quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sete tipos de oleaginosas que mais protegem o coração



Nozes
Uma pesquisa feita nos Estados Unidos Pennsylvania State University, nos Estados Unidos revelou que, entre as frutas oleaginosas, as nozes são as mais recomendadas para uma dieta saudável por conter o mais alto nível e a melhor qualidade de antioxidantes, substâncias que estimulam a dilatação dos vasos sanguíneos, o que minimiza os riscos de entupimento das artérias.

Segundo o estudo, um punhado de nozes contém duas vezes mais antioxidantes que uma mesma quantidade de castanha, amêndoa, amendoim, pistache, avelã, castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia ou noz-pecã. A pesquisa também concluiu que os essas substâncias encontradas em nozes são entre duas a 15 vezes mais poderosas do que os antioxidantes da vitamina E, também conhecida por esse benefício.

"Além da grande quantidade de antioxidantes encontrados nela, a noz é a oleaginosa que mais possui gordura poliinsaturada, considerada a gordura mais benéfica ao coração. Por isso, o seu consumo deve ser diário para quem tem problemas cardiovasculares", explica a nutricionista Maria Carla.

Quantidade recomendada por dia: até cinco unidades

Castanhas
Um levantamento conduzido pela Universidade Loma Linda, nos Estados Unidos, sugere que a ingestão diária de 67 gramas de castanhas, o que dá aproximadamente dois punhados, reduz o LDL - o mau colesterol - em 7,4%. As concentrações de triglicérides chegaram a cair até 10%.

Segundo Maria Carla Leone, isso acontece graças à grande quantidade de gorduras monoinsaturadas que esse alimento fornece ao organismo. "Estudos mostram que substituir a gordura saturada da nossa alimentação por poliinsaturada reduz a concentração de colesterol no sangue. Um efeito similar acontece quando substituímos a gordura saturada por monoinsaturada", explica.

Quantidade recomendada por dia: duas a três unidades

Castanhas do Pará

Essas oleaginosas típicas da Floresta Amazônica são fonte de fósforo e potássio, minerais essenciais para equilibrar o ritmo dos batimentos cardíacos e evitar arritmias. "Além disso, a castanha do Brasil, ou castanha do Pará, é a oleaginosa que contém a maior quantidade de selênio, mineral que diminui a viscosidade do sangue e facilita a circulação e o transporte de nutrientes pelo sistema cardiovascular", diz a nutricionista Maria Carla. Entretanto, não é recomendável exagerar: em longo prazo, a ingestão diária de mais de quatro castanhas do Pará por dia pode prejudicar a produção de unhas e cabelos, deixando-os mais fracos e quebradiços.

Quantidade recomendada por dia: duas a três unidades

Pistaches

A Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos, demonstrou que comer diariamente pistache faz bem à saúde do coração. Isso porque essa oleaginosa reduz o colesterol ruim (LDL) e ajuda na proteção do organismo contra radicais livres, pois tem efeito antioxidante. O pistache contém fitoesteróis em quantidades suficientes para melhorar a saúde do organismo, fazendo com que se evite um eventual entupimento das veias pelo mau colesterol.

Quantidade recomendada por dia: 30 gramas por dia. Aproximadamente uma xícara de chá.

Castanha de caju

Fonte de minerais, como ferro, cálcio, fósforo e sódio, e de gorduras insaturadas, essa parte do caju contém um aminoácido chamado arginina, que alarga as artérias e assim diminui a pressão sanguínea, protegendo todo o sistema cardiovascular. Segundo a nutricionista Maria Carla Leone, a castanha de caju contém grande quantidade de gorduras insaturadas que aumentam os níveis de colesterol bom, o HDL, no sangue.

Consumo diário: três unidades.

Avelã

Essa oleaginosa contém uma grande quantidade de gorduras monoinsaturadas, que combate o colesterol ruim, o LDL, no sangue. Para fazer uma comparação, ela possui o dobro desse ácido graxo em relação à castanha de caju. Além disso, a avelã é fonte de magnésio e vitaminas do complexo B que servem como antiinflamatórios que protegem o coração.

Consumo diário: quatro unidades por dia.

Amêndoas

Rica em proteínas, que correspondem a aproximadamente 20% de sua composição, a amêndoa também é fonte de vitaminas E e B1, cobre, zinco, magnésio, proteínas, fibras e gorduras monoinsaturadas, que podem diminuir os níveis de colesterol ruim no sangue. Estudos da Experimental Biology, uma organização médica dos Estados Unidos, comprovam que essa combinação de nutrientes contidos na amêndoa pode diminuir o risco de doença cardíaca.

