quarta-feira, 23 de março de 2011

12 passos para uma menopausa saudável


Especialista dá dicas para enfrentar essa fase com proatividade e mais autoestima

Menopausa: preparo físico e mental ajudam a enfrentar esta fase por vezes difícil na vida da mulher
Uma atitude positiva e um pouco de planejamento pode ajudar as mulheres a liderarem melhor com a menopausa.
A preparação deve iniciar quando a mulher começa a experimentar os primeiros sintomas da menopausa – condição caracterizada pela cessação da menstruação na mulher.

“Conhecido como perimenopausa, esse estágio anterior à menopausa inicia por volta dos 40 anos, mas pode começar mais cedo, até mesmo na terceira década de vida”, explica Karen Deighan, professora de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Gottlieb Memorial, da Universidade de Loyola, em Chicago, nos Estados Unidos.

“Sempre digo às minhas pacientes entrando em menopausa que elas não devem se limitar a simplesmente deixar essa transição acontecer. Digo a elas para serem proativas em relação à própria saúde e para trilhar todos os passos necessários para minimizar os efeitos colaterais da menopausa entes que eles apareçam”.

A especialista dá algumas dicas:

1. Comece a praticar atividades físicas para prevenir o ganho de peso típico da menopausa – de 3 a 5 quilos. Flutuações hormonais podem contribuir para esse aumento. “É mais difícil de prevenir ou perder aqueles quilinhos a mais se você esperar até a menopausa para começar um programa de exercícios.”

2. Inicie um programa de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, como exercícios de Kegel – série de exercícios criada nos anos 40 para prevenir problemas como a incontinência urinária – e não apenas do abdômen, das coxas ou das nádegas.

3. Faça exercícios de levantamento de pesos para manter os ossos fortes e reduzir o risco de fraturas. É prudente buscar orientação específica para adequar o tipo e a carga de exercícios mais adequada para você.

4. Desafie seu cérebro com exercícios de memória, palavras cruzadas e outros tipos de jogos de raciocínio – isso pode ajudar a diminuir o risco de perda de memória durante a menopausa.

5. Desenvolva e mantenha bons hábitos de sono, a fim de combater potenciais problemas de sono causados por quedas nos níveis de estrogênio.

6. Tente dormir o suficiente – falta de sono em si pode contribuir para a confusão mental e baixa libido, problemas frequentemente associados à menopausa.

7. Pondere com seu médico o uso de um creme tópico de estrogênio para ajudar a tratar a secura vaginal. A prática regular de sexo também aumenta o desejo sexual e faz com que a lubrificação aumente.

8. Faça todos os exames anuais recomendados pelo médico, incluindo controle de glicemia, colesterol, vitamina D e cálcio, bem como mamografias e exames pélvicos. Os resultados de uma colonoscopia feita aos 50 anos irão determinar a frequência de colonoscopias futuro.

9. Não negligencie seus dentes. Escove-os duas vezes ao dia e use fio dental diariamente para ajudar a prevenir a doença periodontal (inflamação das gengivas) – ela pode afetar sua saúde cardiovascular.

10. Limite o consumo de alimentos industrializados e mantenha uma dieta rica em verduras e em gorduras saudáveis como a do salmão, do abacate e do azeite de oliva. Consumi-las ajuda a manter os cabelos e a pele saudáveis.

11. Mulheres em pré-menopausa devem consumir de 1.000 a 1.200 miligramas de cálcio por dia (os especialistas recomendam tomar o cálcio em duas ou três doses menores ao longo do dia) e em pós-menopausa devem tomar 1.500 mg de cálcio por dia e 500 mg de magnésio e vitamina D, para a absorção máxima do cálcio ingerido.

12. Discuta com o médico os prós e contras do uso da terapia de reposição hormonal. Ela não é recomendada para mulheres em situação de risco para câncer de mama, trombose ou doença cardíaca.

Fonte: Ig

Procure uma nutricionista para ter uma orientação personalizada. Isto fará a maior diferença nesta fase.

