sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novo cardápio do brasileiro: menos feijão e mais industrializados


O prato do brasileiro está diferente.

Segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pelo IBGE (16/12), o arroz com feijão perdeu espaço na compra familiar na análise feita entre os biênios 2002/03 e 2008/2009. No mesmo período, os industrializados, os refrigerantes e a cerveja ficaram mais frequentes no cardápio, uma das possíveis explicações para o aumento de casos de hipertensão e obesidade no País.

Estudo mostra que brasileiro aumenta consumo de embutidos e diminui o de arroz com feijão: risco cardíaco.
Para chegar às quantidades consumidas, os pesquisadores avaliaram os quilos de produtos alimentícios adquiridos por cada família e divididos pelo número de pessoas do mesmo núcleo familiar. Essas e outras informações estão disponíveis nas publicações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009: “Aquisição alimentar domiciliar per capita – Brasil e Grandes Regiões”.

A quantidade de arroz polido consumida no intervalo de tempo analisado caiu de 24,5 kg per capita para 14,6 kg, uma diminuição de 40,5%. Para o feijão, a baixa foi de 26,4% – de 12,4 kg por pessoa para 9,1 kg.

Já os refrigerantes do tipo cola tiveram aumento no período de 39,3%, saindo de 9,1 kg em 2002/03 (a medição é feita em quilos e não litros) para 12,7 quilos. Mesmo fenômeno foi detectado para a cerveja, de 4,6 kg para 5,6 kg, um acréscimo de 23,2%.

O estudo do IBGE avaliou ainda quais foram as principais fontes de calorias dos brasileiros. Apesar da quantidade total calórica ter diminuído nos anos analisados – de 1.791 quilocalorias por dia para 1.611 – os industrializados apresentaram maior participação neste setor.

Os pães, que antes eram responsáveis por 5,7% do total calórico consumido no dia, na última análise subiram para 6,4%. Os embutidos (presunto, salsicha, mortadela) passaram de 1,78% para 2,2% na participação de calorias. Os biscoitos saíram de 3,1% em 2002/03 para 3,4% em 2008/09. Os refrigerantes de 1,5% para 1,8%. As refeições prontas de 3,3% para 4,6%.

Diferenças

A pesquisa do IBGE identificou também diferenças no padrão de consumo alimentar nas áreas urbana e rural brasileiras. Na primeira, a média anual de consumo de frutas foi de 30,3 quilos contra 21,9 quilos na zona rural.

Foram mais importantes no meio urbano o pão (7,4% das calorias totais contra 2,5% no meio rural), os biscoitos (3,6% contra 2,8%) e o macarrão (2,7% contra 2,4%). A participação de feijões e demais leguminosas e de raízes e tubérculos foi maior no meio rural do que no meio urbano (6,8% das calorias totais contra 5,1% e 8,9% contra 3,7%, respectivamente). A participação de carnes e leite e derivados foi maior no meio urbano do que no meio rural (12,6% contra 11,4% e 6,1% contra 4,5%, respectivamente).

Faltas e excessos

De modo geral, brasileiros de todas as regiões falham no consumo frutas e verduras e legumes. Este grupo de alimento corresponde a apenas 2,8% das calorias totais, ou cerca de um quarto das recomendações para o consumo desses alimentos (pelo menos 400 gramas diárias ou cerca de 9% a 12% das calorias totais de uma dieta de 2 000 kcal diárias). Foram analisados 304 alimentos, divididos em 15 grupos.

Já na análise de fontes de macronientes – carboidratos, lipídios (gorduras) e proteínas – mostrou que há excesso de açúcar na dieta diária. Este grupo representou 16,4% das fontes calóricas, padrão considerado alto para os pesquisadores do IBGE.

Fonte: IG

Um comentário:

  1. Eu gosto é do feijãozinho mineirim com louro, alho e cebola, é a maiorrrrrrrr delícia e não fica impregnado de gorduras!

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