quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Suplemento Alimentar e Creatina

Suplemento Alimentar

Suplemento alimentar é toda e qualquer substância, em geral produzida quimicamente, que tem a propriedade de completar a ação dos alimentos naturais, dando mais força e energia. O suplemento alimentar é muito procurado por atletas, nadadores, jogadores de futebol, vôlei, basquete e outros. Também é oferecido pelos fabricantes com a promessa de auxiliar nas dietas de redução de peso e ou nas dietas de aumento da massa muscular. Como os suplementos alimentares não são substâncias controladas, é possível adquirir na farmácia qualquer um desses produtos contendo creatina, L-carnitina ou enzicoba, que, na verdade, são escolhidos pelas belas embalagens contendo figuras atléticas perfeitas, com algumas indicações de uso e das propriedades.

Mas as embalagens não dizem tudo. E nem todo suplemento alimentar é indicado, indiscriminadamente, para qualquer pessoa. Na dúvida, um nutricionista pode ajudar a escolher o suplemento indicado, sem perde vista a importância da alimentação normal do dia-a-dia, que deve continuar rica e variada em proteínas, vitaminas e sais minerais. Um dos suplementos mais conhecidos atualmente é a creatina, cujas características estão a seguir.

Creatina

A creatina é, originalmente, sintetizada no fígado e no pâncreas, por meio dos aminoácidos arginina, glicina e metionina. Ela também é encontrada em baixas proporções na carne vermelha (cerca de 5g de creatina para cada quilo de carne) e no peixe.

Segundo funcionários da Beverly Nutrition, a creatina é uma substância natural que nosso corpo produz para ter energia, sendo que a maioria das pessoas normalmente produz cerca de 2 g de creatina todos os dias, o que é suficiente para se ter um bom equilíbrio.

Os músculos são constituídos de aproximadamente 70% de água. A creatina ajuda a introduzir a água nas células musculares, dando-lhes volume. Os músculos ficam como que inchados e este processo ajuda na síntese de proteína. A creatina é encontrada principalmente na musculatura esquelética, mas também em outros tecidos como o músculo cardíaco, o cérebro, a retina e ainda os espermatozóides.

No Desempenho do atleta

A Dra. Suzan M. Kleiner, especialista em nutrição do esporte, esclarece em seu livro Power Eating qual é a fonte de abastecimento dos músculos. Ela explica que, para trabalhar bem os músculos, um atleta precisa dar a eles o tipo certo daquilo que ela chama de 'combustível muscular'.

Fazendo uma viagem para dentro do corpo a fim de investigar o mecanismo muscular, a Dra. Suzan Kleiner relata que as células musculares, como todas as demais células, atuam em um composto de alta energia chamado trifosfato de adenosina, que é o ATP. Uma das moléculas de energia, o ATP faz com que os músculos se contraiam, transporta os impulsos nervosos e cria outros processos de energia celular. É importante estar familiarizado com esse mecanismo, para se ter uma idéia e poder utilizar melhor os suplementos de creatina, caso sejam introduzidos na dieta do atleta.

A Dra. Suzan Kleiner continua explicando que as células musculares fazem ATP combinando o oxigênio com nutrientes do alimento, principalmente os carboidratos. A gordura, relata a médica, é também usada para alimentar os músculos, mas a gordura pode ser quebrada somente quando o oxigênio estiver presente. As células musculares realmente preferem queimar carboidrato, gordura armazenada, e usar a proteína para crescimento e reparação.

As células do corpo geram ATP por meio de qualquer um dos três sistemas de energia: o sistema fosfágeno, o sistema glicolítico e o sistema oxidativo, ela diz, e nós vamos examinar aqui o primeiro, que se relaciona com o uso de suplementos.

O sistema fosfágeno reconstrói o ATP, fornece um composto, o fosfato de creatina (CP - do original, creatine phosphate). Uma vez usado o ATP, explica a médica, ele deve ser reabastecido a partir de alimento e oxigênio adicionais. Durante a fase de curtas e intensas queimas de exercício como treinamento de peso, por exemplo, o oxigênio disponível é esgotado pelos músculos que estão atuando. Nesse ponto, o CP volta para fornecer energia para alguns segundos de trabalho. O CP pode ajudar a criar o ATP, quando este é esgotado.

A Dra. Suzan lembra que qualquer exercício intenso com duração de 3 a 15 segundos consegue rapidamente esgotar o ATP e o CP em um músculo e, dessa forma, eles devem ser repostos. Reabastecer o ATP e o CP é tarefa de outros sistemas de energia no corpo.

