quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sopas leves e saborosas!


As sopas da estação:
Abóbora, mandioquinha, banana, elas são coloridas e saudáveis. Sem queijo, sem leite, e com muito sabor.

Trio de inverno: sopas quentinhas feitas com produtos próprios da estação.
É muito acolhedor e saudável tomar uma sopinha no jantar ou mesmo no almoço. Lembra cuidado, comida de mãe. Melhor ainda se forem feitas com os legumes, verduras e tubérculos da estação. É tempo de banana, milho verde, mandioquinha, alho-poró, abóbora, batata-doce, cará, ervilha, cenoura, inhame, mandioca, erva-doce...

Quando o tema desta coluna surgiu, sopas bem naturais com ingredientes da estação e sem uso de espessantes, como o creme de leite, pensei logo na chef Tatiana Cardoso, do restaurante naturalista Moinho de Pedra, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo. Você sabia que se usar na receita leite de arroz no lugar de leite de vaca, por exemplo, o resultado é parecido, mas é ao mesmo tempo mais saudável e deixa a sopa mais leve? Outra: em vez de usar amido ou maizena, se acrescentarmos tubérculos, o caldo vai engrossar naturalmente? Pois é.

Encontrei com a Tatiana naquele chá da tarde que reuniu os vários quitutes das mães de mulheres que trabalham com gastronomia. Em nossa conversa descobri que ela estava, por coincidência, acabando de revisar uma apostila de sopas para o curso que dará em breve sobre o assunto em seu restaurante. Ela costuma dar aulas para chefs, cozinheiras, executivas e dona de casa. “Para qualquer um que queira saúde e sabor”, diz Tatiana, que se autodenomina “natural gourmet”, um conceito que engloba não usar carne nas receitas, nem alimentos industrializados, fazer uso de ingredientes sazonais, produtos integrais e, quando possível, de orgânicos.

A Tatiana me adiantou algumas dicas interessantes que dará nesse seu próximo curso. Veja o que anotei:

1. adicionar à sopa um tubérculo, como cará ou inhame, faz com que ela engrosse naturalmente. Uma boa combinação é juntar na mesma receita um tubérculo, uma folha verde e um legume, como cenoura ou mandioquinha, sugere.

2. "Jamais coloque numa sopa três carboidratos, como batata, inhame e abóbora", alerta. "Ela ficará muito pesada.”

3. Adicionar frutas em algumas sopas ajuda a dar leveza. Outra sugestão é usar grãos, como sopa de feijão com abóbora ou de feijão azuki com nirá.

4. O número máximo de ingredientes, para não despersonalizar o prato, é cinco. Sempre pensando no valor nutritivo dos vegetais. “Uso brócolis porque é rico em cálcio, é bom para saúde, ajuda na prevenção do câncer”, diz a chef.

5. Os temperos, como alho e cebola, devem ser empregados com parcimônia, de modo que seu sabor não sobreponha o dos ingredientes principais. "Prefiro sentir o gosto da abóbora, do alho-poró, da raspa de laranja...”, diz.

6. Quando a sopa pede leite, Tatiana prefere leite de arroz. É uma boa alternativa, por exemplo, para as pessoas com intolerância à lactose. O ingrediente é importado da Itália e vendido em lojas de produtos naturais. É menos gorduroso que o leite de vaca e mais delicado do que o de soja.

7. Na produção das sopas e outras receitas, Tatiana gosta de aproveitar aqueles ingredientes que normalmente se joga fora, como as folhas de couve flor, de beterraba ou do brócolis e o talo do agrião. Assim, usa o vegetal na sua plenitude. Quando faz creme de abóbora com agrião, usa o talo, de gosto azedinho, para dar um contraste de sabor e textura. Para essa coluna, Tatiana cedeu gentilmente – e em primeira mão - as receitas do creme de abóbora e laranja-lima, a sopa de banana ao curry e a sopa de mandioquinha, milho e alho-poró. Para aquecer e colorir nossas noites de inverno.

O Cointreau, licor de laranja, dá um toque especial ao creme

Creme de abóbora e laranja lima

Rendimento: 2 porções

Ingredientes
1 colher (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de cebolinha (parte branca) picada
½ colher (chá) de pimenta rosa moída
2 xícaras (chá) de abóbora japonesa picada
2 xícaras (chá) de moranga picada
1 colher (chá) de sal marinho
½ colher (chá) de sementes de coentro
2 xícaras (chá) de suco de laranja lima
2 xícaras (chá) de caldo de legumes
½ colher (sopa) de raspas de laranja
½ colher (sopa) de (licor de laranja)
1 colher (sopa) de cebolinha francesa picada
Pimenta dedo de moça (opcional)

Modo de fazer
Em uma panela leve o azeite com a cebolinha e a pimenta rosa para dourar. Acrescente as abóboras, o sal e as sementes de coentro. Doure todos os ingredientes por 7 minutos, misturando sempre com uma colher de pau. Acrescente o suco de laranja e deixe cozinhar em fogo baixo por 15 minutos. Passado este tempo, acrescente o caldo e cozinhe por mais 15 minutos. Desligue a chama, acrescente o licor de laranja, as raspas de laranja e ajuste o sal. Sirva com a ciboulette picada.

