terça-feira, 26 de abril de 2011

Chocolate amargo faz bem ao coração

O problema é saber se os benefícios suplantam o prejuízo dos quilos a mais, alertam pesquisadores.

Chocolate escuro: maior teor de cacau traz benefícios, mas gordura e calorias em excesso seguem sendo prejudiciais
Se você consegue lidar com as calorias e com o teor de gordura, um pedaço de chocolate escuro de vez em quando pode oferecer alguns benefícios à saúde.

Novas pesquisas sugerem que o cacau pode baixar a pressão arterial e o colesterol, prevenir o diabetes e melhorar a saúde dos vasos sanguíneos.

Então, porque não se render a uma barra de chocolate todos os dias? A questão é que os cientistas ainda não têm certeza se as desvantagens do consumo do cacau – como, por exemplo, potencial agravante da obesidade – poderiam superar seus benefícios.

A pesquisa foi realizada com chocolate escuro sem açúcar, variedade ainda pouco comum nas prateleiras dos supermercados. O grupo de participantes que consumiu o chocolate, rico em substâncias conhecidas como flavonóides polifenólicos, teve melhor desempenho em diversas áreas, como a pressão arterial. Foi observada uma queda do colesterol ruim e um aumento do bom colesterol entre os participantes abaixo dos 50 anos de idade deste grupo.

As descobertas são provenientes de uma análise de dados de 21 estudos de alta qualidade que incluíram 2.575 participantes. Segundo os pesquisadores, ainda não está claro porque o chocolate apresenta os efeitos descritos nas pesquisas. Também não se sabe qual seria a quantidade ideal a ser consumida para alcançar os benefícios desejados.

Outra complicação possível quando o assunto é recomendar o consumo é o principal ingrediente do chocolate: o cacau.

“A pesquisa analisou os benefícios do cacau, utilizando um preparo específico deste ingrediente. A forma como ele é processado para ser utilizado em uma bebida ou barra de chocolate faz diferença na hora de oferecer benefícios à saúde”, disse Lona Sandon, professora de nutrição clínica do University of Texas Southwestern Medical Center, de Dallas.

“Em outras palavras, nem todo chocolate é criado da mesma forma."

Mesmo que o consumo moderado de chocolate possa ser benéfico à maioria das pessoas, Sandon diz que existem formas melhores e mais saudáveis de aprimorar a saúde do coração.

“A perda de peso é a principal delas quando o assunto é a prevenção da hipertensão e a melhora da resistência à insulina. A meu ver, o cacau não tem o poder de combater os maus hábitos alimentares”, disse ela.

Entretanto, a especialista complementa que existem maneiras de incluir o chocolate na alimentação mantendo as calorias e gorduras sob controle – como tomando chocolate quente com leite desnatado e adicionando chocolate em pó por cima do cappuccino ou a receitas culinárias.

Fonte: Ig

Especialistas sugerem melhor horário para comer um doce


Infelizmente, a hora ideal para devorar um chocolate não é quando bate aquela vontade incontrolável.

De acordo com os especialistas, existe sim um momento mais adequado para saciar esse desejo: depois das principais refeições.

“O melhor horário é depois do almoço, pois o açúcar se mistura com outros nutrientes ingeridos, como fibras da salada, proteínas e gorduras da carne, e evita picos de insulina no sangue”, recomenda a nutricionista Gabriella Guerrero, da consultoria Nutriessencial.

Quando ingerimos doces de barriga vazia, os níveis de açúcar no sangue aumentam rapidamente, o que provocaria esse pico. Essa oscilação não é saudável, e pode estar relacionada com diabetes, obesidade e outras doenças.

A endocrinologista Claudia Cozer, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), explica que ao comer um carboidrato acompanhado de outro grupo alimentar o estímulo de secreção da insulina é menor.

“Por isso, sempre recomendamos a ingestão de uma proteína junto com o carboidrato, para minimizar os efeitos sobre a insulina”, afirma.

Além disso, satisfeito pela refeição, a tendência é que a quantidade consumida seja menor e mais bem regulada. Perder o controle e devorar uma caixa de bombons, por exemplo, é mais incomum nesse momento.

Outro período ideal, sugerem os nutricionistas, é antes ou depois das atividades físicas. Pré-exercício, o doce ajuda a dar ânimo e energia; pós-treino auxilia na recuperação do glicogênio muscular. “Antes da prática de uma atividade física dará ao organismo a possibilidade de queimar essas calorias”, diz o nutrólogo e fundador do Instituto de Medicina Integrada, Health4Life, Mohamad Barakat.

Quer comer quanto?

Mesmo nas dietas mais restritivas, os especialistas não costumam recomendar a suspensão total do doce, ainda mais para quem gosta e sente necessidade. Mas há uma cota que deve ser respeitada e pode ser diária ou semanal, dependendo da avaliação profissional de cada caso. “Se está com sobrepeso, indicamos 120 calorias no máximo. Se a pessoa é magra e está com a saúde em dia, essa quantidade pode aumentar”, diz Cozer.

Se o objetivo é emagrecer, a recomendação costuma ser “doces somente aos finais de semana” e sempre respeitando a quantidade. Mas os especialistas já entendem que, quando a vontade bate com intensidade, o melhor é satisfazê-la.

