sexta-feira, 17 de junho de 2011

Diabéticos podem ter uma dieta variada e balanceada


Portadores da doença costumam ser informados apenas de suas restrições alimentares.
Muitas são as dúvidas quando uma pessoa descobre que está com Diabetes mellitus, principalmente sobre a alimentação. Posso comer pão, biscoito ou arroz? Em quais quantidades? Posso comer beterraba, melancia ou cenoura? Geralmente o paciente recebe a orientação do que não pode ingerir, mas fica sem saber o que pode.

Na verdade, quem é diabético não pode ingerir nenhum alimento contendo açúcar, mas, em quantidades reduzidas, pode consumir alimentos contendo carboidratos. Pães, biscoitos, arroz e macarrão podem ser consumidos em pequenas quantias e, de preferência, integrais, para controlar melhor a glicemia.

Verduras como alface, rúcula, agrião, repolho, couve, escarola, almeirão, espinafre, entre outros, estão liberados da mesma maneira que legumes como abobrinha, chuchu, vagem, abóbora, berinjela, couve flor e brócolis. Cenoura e beterraba também entram na lista. Elas contêm um pouco de carboidratos, mas podem ser acrescentadas às refeições sem grandes exageros.

As frutas podem ser consumidas de quatro a cinco porções por dia, porém, uma em cada refeição. Já os tubérculos como batata, mandioca, mandioquinha e inhame podem ser consumidos se substituírem o arroz e em pequenas quantidades. Ou seja, não é aconselhável consumir arroz com batata ou mandioca.

As frutas podem ser consumidas de quatro a cinco porções por dia, porém, uma em cada refeição. Por conter a frutose, o açúcar da fruta, se forem consumidas várias porções de uma só vez a glicemia pode subir. No café da manhã, por exemplo, inclua metade de um mamão papaia. Antes do almoço, uma banana prata e após o almoço, uma fatia de melão. No lanche da tarde coma uma maçã. Já depois do jantar, uma mexerica.

Frutas como melancia, laranja e manga podem ser consumidas, mas em pequenas quantidades. Uma fatia pequena de melancia, por exemplo, não tem problema. Já entre as bananas a mais indicada é a banana prata.

O suco de laranja é contraindicado para diabéticos porque eleva a glicemia. Um copo de suco de laranja natural tem, em média, o suco de quatro laranjas, portanto, é como se a pessoa estivesse consumindo quatro porções da fruta de uma só vez.

Quanto às carnes, orientamos que sejam evitadas aquelas gordurosas. Dê preferência a peixes, frangos e carnes magras, como filé mignon, patinho, coxão mole e lagarto. Ao ingerir aves, lembre-se sempre de retirar a pele. Quanto aos peixes, devem ser consumidos ao menos uma vez na semana grelhados ou no forno. É bom evitar frituras.

Antes de consumir produtos industrializados leia o rótulo. Alguns produtos no mercado, mesmo light, contêm um pouco de açúcar e um pouco de adoçante, então, nesses casos,você deve evitar. Caso não contenham nada de açúcar, podem ser consumidos iogurtes, gelatinas e sucos.

Deve-se ter cuidado com as sopas. Sopa de mandioquinha, caldo verde, sopa de macarrão e cremes de espinafre ou de queijo contêm muito carboidrato. O mais indicado são sopas de legumes e verduras variadas.

Há várias opções de alimentos que o diabético pode consumir. O importante é dosar as quantidades, podendo, assim, seguir uma vida tranquila e saudável.

Fonte: Yahoo

OBSERVAÇÃO:

A dieta do diabético deve ser individualizada. Pode ser variada mas de acordo com as complicações que o paciente pode ter, a dieta muda caso a caso.Portanto, não deixe de consultar seu médico e nutricionista para verificar se está fazendo tudo direitinho e ajustar o que for preciso.

Patrícia Brigagão Mendes
Nutricionista

Novo cardápio do brasileiro: menos feijão e mais industrializados


O prato do brasileiro está diferente.

Segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE (16/12), o arroz com feijão perdeu espaço na compra familiar na análise feita entre os biênios 2002/03 e 2008/2009. No mesmo período, os industrializados, os refrigerantes e a cerveja ficaram mais frequentes no cardápio, uma das possíveis explicações para o aumento de casos de hipertensão e obesidade no País.

Estudo mostra que brasileiro aumenta consumo de embutidos e diminui o de arroz com feijão: risco cardíaco.
Para chegar às quantidades consumidas, os pesquisadores avaliaram os quilos de produtos alimentícios adquiridos por cada família e divididos pelo número de pessoas do mesmo núcleo familiar. Essas e outras informações estão disponíveis nas publicações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009: “Aquisição alimentar domiciliar per capita – Brasil e Grandes Regiões”.

A quantidade de arroz polido consumida no intervalo de tempo analisado caiu de 24,5 kg per capita para 14,6 kg, uma diminuição de 40,5%. Para o feijão, a baixa foi de 26,4% – de 12,4 kg por pessoa para 9,1 kg.

Já os refrigerantes do tipo cola tiveram aumento no período de 39,3%, saindo de 9,1 kg em 2002/03 (a medição é feita em quilos e não litros) para 12,7 quilos. Mesmo fenômeno foi detectado para a cerveja, de 4,6 kg para 5,6 kg, um acréscimo de 23,2%.

O estudo do IBGE avaliou ainda quais foram as principais fontes de calorias dos brasileiros. Apesar da quantidade total calórica ter diminuído nos anos analisados – de 1.791 quilocalorias por dia para 1.611 – os industrializados apresentaram maior participação neste setor.

Os pães, que antes eram responsáveis por 5,7% do total calórico consumido no dia, na última análise subiram para 6,4%. Os embutidos (presunto, salsicha, mortadela) passaram de 1,78% para 2,2% na participação de calorias. Os biscoitos saíram de 3,1% em 2002/03 para 3,4% em 2008/09. Os refrigerantes de 1,5% para 1,8%. As refeições prontas de 3,3% para 4,6%.

Diferenças

A pesquisa do IBGE identificou também diferenças no padrão de consumo alimentar nas áreas urbana e rural brasileiras. Na primeira, a média anual de consumo de frutas foi de 30,3 quilos contra 21,9 quilos na zona rural.

Foram mais importantes no meio urbano o pão (7,4% das calorias totais contra 2,5% no meio rural), os biscoitos (3,6% contra 2,8%) e o macarrão (2,7% contra 2,4%). A participação de feijões e demais leguminosas e de raízes e tubérculos foi maior no meio rural do que no meio urbano (6,8% das calorias totais contra 5,1% e 8,9% contra 3,7%, respectivamente). A participação de carnes e leite e derivados foi maior no meio urbano do que no meio rural (12,6% contra 11,4% e 6,1% contra 4,5%, respectivamente).

Faltas e excessos

De modo geral, brasileiros de todas as regiões falham no consumo frutas e verduras e legumes. Este grupo de alimento corresponde a apenas 2,8% das calorias totais, ou cerca de um quarto das recomendações para o consumo desses alimentos (pelo menos 400 gramas diárias ou cerca de 9% a 12% das calorias totais de uma dieta de 2 000 kcal diárias). Foram analisados 304 alimentos, divididos em 15 grupos.

Já na análise de fontes de macronientes – carboidratos, lipídios (gorduras) e proteínas – mostrou que há excesso de açúcar na dieta diária. Este grupo representou 16,4% das fontes calóricas, padrão considerado alto para os pesquisadores do IBGE.

Fonte: IG