sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ensine hábitos alimentares saudáveis para seus filhos




Especialistas dizem que o melhor caminho é quando os pais oferecem comidas e bebidas saudáveis, e dão o bom exemplo eles próprios.

A melhor maneira de ensinar crianças a terem hábitos alimentares saudáveis é quando os pais dão o bom exemplo, dizem especialistas.
A Academia Americana dos Médicos de Família afirma que os pais deveriam ensinar as crianças a terem uma alimentação balanceada oferecendo muitas frutas, vegetais e grãos. Além disso, devem ficar de olho no número de calorias que as crianças ingerem, levando em consideração a idade delas.

Outro conselho é limitar a ingestão de bebidas adoçadas em apenas uma porção diária. O ideal é encorajar as crianças a beberem água.

Se a família tiver hábitos alimentares saudáveis, certamente influenciará na alimentação dos filhos. Fazer as refeições juntos é indicado. Assim como desligar a televisão durante este período.

Os especialistas também acreditam que os pais não devem forçar os filhos a comerem quando eles não tiverem fome ou os obrigar a ingerir toda a comida que foi colocada no prato.

LANCHES SUADÁVEIS PARA SEUS FILHOS

Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma dieta saudável passa por cinco pontos: amamentar o bebê durante os seis primeiros meses de vida, comer alimentos variados, ingerir muitos vegetais e frutas, moderar na quantidade de gorduras e óleos e evitar sal e açúcar. Parece fácil, mas estes hábitos devem ser desenvolvidos desde a infância – de preferência, começando pelo que seu filho leva na lancheira.

O lanche escolar é uma refeição intermediária, que serve para dar energia à criança entre duas refeições principais. O ideal é que ele contenha uma porção de carboidratos, para fornecer energia; uma porção de lácteos, que tem proteínas; uma porção de frutas ou legumes, responsáveis pelas vitaminas, fibras e minerais; e uma bebida, para hidratação.

Do outro lado, pães brancos, refrigerantes, salgadinhos – especialmente os fritos – e confeitos desequilibram a balança. Apesar de fornecerem energia, estes alimentos contêm pouco além das chamadas “calorias vazias”. “Nutricionalmente, eles são só sal e gordura”, alerta a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, em São Paulo.

É claro que a maioria das crianças prefere abrir a lancheira e encontrar batatinhas fritas, chocolate e refrigerante. Já os pais gostariam que elas comessem um bolo integral, uma fruta e um suco. Para equilibrar essa equação, a nutricionista e consultora Cynthia Striebel, que há 14 anos desenvolve um projeto de educação alimentar escolar em Porto Alegre, sugere a negociação. “Seu filho quer levar algo não muito nutritivo? Eventualmente, isso não é um problema. Negocie com ele um dia da semana para este lanche e, nos outros dias, as frutas, cereais e o leite”, exemplifica.

Rosana Perim concorda. “Não precisa proibir o chocolate. Basta saber equilibrar”, diz ela. Outra dica é incluir as crianças no processo de comprar e preparar o lanche. Vale levá-las ao mercado ou à feira, explicar porque você escolhe aqueles alimentos e como aquilo vai fazer bem a elas.

Opções industrializadas

Nem todas as mães têm o tempo necessário para assar um bolinho integral ou preparar um suco natural para o lanche do filho antes de sair de casa pela manhã. Por isso, não se desespere se tiver de recorrer aos industrializados. Hoje, os supermercados oferecem opções razoavelmente saudáveis, basta saber escolhê-las.

No caso dos biscoitos, procure aqueles com as menores quantidades de gordura e de açúcar possíveis. Bolinhos com recheio e cobertura devem ser evitados, pois geralmente contêm gordura trans – vale observar também na tabela nutricional do alimento o índice de gordura vegetal hidrogenada; quanto mais elevado, pior. Escolha os sucos de caixinha sem adição de açúcar e lembre-se que achocolatados não são leite, são uma composição feita com soro de leite: prefira aqueles com menos sódio e menos açúcar e garanta que a criança beba leite de verdade em algum outro momento do dia.

Conservação

Não adianta ficar atenta para um cardápio equilibrado se ele não estiver bem conservado na hora do sinal. Lancheiras térmicas garantem conservação por duas a quatro horas, segundo fabricantes. Mesmo assim, é melhor evitar patês e embutidos que necessitem de refrigeração maior.

Cynthia dá uma dica final: colocar a caixinha de suco ou a garrafinha de água congelada na lancheira é uma opção para garantir um resfriamento extra. E não se esqueça de fiscalizar os cuidados do seu filho com o lanche. Se o que ele não consome pela manhã vira petisco para depois da aula de inglês, no fim da tarde, não há lancheira que aguente.

Deixar a criança comer devagar e parar quando estiver satisfeita são atitudes recomendáveis. Outras sugestões são: não usar a comida como forma de recompensa e evitar fast-food.

Fonte: IG

Uma nova era para tratar a hepatite C


Medicamentos e exames recém-chegados ao mercado marcam a mudança na terapia contra a doença.

