terça-feira, 6 de abril de 2010

Dieta na prevenção da candidíase

Prevençao e tratamento nutricional da candidíase


A candidíase é chamada de epidemia escondida, sendo por isso muitas vezes sub diagnosticada. A cândida afeta não só mulheres, como homens e crianças.
A cândida albicans é um fungo, que tem como habitat principal o sistema digestivo humano. Todos nós temos várias bactérias e fungos como a cândida habitando em harmonia no nosso intestino, constituindo a nossa microbiota intestinal. O uso de antibióticos, quimioterápicos, antiácidos, esteróides, progesterona, pílulas anticoncepcionais e cortisona, assim como o estresse, a diabetes mellitus, e a hipoglicemia, entre outros distúrbios metabólicos pode provocar a quebra deste equilíbrio, sendo desencadeadores da proliferação da cândida.
As pessoas mais suscetíveis à cândida são aquelas alérgicas, com má digestão, aquelas com infecções virais, síndrome da fadiga crônica, câncer, ou que tenham um histórico de uso crônico das drogas mencionadas. A cândida é mais encontrada em determinados tipos de personalidade como naquelas pessoas que se doam, que buscam a perfeição, estressadas, workaholik, com baixa auto-estima e que querem se manter muito magros. Todas estas características, doenças e estresse têm em comum o fato de provocarem uma diminuição da função do sistema imunológico, deixando-nos muito mais suscetíveis ao supercrescimento da Cândida. A sua recorrência também está relacionada a períodos de baixa imunidade e baixa energia corporal, uma vez que um organismo fraco é um ótimo ambiente para o rápido crescimento deste fungo.


SINAIS E SINTOMAS

A cândida e outros fungos produzem toxinas, que no organismo humano podem atingir a corrente sanguínea e produzir uma vasta gama de sintomas que se manifestam principalmente em 5 áreas do nosso corpo:


a) Sistema digestivo – provocando gases, distensão abdominal, diarréia alternada com constipação e múltiplas alergias alimentares
b) Sistema nervoso – fadiga anormal, dificuldade em se concentrar, confusão mental, irritabilidade e confusão mental, perda de memória, insônia, depressão, tontura, alterações de humor, dores de cabeça, náuseas, sensação de queimação, dormência, entre outros
c) Pele – psoríase, eczema, sudorese excessiva, acne e infecções nas unhas.
d) Trato genito-urinário – nas mulheres, principalmente tensão pré- menstrual, infecções vaginais recorrentes, e perda da libido. Nos homens inclui prostatite recorrente e impotência.
e) Sistema endócrino – hipo ou hipertireoidismo, principalmente os de origem auto-imune.


O conjunto destes sintomas devido à infecção por cândida pode ser chamado de candidíase polisistêmica.


INFLUÊNCIA DA DIETA

Os fungos crescem com o açúcar, principalmente a sacarose. O consumo de grandes porções de carboidratos refinados como balas, chocolates, bolos, biscoitos, pão branco, bebidas alcoólicas e cafeína podem levar a um supercrescimento da cândida. Mesmo o açúcar contido nas frutas e nos seus sucos, se consumidos em excesso, favorecem também o seu crescimento. O excesso de açúcar e de lipídios diminui a fagocitose de leucócitos e a função linfocitária, respectivamente, tornando o ambiente próprio para o seu ótimo crescimento. As deficiências nutricionais frente a uma alimentação desequilibrada e uma função digestiva precária também estimulam o seu crescimento.
Muitos alimentos, mesmo que considerados saudáveis, podem estar grandemente colonizados por fungos e suas toxinas. Estes incluem milho, amendoim, castanha de caju, e coco ralado. Fungos também podem ser encontrados na cevada, centeio, trigo, arroz, milhete e em praticamente todos os grãos de cereais. Uma dieta rica em cereais e oleaginosas contaminadas, portanto aumentam a colonização de fungos no trato digestivo. Animais que se alimentam destes grãos contaminados também tem um crescimento de fungos aumentado e nós, portanto podemos ingeri-los de maneira indireta através do consumo de sua carne. Além disso, esses animais podem ter sido alimentados com antibióticos, o que de alguma forma pode influenciar no desequilíbrio da nossa ecologia intestinal.
A exposição a toxinas ambientais (pesticidas, herbicidas, petroquímicos e metais pesados) também aumenta a sua prevalência. Alguns estudos apontam para uma relação da cândida com uma sensibilidade aumentada ao mercúrio derivado dos amálgamas dentários e com uma prevalência aumentada de alergias alimentares.


