sábado, 6 de fevereiro de 2010

Cuidados ao comer fora de casa

Tempo e temperatura são palavras-chave na hora de avaliar a qualidade do que será consumido em bufês, explica Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Isso porque os alimentos ficam em exposição, às vezes por horas, e estão sujeitos à contaminação por bactérias.

Ou seja, embora o serviço seja uma escolha rápida, pois em geral dispensa cardápio e tempo de espera até a chegada do prato, nem a praticidade nem a oferta de produtos devem ofuscar eventuais riscos. A seguir, Maria Cecília aponta dez coisas importantes para observar antes de se servir.

• Verifique se os pratos quentes estão em balcão térmico com temperatura entre 60°C e 80ºC. Isso reduz as chances de proliferação de bactérias.

• Produtos que precisam de refrigeração, como iogurte, queijos, frutas fatiadas e saladas, também devem estar em balcão térmico, entre 1,5ºC e 3,5ºC.

• Alimentos servidos em pequenas travessas tendem a ser boas escolhas porque são repostos com mais frequência.

• Veja se os balcões possuem anteparos de vidro. Eles ajudam a proteger a comida contra eventuais descuidos de quem está se servindo (espirros e tosses).

• Na hora da reposição dos pratos, observe se os funcionários usam touca para proteger os cabelos.

• Além de banheiros limpos, confira também se o lugar dispõe de uma pia com sabão e toalhas de papel. É preciso lavar as mãos antes de começar a se servir.

• Observe o estado de conservação de louças e talheres.

• A limpeza geral do ambiente também é importante. Por isso, fique de olho no piso, nas paredes e no sistema de ventilação do ambiente.

• Cestos de lixo devem ficar afastados dos balcões de comida.

• Visitar a cozinha dos estabelecimentos é um direito do consumidor e uma maneira eficaz de identificar possíveis maus hábitos dos funcionários.

Alimentação viva- Conheça vantangens e desvantagens

Li este artigo na internet e achei interessante informar aos meus leitores.
Aguardo seus comentários.
Você conseguiria comer apenas produtos crus ou levemente cozidos? É assim na chamada alimentação viva, um braço do vegetarianismo. A vantagem, segundo os defensores da dieta, é que a vitalidade da comida é transferida para quem consome.

Não, alimentação viva não significa colocar alguma coisa se mexendo no prato. É um tipo de nutrição que prioriza principalmente brotos, sementes germinadas, frutas, legumes e verduras. De preferência, tudo orgânico. Os adeptos da dieta, também conhecida como life food, acreditam que os brotos têm mais energia vital e que quem os consome também tem. Detalhe: segundo os preceitos da alimentação viva, nada pode ultrapassar a temperatura de 40 graus Celsius no processo de preparação - só para comparar, um bolo simples ou um pão caseiro dificilmente são assados em forno comum a menos de 180 graus.

No preparo, o fogão é deixado de lado e dá lugar a um equipamento chamado desidratador, um aparelho que ajuda a cozinhar os alimentos. O processo é lento e a temperatura pode ser controlada. Existem produtos domésticos à venda, que custam a partir de 100 reais.

Entre os especialistas, há quem defenda o cozimento ao sol. Você leu direito: demora muito mais para ficar pronto e tem de ter alguns cuidados bem peculiares, como cobrir o alimento com uma telha, mas a vantagem principal seria absorver a energia solar.

A comida não é fria
A chef Tiana Rodrigues, do restaurante Universo Orgânico, no Leblon, Rio de Janeiro, desmente que tudo seja consumido frio. "As pessoas têm essa ideia, mas os pratos são mornos. Não é pelando de quente, nem congelado".

Tiana conheceu a alimentação viva em Nova York, quando teve contato com as ideias de David Jubb. O neurofisiologista australiano, considerado um guru do vegetarianismo, acredita que quando o alimento passa dos 40 graus Celsius ele perde enzimas essenciais para a digestão. Quando cozidos, os produtos perdem enzimas e com isso o organismo trabalha mais para compensar e, com o tempo, se desgasta, explica Ana Maria Figueiredo Ramos, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

É com o desidratador que Tiana prepara os pratos mais "acessíveis ao paladar", como pizzas, pães, lasanhas, crepes e até um hambúrguer. "As pessoas pensam que é só capim, mas não é. Faço uma massa de nozes, alho, cebola e cogumelo portobello, que dizem valer por um bifinho de tão nutritivo", diz. "Coloco no desidratador e sai de lá com o formato de um hambúrguer. Costumo servir com salada, para repor o líquido perdido no processo, pão de essênio (feito de grãos e que não é assado) e maionese enriquecida com castanha de caju", ensina.

O mineiro Flávio Passos descobriu a alimentação viva na Califórnia. Ele prefere as receitas mais simples. "Bebidas rápidas são as minhas preparações preferidas, mas também faço pizzas com queijo de amêndoas, espaguete de algas marinhas, bolos e tortas", conta o chef, que é especialista em nutrição orgânica. Para ele, um pouco de criatividade e alguma técnica bastam para que alimentos crus e saborosos possam atrair cada vez mais interessados.

Outro lado
Apesar da dieta do life food ser bastante nutritiva, ela não é suficiente para repor tudo que o corpo precisa. Nem sempre o alimento cru é o mais adequado para nosso organismo. "Soja, feijões, ervilha e grão de bico crus ou pouco cozidos, por exemplo, podem conter substâncias chamadas de "antinutricionais" e que interferem na absorção de vitaminas e minerais", observa a nutricionista Kátia Gavranich Camargo, de São Paulo.

"Uma alimentação composta somente por alimentos cozidos também é pobre em nutrientes, pois muitos se perdem durante o cozimento. O ideal seria compor uma dieta com proporções equilibradas dos dois para o bom funcionamento do organismo", completa. Assim como o consumo dos alimentos crus tem suas vantagens, o cozimento também. Ele é responsável por aniquilar microorganismos que podem ser nocivos à saúde e até mesmo garantir mais sabor para a comida.

Há teorias que garantem que a cocção também foi importante para a evolução do homem. Uma delas é do antropólogo de Harvard, Richard Wrangham, autor do livro Catching Fire: How Cooking Made Us Human (Pegando Fogo: como o Cozimento nos Tornou Humanos, em tradução literal). No livro, ele explora o assunto e diz que foi o domínio do fogo e o cozimento das carnes que fez com que o ser humano se diferenciasse dos chimpanzés.
Meus comentários:
Para mim, o importante é sempre variar os alimentos, comer alimentos de todas as cores, de maneiras diferentes, crús e cozidos, comprar alimentos de lugares seguros e o mais natural possível( sem conservantes e aditivos químicos).Os alimentos tem classificações :
1) grupo de carboidratos- pães , massas,cereais integrais, farinhas, etc.
2) proteína- ( carnes, peixe, frango, ovo, leite e derivados,etc.
3) gorduras- ( azeite extra virgem, óleo de soja, canola ou girassol.
4) água
5) fibras ( frutas, feijões, verduras, alimentos integrais.
6) vitaminas e minerais ( frutas, verduras e legumes.
A divisão ideal para nossa alimentação é:
50 a 60 % de carboidrato
15 a 20% de proteína
até 25% de gordura
água- 2 a 3lt ao dia
fibras - entre 25 a 30 g ao dia
vitaminas e minerais- consumir ao dia no mínimo 3 porções de frutas e 2 de legumes e 2 de verduras.
Assim estará garantindo uma boa nutrição e terá uma ótima saúde!
Não se esqueça de praticar atividade física e tomar sol em horário saudável para a pele.Assim estará absorvendo vir. D, importante para os ossos.