domingo, 5 de junho de 2011

Dúvida: Usar ou não artigos de plástico com alimentos?Confira.

Substância presente em certos tipos de plástico é tóxica.

Práticos, resistentes, transparentes e coloridos, baratos e versáteis: os recipientes de plástico conquistaram adeptos por todo o mundo. Seus efeitos para a saúde, entretanto, vêm sendo questionados, pois as substâncias químicas presentes no material, em certas circunstâncias, podem migrar para os alimentos e causar alterações no organismo.

Recentemente, o governo canandense proibiu a comercialização de mamadeiras
e chupetas produzidas com plástico que contém bisfenol, uma substância tóxica

Presente em mamadeiras e outros utensílios de plástico de uso doméstico, o composto bisfenol A foi associado recentemente a problemas hormonais, incluindo obesidade, e com o aumento do risco de câncer, de acordo com estudo do Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos. "Não há provas de que o bisfenol A seja cancerígeno na quantidade, pequena, em que temos contato com ele. Mas por que expor o organismo à essas substâncias sem necessidade?", questiona o professor do Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo), João Pedro Simon Farah.

O professor esclarece que não há motivo para alarde. A preocupação, segundo ele, deveria ser dirigida a substâncias que são comprovadamente prejudiciais e com as quais temos contato direto. "Nada se fala sobre os conservantes, por exemplo, nem sobre os agrotóxicos, que vêm de fontes muito mais venenosas", declara.

Farah defende o vidro como uma alternativa que deveria voltar a ser mais explorada por ter qualidades como sua facilidade para ser reciclado e limpo.

Utilização adequada

Pedro Germano, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP afirma que o plástico só é tóxico se for utilizado de maneira inadequada. Ele ressalta, por exemplo, a importância de utilizar, nos fornos microondas, apenas plásticos próprios para esse fim. "A partir de uma certa temperatura, o recipiente de plástico pode ter sua textura alterada. Com isso, os elementos químicos presentes em sua composição podem migrar para os alimentos com mais facilidade", explica.

Recipientes plásticos rompidos por desgaste ou por muitas lavagens com produtos químicos também não devem ser usados, segundo Germano. "A deteriorização da película que cobre esses utensílios facilita a migração de substâncias como o bisfenol dos plásticos para os alimentos", diz.

O professor Germano ressalta ainda a importância da escolha cuidadosa dos utensílios que serão utilizados na cozinha e alerta que o costume de utilizar sacolas plásticas para armazenar produtos na geladeira é totalmente inadequado. "Essas sacolas são feitas de plástico reciclado, que contêm substâncias tóxicas e podem ser transmitidas para os alimentos", explica.

O plástico reciclado também pode causar contaminação por chumbo, metal altamente tóxico. "Todos os programas de reciclagem, até pouco tempo, contaminavam o plástico com chumbo. Os equipamentos que causavam a contaminação não são mais usados, mas não temos garantias de que esse plástico foi reciclado com equipamentos obsoletos ou se foi re-reciclado", conta João Farah. Na dúvida, é melhor evitar.

Fonte: Cooklinks

Vantagens do consumo do óleo de côco


ÓLEO DE COCO VIRGEM ORGÂNICO PODE REDUZIR GORDURA ABDOMINAL


EFEITOS TERMOGÊNICOS:



Os benefícios associados ao consumo do “óleo de coco” são reconhecidos e valorizados pela Medicina Ayurveda na Índia há quase três mil anos. Em sânscrito, o coqueiro é chamado de “kalpa vriksha”, que significa “árvore que fornece tudo que é necessário para a vida”.



O óleo de coco é comumente dividido em duas amplas categorias: refinado e virgem. O óleo refinado é tipicamente obtido do coco seco, chamado de copra. O óleo de coco virgem é obtido a partir de cocos frescos. Como elevadas temperaturas e solventes químicos não são empregados, o óleo virgem mantém seus fitoquímicos naturais, responsáveis pelos seus suaves sabor e aroma. Estudos recentes realizados em animais, conduzidos na Índia, comparando óleo de copra (refinado) com óleo de coco virgem, demonstraram que os animais que utilizaram óleo virgem apresentaram efeitos benéficos significantemente superiores ao do óleo de copra nos seguintes parâmetros:



• Redução dos níveis de colesterol total, fosfolipídeos e LDL-c;



• Aumento nos níveis tissulares e séricos de HDL-c;



• Efeito antitrombótico, avaliado através de dosagens de fibrina, fibrinogênio, fator V, 6-ketoPGF1α e tempo de protrombina;



• Ação antioxidante: o óleo de coco virgem promoveu redução da peroxidação lipídica tanto in vitro como in vivo.



Os autores concluíram que os antioxidantes presentes no óleo de coco virgem foram responsáveis pelas diferenças obtidas.



Propriedades Termogênicas



Em média, 2/3 dos ácidos graxos do óleo de coco são triglicerídeos de cadeia média (TCM). Após absorção intestinal, os TCM são transportados diretamente para o fígado, através do sistema porta, onde são beta-oxidados aumentando a termogênese pós-prandial8.



Um estudo realizado na Escola de Nutrição e Dietética Universidade de McGill, no Canadá, que avaliou o gasto energético e a composição corporal de 24 homens com IMC entre 25-31 kg/m2, através de calorimetria indireta e de ressonância magnética nuclear, verificou que o consumo de uma dieta rica em TCM durante 28 dias reduz a gordura abdominal em homens, possivelmente devido ao aumento do gasto energético, somado a um efeito sacietógeno. Um trabalho recente conduzido no Centro de Pesquisa de Obesidade e na Universidade de Columbia, em Nova York, avaliou a perda de peso corporal e a redução da massa gorda total e abdominal em 49 indivíduos submetidos a um programa alimentar de redução de peso, que consumiram azeite de oliva ou TCM, como parte de suas dietas. O consumo de TCM resultou em maior perda de peso e maior redução de gordura em relação ao azeite de oliva. Hormônios incluindo a colecistoquinina, peptídeo YY, peptídeo inibitório intestinal, neurotensina e polipeptídeo pancreático, têm sido propostos como agentes atuantes nos mecanismos pelos quais os TCM induzem à saciedade. Uma pesquisa realizada por Guo e colaboradores verificou que culturas de adipócitos tratados com ácido caprílico obtiveram uma inativação do PPAR- (receptor gama ativado por proliferador de peroxissomos) o que pode contribuir para a downregulation de genes lipogênicos dos adipócitos. Alguns autores também propõem que a administração de TCM possa modular a ação da grelina, indicando um outro efeito metabólico importante no combate à redução de peso corporal. A quantidade de TCM empregada nesses estudos varia desde 10g/dia até 48g/dia.



O óleo de coco virgem pode ser utilizado como tempero de saladas, adicionado a “shakes”, misturado em granola, iogurte, salada de frutas, etc. Pode também substituir os outros óleos utilizados na cozinha ou ser empregado em qualquer outro preparo culinário idealizado pelo consumidor. Pode-se também, tomar direto da colher, após as refeições.



Idealmente, o óleo de coco deve ser comprovadamente virgem e preferencialmente orgânico. O termo “óleo de coco virgem” é utilizado pela Comunidade do Coco da Ásia e do Pacífico (APCC) e pela Autoridade Filipina do Coco, órgão do Ministério da Agricultura das Filipinas.



O TheraHerb VCO é um óleo de coco virgem e orgânico. É certificado orgânico pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela ECOCERT, empresa fundada na França em 1991 e considerada uma das mais respeitadas certificadoras de produtos orgânicos do mundo.



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Fonte: Óleo de côco