O sistema glicolítico torna a glicose disponível aos músculos, ou pela quebra de carboidratos dietéticos na digestão, ou pela quebra de glicogênio do músculo e do fígado, o carboidrato em forma armazenada. No processo de glicólise, o glicogênio é desmembrado em glicose nos músculos e, por meio de várias reações químicas, é finalmente convertido em mais ATP.

Então, conforme a descrição da médica, a reserva de glicogênio nos músculos pode suprir energia suficiente para uns três minutos de exercício de curta combustão. Existindo oxigênio disponível para a célula muscular, o ATP será fabricado a partir da glicose. Se houver pouco ou nenhum oxigênio, os músculos vão fabricar, partindo da glicose, o ácido lático. A Dra. Suzan relata que o ácido lático em um músculo em ação cria uma sensação de queima e provoca o cansaço e a falta de contração do músculo. Ácido lático deixa o músculo quando o oxigênio está disponível para abastecer CP e ATP. Um breve repouso dá tempo ao corpo para fornecer oxigênio aos músculos e o atleta pode prosseguir então com o exercício.

O que os atletas procuram é aumentar suas fontes de energia e aumentar as dimensões e a atuação dos músculos e, por isso, além de sua dieta regular, lançam mão de suplementos alimentares com uma oferta extra de creatina.

Efeitos Colaterais

Alguns efeitos colaterais são atribuídos à creatina, entre eles: náusea, diarréia, desconforto estomacal e tontura. Os efeitos causados pelo uso prolongado da creatina ainda são desconhecidos, mas toda literatura a respeito, inclusive dos fabricantes de suplementos alimentares, deixa claro que o excesso de creatina poderá exigir um trabalho aumentado dos rins e do fígado, devendo o atleta estar sempre acompanhado de profissionais de saúde e nutrição para monitorar suas funções do organismo.

Precauções

A creatina tem a capacidade de drenar uma quantidade considerável de água para dentro da célula, podendo então facilmente sobrecarregar o fígado e os rins. O atleta, portanto, deve monitorar constantemente sua hidratação e buscar cuidados médicos se sentir dor nos rins ou perturbações do fígado.

O uso da creatina como suplemento não deve ser feito indiscriminadamente e, segundo a Dra. Suzan Kleiner, não substitui completamente as refeições feitas com alimento natural.

Primeiro porque seus efeitos positivos não se apresentam iguais em todos os tipos de pessoa e em todas as modalidades esportivas. Segundo porque nem todas as propriedades da creatina artificial foram medidas de forma conclusiva, o que significa que seus efeitos colaterais não são de todo conhecidos - um deles, por exemplo, a sobrecarga do fígado e dos rins em doses contínuas e muito altas.

Para se chegar aos benefícios de um suplemento alimentar, Dr. Marcus Bernhoeft, médico de esportes, diz que é conveniente se observar alguns objetivos, tais como:

- a dosagem utilizada (doses altas e baixas);
- tempo de utilização (suplementação por período curto e longo);
- momento de sua utilização (suplementação durante o treinamento e competição);
- modalidade de esporte (tipo de esforço físico intermitente e cíclico); e
- tipo do atleta.
Fonte: Site Boa saúde

Álcool X Adolescência

Por que o adolescente começa a ingerir ácool?