TRATAMENTO NUTRICIONAL – ALIMENTAÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO

A candidíase não pode ser curada somente através das alterações dietéticas propostas, mas estas são de fundamental importância para a eficácia do tratamento antifúngico usualmente empregado. A dieta garante que a cândida não cresça ou que tenha um crescimento insignificante.
O mais importante no que se refere ao tratamento da infecção pela cândida é melhorar a função digestiva e o sistema imunológico, assim a cândida não encontrará ambiente propício para o seu crescimento excessivo.
Frente aos alimentos mais envolvidos no crescimento da cândida, é importante, evitar frutas ricas em açúcar como as desidratadas, frutas, sucos de frutas, alimentos fermentados como cerveja, vinho e queijos, pães e grãos contaminados, produtos de origem animal (principalmente a carne vermelha e de porco, gordura animal, manteiga, leite e outros laticínios), amendoim, pistache, castanha de caju e coco ralado, sementes e alimentos refinados. Evitar a ingestão de champignons, pois eles nada mais são do que uma espécie de fungo que pode proliferar a população intestinal de fungos.
Evitar a ingestão de amendoim ou seu óleo, uma vez que freqüentemente estão contaminados com aflatoxinas e fungos considerados imunossupressores.
Alimente-se com mais peixes e óleos de peixe (ricos em ácidos graxos Ômega 3), alho, cebola,azeitonas, azeite de oliva, hortaliças verdes, ervas, especiarias, semente de linhaça e produtos à base de soja como o tofu e o iogurte.
Alguns suplementos também são indicados como coadjuvantes no tratamento da candidíase:


PROBIÓTICOS: são as bactérias intestinais benéficas que residem no nosso intestino e funcionam como um antibiótico natural contra bactérias patogênicas, vírus e fungos como a cândida. Para isso é importante que estejam em equilíbrio na nossa microflora. O iogurte e outros leites fermentados são fontes naturais de probióticos, mas estes podem ser melhor obtidos através de suplementos de lactobacilos e bifidobactérias. Podem ser utilizados por via oral ou como uso tópico no caso de infecções vaginais recorrentes.


PREBIÓTICOS: como os frutooligossacarídios (FOS), por exemplo. Aconselha-se associa-los ao uso dos probióticos, uma vez que alimentam os lactobacilos, aumentando sua população e assim conferindo maior proteção intestinal.


ÁCIDO CAPRÍLICO: é um ácido graxo de cadeia média presente no coco. É um potente agente antifúngico.


CEBOLA E ALHO: são efetivos no combate tanto da cândida quanto de parasitas. Devem ser consumidos na forma crua ou em suplementos de óleo ou extrato de alho. O processamento do alho em cápsulas provoca perda de parte de sua atividade antifúngica. A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável pelas propriedades terapêuticas antibacterianas, antiinflamatórias e antifúngicas. Utilizar diariamente durante 1 a 3 meses.


ÓLEOS: O óleo de peixe tem atividade antifúngica comprovada, havendo também benefícios através da ingestão de peixes como truta, salmão, sardinhas, atum e bacalhau por pelo menos 3 vezes/semana. O óleo de prímula, de borage e groselha preta são ótimas fontes de Omega 6. Óleo de semente de linhaça é boa fonte de ácidos graxos Omega 3 e 6. Todos estes óleos tem propriedades antifúngicas. Destaca-se neste grupo o óleo de orégano por suas propriedades antibacterianas, antifúngicas, antiparasíticas e antioxidante.


ALOE VERA GEL: assim como a espirulina ou clorela têm ação no combate a cândida, principalmente devido ao seu efeito estimulante sobre o sistema imune. Além de suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias.


VITAMINAS/MINERAIS: o sistema imune necessita de alguns nutrientes para o seu bom funcionamento como a vitamina A, beta caroteno, vitamina E, iodo, selênio, zinco, ácido fólico e biotina. Esta última é uma das vitaminas do complexo B, e também tem atividade evitando a conversão da cândida na sua forma mais invasiva.


ALGAS MARINHAS: são ricas em selênio e iodo que têm atividade de inativar os fungos. Antes do advento das drogas antifúngicas o iodo era o “remédio” mais potente contra a cândida e outros fungos.