Novos medicamentos já estão sendo avaliados pela Anvisa.
“Há 10 anos não se via uma mudança tão significativa na área da hepatite C quanto o surgimento dessas novas medicações. Ao longo desse tempo, é a primeira vez que elevamos consideravelmente as chances de cura”. A avaliação é do hepatologista Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A aprovação pelo FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta o setor de medicamentos no País) de duas novas drogas, o boceprevir e o telaprevir, promete modificar o tratamento da doença, que hoje atinge mais de 60 mil brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar dos números oficiais, a estimativa é que cerca de dois milhões de brasileiros tenham hepatite C e ainda não tenham sido diagnosticados.

A vantagem dos novos medicamentos é o índice de cura da doença, principalmente em pacientes com o genótipo 1, o mais incidente no Brasil - responsável por 70% dos casos. “Desse total, 55% não respondem ao tratamento que temos hoje, o interferon e a ribavirina”, afirma Paraná.

Com a medicação atual, o paciente que nunca tratou a hepatite C tem 45% de chances de zerar a atividade do vírus que prejudica o fígado, o equivalente à cura. Quando os novos medicamentos são adicionados ao tratamento atual, esse número sobe para 75%.

Mas é no caso de pacientes que já fizeram o tratamento e tiveram apenas uma reposta temporária (quando a carga viral é zerada durante o tratamento, mas volta assim que esse é finalizado), que os índices são ainda mais expressivos. De atuais 40%, eles sobem para 90% com a inserção das novas drogas. “Isso acontece porque eles já são previamente sensíveis ao interferon e à ribavirina”, explica o hepatologista.

Para aquele grupo que nunca respondeu ao tratamento, com chances de negativar a ação do vírus inferior a 10%, esse número agora chega a 40%. "De fato, os tratamentos que a gente dispõe hoje conseguem a cura da hepatitec C em uma porcentagem muito insatisfatória", avalia Roberto José de Carvallho Filho, gastroenterologista da Casa das Hepatites, da Unifesp.

Os novos medicamentos também consolidam um tendência que já vem sendo observada: a individualização no tratamento da hepatite C. "Esse conceito ganha mais importância com esses medicamentos, pois começaremos o tratamento e vamos avaliando caso a caso o que acontece com a carga viral. Se a redução da quantidade de vírus ativo no organismo for rápida, o paciente poderá utilizar a medicação por menos tempo", diz ele.

Efeitos adversos

Apesar de ser um medicamento promissor no que se refere ao resultado, o tratamento é mais difícil. Segundo Paraná, os efeitos adversos são mais intensos do que os experimentados atualmente. Podem ocorrer alteração do paladar (gosto de metal na boca), hipersensibilidade ao amargo, coceira, náusea e diarréia e anemia. “O importante é saber que esses efeitos adversos são controlados e não há a necessidade de interrupção do tratamento”, afirma o hepatologista.

O especialista ressalva também a maior possibilidade de falha, já que a quantidade de medicamentos é maior. E, por isso, a orientação médica é imperativo no tratamento. “O paciente terá que tomar 18 pílulas três vezes por dia e não pode falhar, ou o vírus desenvolve resistência. O médico terá de mostrar a importância de tomar o remédio corretamente”, endossa.

Outro fator negativo é o preço com que a terapia deve chegar ao Brasil. Estima-se que o valor deve variar entre R$30 mil a R$50 mil reais. "Também temos que somar o custo do acompanhamento, que precisará ser mais frequente", relata Carvalho Filho.

Novo exame

Há dois anos sendo largamente utilizada na Europa, a elastografia hepática começa a ser oferecida no Brasil. O exame pode substituir a biópsia, procedimento em que uma agulha é introduzida no corpo do paciente a fim de retirar um pedaço para futura análise. A novidade permite avaliar o grau de rigidez do fígado (fibrose hepática), o que determina os riscos do paciente desenvolver cirrose, e o estágio da doença. “O exame barateia os custos do diagnóstico, já que uma biópsia exige internação, equipe médica com anestesista, e equipamento caros, como a agulha utilizada. Na Europa, esse exame custa de 10 a 40 euros”, analisa Paraná.

Além disso, o médico também prevê uma democratização do acesso ao tratamento. Hoje, para ser tratado pela rede pública, é preciso ter uma biópsia. São poucos os centros de referência da doença no País e há dificuldade em conseguir uma internação por escassez de leitos. “O novo exame leva apenas 5 minutos e é indolor. O paciente pode fazê-lo e ir embora. Une-se rapidez e custos mais baixos, possibilitando que mais pessoas possam ser diagnosticadas”, avalia.

Hepatite C

O vírus da hepatite C ataca o fígado e mais de 50% dos infectados evoluirão para a forma crônica da doença. Destes, 25% terão cirrose hepática e/ou câncer de fígado. Para tornar a estatística mais clara, é importante saber que, no Brasil, 56% dos casos de câncer de fígado estão associados ao vírus da hepatite C.

Fonte: IG