Sopa de banana ao curry

Rendimento: 2 porções

Ingredientes
3 bananas nanicas semi-maduras em rodelas
500ml de caldo de legumes
1 colher (chá) de curry
2 colheres (chá) de sal marinho
1 colher (sopa) de manteiga
½ xícara (chá) de cebola picada
500ml de leite de arroz
1 colher (sopa) de salsinha
1 colher (sopa) de gengibre picado
1 colher (chá) de hortelã picada finamente
1 colher (sopa) de suco de limão

Modo de fazer
Coloque as bananas picadas no caldo e leve à fervura. Acrescente o curry e o sal. Cozinhe e, enquanto isso, em outra panela, doure a cebola com a manteiga. Acrescente a banana com o caldo nesta panela e cozinhe por mais 10 minutos. Desligue a chama e leve ao liquidificador para processar com o leite de arroz e a salsinha. Volte para a panela e ferva em fogo baixo por mais 5 minutos até reduzir e tornar-se um creme sedoso. Acrescente o gengibre picado e as folhas de hortelã picadas e desligue a chama. Adicione o limão, ajuste o sal e sirva.

Sopa de mandioquinha, milho e alho poró

Rendimento: 2 porções

Ingredientes
500ml de caldo de legumes
2 espigas de milho doce sol debulhadas (reserve 1 colher de sopa de milho para a finalização)
1 xícara (chá) de alho poró picado e lavado (parte branca e verde clara)
2 xícaras (chá) de mandioquinha pequena descascadas e picadas em cubos de 2 cm
½ colher (chá) de sal marinho
1 colher (sopa) de cebolinha picada (parte verde)

Modo de fazer
Leve o caldo à fervura. Coloque os grãos de milho com o caldo no liquidificador. Processe durante 30 segundos. Em uma panela, leve o fio de azeite e acrescente a mandioquinha. Doure, misturando sempre, durante 2 minutos. Acrescente o alho poró e continue misturando. Cozinhe por mais 2 minutos. Acrescente o conteúdo do liquidificador à panela, coando-o através de uma peneira. Cozinhe por 15 minutos. Desligue a chama e verifique o ponto. Se a consistência estiver muito grossa, acrescente caldo necessário para afinar. Ajuste o sal marinho, acrescente o milho, reserve e cozinhe por mais 5 minutos. Sirva com a cebolinha picada.


Fonte: IG

Receitas de bebidas Juninas


Quentão tradicional

Ingredientes:
600ml de cachaça de boa qualidade
600ml de água
2 1/2 xícaras (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de gengibre picadinho
5 cravos
3 pedaços de canela em pau
1 maçã cortada em cubinhos
Raspas de 2 limões
Raspas de 2 laranjas

Modo de preparo:
Prepare um caramelo com o açúcar e a água, junte as raspas de laranja e limão, os cubinhos de maçã e o gengibre picadinho. Adicione a cachaça, deixe ferver, abaixe o fogo e cozinhe por 20 a 25 minutos. Coe imediatamente para retirar os temperos sólidos; reserve esses temperos. Na hora de servir, devolva os cubinhos de maçã ao quentão.

Dica para variar a receita: troque os cravos por sementes de cardamomo ou noz-moscada, o açúcar refinado por mascavo, mel ou melado de cana; acrescente capim santo, menta ou outras ervas frescas ao preparo.


Vinho quente tradicional

Ingredientes:
1 1/2 xicara (chá) de açúcar
4 pedaços de canela em pau
10 cravos
Raspas de 2 laranjas
Raspas de 2 limões
1 litro de vinho tinto seco
1 xicara (chá) de água
1 maçã cortada em cubinhos

Modo de preparo:
Ferva todos os ingredientes por 15 a 20 minutos até que os sabores sejam incorporados ao vinho.

Dica para variar a receita: troque o vinho tinto por branco; cravo por sementes de cardamomo ou noz-moscada; a maçã por pêssegos frescos cortados em cubos; açúcar por por mel ou Maple Syrup.

Fonte: IG


Comentário:

Com este friozinho, estas bebidas ajudam a esquentar! Mas, não exagerem!!!!!
Elas possuem muitas calorias, portanto, tomem só um pouquinho!

