semana já está ótimo”, explica Ancona.

Já para Liberalesso, outro momento de angústia dos pais é quando o filho passa dos 15 meses de idade. “A partir daí a velocidade em que a criança cresce diminui, e o apetite dela consequentemente também”, explica. É um processo natural e não adianta nada os pais se desesperarem e começarem a ofertar alimentos sem tanto valor nutritivo, como chocolate e bolacha recheada: “Se a criança estiver ganhando peso de maneira adequada, não é preciso ter medo de ela ficar doente por estar comendo menos”.

Permitir o consumo exagerado de guloseimas e refrigerantes como meio de compensação pela ausência materna ou paterna também é um erro comum entre os pais. “Levar os filhos para comer em fast-foods e ganhar brindes quando chega o final de semana acontece muito quando os pais estão a semana inteira fora, mas fazer um piquenique, por exemplo, é uma alternativa muito mais saudável”, sugere Rivera.

Fonte: IG

DICAS PARA SEU FILHO COMER LEGUMES



Na hora da refeição, a palavra-chave para os pequenos comerem bem é persistência. Mas algumas dicas práticas também ajudam.
Envolver seu filho na compra e preparo dos alimentos pode fazer com que ele passe a gostar de vegetais antes rejeitados
Há pouco tempo, uma propaganda de TV ganhou popularidade ao retratar uma cena que toda mãe gostaria de ver: no supermercado, um menino esperneava e pedia desesperadamente para a mãe comprar brócolis e chicória. Mas nem só no mundo da publicidade é possível vencer a frequente negativa das crianças frente aos legumes e verduras. O segredo para fazer seu filho comer vegetais está na persistência - e em um pouco de criatividade.

Até por volta dos dois anos de idade as crianças não costumam oferecer resistência aos alimentos. Muitas estão até habituadas ao consumo de batatas, cenouras e espinafre, mas em forma de sopa ou papinha. Quando é hora de apresentar estes alimentos em sua forma natural, a criança estranha - e rejeita.

Outro fator que agrava a equação é o contato do pequeno com alimentos industrializados. "Os problemas aparecem depois. Principalmente com a introdução de açúcar e frituras, que têm um sabor bem mais acentuado que as verduras, e bem mais doce que as frutas", diz o pediatra Sergio Spalter, autor do blog "Cozinhando com o Dr. Spalter", sobre alimentação e nutrição infantil.

Aí é que entra a responsabilidade dos adultos. Em primeiro lugar, o papel dos pais é controlar o que entra em casa. Se pães integrais e produtos de hortifruti frescos estão sempre à mesa, as crianças terão menos chances de consumir balas e salgadinhos.

Além disso, existe o puro e simples - mas não menos eficaz - bom exemplo. "Os pais são o grande exemplo dos filhos. Quando a criança senta-se à mesa e vê seus pais se alimentando de forma adequada, com frutas, verduras e legumes, isso a encoraja a consumir estes alimentos", afirma Daniela Murakami, nutricionista da Nutrir e Brincar, consultoria especializada em nutrição infantil.

Dificuldades e dicas

Nem sempre, no entanto, controlar o que entra na sua casa e alimentar-se de forma saudável bastam para fazer com que os pequenos comam todo o prato de escarola - e ainda peçam uma maçã de sobremesa. Existem abordagens práticas que ajudam os pais a educarem suas crianças para uma alimentação balanceada.

O pediatra Sergio comenta, por exemplo, uma feliz coincidência: se por volta dos 2 anos a criança passa a estranhar alguns alimentos, essa também é a fase em que começa a exercitar a fantasia. Então, por que não fazer da hora da comida um momento de imaginação? Conte histórias e faça jogos para estimulá-los a comer. Uma simples receita de macarrão com legumes pode virar uma poção mágica e as crianças podem se divertir (e comer melhor) se forem desafiadas a adivinhar o conteúdo de cada colherada.

Deixe a criança brincar com os alimentos e convide-a a participar da feira semanal e do preparo dos pratos. Ver que a cenoura é cor de laranja, sentir a textura de sua casca, comprá-la e observar a preparação dela pode despertar o interesse pela até então desconhecida e rejeitada raiz.

Variar nos cortes, na preparação e na apresentação também podem ajudar. Se a criança não come brócolis refogado, tente fazer bolinho de brócolis ou colocar a verdura no arroz. Muitas crianças podem rejeitar cenoura cortada em rodelas, mas gostar de comê-las em palitinhos. E um prato com uma carinha desenhada com os alimentos é bem mais atraente do que a disposição simples da comida.

O que não fazer

Perdidas entre tantas orientações e sugestões do que fazer, as mães costumam se esquecer do que não fazer. "Nunca castigue seu filho caso ele rejeite determinado alimento. Isso fará com que a criança
tenha uma experiência negativa por aquele alimento, associando-o a uma coisa ruim", alerta Daniela.

Também não perca tempo forçando a criança a aceitar couve de bruxelas, especialmente se ela já come chuchu, espinafre e batata doce. Seu filho não é obrigado a gostar de todas as verduras e legumes existentes na face da Terra. "Os pais devem sempre oferecer frutas, legumes e verduras, mesmo que a criança recuse no primeiro momento, pois o paladar muda com o tempo", acrescenta ela.

FONTE: IG