sábado, 16 de abril de 2011

Suplementos alimentares podem ajudar mulher a emagrecer


Produtos também são uma boa alternativa para evitar fraturas por estresse.

Suplemento de óleo de peixe é rico em ômega-3
Os suplementos alimentares podem ser uma alternativa para mulheres que praticam exercícios. E não pense que isso vale apenas para competidoras profissionais ou aficionadas por musculação.

Qualquer pessoa está sujeita a desequilíbrios entre ingestão e gasto de nutrientes, condição que vai prejudicar os resultados desejados, como perda de peso ou ganho de condicionamento físico. “Existem suplementos que ajudam a restabelecer este equilíbrio”, afirma Juliana Rangel, nutricionista funcional da academia Contours.

Uma situação recorrente, conta Juliana, acontece com mulheres que ingerem alimentos gordurosos com frequência. “A gordura dificulta a absorção de nutrientes”, revela. O mesmo acontece quando o sistema digestivo está repleto de toxinas. “Elas têm uma estrutura semelhante a da gordura”.

Nestes casos, a nutricionista recomenda suplementos com óleo de linhaça ou de peixes, por serem ricos em ômega-3. “Este tipo de suplemento combate o processo inflamatório do intestino e ajuda a recuperar o equilíbrio entre bactérias ruins e bactérias benéficas ao processo digestivo”, detalha.

Para evitar o retorno das bactérias prejudiciais, a nutricionista recomenda ainda uma reeducação alimentar para ajustar a quantidade de gordura, de sal e de açúcar refinado.

Além de combater as bactérias ruins, é preciso favorecer a proliferação das bactérias boas. Em alguns casos, a nutricionista recomenda suplementação com biomassa de banana verde, um nutriente benéfico às bactérias naturais do organismo.

“O suplemento é dado por um período curto, de semanas ou meses. Ele não é usado constantemente”, diz. Com o sistema digestivo equilibrado, a absorção de nutrientes melhora.

Isso combinado com uma alimentação balanceada deve ser suficiente para dar “o combustível” necessário aos exercícios. Até rapidez com que os alimentos são metabolizados tende a aumentar, favorecendo quem deseja perder aquelas quilinhos a mais.

Cálcio

As mulheres também precisam dar atenção especial a um processo chamado de tríade da mulher atleta. Apesar do nome, esta síndrome pode acontecer com qualquer praticante de atividades físicas e gerar deficiência de nutrientes.

O problema é descrito pelos médicos como a combinação entre distúrbio alimentar, alterações no ciclo menstrual e perda de massa óssea. Essa condição não é exclusividade de pessoas que aderem a dietas radicais. Basta errar um pouco no regime e pronto: a deficiência alimentar já começa a afetar a menstruação.

Ciclo irregular ou até falta de menstruação gera alterações na absorção de cálcio, o que aumenta o risco de lesões como fraturas por estresse, aponta o ortopedista Ricardo Munir Nahas, Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

“A falta de ferro é outro problema, que pode acontecer em praticantes de esportes aeróbicos”, aponta. Os sinais são cansaço fora de hora e fadiga. Para verificar a quantidade de ferro no corpo é preciso fazer exames como o hemograma ou a dosagem de ferritina. Em algumas situações, pode ser preciso usar suplementos.

Vegetarianos

Combinar exercícios de musculação com uma dieta livre de carnes requer atenção dobrada. Nahas explica que uma das principais fontes de energia necessária aos chamados exercícios anaeróbicos, aqueles da musculação, é a proteína. E esse é justamente o nutriente que pode faltar aos vegetarianos, visto que ele é encontrado principalmente em carnes.

Para ter certeza de que a suplementação de proteínas é necessária, é preciso verificar a quantidade e intensidade de exercícios feita pela mulher, além de avaliar toda a alimentação dela.

A vantagem de ganhar um pouco de massa muscular é que o metabolismo do músculo requer mais energia, mesmo quando em repouso. Isso ajuda a queimar calorias e manter o corpo em forma.

Fonte: IG

Como perder peso de forma inteligente


Nutricionista ensina sistema prático de objetivos para quem quer iniciar um regime.

Dieta: traçar metas específicas e factíveis ajuda a manter uma alimentação regrada
A essa altura, as resoluções do Ano Novo já devem estar quase apagadas da memória – o que faz dessa uma boa hora para repensá-las, principalmente para quem tomou a decisão de emagrecer.