Patrícia Brigagão Mendes

O treino da escada


Subir e descer escadas trabalha as pernas e o glúteo, e equivale a 10 minutos de caminhada. Prática, entretanto, não é para todos
Subir e descer escadas trabalha as pernas e o glúteo, e equivale a 10 minutos de caminhada.
Ela é presença obrigatória tanto nos mais baixos edifícios quanto nos arranha-céus das grandes metrópoles. Aposentadas desde o advento dos elevadores, as escadas são sempre a última opção. Incorporar os degraus na rotina, entretanto, é um grande passo para deixar o sedentarismo e tornar-se ativamente saudável.

Em termos de gasto calórico, subir três lances de escada equivale a 10 minutos de caminhada moderada, revela Paula Motondon, professora da academia Competition, em São Paulo.

“Subir escada é um exercício mais intenso. A respiração fica ofegante, e tem um gasto calórico equivalente a dez minutos de caminhada”, explica a especialista.

Além de colocar o corpo em movimento e exorcizar a preguiça, o exercício fortalece as pernas e ajuda a deixar o bumbum durinho. O trabalho muscular é ainda mais interessante quando a subida é feita de dois em dois degraus.

“Pisar firme com o calcanhar, subindo de dois em dois degraus trabalha o bumbum de maneira similar ao exercício de agachamento, feito com a ajuda de aparelhos nas academias”, compara a professora.

Para potencializar os efeitos, o ideal é que a escada seja utilizada para subir e descer, como uma espécie de treino intercalado. “A subida exige fôlego e trabalha o condicionamento cardiovascular. Na descida recuperamos essa frequência cardíaca. Subir e descer é a combinação ideal, pois o corpo terá menos tempo pra recuperar, o que melhora os benefícios para o coração e eleva o gasto calórico”.

Infarto na escada

Fácil de ser associado à rotina, o treino na escada aumenta a atividade de quem já tem uma vida direcionada ao exercício físico. Para esse público, o investimento é bastante produtivo, endossa Marcelo Miranda, educador físico e professor da Universidade Católica Dom Bosco, no Mato Grosso do Sul.

"Em termos de gasto calórico, a escada equivale a caminhada. Mas não podemos limitar os benefícios da atividade a esse fator. É uma forma de amplificar o estímulo físico para quem já é ativo, mas pode expor a um risco desnecessário aos demais."

Na opinião de Miranda, pessoas obesas ou com sobrepeso não devem investir na modalidade caseira para exterminar as gorduras. Durante a subida, a atividade impõe um trabalho aeróbico considerável e força o coração. Sem indicação ou avaliação médica, não é improvável que obesos ou cardíacos tenham complicações durante o exercício.

“Para quem tem sobrepeso, a subida é relativamente tranquila, mas exige do coração. Na descida, o movimento desloca o centro de gravidade do corpo e pode sobrecarregar o tendão patelar, lesionar o joelho ou provocar desgaste da coluna. Toda e qualquer atividade antes de ser praticada precisa ter os fatores de risco bem dosados. Não é pra qualquer um.”

Salto alto e bolsa

A bolsa, dependendo do peso, pode inclinar o tronco e elevar o risco de lesão na coluna. Sapatos de salto não são os mais recomendados. Embora não ofereçam grandes perigos na subida, exigem mais equilíbrio do corpo e podem sobrecarregar os joelhos ao descer.

Corredores abandonam tênis em busca da cura de suas lesões
"Para que as escadas sejam uma forma eficaz de fortalecimento muscular, é preciso pisar com os pés inteiros, manter o abdome contraído e o tronco ereto, sem forçar a lombar. Ao descer, não jogue o corpo em cima das pernas", indica a professora da Competition.

Antes de deixar zona da preguiça é importante observar os fatores de risco individuais. A avaliação física e um check up geral são indispensáveis.

Além da analise clínica, é preciso que a atividade seja acumulativa. Some o exercício feito nas escadas à caminhada até o trabalho - seja ela realizada do estacionamento ao destino final, ou do ponto de ônibus, estação de metrô. “Não basta utilizar a escada apenas uma vez ao dia. Resultados positivos exigem mudança de hábitos”, ponderam os profissionais.

O mínimo sugerido por educadores físicos - e preconizado pelo Movimento Agita São Paulo (iniciativa pública para estimular a prática de atividade física no Estado) é dedicar 30 minutos do dia movimentando o corpo em prol da saúde.

Segundo a educadora, o recorte numérico é necessário para ter resposta, alterar a fisiologia, aumentar o esforço cardíaco e fazer o corpo caminhar contra o sedentarismo. Para perder peso, porém, o tempo deve ser dobrado: 60 minutos de exercícios, ao menos 3 vezes por semana.

Fonte: IG