sábado, 14 de maio de 2011

Osteoporose pode surgir antes dos 40 anos

A atriz Gwyneth Paltrow deixou fãs bem preocupados ao anunciar em seu blog “Goop” que estava com osteopenia – perda de massa óssea que pode levar à osteoporose. “Fiz um teste de vitamina D e os resultados foram os menores que os médicos já viram (isso não é bom)”, escreveu ela.

Queridinha de Hollywood, a atriz ganhou o Oscar por “Shakespeare Apaixonado” e, mais recentemente, participou de “Iron Man 2”, ao lado de Robert Downey Jr. A notícia da osteopenia espanta principalmente pela idade de Gwyneth, ela tem apenas 37 anos.

A atriz Gwyneth Paltrow está com osteopenia
“É menos comum, mas não é impossível ter essa doença assim tão cedo”, afirma a reumatologista Rosa Maria Rodrigues Pereira, responsável pelo ambulatório de osteoporose do Hospital das Clínicas da USP. Ela explica que diversos fatores podem contribuir. “Mas a principal causa é hormonal”.

A queda na produção de estrogênio favorece a perda de massa óssea, porque o hormônio feminino está diretamente ligado à absorção do cálcio. É por isso que o risco da doença cresce muito após a menopausa. “Mesmo nos anos que antecedem a menopausa, a mulher já pode começar a sofrer alguma perda”, alerta Rosa Maria.

Ciclo afetado

Como a doença está fortemente ligada ao fator hormonal, ter o ciclo menstrual irregular aumenta o risco para as mulheres. “Ter ovários policísticos, por exemplo, é um agravante”, diz a reumatologista.

As variações hormonais tornam a doença mais incidente no público feminino. “Cerca de 50% das mulheres terão esse problema em algum momento da vida, enquanto o número para os homens está entre 17% e 30%”, compara.

Alimentação

A baixa ingestão de alimentos ricos em cálcio também pesa na equação da osteoporose. “O ideal é ingerir 1.200mg de cálcio por dia, o equivalente a quatro copos de 300ml de leite”, recomenda Patrícia Ramos, nutricionista do Hospital Bandeirantes.

A dose de cálcio precisa ser um pouco maior em alguns momentos da vida. “Após a menopausa, a mulher requer 1.500mg por dia. Idosos precisam de 1.600mg”, revela.

Quem não é muito fã de leite pode substituir o alimento por iogurte ou por queijo. “Uma fatia grossa equivale a um copo de leite de 300ml”, afirma. Vegetais de cor verde escuro também têm cálcio, embora em menor quantidade.

Se o leite é amigo dos ossos, o café pode ser eleito um inimigo, caso ingerido em alta quantidade. “Cinco xícaras por dia ou mais podem afetar os ossos”, afirma a nutricionista.

Em seu blog, Gwyneth comenta que tem feito uma dieta bem restritiva desde 1999. É um regime macrobiótico, baseado em peixe, sopas e vegetais.

Outros fatores

O tabagismo, fator de risco para inúmeras doenças, também aparece na lista da osteoporose. “O cigarro age direto nas células que formam os ossos, matando elas mais rapidamente”, alerta Rosa Maria.

Sedentarismo e predisposição genética também podem levar à doença, assim como a alta ingestão de bebidas alcoólicas. “A osteoporose é multifatorial”, resume a reumatologista.

Osteoporose e osteopenia

Um exame chamado densitometria óssea é capaz de verificar a perda de massa óssea, classificando ela em osteoporose ou osteopenia. O exame compara a massa ideal, encontrada em pessoas com idade entre 20 e 30 anos, com a massa do paciente no momento do teste.

Se o desvio estiver entre 1 e 2,4 pontos, é osteopenia. Se for de 2,5, é osteoporose. “Um desvio de 2,5 representa de 20% a 30% de perda óssea”, explica Rosa Maria.

Fonte: IG

Suplementos de cálcio podem colocar o coração em risco


Compostos elevam as chances de infartos nas mulheres. Segundo especialistas, o cálcio proveniente dos alimentos é mais seguro.
Alerta vermelho para os sumplementos de cálcio

Novas evidências apontam que os suplementos de cálcio, usados na prevenção de deterioração óssea, podem, na verdade, colocar em risco a saúde do coração das mulheres. A afirmação faz parte de um recente estudo, lançado no dia 19 de abril no periódico cientifico British Medical Jornal (BMJ).