A nutricionista Brittany Glassett, do Porter Adventist Hospital de Denver (EUA), sugere estabelecer objetivos por meio de um sistema que ele define como SMART – sigla que, em inglês, significa: específico, mensurável, atingível, realista e oportuno (specific, measurable, attainable, realistic and timely).

No quesito especificidade, por exemplo, não planeje simplesmente alimentar-se melhor. Trace uma meta específica, como reduzir a ingestão de fast food a três vezes ao mês, por exemplo.

Anote seus objetivos e concentre-se em um ou dois de cada vez para evitar o esgotamento. Continue seguindo estes objetivos até alcançá-los, lembrando-se que uma mudança de hábito leva cerca de três semanas.

Glassett também sugere pensar em miniobjetivos. Em vez de dizer que irá perder 25 quilos de uma vez, considere perder 2,5 quilos nas próximas quatro semanas. Peça o apoio de amigos e familiares: compartilhe com eles seus objetivos, aceitando ser relembrado sobre os mesmos por eles.

Glassett também criou uma lista de seis pequenas mudanças que, segunda ela, fazem uma grande diferença:

- Consuma mais grãos integrais, que contêm fibras benéficas para o coração – além de vitaminas e minerais. As fibras ajudam a controlar a fome entre as refeições

- Adicione frutas e verduras que dão cor às refeições. Experimente colocar três cores vivas no prato

- Não pule refeições e, em vez de fazer poucas refeições mais pesadas, faça pequenas refeições a cada três ou quatro horas

- Reduza o consumo de refrigerantes, sucos e bebidas à base de café muito calóricas, que costumam conter muitas calorias vazias

- Substitua o óleo vegetal por óleo de canola ou azeite de oliva, melhores opções para o coração.

- Mantenha um diário sobre sua alimentação, mesmo que seja por apenas alguns dias da semana

Estudos mostram que as pessoas que fazem um acompanhamento por escrito da alimentação têm mais sucesso na perda e manutenção de peso.

Fonte: IG

Creatina: aliada ou vilã?

Pesquisador norte-americano apresenta estudos em favor do suplemento.

Suplemento de creatina melhora o desempenho de atletas.
Nenhum outro suplemento alimentar esteve tão cercado de polêmicas quanto a creatina. Ela já foi associada ao uso de anabolizantes, passou cinco anos proibida no Brasil, ainda é mal vista por muitos médicos e é classificada, por parte deles, como uma ameaça às funções do rim e do fígado.

“Essa fama negativa não existe à toa. Por muitos anos atletas internacionais de várias modalidades associaram o uso de anabolizantes à creatina”, afirma Antonio Herbert Lancha Jr, coordenador do Laboratório de Nutrição e Metabolismo Aplicados à Atividade Motora, da Universidade de São Paulo (USP).

Na contramão de tudo isso, o pesquisador norte-americano Melvin William, PhD em Educação Física e em Ciências do Exercício pela Universidade de Maryland (EUA), defende o uso da substância. E não só por atletas profissionais.

“Ela tem eficácia comprovada para esportistas amadores, idosos, diabéticos e pode até ser usada na reabilitação de alguns pacientes”, afirma.

Melvin estuda a creatina há décadas e já escreveu sobre o uso do suplemento em alguns livros, como “Nutrition of Health, Fitness and Sport”. O pesquisador esteve recentemente no Brasil para o simpósio “Desmistificando o uso da creatina”, promovido por uma empresa fabricante de suplementos alimentares e que comercializa produtos à base de creatina. Em entrevista ao iG Saúde, ele explicou quais seriam os benefícios da substância. Veja também a opinião de quem discorda.

Uma dose básica de creatina é sintetizada naturalmente pelo organismo, no fígado e no pâncreas. Ela geralmente é complementada pela alimentação, por meio de peixes, carnes e derivados. “Metade da dose de que precisamos é produzida pelo corpo, enquanto a outra metade é ingerida na alimentação”, afirma Melvin. São necessários de 1 a 2 gramas por dia. “Vegetarianos costumam apresentar níveis baixos de creatina no organismo.”

Explosão de força

Um dos benefícios mais conhecidos da suplementação com creatina é a explosão de força. A substância consegue aumentar o desempenho do esportista em atividades que exigem muito esforço em intervalos pequenos. “O exercício não pode ter mais que 30 segundos”, esclarece.