Quantidade recomendada por dia: 10 a 12 unidades

Fonte: Yahoo

Descobrir motivo de compulsão por comida é vital para emagrecer



Muitas vezes, a necessidade de comer vem de carências não-resolvidas.

A compulsão é um grande tormento para milhares de pessoas que sofrem com o sobrepeso e obesidade. Quem nunca teve um momento de deslize e exagerou ao comer, não sabe a culpa e a auto-recriminação que as pessoas sentem quando acabam comendo em excesso.

A compulsão, segundo as autoras Angélica de Medeiros Claudino e Maria Teresa Zanella, é o termo utilizado para atos que o indivíduo se sente coagido internamente a realizar e, se não o fizer, haverá incremento da angústia.

Desta forma, podemos pensar em como a comida acaba levando a uma satisfação rápida, tanto de emoções, como de sentimentos angustiantes, pois é uma forma rápida de compensação e de alívio.

O foco é identificar o que em você não está sendo bem canalizado, preenchido, e que a comida está tendo que tapar.A forma de pensar gordo tem relação direta nesse aspecto, pois ao avaliarmos esses indivíduos, verificamos que os mesmos estabelecem uma relação de dependência a nível de satisfação, tanto corporal quanto pessoal.

O segredo é criar consciência do motivo que está comendo. Se está com fome, se come para acompanhar alguém, ou porque está descontando emoções na comida, e se perguntar sempre o porquê está comendo.

Diante desses questionamentos, o único caso que deve ser resolvido com comida é a fome. Se estiver triste chore; se está ansioso, tome um banho, relaxe, respire fundo. O importante é vivenciar as emoções e resolver cada uma delas com a solução mais adequada, isto é, permitir sentir o que está acontecendo e procurar resolver da forma mais assertiva, que com certeza não será a comida.

A partir daí, você vai começar a perceber a diferença entre fome-física e fome-emocional, e vencer a compulsão. Essa percepção e o reconhecimento das duas situações distintas abrem seu leque de opções, dando instrumentos para lidar melhor com essas situações.

É você quem vai decidir se come ou não come, é você que tem que ter o controle sobre seu corpo e emoções. Como comer é para a vida toda, é importante que aprenda a lidar com a comida, pois viver de regime é contraproducente e gera compulsão alimentar.

Se mesmo depois de tomar todas as medidas necessárias para perder peso você não conseguir emagrecer por não ter mantido as orientações, procure um psicólogo para poder compartilhar e solucionar aquilo que não está determinado apenas na necessidade orgânica de se alimentar. Juntos, vocês trabalharão o motivo pelo qual você está precisando se alimentar de comida, e não de afeto, carinho, alegrias e realizações. Aprenda a viver a vida com prazer, pois em nossa rotina diária, acabamos não nos permitindo vivenciar atividades prazerosas e vamos sendo esmagados pelas obrigações.

As mulheres quando estão acima do peso, acabam por se afastar das atividades sociais e que eram prazerosas para elas. Desta forma, ocorre um aumento da ansiedade, e a comida passa ser uma das únicas fontes de prazer, podendo gerar crises de compulsão e a obesidade.

O foco é identificar o que em você não está sendo bem canalizado, preenchido, e que a comida está tendo que tapar.

Fonte: Yahoo

Você sabe o que é hiperêmese gravídica?



Doença atinge de 5% a 10% das gestantes e, se não tratada, pode ter fim traumático

Enjoo: vomitar demais na gravidez pode causar desidratação e perda de nutrientes importantes para mãe e bebê
Para mais de 60% das mulheres, gravidez e enjoo são palavras de mesma ordem. Até aí, náuseas e vômitos eventuais, já nas primeiras horas da manhã, são reações fisiológicas consideradas normais por médicos e pacientes. Esse desconforto tem nome próprio – emese gravídica – e costuma dar trégua lá pela 12ª semana de gestação.

A hiperêmese gravídica (HG), porém, é uma espécie de emese gravídica turbinada, na qual vômitos e náuseas são tão constantes, que colocam a vida de mãe e bebê em risco. O problema ganhou destaque recentemente na imprensa mundial com os casos das britânicas Cheryl Harrison e Claire Barwell, divulgados pelo jornal Daily Mail, que tiveram de suspender suas gestações por chegarem a vomitar até 40 vezes ao dia. A notícia sobre os abortos gerou polêmica no Reino Unido. Afinal, não havia outra forma de preservar o bem-estar das mães e também salvar os bebês?