Embora representem um alerta, sejam coerentes com os resultados de pesquisas anteriores, as conclusões não representam, necessariamente, uma sentença de morte para os suplementos de cálcio, dizem os autores.

“Há uma falta de consenso no momento sobre quais recomendações devem ser seguidas em relação à suplementação de cálcio”, disse Ian Reid, autor do estudo. Apesar da cautela, ele não esconde a grande expectativa de que os novos resultados tenham um impacto significante sobre as recomendações.

“O que nós recomendamos é uma revisão rigorosa do uso dos suplementos de cálcio, já que os dados deste trabalho sugerem que eles causem mais danos do que benefícios”, complementou Reid, que também é professor de medicina e endocrinologia da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia.

“De agora em diante, a medida mais cautelosa é encorajar as pessoas a obterem o cálcio através da alimentação e não através dos suplementos, já que o cálcio presente nos alimentos não apresentou este grande risco ao coração”, justificou o especialista.

Incertezas

Uma meta-análise recentemente conduzida pelo mesmo grupo de pesquisa encontrou um aumento de 27 a 31% nos riscos de infarto em mulheres tomando suplementos de cálcio sem a adição de vitamina D.
Muitas mulheres mais velhas fazem uso destes suplementos, com ou sem a adição de vitamina D, para manter os ossos fortes, principalmente porque há muito tempo tal prática vem sendo a recomendação médica padrão. Além disso, a gigantesca pesquisa americana Women’s Health Initiative (WHI) ainda não havia encontrado ligação entre o cálcio e a saúde do coração.

Entretanto, como destacam os autores do novo estudo, mais da metade das mulheres participantes da pesquisa americana já fazia uso de suplementos de cálcio além do que foi prescrito para o estudo, o que pode ter interferido nos resultados.

Para a análise recente, os pesquisadores observaram um total de 16.718 mulheres inscritas na pesquisa WHI que não faziam uso de suplementos de cálcio antes de participar do experimento. Como parte do protocolo do novo estudo, as participantes foram divididas aleatoriamente para tomar cálcio e vitamina D, apresentando um aumento modesto de 13 a 22% nos riscos de doenças cardiovasculares, principalmente o infarto. As mulheres do grupo controle não apresentaram variações de riscos.

Dados limpos

A causa contra o cálcio ganhou força quando os pesquisadores adicionaram dados de outros 13 experimentos não publicados, envolvendo quase 30.000 mulheres. Neste caso, foi observando um aumento de 20 a 35% nos riscos de infarto e de 15 a 20% nos riscos de AVC. Mesmo que os autores do novo estudo considerem que o aumento no risco poderia ser biologicamente plausível, já que o cálcio esta relacionado ao enrijecimento das artérias, outros especialistas discordam desta hipótese.

“Mesmo que o cálcio costume ser um indicador de inflamação, as lesões com o cálcio, na verdade, são mais estáveis, por isso as chances de infarto são menores quando os vasos sanguíneos estão menos calcificados”, explicou o Dr. Philip Houck, professor de medicina do Texas A&M Health Science Center College of Medicine.

Ele complementou que, além disso, os resultados podem ser estatisticamente - mas não clinicamente - significantes. “Se as mulheres têm uma boa razão para tomar cálcio por terem ossos finos, então elas não devem ter medo de fazê-lo”, disse Houck, que também é cardiologista na clínica Scott & White, no Texas.

Alerta: Depressão aumenta o risco de infarto

Inconclusivo

Na opinião de Susan Bukata, professora de cirurgia ortopédica do Centro Médico da Universidade de Rochester, o estudo realmente não oferece informações suficientes para que uma conclusão definitiva seja tomada.

Entretanto, o acúmulo de evidências vem motivando a especialista a recomendar a seus pacientes a ingestão de cálcio através da própria alimentação, ao invés de lhes prescrever a suplementação de 1.200 miligramas diários. “Com a combinação de alimentação e suplementos, as mulheres deveriam estar ingerindo entre 1.000 a 1.500 miligramas diários”, disse ela.