“Nesses casos, se deixar para comer no final de semana, em vez de um pedaço de chocolate come um pedaço enorme de torta de limão”, avalia. O segredo, diz ela, está na quantidade (pouca) e na frequência (no máximo duas vezes por semana)

O melhor doce

Alguns alimentos são menos prejudiciais à dieta do que outros. As melhores opções são sempre aqueles com menos gorduras e calorias. O chocolate ao leite costuma ser um dos grandes vilões na luta contra os quilos em excesso, o ideal é optar pela versão amarga, com mais cacau e menos gordura.

Os preferidos dos nutricionistas – e, por isso, os mais indicados – são as frutas, de preferência frescas ou em caldas. Sorvetes de frutas (palito) ou de iogurte, gelatinas e pudins light também podem ser opções interessantes.

Fonte: IG

Dieta do Dr. Dukam: será que funciona?


Dieta do Dr. Dukam: será que funciona?
A Mais nova dieta!!!

Regime criado por médico francês seria uma versão da dieta de Atkins, criticam especialistas

Em busca da forma ideal: dieta de médico francês virou febre na Europa
Um best-seller sobre a nova dieta da moda, que ganhou fama entre os franceses, tem lançamento previsto para o final deste mês nos Estados Unidos – sem dúvidas, agendado para coincidir com a aflição coletiva gerada pela chegada da estação dos biquínis no hemisfério norte.

“The Dukan Diet” (A Dieta de Dukan, em tradução livre) já vendeu mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo, informa o website da Random House, editora que detém os direitos de publicação do livro nos Estados Unidos.

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Criada pelo médico francês Pierre Dukan, a dieta é supostamente muito difundida entre os franceses mais proeminentes. Tanto é que Carole Middleton, mãe da futura esposa do Príncipe William da Inglaterra, adotou a dieta para se preparar para o casamento de Kate no próximo dia 29. Outra famosa que teria se valido da dieta para voltar à forma depois da gravidez de seu primeiro filho foi a atriz espanhola Penélope Cruz.

A promessa do livro já está na contracapa e parece bastante simples: “2 Passos Para Emagrecer, 2 Passos Para Manter o Novo Peso para Sempre”. Entretanto, alguns nutricionistas americanos se mostram bastante preocupados com o plano alimentar.

Em resumo, a dieta é dividida em quatro fases: “o ataque”, “a transição”, “a consolidação” e a “estabilização”. Durante a fase de ataque, a meta de emagrecimento deve ser estipulada. Depois disso, durante um período de dois a sete dias (dependendo da quantidade de quilos a perder), deve-se ingerir somente proteína magra (uma alusão á dieta do Dr.Atkins) e farelo de aveia.

Em seguida vem a fase de transição, quando deve-se alternar dias proteína pura e dias de proteína e vegetais. Esta fase deve continuar até a meta de peso ser alcançada. Na fase de consolidação, a ingestão de proteína e vegetais é ilimitada, com a re-introdução de pães e outros carboidratos.

A estabilização, a fase de manutenção do plano, tem duração ilimitada e funciona da seguinte forma: é permitida a ingestão de todo tipo de alimentos durante seis dias da semana e no sétimo deve-se voltar ao cardápio de proteínas. Os exercícios físicos também são encorajados. Dukan recomenda uma caminhada de diária de 20 minutos e o uso de escadas em vez do elevador.

Entretanto, especialistas americanos em nutrição que revisaram a dieta para o periódico HealthDay expressaram certa preocupação. Karen Congro, nutricionista e diretora do Programa do Bem-Estar para a Saúde do Brooklyn Hospital Center, de Nova York, referiu-se à dieta como uma “receita para o desastre”.

Ela diz que a dieta é aceitável quando seguida por alguns dias, mas não é saudável em um longo prazo. Entre outras críticas, ela ressalta o alto teor de gorduras e o consumo ilimitado de sal. A especialista complementa que não existem evidências de que a dieta é eficaz. “Em longo prazo, esse programa não faz bem ao coração" diz.

A Agência Nacional de Segurança Sanitária Alimentar, Ambiental e do Trabalho da França já considerou a dieta prejudicial à saúde e o mesmo ocorreu com a Associação Britânica de Nutrição. Connie Diekman, diretora do departamento de nutrição da Universidade de Washington, diz que a dieta de Dukan é a “reencarnação de Atkins”, a famosa dieta da proteína.

Segundo Connie, um programa alimentar dividido em fases não deixa de ser divertido, mas a ingestão nutricional é bastante limitada para uma perda de peso saudável. Diekman diz que a ciência não apoia a limitação de carboidratos. Mas, e o que dizer sobre a futura sogra do Príncipe William?

“Como nutricionista e recente 'mãe de noiva' minha advertência à mãe de Kate Middleton é que ela vai precisar de muita energia para poder aproveitar este dia tão especial. Os carboidratos são os alimentos que nos fornecem tal energia”, disse Diekman.

Ela complementa que um método muito melhor seria optar por pequenas porções de grãos integrais, verduras e frutas com proteína magra e laticínios desnatados, limitando os açúcares e gorduras.

* Por Kathleen Doheny
Fonte: IG