sexta-feira, 18 de março de 2011

Os perigos das dietas das musas

Saiba por que você não deve seguir a dieta daquela famosa super magra
A atriz Jeniffer Aniston, embora em boa forma, teria apelado para as papinhas de bebê
Aquela que nunca desejou ter o corpo igual ao de uma celebridade, que atire a primeira pedra. Consideradas padrões de beleza, famosas em todo o mundo passam fome e apostam em dietas – no mínimo, excêntricas – para manter as gordurinhas longe das câmeras.

Ela nega, mas para encarar uma nova personagem no filme “Just Go With It”, em que contracena com Adam Sandler e Nicole Kidman, a atriz Jennifer Aniston teria passado uma semana a base de papinhas de nenê. A dieta teria sido receitada pela personal trainer da atriz, Tracy Anderson. Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Tracy afirmou que a atriz consumia 14 potinhos por dia e perdeu três quilos fazendo isso.

Pode parecer prático e inofensivo, mas a restrição de nutrientes deixa nutricionistas preocupadas com essa prática.

“A papinha é para neném, nunca vai atender as necessidades de um adulto de lipídios, vitaminas, minerais”, afirma Natália Dourado, da Nutricêutica, consultoria de nutrição em São Paulo. A carência de substâncias primordiais para o bom funcionamento do organismo tem as mesmas conseqüências da desnutrição: o corpo vai perdendo tônus muscular, a pessoa se sente fraca, fica com a imunidade baixa e mais suscetível a infecções. Em alguns casos pode até desenvolver anemia.

“As papinhas foram desenvolvidas como uma forma de transição entre o aleitamento materno e os alimentos que exigem mastigação. O adulto deve mastigar para sentir-se saciado”, alerta a nutricionista Elaine Pádua, do Ambulatório de Saúde do Adolescente do Hospital das Clínicas de São Paulo e diretora da clínica DNA Nutri.

E se a alimentação de Jeniffer Aniston parece estranha, o que dizer da dieta adotada pela top model internacional Naomi Campbell. Em entrevista à Oprah Winfrey, a modelo afirmou que, quando precisa perder alguns quilinhos, passa dias tomando água, suco de limão, uma colher de pimenta vermelha e xarope de bordo (também conhecido como xarope de Acer). E só.

Não é preciso ser médico para perceber que seguir um “cardápio” como esse pode trazer sérios riscos à saúde. “Dietas restritivas podem provocar um grave desequilíbrio metabólico, o que pode exigir um esforço extra do organismo para manter funcionais órgãos vitais como coração, pulmão e o cérebro. Para se ter uma idéia, o cérebro necessita de 130 gramas diárias de glicose para poder sobreviver”, diz Elaine. Além disso, dietas como essa podem desencadear transtornos alimentares como anorexia nervosa, completa a nutricionista.

Comunidades

No site de relacionamentos Orkut, não é difícil encontrar depoimentos de quem adota o tal “menu” para emagrecer. E tem até comunidades como “Eu faço dietas malucas”, “Master Cleanse”, “Já fiz loucuras para emagrecer”, em que – em geral, garotas – de todo o País compartilham suas experiências com as mais diferentes dietas.
Fonte: Ig

Hormônio da gravidez é usado para emagrecer


Mulheres combinam dieta de 500 calorias com injeções diárias da medicação. Órgão norte-americano questiona eficácia do tratamento
Perda de peso é acentuada com o hormônio da gravidez
Um novo tratamento para emagrecer tem sido feito nos Estados Unidos com injeções diárias do hormônio da gravidez, o hCG. Originalmente usado contra infertilidade, a medicação agora promete perdas de até 500g de gordura por dia.

O resultado é alcançado por mulheres que se submetem a uma dieta bastante de restritiva, de apenas 500 kcal por dia, número até cinco vezes menor que o recomendado para manutenção do peso.

Além da perda ser expressiva, ela também é bem direcionada. O emagrecimento atinge braços, pernas e cintura, regiões em evidência no corpo feminino, nas quais o prejuízo estético e de saúde pode ser maior.

Apesar do aparente sucesso, e da procura elevada em clínicas médicas, o procedimento ainda carece de estudos e comprovação científica. “Essa indicação das injeções é off label, ou seja, não está na bula”, conta Mário Cavagna, diretor da secretaria de reprodução humana da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A hipótese mais comentada por médicos norte-americanos sugere uma relação entre hormônio e sensação de saciedade. As mulheres passariam a suportar melhor a fome, apesar da dieta muito restritiva.

Alguns especialistas afirmam ainda que o hormônio consiga enganar o corpo da mulher, elevando o metabolismo e fazendo a perda de gordura acontecer mais rapidamente, como se ela estivesse grávida. Isso sem prejuízo à massa muscular.

“O hormônio induz a ovulação, por isso a mulher em tratamento para engravidar recebe a injeção”, explica Cavagna. Mas a medicação é ministrada em dose única, bem diferente das aplicações diárias no tratamento para emagrecer.

O resultado disso pode ser danoso ao organismo. Há risco da menstruação cessar e até de infertilidade. “Mas como não existem estudos, não dá para saber ao certo o impacto do medicamento”, alerta o médico.

Alto custo

Apesar dos riscos e da falta de comprovação científica, o tratamento tem encontrado mulheres dispostas a pagar US$ 1 mil por mês para emagrecer. O custo é destinado às ampolas com hormônio, seringas para aplicação diária e consulta médica mensal.

O sucesso do tratamento já despertou a atenção do FDA, órgão que regula a venda de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos. A agência alerta para a falta de evidência científica do método e afirma que recebeu relato de uma paciente vítima de embolia pulmonar após receber as injeções.

O hormônio também poderia estar ligado a outros efeitos colaterais, como depressão, coágulos e aumento do volume das mamas.
Fonte: Ig

Todo cuidado é pouco com estas novidades. "As pacientes devem esperar maiores estudos que comprovem a eficácia deste tratamento para não sofrerem com efeitos colaterais ainda não conhecidos", afirma Patrícia Brigagão Mendes ( nutricionista).