Em um artigo que acompanha o estudo, os professores de medicina Bo Abrahamsen e Opinder Sahota escreveram que devido às limitações do estudo, “não é possível reconfirmar que os suplementos de cálcio com adição de vitamina D não causem eventos cardiovasculares adversos, ou ainda relacioná-los à certeza de aumento de riscos cardiovasculares. Fica claro que estudos complementares serão necessários e que o debate permanece aberto”.
Fonte: IG

Vários tipos de Petit Gâteau

O jeitinho brasileiro de fazer petit gâteau
A mais nacional das sobremesas francesas ganha versões de ingredientes brasileiríssimos, como pequi e doce de leite

O verdadeiro petit gâteau
Queijo: o bom companheiro dos doces
Tão longe, tão perto: queijo com goiabada
O petit gâteau, tradicionalmente um bolinho de chocolate cujo interior se revela como se fosse um recheio ao ser partido, é talvez a mais brasileira das sobremesas francesas. Ou a mais francesa das sobremesas brasileiras. Já foi chique. Depois, de tão comum ganhou os refrigeradores dos supermercados no estilo “industrializado para micro-ondas”.

Mas o objetivo não é crucificar a receita vitimada pelo modismo, e sim celebrar a variedade. Escoltados por sorvete, ingredientes como limão siciliano, capim santo, pequi, doce de leite e queijo estão entre os que subvertem a fórmula original.

“Muitas receitas tradicionais passam por isso, como o suflê, que ganha diversos sabores em cozinhas contemporâneas”, conta Marie-France Henry, proprietária do restaurante La Casserole. “É uma adaptação natural.” Para ela, variar é um jeito criativo de salvar uma receita que perdeu qualidade e espaço nos grandes restaurantes por causa do modismo, complementa.

Renata Vanzetto, do Marakuthai, com endereços em Ilhabela e em São Paulo, oferece em seu cardápio um petit gâteau à base de pequi, uma fruta do cerrado. Também na capital paulista, Morena Leite, chef do Capim Santo, usa o ingrediente que batiza a casa para preparar os bolinhos. No Rio, o CT Brasserie, do francês Claude Troisgros, serve uma receita de castanha-do-pará. A execução é do chef Didier Labbé.

Em seu Carlota, Carla Pernambuco promove doce de leite, goiabada, queijo da Serra da Estrela e coco. Todos viram pequenos bolos. No La Marie, em São Paulo, a estrela é o limão siciliano, combinado com chocolate branco.

A rigor, o bolinho é assado em forno alto, durante poucos minutos, assim o interior não cozinha totalmente e escorre quando o petit gâteau é partido ao meio. Mas não é todo mundo que o prepara dessa forma. Veja a seguir, algumas receitas.



Pequi gâteau, receita do Marakuthai

Pequi gâteau
Receita da chef Renata Vanzetto, do Marakuthai, em São Paulo, SP
Rendimento: 8 unidades
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes
400g de pequi em conserva
200g de açúcar
Suco de dois limões
400g de chocolate branco
100g de manteiga
2 ovos
5 gemas
230g de farinha de trigo

Modo de preparo
Retire o pequi da conserva e lave. Bata no liquidificador junto com o suco de limão e o açúcar. Passe na peneira essa mistura e leve-a ao fogo até ficar brilhante. Reserve.

Derreta o chocolate e a manteiga em banho-maria.
Bata os ovos com a gema até ficarem branqueados. Incorpore o chocolate derretido nessa mistura. Junte aquele primeiro creme de pequi e bata na batedeira.

Desligue e peneire farinha de trigo por cima. Unte as forminhas e leve a massa para assar por 15 minutos a 160 graus (o interior tem de ficar cru).

Petit gateau de chocolate branco com limão siciliano
Receita do chef Edson Di Fonzo, do restaurante La Marie, em São Paulo, SP
Rendimento: 20 porções
Tempo de preparo: 24 horas

Ingredientes
Para o recheio:
1kg de chocolate branco
5 unidades de limão siciliano médio (sucos e raspas)
500ml de creme de leite
40ml de licor limoncello

Para a massa:
380g de clara
400g de açúcar de confeiteiro
50g de mel
500g de farinha de amêndoas
300g de manteiga
200g de farinha de trigo
100g de manteiga em temperatura ambiente para untar as formas
Quanto baste de farinha de rosca

Modo de preparo
Para o recheio:
Pique o chocolate branco em pedaços medianos e proporcionais. Retire as raspas do limão e seu suco coado. Ferva o creme de leite e misture-o delicadamente ao chocolate picado até que ele derreta e vire uma mistura homogênea. Deixe esfriar.

