quarta-feira, 22 de junho de 2011

Índice Glicêmico é um aliado na dieta



Controlar o consumo de carboidratos reeduca a alimentação e ajuda a perder peso.

Consumir alimentos com baixo índice glicêmico ajuda a perder peso e estimular o metabolismo
Hábito e obrigação para os diabéticos, o controle do Índice Glicêmico (IG) também pode ser incorporado à rotina de quem deseja manter ou perder peso. O método propõe o controle na ingestão de carboidratos.

Miriam Nogueira Martinez, nutricionista do Hospital São Luiz de São Paulo, explica que todo carboidrato tem capacidade de elevar a glicemia do organismo. Alguns, porém, têm efeitos maiores e, conseqüentemente, são mais danosos para quem deseja perder medidas.

Segundo a especialista, quanto mais doce e menos integral for o alimento, maior será seu índice glicêmico. Ela alerta que essa variação depende muito do tipo do carboidrato. O índice de referência universal usado pelos nutricionistas é o pão branco, que é comparado à própria glicose, e tem o nível 100.

Quando o índice é alto, como o caso do pãozinho (100) ou do chocolate (em média 70), o organismo reage com uma resposta exagerada por conta do excesso de glicose no sangue, pontua a especialista. A absorção é mais rápida e provoca, rapidamente, uma quebra brusca da glicose, responsável por gerar a sensação de fome pouco tempo após a refeição. Essa reação não ocorre com os alimentos de baixo ou médio nível. O índice funciona com um regulador: ajuda a controlar o apetite e a evitar a fome precoce.

“Devemos considerar o índice como um farol. O vermelho representa os alimentos mais doces, com alto valor na tabela. O amarelo é um alerta, pois corresponde aos alimentos com um nível que vai de 56 a 69, e o verde são aqueles que tem um índice abaixo de 55.”

O sinal verde, porém, não é um aval para o consumo deliberado. Antonio Cláudio Duarte, médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e
Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ), explica que muitos alimentos extremamente gordurosos possuem um baixo valor glicêmico.

“Existem alimentos que são ricos em gordura, mas têm um baixo índice. O amendoim está entre o nível médio e baixo, mas tem muita gordura, o que eleva a caloria da dieta. A melancia, em contrapartida, possui 103 de índice. Ela não precisa ser banida, mas deve ser consumida com moderação.”

Para os especialistas, conhecer o método e saber substituir os alimentos é fundamental. Eles alertam, porém, que as tabelas ainda não são baseadas na alimentação do brasileiro, a referência é internacional.

“É importante procurar ajuda de um nutricionista porque as fontes não trabalham com a realidade da comida do nosso Pais”, diz Miriam.

Resultados e indicação

Conhecer o índice glicêmico dos alimentos e basear a alimentação nesse método requer disciplina, mas não tem contra-indicação. Os resultados, segundo os médicos, são positivos e rapidamente visíveis. “Essa dieta reeduca o paciente. Ingerir comidas mais ricas em vitaminas, minerais, fibras e menos calóricas ativa o metabolismo."

Segundo a nutricionista do Hospital São Luiz, o intestino funciona melhor, e isso se reflete na saúde da pele e do cabelo. Nas primeiras semanas, a perda de peso é mais acelerada, depois o corpo responde com menor intensidade. "O controle do indice não precisa ser feito apenas para quem deseja perder peso, é ideal para aqueles que buscam uma alimentação saudável."

Fonte: IG

5 problemas de saúde associados às espinhas em adultas



Na mulher, a acne pode estar de mãos dadas com estresse, ovário policístico entre outros

Na mulher, a acne pode estar de mãos dadas com estresse, ovário policístico entre outros.

Os cinco problemas de saúde associados à acne nas mulheres adultas.
Espinhas não incomodam só adolescentes. Na mulher adulta, os pontos vermelhos e infeccionados também trazem problemas e podem ser indícios de que a saúde feminina não está em dia.

Segundo os dermatologistas, entre 8% e 14% da população com mais de 21 anos sofre com a acne de forma crônica e, mais do que um obstáculo para a vaidade, o rosto maltratado por esta infecção bacteriana pode avisar sobre alterações hormonais, estresse e até alimentação e hábitos inadequados.