1. Contexto Familiar e Social. A crença de que uma reunião social possa não ser agradável sem que inclua consumo de álcool é comum na nossa sociedade. Os adolescentes são inclinados a imitar os pais, outros parentes e heróis da televisão, dos livros, do rádio ou do cinema. É comum um adolescente dizer que começou a beber porque viu que isso era um hábito de alguém que ele admira. Uma pesquisa realizada por VIEIRA et al. (2007) com estudantes de Paulínia (SP), revela que 40,4% dos alunos relataram que familiares foram os primeiros a lhes oferecer bebida alcoólica e, que quase metade (47,9%) afirmou que há alguém na família que bebe demais;
2. Curiosidade e Experimentação. Muitos adolescentes sentem curiosidade de experimentar o sabor da bebida que eles vêem os outros os outros ingerir. Além disso, querem explorar os efeitos da bebida, por meio do abuso. Querem saber como é estar embriagado ou intoxicado;
3. Pressão dos amigos. Para muitos garotos e garotas seguir a moda pode ser uma necessidade, assim como gostar de certos tipos de música. Nesse estágio eles se encontram psicologicamente imaturos para exercer o senso crítico e a capacidade de julgamento, absorvendo influências sem refletir sobre elas. Se beber está na moda entre determinado grupo de adolescentes, poucos serão dotados de segurança e senso crítico suficientes para criticar a bebida ou simplesmente recusar-se a beber. No estudo de VIEIRA et al. (2007), 35,5% dos alunos disseram que amigos foram os primeiros a lhes oferecer bebida alcoólica e 62,4% relatam beber mais freqüentemente na companhia de amigos.
4. Prazer. Muitos adolescentes usam o álcool como estimulante para a diversão e o namoro, isto é, para os prazeres. Incluem bebidas em festas, idas ao cinema ou ao jogo de futebol como elementos favoráveis ao prazer. Trata-se de um mecanismo cultural que identifica o álcool com o prazer e que deve ser desmascarado.
5. Problemas emocionais. Um dos efeitos imediatos do álcool é o de tranqüilizante ou de causador de euforia e bem-estar. Um indivíduo que esteja enfrentando momentos de tensão, nervosismo, conflitos com a família, com amigos ou dificuldades no relacionamento pode entregar-se ao álcool para suprimir temporariamente a depressão, a ansiedade e os sentimentos de medo. Acabam aí agravando os problemas em vez de resolvê-los.
6. Facilidade de acesso. Além de tudo que já foi citado, um outro fator que contribui fundamentalmente para o uso do álcool entre adolescente é a disponibilidade comercial e o preço. As bebidas alcoólicas são encontradas facilmente, em qualquer lugar e com preços acessíveis aos jovens. Apesar de existirem leis que proíbem a venda de bebidas a menores de 18 anos, essa é uma prática comum e que deve ser combatida.

Conseqüências do uso do álcool

No que diz respeito às conseqüências do uso e abuso do álcool, podemos dividir seus efeitos em duas categorias:
I) Efeitos do álcool na saúde;
II) Efeitos do álcool na vida familiar e social.

I) Efeitos do álcool na saúde

De acordo com o trabalho de BALBACH (s.d.) podemos listar como principais efeitos do álcool na saúde:
1. Efeitos do álcool sobre o esôfago, o estômago e os intestinos. O álcool provoca irritações na mucosa gástrica e nas paredes do intestino, prejudicando a digestão e diminuindo o apetite. Além disso, o câncer no estômago é mais freqüente nos alcoólatras que nos abstinentes e, 90% dos casos de câncer do esôfago são devidos ao abuso do álcool;
2. Efeitos do álcool sobre o fígado. Autoridades competentes reconhecem que 90 % dos casos de cirrose hepática têm como causa o alcoolismo. Quando o fígado sofre engrossamento pela cirrose as veias procedentes do intestino são constringidas e o sangue é obrigado a deixar escapar, por escoamento, a parte líquida, reunindo muito líquido no ventre. Daí, a ascite, vulgarmente conhecida como “barriga d’água”;
3. Efeitos do álcool sobre os rins. O álcool provoca irritação nos rins, prejudicando seu funcionamento normal, acarretando a hidropisia (infiltração da água da urina nos tecidos) e, posteriormente, a uremia (presença de grande quantidade de substâncias tóxicas no sangue).
4. Efeitos do álcool sobre os brônquios e os pulmões. Parte do álcool é eliminada pelos pulmões e pelos brônquios, provocando irritações nesses órgãos. Os alcoólatras são muito sujeitos às bronquites, e também às afecções pulmonares, especialmente à tuberculose.
5. Efeitos do álcool sobre o coração. O álcool, a princípio, acelera as contrações cardíacas. Em seguida, o coração diminui seus batimentos e a circulação sanguínea se torna mais lenta, acarretando má circulação do sangue. Além disso, o álcool provoca lesões nas fibras nervosas e nos vasos do próprio coração.
6. Efeitos do álcool sobre o sistema vascular. O álcool é responsável por cerca de 25% dos casos de arteriosclerose. Ele também atua aumentando a pressão arterial e maximizando os riscos de acidente vascular cerebral (AVC);
7. Efeitos do álcool sobre o sistema nervoso. O álcool prejudica o funcionamento dos centros de coordenação motora e o sistema nervoso sensitivo. Ao agir sobre os centros superiores do cérebro, priva o indivíduo, momentaneamente, do uso da razão. Esse estado de loucura passageira é um fator muito importante na produção de crimes. É também um fator de risco para uma diversidade de doenças mentais.
8. Efeitos do álcool sobre o exceso de peso. Uma grama de álcool fornece ao organismo 7 calorias. Portanto, para quem bebe muito, ajuda a ganhar peso ao longo do tempo. Exemplo: 10 chopps correspondem aproximadamente 1000 calorias.Se for consumida esta quantidade 3 vezes por semana, no final do mês estará 2 kg mais gordo e no final de um ano 24kg acima do peso.Cuidado!!!!! A obesidade também vai causar outros problemas de saúde.
As estatísticas provam que o uso do álcool diminui a longevidade proporcionalmente à quantidade ingerida e à duração do vício por parte do indivíduo.