Meditação e relaxamento ajudam a aliviar calores da menopausa


Meditação e relaxamento ajudam a aliviar calores da menopausa
Estudo revela que incômodos típicos do período podem ser amenizados com o auxílio dessa prática
Meditação pode ser aliada na redução dos sintomas da menopausa
Mulheres que sofrem com intensas ondas de calor na menopausa disseram que tiveram a qualidade de vida aprimorada depois de tomar aulas de meditação, é o que mostra um novo estudo.

As descobertas também sugerem que este tipo de aula poderia ajudar a melhorar a qualidade do sono, o estresse e a ansiedade durante a menopausa.

Em 2002, o estudo americano da Iniciativa Pela Saúde da Mulher constatou que a terapia hormonal usada para aliviar os sintomas da menopausa aumentava os riscos de AVC e de câncer de ovário.

Desde então, as mulheres acometidas por ondas de calor e sudorese noturna durante a menopausa ficaram com poucas alternativas de tratamento.

Existe uma vasta gama de atitudes em relação às ondas de calor e à forma como elas podem ser tratadas”, disse Ellen Freeman, especialista em menopausa da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, em entrevista à Reuters Health.

“Existem inúmeras mulheres que não querem tomar hormônios... e muito menos, outros medicamentos. Por outro lado, elas podem ser bem receptivas à prática de meditação e relaxamento”, disse Freeman, que não participou do estudo.

Mulheres acometidas por ondas de calor intensas e frequentes costumam também reclamar de ansiedade e estresse relacionados aos sintomas, além de apresentarem dificuldade para dormir. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts queriam avaliar a eficácia da meditação para aliviar estes sintomas da menopausa.

Participaram do estudo 110 mulheres que sofriam pelo menos cinco ondas diárias de calor. Elas foram aleatoriamente dividas em dois grupos. O primeiro frequentou aulas semanais de meditação com 2,5 horas de duração com foco na consciência corporal, meditação e alongamento. Este grupo também recebeu CDs para realizar as atividades individuais diárias nos dias sem aulas. O grupo controle não frequentou as aulas de meditação durante o estudo, com duração de oito semanas.

No início do estudo, as mulheres apresentavam diariamente uma média de oito ondas de calor e três episódios de sudorese noturna, sentindo “moderadamente” ou “extremamente” incomodadas pelos sintomas, de acordo com as respostas dos questionários. Elas também relataram dificuldades para dormir, apresentando índices de ansiedade e estresse considerados acima do normal para pessoas saudáveis.

Ao final do programa de meditação, as mulheres apresentavam níveis mais baixos de estresse e ansiedade, não sendo mais consideradas fora da média normal para tais sintomas. Elas também estavam dormindo melhor, observando uma melhora na qualidade de vida, e se sentiam menos incomodadas pelas ondas de calor – melhora observada mesmo três meses após o final do programa. Nesta fase, as mulheres se sentiam entre “levemente” e “moderadamente” incomodadas pelas ondas de calor.

Os dois grupos apresentaram melhoras na intensidade das ondas de calor, mas as mulheres que frequentavam as aulas de meditação não apresentaram mais melhoras do que as do grupo controle, de acordo com o estudo, publicado no periódico americano Menopause. No final do programa, não foram observadas diferenças entre os dois grupos quanto à frequência das ondas de calor.

Segundo os autores, o estudo sugere que as aulas podem ser mais eficazes para ajudar as mulheres a lidar com as ondas de calor do que para se livrar por completo destes sintomas. O programa apresenta a possibilidade para as mulheres que sofrem com as ondas de calor e não querem tomar antidepressivos ou outros medicamentos de venda controlada, disse Freeman.

Freeman e James Carmody, autor do estudo, concordam que pode ser mais fácil tomar um comprimido diariamente do que passar horas em aulas de relaxamento. Carmody disse à Reuters Health que o empecilho deste tipo de programa é o investimento de tempo necessário, o que o torna impossível para muitas mulheres.

Ele diz: “Gostaríamos de observar se um programa mais curto apresenta efeitos semelhantes. Algo que torne o tratamento mais acessível às mulheres”.

Fonte: IG