Os especialistas, com base nas últimas publicações científicas, listam cinco problemas de saúde associados à acne entre as mulheres mais velhas. Se as espinhas são muitas e constantes – não aparecem, sem ser convidadas, só próximas da data da menstruação, por exemplo – a orientação é procurar um especialista o quanto antes.

A intervenção precoce é o que garante o fim do sofrimento e também evita as cicatrizes. Vale à pena pedir indicações do ginecologista ou do médico de rotina para um check-up para desvendar as causas da acne.

Os motivos prováveis

Estresse

“Na maioria dos casos, as mulheres adultas que nos procuram por causa da acne estão em uma situação de estresse”, pontua o médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Alexandre Sittart.

Você sabe o que é o estresse?

Pesquisadores da Universidade de Stanford já endossaram que as situações estressantes, de fato, manifestam-se no rosto. Foram acompanhadas pessoas entre 18 e 41 anos, que sofriam de espinhas e eram freqüentadoras de universidades. Elas foram avaliados em dois momentos. Um mês antes das provas finais e duas semanas após a realização dos testes. Na época de maior estresse, a acne agravava.

Uma das razões possíveis para o estresse resultar em acne é que ele piora o funcionamento do sistema de defesa do organismo. Está “baixa na guarda” faz com que a pele não reaja bem às bactérias, os poros ficam entupidos e o resultado é a espinha.

Depressão
A prima-irmã do estresse, a depressão, também aparece associada à acne. Mas, segundo os especialistas, não como causa das espinhas e, sim, como consequência, uma das mais importantes. “Já foi comprovado cientificamente que as pessoas que sofrem deste problema na pele são mais depressivas e têm a autoestima comprometida”, informa a dermatologista da clínica Luz, na Bahia, Ivonise Follador.

Saiba mais sobre os efeitos da depressão

Por este motivo, os médicos avaliam que além de tratar as questões dermatológicas, os aspectos psíquicos desencadeados pela acne também devem ser acolhidos nos consultórios.

Ovário policístico
Outra condição de saúde comumente associada às espinhas em mulheres adultas é o ovário policístico, afirma o ginecologista e obstetra Benedito Fabiano dos Reis. “Fiz uma pesquisa que mostrou que 80% das mulheres com acne tinham a síndrome do ovário policístico”, explica Reis.

Uma das razões para estes dois problemas caminharem próximos é que a espinha em adultos pode ser resultado de uma alteração hormonal, o mesmo mecanismo que desencadeia os cistos no ovário. Conciliar as visitas ao dermatologista e ginecologista é uma forma de sanar os dois problemas e, assim, reduzi o risco cardiovascular, o diabetes e também as dificuldades em engravidar

Fumo e alimentação calórica
Os hábitos de vida femininos também podem ser gatilhos de acne, em especial quem tem predisposição genética para este problema de saúde, afirma a dermatologista do Rio de Janeiro, Márcia Ramos e Silva.

“Já temos evidências de que em mulheres fumantes as acnes são mais severas”, diz Márcia. “Os estudos mais recentes também nos direcionam a orientar as pacientes que sofrem do problema a evitar leites e derivados, chocolate e também os alimentos que têm índice glicêmico elevado, todos produtos que potencializam a acne”, completa a especialista.

Outros hábitos que podem desencadear as espinhas são não retirar a maquiagem corretamente, usar cosméticos não indicados para determinados tipos de pele e também anticoncepcionais de alta dosagem.

Resistência bacteriana
Por fim, um outro problema de saúde associado à acne são as “superbactérias”. Segundo informa o infectologista da Universidade Estadual de Campinas, Paulo Velho, uma parte significativa dos produtos existentes no mercado, mesmo os cremes e pomadas, é composta por antibióticos. Usar sem a avaliação médica, indiscriminadamente e repetidas vezes pode contribuir para a resistência bactéria e diminuir o arsenal terapêutico para tratar a acne e outras doenças provocadas por bactérias.

Fonte: IG