domingo, 3 de abril de 2011

DOENÇA DE CROHN E ALIMENTAÇÃO

Doença de Crohn: trabalho nutricional individualizado melhora qualidade de vida do portador

As doenças crônicas constituem um grande problema para a população moderna. Dentre elas se inclui a Doença de Crohn que afeta normalmente o íleo e o cólon, porém pode também se estender todo o sistema gastro-intestinal.

As causas da doença ainda não estão completamente esclarecidas, mas acredita-se que ela se inicia por processos auto-imunes, disparados pela junção de fatores ambientais (alimentação, fumo e estilo de vida) e genéticos. Costuma se iniciar entre os 20/30 anos, mas pode afetar também outras faixas etárias. Um dos sintomas mais freqüentes é a dor abdominal, que na maioria das vezes ocorre após as refeições.

A diarréia é outra manifestação clínica da doença, podendo as dejeções conter sangue e provocar anemia. A perda do apetite e o emagrecimento são freqüentes. Na fase aguda é comum episódios de febre, dores articulares e, em alguns casos, doença perianal (abcessos). Por todos os motivos citados, o trabalho nutricional deve começar tão logo seja o transtorno diagnosticado.


O tratamento da doença é bem individualizado e depende de diversos fatores, como: localização da inflamação, seriedade do quadro, complicações e tratamentos anteriores. Como não há cura a preocupação maior é o controle dos sintomas e complicações. Ele pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação das três. O cuidado nutricional é de extrema importância para esse paciente, e em alguns casos sozinho pode trazer a melhora. Nesse caso ele pode prevenir e até mesmo tratar algumas deficiências que podem ocorrer, devido à falha na absorção pelos tecidos inflamados ou por uma alimentação desbalanceada.

Seguem algumas orientações gerais para auxiliar os portadores da doença no tratamento:

• Refeições de pequeno volume e bem fracionadas, isso ajudará a evitar o desconforto causado pelas grandes refeições;
• Alimentos ricos em Ômega 3: sardinha, salmão, linhaça, couve, agrião espinafre, salmão são antiinflamatórios e podem ajudar;
• Outros nutrientes como vitamina A (cenoura, na salsa, algumas carnes), vitamina D (salmão, sardinha), vitamina E (gérmen de trigo), vitamina K(óleo de soja), são de extrema importância, pois sua absorção pode estar deficiente e são potenciais anti-oxidantes;
• Alimentos ricos em ferro (carnes, melado da cana) e ácido fólico (fígado de galinha), e magnésio (couve, leite de soja) devem tem sua ingestão adequada para corrigir possíveis deficiências;
• Alimentos ricos em fibras solúveis (maçã, banana prata, pêra, arroz, batata inglesa), para ajudar no controle da diarréia;
• Evitar alimentos gordurosos;
• Se houver histórico de intolerância a lactose: evitar leite de vaca e alimentos contendo lactose;
• Evitar alimentos ricos em açúcar e
• Condimentos (pimenta, picles, mostarda), eles são irritantes a mucosa gástrica.


De um modo geral é necessário oferecer uma quantidade adequada de todos os nutrientes, carboidratos, proteínas, lipídeos, fibra e micronutrientes. Porém, respeitando sempre as necessidades individuais.


Fonte: Nutrício

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