domingo, 13 de setembro de 2009

BULIMIA

Assim como o comedor compulsivo, o doente de bulimia nervosa passa por surtos de ingestão excessiva de alimentos, mas, temendo engordar e para compensar os exageros, força uma "desintoxicação" por meio de vômitos, diuréticos e laxantes. Os bulímicos exercitam-se compulsivamente e, em geral, mantêm o peso corporal em uma faixa normal. Esse distúrbio pode causar insuficiência cardíaca, desgaste no esmalte dos dentes devido ao ácido clorídrico do vômito, inflamação no esôfago, desinteresse sexual e, em casos extremos, ruptura do estômago.Os transtornos alimentares são processos crônicos e complicados e sua cura não costuma ser rápida ou milagrosa. Por isso, quanto mais cedo se descobre um transtorno alimentar, mais chance de sucesso tem o tratamento que envolve o trabalho de médicos, nutricionistas e psicólogos. Além da orientação nutricional, terapias de grupos ou familiar podem ser úteis, desde que aliados à motivação, persistência e investimento por parte do doente e seus familiares.
Sintomas de bulemia :
* Preocupação excessiva com o peso, a estatura e a composição do corpo;
* Aumentos e perdas freqüentes de peso corporal (devido a ingestão e logo após a purgação);

* Idas ao banheiro após as refeições (para estimular o vômito);

* Temor de não ser capaz de controlar a comida (medo de não ter auto controle sobre os alimentos);

* Comer quando deprimido (uma forma de aliviar os problemas);

* Dieta compulsiva após episódios de alimentação exagerada (se culpa pela ingestão dos alimentos, e tenta a qualquer custo se ver livre das calorias ingeridas);
* Grandes desvios no humor , depressão, isolamento (devido a todos os outros fatores apresentados);


* "Orgias alimentares" reservadas, porém nunca comendo em excesso diante dos outros (devido ao sentimento de culpa e depressão comem até que não consigam ingerir qualquer outro alimento);



As principais causas de bulimia estão listadas abaixo:
A causa da bulimia nervosa é desconhecida. Fatores do paciente no ambiente social são importantes, incluindo a pressão cultural para as mulheres no mundo ocidental de aspirar a um unnaturally slim peso corporal. No entanto, a maior parte das pessoas com bulimia nervosa manter um peso normal. Os doentes com bulimia nervosa muitas vezes sofrem de baixa auto-estima.
Consequências da bulimia:

* Psíquicas: Depressão, isolamento social e perda de oportunidades de convívio e profissionais.

* Metabólicas: Hipoglicemia (queda do açúcar no sangue), distúrbios hidroeletrolíticos (desidratação), aumento de colesterol.
* Cardiovasculares: Pressão baixa, tonturas e problemas cardíacos.

* Neurológicas: Neurite.

* Gastroenterológicas: Lesão do estômago, cáries, constipação e obstrução intestinal.

ANOREXIA

Caracterizada pela recusa voluntária à ingestão de alimentos e pela preocupação do doente em manter-se excessivemente magro. Afeta principalmente mulheres adolescentes e pode levar à morte por inanição ou parada cardíaca. A maioria das pessoas anoréxicas evita alimentar-se em público, contabiliza as calorias das refeições, faz exercícios compulsivamente e mantém o peso corporal muito abaixo do desejado. O grande perigo está no fato de o anoréxico enxergar-se de forma distorcida, achando-se sempre gordo. Uma das conseqüências desse distúrbios é o aparecimento de atrofias irreversíveis no córtex cerebral. Na mulher, além da perda de peso, pode ocorrer amenorréia (ausência de menstruação) e no homem, impotência.

Definição clínica da anorexia nervosa

* Peso corporal em 85% ou menos do nível normal;
* Excesso de atividade física;
* Medo intenso e irracional de ganhar peso ou de ser gordo, mesmo tendo um peso abaixo do normal. Comumente, anoréxicos vêem peso onde não existe, ou seja, o anoréxico pensa que tem um peso acima do normal;

* Negação quando questionado sobre o transtorno;
* Em mulheres, ausência de ao menos três ou mais menstruações. A anorexia causa sérios danos ao sistema reprodutor feminino;
Sintomas e perigos incluem

* Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas.
* Danos intestinais, quando o anoxérico faz uso excessivo de laxativos
* Danos ao rim, quando o anoxérico faz uso excessivo de diuréticos
* Anemia (devido ao baixo nível de ferro)
* Osteoporose (devido ao baixo nível de cálcio, ou à deficiência do intestino em absovê-lo).
Causas da anorexia nervosa

A anorexia afeta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos de anorexia nervosa ocorrem em mulheres). Muitos especialistas acreditam que a influência da mídia é a principal (mas não a única) causa de transtornos alimentares. Isto porque a mídia comumente (mas não sempre) impõe o estereótipo em que a magreza é um fator importantíssimo, se não indispensável, para o sucesso social e econômico de uma pessoa, desde de redes de televisão até filmes e revistas. Tal influência é bastante negativa em crianças e adolescentes, em qual a personalidade ainda está em formação, e casos de garotas entre 11 a 14 anos anoréxicas existem com relativa freqüência.Pessoas que passaram por eventos traumáticos anteriormente, como rejeição familiar ou abuso físico e/ou sexual também possuem um maior risco de serem anoxéricas. Pessoas em certas profissões, como atletas, bailarinos, dançarinos, ginastas ou modelos, podem motivar uma pessoa a decidir por diminuir seu peso, possivelmente resultando em um transtorno alimentar. O perfeccionismo também é um fator de risco.

Consequências da anorexia

Psíquicas: Depressão, isolamento social e perda de oportunidades de convívio e profissionais.


Metabólicas: Hipoglicemia (queda do açúcar no sangue), distúrbios hidroeletrolíticos (desidratação), aumento de colesterol.

Cardiovasculares: Pressão baixa, tonturas e problemas cardíacos.
Neurológicas: Neurite.

Hematológicas: Anemia e leucopenia (diminuição das células de defesa).

Renais: Insuficiência renal aguda e crônica.

Endócrinas: Irregularidade menstrual, até interrupção completa do ciclo menstrual.

Musculares: Atrofia muscular, perda de massa óssea, fraqueza.

Gastroenterológicas: Cáries, constipação e obstrução intestinal.