sábado, 5 de novembro de 2011

Alimentos industrializados Saudáveis? Atenção para a leitura dos rótulos.

O estilo de vida moderno, com a entrada da mulher no mercado de trabalho, e um menor tempo para cozinhar, favoreceram o uso das refeições de preparo e consumo rápidos. Sabendo disto, a indústria de alimentos tem elaborado uma quantidade crescente de produtos a fim de atender esta demanda. Os alimentos industrializados tornam-se itens bastante úteis para suprir a falta de tempo disponível para o preparo das refeições. O problema é que, na maioria das vezes, o consumidor não lê o rótulo dos alimentos como deveria e somente presta atenção nas informações em destaque e alguns nem olham as informações nutricionais, muito menos a lista de ingredientes. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Chicago aponta que quem quer emagrecer dá mais atenção ao rótulo de saudável do que ao conteúdo da embalagem e, desta forma, são facilmente enganados. De acordo com o estudo, com o tempo, as pessoas em dieta aprenderam simplesmente a evitar alimentos reconhecidos como proibidos, com base no nome do produto, como no caso de massas, por exemplo. No caso de saladas, consideram sempre uma opção saudável, mesmo que nela contenham salame ou molho gorduroso. Não consideram a qualidade dos alimentos presentes, associando o nome do produto a algo saudável ou não saudável, sem se preocupar com outras informações do produto, que poderiam alterar em muito suas escolhas.No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão responsável pela regulação da rotulagem de alimentos que estabelece as informações que um rótulo deve conter, visando a proteção à saúde da população. Seguem algumas dicas:


•Atenção à porção da embalagem: muitas vezes a porção do alimento descrita é menor do que a que está na embalagem, podendo induzir o consumidor a ingerir uma quantidade maior do mesmo, favorecendo o aparecimento da obesidade.
•Um valor energético baixo corresponde a até 40 kcal/100g. Esta informação deverá ser usada de acordo com o plano alimentar e complementada com a qualidade do alimento, pois existem substâncias que podem auxiliar na perda de peso e na absorção do açúcar, como as fibras, por exemplo. Além disso, o tipo de gordura usada também influencia nossa saúde, como as gorduras polinsaturadas ômega 3, que auxiliam no emagrecimento e na prevenção de doenças cardiovasculares.
•Para o alimento ser considerado com baixa quantidade de sódio deverá ter no máximo 80 mg/100g. Para hipertensos, deve-se ter cautela com produtos que contenham sacarina e ciclamato de sódio, que, embora sejam adoçantes, são substâncias que contêm sódio.
•A leitura da lista de ingredientes ajuda o consumidor a identificar a composição do alimento, como tipos de açúcar, como por exemplo: sacarose, glicose e xarope de milho. Outros ingredientes preocupantes são os corantes, principalmente o corante amarelo tartrazina ou amarelo crepúsculo, que podem provocar processos alérgicos diversos.

A maior preocupação é conscientização da população para um estilo de vida mais saudável, que deve andar em conjunto com a Educação Nutricional, a fim de que a população saiba usar seu poder de escolha com segurança, adquirindo produtos de qualidade, não apenas para saciar sua fome e prazer, mas principalmente para a prevenção nutricional e promoção da saúde.

Para um plano alimentar personalizado, um nutricionista deverá ser consultado.

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

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