Vários esportes podem ser beneficiados por essa propriedade da creatina, como corrida e natação, nas provas mais velozes e curtas, e até halterofilismo, pela necessidade de força concentrada apenas em levantar um peso.

“Dezenas de estudos comprovam essa eficácia, sendo que as pesquisas mais consistentes indicam melhora de até 13% no desempenho do atleta”, aponta Melvin. Em outros estudos, comenta o pesquisador, a força muscular do atleta chega a aumentar pelo menos 8%.

Massa muscular

O quesito massa muscular desperta uma boa polêmica em torno da creatina há muitos anos. Mas antes de entrar nesta questão é preciso entender um pouco mais sobre o mecanismo de absorção do suplemento. A creatina dá volume ao músculo porque aumenta a capacidade das células musculares de absorver água. “Quem usa creatina se impressiona porque o músculo incha muito rápido”, afirma o pesquisador norte-americano.

“Isso gera uma falsa ideia de ganho de massa muscular”, rebate Jomar Souza, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Segundo ele, quando o atleta abandona a suplementação de creatina, o líquido retido no músculo reduz e, com isso, o volume também diminui. “Não há ganho de massa muscular”, afirma.

Melvin contesta essa visão. Para ele, a explosão de força proporcionada pela creatina pode contribuir com o ganho de massa muscular, independentemente do inchaço causado pela retenção de líquidos no músculo. “Estudos americanos e britânicos comprovam isso, seja em atletas que usaram creatina ou em atletas que combinaram a creatina com carboidratos”, conta ele.

Os carboidratos também são moléculas estocadas nos músculos e responsáveis pelo fornecimento de energia para o sistema aeróbico. “O carboidrato dá a energia necessária para atividades de longa duração”, afirma Souza.

Quando a creatina falhou

É justamente neste tipo de atividades, nos exercícios de longa duração, que os estudos apresentados por Melvin não conseguiram identificar eficácia no uso de creatina. “O efeito não chegou a ser comprovado em muitos estudos”, afirma ele.

Souza explica que a creatina pode apresentar benefícios nos primeiros segundos de uma corrida. “Mas isso se perderia no balanço total de provas longas, como maratonas que duram mais de duas horas”, analisa o especialista.

Rins e fígado: há mesmo sobrecarga?

O receio de sobrecarregar rins e fígado pelo uso de suplementos de creatina ainda assusta muitos médicos e especialistas em nutrição de atletas. “Mas isso foi desmentido por inúmeras pesquisas”, garante Melvin.

Até uma pesquisa nacional, realizada pela Escola de Educação Física e Esporte da USP e divulgada em 2008, comprovou que a suplementação com creatina não gerou sobrecarga nos rins de atletas de 24 anos. O trabalhou chegou a ser publicado no European Journal of Applyed Physiology.

Em atletas que usam o suplemento, a sobrecarga aconteceria porque as células renais entrariam em fadiga ao receber uma quantidade excessiva de creatina, além das outras substâncias que normalmente metaboliza. “Mas isso não foi visto nos estudo”, afirma Melvin.

Questionado sobre a possibilidade da creatina causar cálculo renal, Melvin afirma que não há evidência que faça essa ligação. “Não vejo possíveis complicações porque a origem do cálculo está no cálcio."

As reações adversas apontadas pelo pesquisador norte-americano estão todas ligadas a problemas estomacais. “Foram registrados casos de diarreia e estômago irritado”, conta ele.

O pesquisador norte-americano indica dois planos de suplementação com creatina, um de resultados mais rápidos – para atletas de alto desempenho – e outro para esportistas iniciantes.

“Mas todo programa deve ser feito com acompanhamento médico, especialmente se a pessoa tiver algum problema de saúde”, alerta.

Reabilitação

A creatina também começa a ser estudada como alternativa terapêutica para pacientes em reabilitação. “É uma idéia extremamente interessante. Existe a possibilidade de benefício para portadores de atrofia causada por longas imobilizações”, afirma Turíbio Leite de Barros Neto, professor de fisiologia do exercício na Unifesp e ex-fisiologista do São Paulo Futebol Clube.

Os estudos nesta área ainda estão começando a apresentar resultados consistentes. “Esse tipo de uso pode beneficiar ainda pessoas nas atividades diárias, como carregar uma sacola de compras”, afirma Melvin.