II) Efeitos do álcool na vida familiar e social

As conseqüências negativas devido ao uso de álcool interferem em diferentes áreas da vida dos adolescentes: vida escolar, comportamento sexual, problemas de comportamento, violência e acidentes.
Segundo o estudo de VIEIRA et al. (2007), as principais conseqüências do uso de álcool apontadas pelos estudantes são apresentadas na tabela a seguir:

Tabela 01. Conseqüências do uso de álcool relatadas pelos adolescentes segundo o estudo de VIEIRA et al. (2007).


Como conseqüências do consumo, o álcool potencializa a propensão dos jovens a se engajarem em comportamentos de risco. Mesmo o consumo eventual revela poder expô-los a problemas como acidentes de trânsito, comportamento sexual de risco (doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada), violência, ferimentos não intencionais, problemas acadêmicos e outros. Tais prejuízos estão relacionados principalmente ao abuso agudo, e as complicações mais relatadas foram concordantes às propriedades farmacológicas do álcool sobre o organismo.


CONCLUSÃO


Os resultados encontrados permitem tirar as seguintes conclusões:
1. Apesar de álcool e jovens não combinarem, essa “mistura” acontece muito freqüentemente, e o comportamento de beber dos adolescentes ocorre a olhos vistos. É provável que fatores como a omissão do poder público e a permissividade da sociedade em relação ao álcool contribuam para o quadro observado neste estudo;
2. O consumo de álcool constitui-se um problema de saúde pública, uma vez que não afeta só o consumidor, mas toda a sociedade, resultando num alto custo social evitável;
3. Ao poder público cabe, por meio de estratégias adequadas, proteger a sociedade dos problemas relacionados ao consumo de álcool, conscientizar seus cidadãos e possibilitar que exerçam sua cidadania exigindo e colaborando para uma comunidade mais segura e saudável.
4. Cabem aos pais orientarem seus filhos sobre o perigo desta droga, pois o adolescente não sabe ou não conhece as consequências deste vício, que começam muitas vezes como brincadeira.
5. As escolas também tem um papel importante podendo ajudar nesta luta, mostrando através de palestras educativas para os alunos as possíveis causas , consequencias e tratamentos.


REFERÊNCIAS


BALBACH, Alfons. O Álcool e a Saúde. 17 ª ed. São Paulo: A Edificação do Lar, [s.d.].

CARLINI, Cotrim B.; GAZAL, Carvalho C.; GOUVEIA, N.. Comportamentos de saúde entre jovens estudantes das redes pública e privada da área metropolitana do Estado de São Paulo [online]. Revista Saúde Pública, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?. Acesso em: 18.07.08.

FISHMAN, Ross. Alcoolismo. Coleção tudo sobre Drogas. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

GALDUROZ, J.C.F.; NOTO, A.R.; FONSECA, A.M.; CARLINI, E.A.. V levantamento nacional sobre o consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino nas 27 capitais brasileiras [online]. Centro Brasileiro de informações sobre Drogas psicotrópicas, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?. Acesso em: 18.07.08.

LARANJEIRA, R.; ROMANO, M.. Consenso brasileiro sobre políticas públicas do álcool [online]. Revista Brasileira de Psiquiatria, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?. Acesso em: 18.07.08.

MELONI, J.N.; LARANJEIRA R.. Custo social e de saúde do consumo do álcool [online]. Revista Brasileira de Psiquiatria, 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?. Acesso em: 18.07.08.

VIEIRA, Denise Leite; RIBEIRO, Marcelo; ROMANO, Marcos; LARANJEIRA, Ronaldo R.. Álcool e adolescentes: estudo para implementar políticas municipais [online]. Revista Saúde Pública, 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?. Acesso em: 18.07.08.




Fonte: http://www.webartigos.com/articles/9037/1/Alcool-E-Adolescentes-Fatores-De-Risco-E-Consequencias-Dessa-Relacao/pagina1.html#ixzz11iMtdg00