Como a polêmica vai além da internet, antes de tudo, é preciso dizer que vítimas de HG, além de não conseguirem segurar alimento algum no estômago, acumulam impactos à saúde que vão desde perda de peso acelerada e desidratação, a quadros extremos de disfunção hepática ou renal. A boa notícia é que o problema acomete somente de 5% a 10% das grávidas – sendo que apenas de 0,5% a 2% das hiperêmeses levam aos sintomas mais graves, além das chances de aborto.

“Exclusivamente em episódios em que a mulher está debilitando, sem possibilidade de reversão, interromper a gravidez é a alternativa restante para salvar a vida dessa paciente, e isso está previsto no nosso código penal”, explica José Bento de Souza, ginecologista e obstetra de São Paulo (SP).

Origens da doença

“É importante dizer que não é uma evolução da emese gravídica. É um quadro que pode estar relacionado a histórico familiar, gestações de gêmeos ou feto do sexo feminino, hipertireoidismo, diabetes ou distúrbios psiquiátricos preexistentes, além de hiperêmese na gravidez anterior”, relata Fernanda Couto Fernandes de Oliveira, médica do Departamento de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

As múltiplas causas, ainda pouco estudadas, renderam uma pesquisa do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em 2010, sobre a relação entre hiperêmese e o DNA das grávidas. Os resultados publicados no British Medical Journal confirmaram risco de desenvolvimento de HG 3% maior nas mulheres cujas mães também sofreram do problema.

Nutrição desequilibrada

Saber diferenciar um enjoo teimoso de uma HG não é tarefa simples. Mas quando o sintoma for acompanhado de vômitos que não cessam com medidas caseiras ou com remédios contra náusea, a internação com sedativo costuma ser obrigatória.

“Há muita perda de líquido e eletrólitos, como sódio e potássio, então, a reposição hídrica deve ser imediata. O objetivo é quebrar este ciclo vicioso, pois quanto mais líquido perde, mais enjoo e vômito tem a gestante”, alerta o ginecologista. Vitaminas do complexo B, glicose, ferro e ácido fólico também entram na nutrição. É justamente esse pacote emergencial, aliado a uma dieta fracionada, que evita diagnósticos mais graves para a gestação, como anemia e complicações nos rins.

De olho na magreza

Outro sinal de alerta na doença é percebido logo na balança. Para se ter ideia, o emagrecimento, em geral, fica acima de 5% do peso anterior à gravidez. No entanto, em estudo publicado no Journal of Women’s Health, no ano passado, pesquisadores americanos avaliaram 214 pacientes com hiperêmese que apresentaram perda superior a 15% do peso pré-gestacional. Entre elas, houve até casos de disfunção da vesícula biliar (órgão que funciona como reservatório para a bílis).

Drama brasileiro

A paulista Ediene Belloti Coelho, 23 anos, de São Bernardo do Campo, teve HG durante a gestação. Ela conta que perdeu 13 quilos em 40 dias. Tentava comer a cada três horas, mas vomitava tudo em cinco minutos.

"Desidratei rapidamente e tinha de ir ao hospital quase todo dia, além de ter sido internada duas vezes com anemia. Não conseguia mais andar ou dormir e só tomava banhos de um minuto, senão a pressão caía e eu vomitava mais. Chorava muito, tinha medo de morrer”.

Para Ediene, a falta de informação sobre a doença dificultou a recuperação. “É normal acharem que você está com frescura. Até no hospital escutava comentários desagradáveis como ‘se não se esforçar, seu bebê não vai resistir’”. Vencidas as 16 semanas de gestação, o caos da HG amenizou. Agora, no oitavo mês, já recuperou o peso normal e está feliz da vida porque a sua bebê conseguiu atingir os dois quilos.

Caixa de remédios

Assim como a história de Ediene, em muitas mulheres a HG diminui ou desaparece a partir da 12ª semana de gestação. Antes dessa melhora, ou para os casos insistentes, há medicamentos que prestam um socorro bem-vindo à paciente. Os mais populares, usados sempre sob orientação médica, são ondansetrona (comum contra os efeitos colaterais da quimioterapia), dimenidrinato, cloridrato de meclizina e metoclopramida.

“Como tratamentos alternativos, existe o gengibre manipulado em pó e a técnica de acupuntura. Quando todas as alternativas já falharam, lança-se mão do corticoesteroide, a metilprednisolona, via oral ou endovenosa, mas somente depois da 10ª semana de gravidez”, diz a médica da Unifesp.


Fonte: Ig