Diabetes

Há cerca de três meses, um estudo do Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP revelou que a suplementação de creatina aliada a exercícios melhora o quadro de pacientes com diabetes tipo 2.

O benefício está no controle da taxa de açúcar no sangue, que é elevada nos diabéticos. A doença dificulta a absorção de glicose nas células, função que passaria a ter apoio da creatina. Mesmo os pacientes com alteração das funções renais não apresentaram complicações durante o estudo.

Para Lancha Jr, todo o material apresentado por Melvin serve como base para derrubar muitos mitos acerca da creatina. “Acredito que no futuro próximo, a creatina possa se tornar um suplemento com aplicações diversas, não apenas para atletas. Acho que essa substância poderá suprir o que perdemos com as mudanças na maneira como nos alimentamos”, avalia.

Fonte: IG

As vantagens e desvantagens de cada horário para malhar


Cada momento do dia requer um cuidado específico. Saiba como identificar qual combina mais com você.

A pessoa tem mais força para treinar no final do dia
Não existe um horário ideal para praticar esportes ou fazer exercícios físicos. Embora essa questão seja bastante investigada e debatida, nenhuma grande vantagem foi descoberta até agora. O que vale, por enquanto, é a preferência e a disponibilidade de cada um.

Mas cada horário traz vantagens e desvantagens, com as quais é preciso saber lidar para obter melhores resultados nos treinos e também para não prejudicar a saúde.

Manhã

Quem prefere se exercitar pelas manhãs tem a vantagem de acelerar o organismo logo no início do dia, despertando mais rapidamente para as atividades cotidianas. A recuperação do organismo tem mais chances de ser melhor, porque muitas refeições estão planejadas para acontecer após o treino, ao longo do dia.

Em contrapartida, é preciso ter cuidado com a alimentação anterior ao treino. Quem come pouco ou de forma inadequada pode sentir enjôos, sentir fraqueza e até desmaiar.

“A atividade física acelera o consumo de glicose (açúcar no sangue). Se a pessoa estiver mal alimentada, ela pode ter um quadro de hipoglicemia, e também o rendimento da atividade será prejudicado”, afirma o ortopedista Ricardo Cury, especialista em medicina do esporte e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho.

A refeição antes do treino precisa reunir os principais grupos alimentares – carboidrato, proteína, fibra e gordura. Mas não se deve ingeri-los no café da manhã e correr para a academia, pois há risco de náuseas e refluxo gástrico.

O corpo precisa de tempo para o processo digestivo antes de ter as energias requisitadas por esteiras e halteres. O ideal é esperar ao menos uma hora, no caso de refeições leves como o café de manhã.

Se a refeição tiver alimentos mais pesados e for maior, como costuma ser o almoço, é melhor esperar ao menos duas horas antes de iniciar atividades físicas.

Tarde

“Quem treina no final da tarde tem mais força”, revela a nutricionista Heloísa Guarita Padilha, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE).

Heloísa explica que diversos fatores metabólicos podem intensificar a potência física na parte final do dia. Os níveis de insulina e de cortisol, hormônio ligado ao estresse físico, participam desta equação. “Mas não dá para apontar uma causa isolada, é o conjunto dos fatores”, reforça.

A temperatura do corpo também costuma ser mais alta entre o final da tarde e início da noite. “É outro fator que pode colaborar”, acrescenta. Mas essa vantagem do treino vespertino se aplica aos exercícios anaeróbicos da musculação, e não vale para atividades aeróbicas, como corrida e ciclismo, que são as atividades mais procuradas por quem deseja perder peso.

De qualquer forma, a musculação também tem suas vantagens para o emagrecimento. O aumento da musculatura é um fator que favorece a perda de peso. “A massa magra (músculos) consome mais energia”, afirma Heloísa. É uma característica metabólica do músculo.

Noite

Fazer exercícios é parte das receitas médicas contra insônia, mas o efeito pode ser justamente contrário caso a pessoa pratique esportes pouco antes de ir para a cama.

