terça-feira, 15 de março de 2011

Mulheres devem se prevenir contra osteoporose desde cedo


Para chegar à maturidade saudável, cuidados devem começar ainda na adolescência, com a adoção de bons hábitos diários
Estilo de vida saudável e alimentação rica em cálcio na juventude previnem osteoporose na maturidade

Existem muitos mitos em torno da osteoporose. Associar a doença única e exclusivamente à terceira idade é um deles. Isso faz com que muitas mulheres jovens menosprezem cuidados que podem preveni-la. Realmente o problema compromete a saúde das idosas: as estatísticas apontam para 1/3 das mulheres entre 60 e 70 anos de idade e 2/3 entre aquelas com 80 anos ou mais. Mas as jovens não podem ficar de fora da prevenção já que aos 35 anos a população feminina já começa a perder massa óssea.

No mundo, cerca 1,7 milhão de fraturas no quadril são atribuídas à osteoporose a cada ano. Calcula-se que este número chegue a 6,3 milhões em 2050. Metade das mulheres com osteoporose terá fraturas e cerca de 25% das que tiverem o fêmur quebrado vão morrer após um ano.

No Brasil, dados do IBGE apontam que cerca de um milhão de mulheres poderão ficar inválidas e pelo menos 200 mil irão morrer vítimas da osteoporose, nos próximos anos, se a doença não for combatida. Estas estimativas colocam a doença como uma das principais causas de morte entre a população feminina no país.

Mata tanto quanto câncer

“A partir dos 60 anos, fraturas de fêmur podem levar à mortalidade em torno de 40%. É uma estatística próxima à de mortes por câncer de mama e infarto”, diz a reumatologista Maria Cecília Anauate, do Hospital Santa Paula, de São Paulo.

Para combater esses assustadores números, os especialistas recomendam a adoção de medidas simples, desde cedo. ”A prevenção da osteoporose deve iniciar ainda na adolescência. As meninas precisam de um estilo de vida saudável, com alimentação rica em cálcio, atividade física – de preferência de impacto, como a corrida - e exposição regular ao sol, entre 7 e 10 horas da manhã e ao final da tarde”, explica a reumatologista.

Mulheres que não fazem um aporte suficiente de cálcio na infância e adolescência costumam entrar na zona de risco para fratura óssea mais cedo. De acordo com a médica, poucas ingerem de fato uma quantidade diária de cálcio próxima ao ideal para proteger os ossos.

“Perto dos 15 anos, as meninas já adquiriram cerca de 90% do seu pico de massa óssea. A partir dos 35 anos a mulher começa a perder massa óssea e esse processo é acentuado ainda mais depois dos 45 anos. Algumas perdem entre 10% e 15% nos primeiros oito anos após a menopausa”, afirma Maria Cecília Anauate.

Estudos recentes mostram que a ingestão diária de cálcio por adolescentes deveria ser 1300 mg/dia. Para se ter uma ideia, um copo de leite, 200 gramas de iogurte e 50 gramas de queijo contêm cada um cerca de 300 mg de cálcio. Alimentos ricos em cálcio - como iogurte, sardinha, pescada e manjuba - também são boas opções.

Vale lembrar que os principais fatores de risco da osteoporose são hereditariedade, raça, sexo e idade, além da baixa ingestão de cálcio, fumo, álcool, sedentarismo e estresse.

Fonte: IG

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