Estudo atual sobre a influência da dieta na endometriose

Na semana passada (24/03), o periódico Human Reproduction, publicou um estudo que sugere que mulheres cuja dieta é rica em alimentos fortemente concentrados de gorduras trans podem estar mais propensas a desenvolver endometriose.
O recente trabalho é o resultado da maior investigação já realizada que liga a dieta ao risco de endometriose e também é o primeiro estudo prospectivo para identificar um fator de risco modificável para a doença.
Foram 12 anos de estudo e mais de 70 mil mulheres analisadas pelo Nurses' Health Study, para concluir que, enquanto a quantidade total de gordura na dieta feminina não demonstra influência, o tipo da gordura consumida tem muita importância, pois as mulheres que consumiram mais alimentos ricos em ômega-3 mostraram 22% menos probabilidade de serem diagnosticadas com endometriose e aquelas que comiam mais alimentos com gorduras trans tiveram um risco 48% maior, em comparação com aquelas que comeram menos.
Milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de endometriose. Muitas mulheres procuram algo que elas realmente possam fazer para reduzir o risco de desenvolver a doença. Este estudo sugere que mudanças na dieta pode ser algo que elas poderiam fazer, consumindo alimentos ricos em ômega-3 como proteção para a endometriose e evitando as prejudiciais gorduras trans.
Margarina, pães e massas, leite e derivados, salgadinhos, frituras e alimentos prontos são alguns alimentos que contêm gordura trans.
As melhores fontes de ômega-3 são os peixes, algumas espécies possuem maior quantidade. Outras fontes são: semente de linhaça, castanhas e nozes, óleos vegetais (azeite, óleo de soja, canola) e vegetais de folhas verdes escuro.

Veja artigo completo no link: http://www.oxfordjournals.org/eshre/press-release/freepdf/deq044.pdf

Dicas de roupas para afinar a silhueta.

As mulheres não gostam de estar acima do peso, pois o mundo da moda é cruel e sempre privilegia somente as magrinhas, não fazendo roupas que caem bem em quem está gordinha. Mas, se você sempre tem dúvidas na hora de escolher uma roupa que te deixe mais bonita e feliz, leia a seguir algumas dicas de como ficar mais magra sem muito esforço, apenas pensando bem na hora de se vestir.

Quem está acima do peso deve sempre investir em blusas que tenham o decote em V. Esse decote afina o corpo, e chama a atenção para o colo, que é uma parte muito bonita e sexy do corpo das mulheres.
Nunca use blusas sem decote, ou que tenha a gola "careca". Esse modelo, além de ser feio, engorda, pois é muito redondo e não afina o corpo da mulher.
Lembre-se que tecidos escuros sempre emagrecem. Invista em roupas pretas, marrons, chocolates, ou com a cor azul marinho e verde ocre.
As estampas devem ser sempre evitadas, mas se você não quer abrir mão delas escolha aquelas de desenho pequeno, com fundo escuro e acrescente algum acessório na sua produção, como uma bijuteria ou uma bolsa bonita.
Quem está fora do peso não está proibida de usar saias. Mas nunca use nada volumoso. Saias ajustadas ao corpo, de cor escura e corte reto e clássico (tipo saia de secretária, social) são uma ótima pedida, pois afinam e deixam mais magra.
As calças devem ser sempre bem cortadas e alinhadas ao corpo da mulher. Nunca use calças justas demais, ou larga demais. O modelo jeans clássico, com a cintura não tão baixa, e a perna não muito larga, fica lindo e disfarça qualquer gordurinha.
Os casacos devem ser sempre mais ajustados e finos. Nunca use casacos volumosos, ou que deixem parte do quadril à mostra. Use casacos que tampem o cós da calça (mas não o bumbum) e que sejam justos nos braços.
Os vestidos devem ser no máximo até a altura do joelho, e de tecidos escuros. Invista nos decotes e lembre-se de ajustar os vestidos ao corpo. Se você estiver gordinha e usar algo muito largo, ficará ainda mais gordinha.
Se você tem uma barriguinha saliente, use sempre uma calcinha que seja mais alta e que aperte a barriga. Seu corpo ficará mais modelado, e você ficará bonita em qualquer roupa.
Lembre-se sempre que uma ótima pedida para disfarçar as gordurinhas é sempre andar com um acessório legal, como uma presilha no cabelo, uma bolsa, um anel, ou um sapato bonito. O legal é sempre chamar a atenção para outras partes do corpo.