“A atividade física libera uma grande quantidade de endorfina, o que gera euforia na pessoa”, explica Cury. Mesmo assim, há quem consiga sair de uma academia, tomar banho e dormir tranquilo. Mas se você prefere não correr o risco de ficar acordado até o meio da madrugada, melhor reservar de duas a três horas para o corpo desacelerar.
Outra possível desvantagem do treino noturno está associada à recuperação do organismo, que pode sair prejudicada por uma alimentação inadequada. “À noite, o corpo precisa de mais insulina para a mesma quantidade de carboidrato (se comparado a uma refeição feita mais cedo)”, diz Heloísa. É preciso ponderar bem a quantidade e qualidade dos alimentos ingeridos para suprir as necessidades do corpo, para evitar estoque de energia na forma de gordura.

E se você varia muito o horário para treinar, porque sua agenda é bem concorrida, também não há problema. “A variação constante de horário não prejudica o rendimento no treino”, afirma o personal trainer Carlos Tomaiolo, consultor da Integralmédica.

Depois de malhar, não esqueça: fazer um bom alongamento e respirar de forma profunda e lenta servem como um recado para o corpo tirar o pé do acelerador.
Fonte: IG

Exercício na gravidez requer moderação


Exagerar nas atividades físicas pode prejudicar a formação do feto e até levar ao aborto.

Ioga é um dos exercícios recomendados às gestantes.
Durante muitos anos a medicina torceu o nariz para a prática de atividades físicas durante a gravidez. Mas hoje em dia, os exercícios para gestantes são bem vistos, desde que se mantenham alguns cuidados. “São indicadas atividades com intensidade de leve a moderada, de três a quatro vezes por semana”, ressalta ginecologista e obstetra Mariane Corbetta da Silveira. Não são indicadas atividades estafantes.

Dentro da intensidade adequada, a gestante pode realizar aulas de ioga, caminhadas e natação. Esportes competitivos e de impacto são contraindicados. Atividades de alta intensidade também devem ser evitadas.

“No início da gestação, por exemplo, o aumento da temperatura do corpo pode gerar má formação do feto”, alerta Geraldo Duarte, presidente da comissão de assuntos pré-natal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

O ideal é sempre realizar exercícios com acompanhamento médico especializado. “É preciso respeitar a reserva física, algo que varia de pessoa a pessoa”, ressalta o médico. Essa reserva é calculada por variantes como frequência cardíaca, peso e carga do exercício.

Dose certa

“O exercício na dose certa previne lombalgia e reduz as reclamações de dor nos membros inferiores, algo muito comum nas gestantes”, aponta Mariane. Outra vantagem é a prevenção do diabetes gestacional, problema que atinge pelo menos 7% das mulheres durante esse período.

“Essa prevenção acontece porque os exercícios ajudam a queimar calorias e a controlar o peso”, afirma Duarte. O ganho máximo de peso na gravidez é de cerca de 12,5 kg.

Já nos quadros de hipertensão é preciso mais cuidado. “Existem três tipos de hipertensão em grávidas: a crônica, a crônica que se torna pré-eclampsia e a própria pré-eclampsia (doença que mata três mulheres por dia no país)”, enumera Duarte.

Os exercícios são indicados apenas para o primeiro tipo de hipertensão, quando não há risco de pré-eclampsia. Caso a doença se manifeste, a mulher deve fazer o máximo de repouso possível, pois sua gestação será de alto risco.

Parto normal

A médica explica que existem exercícios de flexibilidade específicos para o assoalho pélvico. Eles ajudam a aumentar a tolerância da musculatura feminina para o parto normal. São exercícios especialmente benéficos para mulheres que já tiveram filhos por cesárea, mas gostariam que a segunda gestação fosse por parto normal. Essa é uma mudança recente de paradigma na medicina.

Até pouco tempo, recomendavam-se apenas cesáreas quando a mulher já havia se submetido ao procedimento anteriormente. Mas o Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras anunciou uma nova diretriz. Ela é baseada em estudos que mostram que até 80% dos partos normais após cesáreas são bem-sucedidos.

Exercícios respiratórios

Além das atividades físicas, é importante a prática de exercícios de respiração. Isso porque a apneia é uma reclamação comum, especialmente nos estágios mais avançados da gravidez.

Como o útero da mulher fica elevado, pode dificultar o processo respiratório e favorecer quadros de ansiedade e dificuldade para dormir. Para resolver ou amenizar o problema, os médicos recomendam sessões de exercícios para respiração.


Eles devem ser realizados com respirações profundas na parte alta do tórax. Já a parte baixa do tórax, região próxima ao diafragma, deve ser exercitada no início da gestação. Isso ajuda a mulher a lidar com ansiedade.