Adicione suco de limão, raspas e licor. Misture tudo e coloque na geladeira. Se os limões estiverem muito grandes, junte somente três ou quatro e cuide na hora de raspar: a parte branca deve ser totalmente preservada para não amargar a receita.

Para a massa:
Coloque 300g de manteiga na panela, leve ao fogo baixo para dourar. Bata as claras em neve até ficarem firmes e esbranquiçadas. Depois, acrescente o açúcar de confeiteiro aos poucos e deixe bater até ficar firme.

Por último acrescente o mel até que fique em ponto de merengue. Com o auxílio de um pão duro, incorpore a farinha aos poucos e depois a manteiga dourada até que fique uma mistura homogênea. Coloque a massa em um recipiente fechado para gelar e usar no dia seguinte.

Montagem
Pré-aqueça o forno a 160 graus. Peneire a farinha de rosca e reserve a parte grossa que fica na peneira. Com o auxílio de um pincel unte as forminhas com a manteiga e em seguida polvilhe com a farinha de rosca restante.

Coloque o bico de confeiteiro liso médio num saca-puxa e um bico pitanga médio em outro. Pingue massa preenchendo o fundo de cada forminha em movimentos circulares, forrando as paredes da forma. Pingue o recheio no centro e traga-o do fundo à superfície. Cubra a parte de cima com mais massa para fechar bolinho. Essa receita pode ser congelada. Sirva com sorvete de baunilha.


Petit gâteau de doce de leite
Receita da chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, com endereços no Rio e em São Paulo
Rendimento: 8 unidades
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes
200g de doce de leite pastoso
100g de manteiga
60g de açúcar
40g de farinha
2 gemas
2 ovos

Modo de preparo
Leve o doce de leite e a manteiga ao micro-ondas para derreter. Misture bem até obter uma massa homogênea. Adicione os ovos e as gemas e misture bem (não bata).

Incorpore o açúcar e a farinha peneirados. Unte as forminhas com manteiga e farinha e coloque a massa. Asse em forno preaquecido a 200 graus por 10 minutos.


Petit gâteau de capim santo
Receita da chef Morena Leite, do restaurante Capim Santo, em São Paulo, SP
Rendimento: 8 unidades
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes
150ml de leite
100g de capim santo picado
250g de chocolate branco
100g de manteiga
50g de farinha de trigo
50g de açúcar
10 gemas
5 claras

Modo de preparo
Derreta o chocolate com a manteiga e reserve. Em seguida, bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura esbranquiçada e dobrar de volume. Acrescente a farinha em velocidade reduzida e por último misture o chocolate branco derretido. Bata as claras em neve e acrescente delicadamente à mistura, mexendo de baixo para cima.

Para finalizar, bata o capim santo aos poucos no leite até obter um concentrado bem verde. Acrescente o líquido já peneirado à mistura e deixe descansar por 20 minutos. Coloque pequenas porções em forminhas untadas com manteiga e farinha e leve ao forno a 180 graus por 8 minutos. Dica: sirva com sorvete de gengibre.

Petit gâteau de queijo da Serra da Estrela
Receita da chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, com endereços no Rio e em São Paulo
Rendimento: 6 unidades
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes
Para o bolinho:
200g de queijo da Serra da Estrela
150g de cream cheese
50g de queijo parmesão ralado
200g de manteiga
4 ovos
4 gemas
½ xícara de farinha de trigo peneirada
Manteiga para untar

Para o caramelo:
1 xícara de vinho do Porto
1 xícara de açúcar
Raspa de 1 fava de baunilha aberta ao meio

Modo de preparo
Para o bolinho:
Derreta os queijos e a manteiga em banho-maria, misturando bem. Junte os ovos e as gemas e misture bem. Por último, acrescente a farinha e o açúcar e mexa até formar uma massa homogênea. Envolva a massa em filme plástico e deixe descansar por no mínimo 1 hora na geladeira.

Para o caramelo:
Leve tudo ao fogo baixo e ferva por 10 minutos até o ponto de calda rala (quando começar a brilhar).

Montagem
Unte seis forminhas individuais com manteiga e distribua a massa, deixando um espaço vazio. Leve ao forno preaquecido a 220 graus e asse por cerca de 10 minutos. Desenforme e sirva acompanhado do caramelo de vinho do porto.

Fonte: IG