Fonte: IG

Overtraining: o excesso que faz mal à saúde


Quando a relação entre exercícios e recuperação está desproporcional o desequilíbrio pode afetar o corpo todo.

Mulheres: treino intenso demais pode interferir na menstruação e na absorção de cálcio pelos ossos
Exercícios fazem bem à saúde. Exercícios demais fazem mal. Essa é a regra básica para quem pretende começar ou já pratica algum esporte. Se as horas ou a intensidade do treino forem exageradas, há risco de overtraining.

O termo foi destaques do 22º Congresso Brasileiro de Medicina do Exercício e Esporte, que terminou sábado (7/8) e se refere a um desequilíbrio fisiológico que resulta em queda no rendimento e perda muscular, entre outros problemas.

E o pior é que não existe uma fórmula de treinamento padrão para nenhum esporte, pois a dinâmica de cada organismo é muito particular. Ela varia de acordo com cada um, e também no decorrer da vida do esportista, seja ela amador ou profissional.

Treino e recuperação

O desequilíbrio do organismo acontece quando a relação entre treino e recuperação está desproporcional. A prática de qualquer esporte gera um desgaste no organismo, caracterizado por pequenas lesões, desidratação e até variações hormonais.

Esse desgaste precisa ser recuperado com uma boa alimentação e tempo adequado de descanso. “É o princípio da super compensação”, esclarece Luiz Antônio Barcellos Crescente, professor de medicina do esporte na Universidade Luterana do Brasil e fisiologista do Sport Club Internacional, de Porto Alegre.

Se há equilíbrio nesta delicada equação, o esportista vai melhorar seu condicionamento físico. Dependendo do esporte, isso implica em ganho de massa muscular e de fôlego, além de melhor desempenho na atividade em si. Se há desequilíbrio, o corpo irá dar sinais de alerta.

Efeito cumulativo

A queda no desempenho do esportista é um dos primeiros e mais frequentes sinais do overtraining. “A pessoa estranha porque está fazendo os mesmos exercícios, mas se cansa mais rápido, como se estivesse realizando um esforço acima do normal”, descreve fisiologia do exercício Paulo Zogaib, professor da Unifesp.

O overtraining aumenta o risco de irritabilidade, distúrbios do sono, perda de peso e dor muscular. Em alguns casos, o indivíduo chega a sofrer redução na coordenação motora. Este desequilíbrio é aceito pelo organismo por pouco tempo, numa espécie de efeito cumulativo.

Se a linha do desgaste ultrapassar a capacidade que o corpo tem de enfrentá-lo, as consequências podem afetar importantes hormônios do corpo. Hormônio do crescimento e testosterona, por exemplo, ajudam a melhorar o desempenho físico. Já a cortizona é um importante anti-inflamatório, responsável pelo combate ao estresse dos exercícios. Mas se as doses liberadas forem altas demais, consequência do treino exagerado, o efeito delas também muda. “O hormônio começa a retirar materiais da massa magra e causa redução muscular”, explica Zogaib.

Mulheres

Como a liberação de hormônio do crescimento e de testosterona é menor na mulher, o desequilíbrio fisiológico acontece com mais facilidade. “O overtraining é mais comum em mulheres e crianças”, afirma o fisiologista do exercício.

Alterações no ciclo menstrual podem ocorrer e desencadear um processo chamado de tríade da mulher atleta. Entre os riscos estão a interrupção da menstruação (amenorreia) e a redução da absorção de cálcio pelos ossos. Isso aumenta as chances de osteopenia, osteoporose e de fraturas por estresse.

E não adianta simplesmente reduzir a carga de treino, pois o efeito acumulado do desgaste físico requer uma ampla recuperação e reavaliação das condições de treino. “A alimentação precisa ser revisada e pode ser necessário adotar alguma forma de suplementação”, recomenda Zogaib.

O ritmo de treino, após uma temporada de recuperação, tem de ser elaborado dentro de um plano que considere a condição física da pessoa e a evolução de sua resposta aos exercícios. Por isso, recomendam os médicos, é fundamental acompanhamento de um profissional de educação física em qualquer atividade.

Em academias, por exemplo, as avaliações físicas devem ser realizadas pelo menos a cada seis meses. Se a academia não oferecer este tipo de acompanhamento, ele pode ser feito com médicos especializados em medicina do esporte.

Fonte: IG